Questões de Concurso Sobre teorias dos estudos da tradução e estudos da interpretação em libras

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Q797009 Libras
João, 16 anos de idade, aluno matriculado no EJA, apresenta interesse na interação com Paulo, seu colega surdo, mas ainda não aprendeu a se comunicar por meio da Libras. Por conta disso, sua professora recomendou-lhe a tradução como possibilidade de inclusão social. Atendendo à recomendação da professora, João passou a utilizar o software ProDeaf, que traduz a sua voz para Libras. Levando em conta os tipos de tradução apontados por Guerini e Costa (2007), assinale a alternativa correta sobre o ProdDeaf.
Alternativas
Q797008 Libras

Numere a coluna da direita, relacionando as premissas extraídas das ideias de Friedrich Schleiermacher, apresentadas por Heidermann (2009), com os respectivos tipos de tradução.

1. Tradução intralingual.

2. Tradução interpessoal.

3. Tradução intrapessoal.


( ) Às vezes, os nossos próprios discursos devem ser traduzidos depois de um certo tempo, se quisermos que continuem sendo nossos.

( ) Não só os diversos dialetos dos diferentes grupos étnicos de um povo e os diferentes desenvolvimentos dessa mesma língua ou dialeto em diferentes séculos já são, num sentido mais restrito, línguas diferentes e, não raras vezes, precisam de uma tradução entre si.

( ) Mesmo os contemporâneos não separados por dialetos, pertencentes a distintas classes sociais que, pouco relacionadas em seu trato, divergem muito em sua formação, muitas vezes só conseguem se entender através de uma intermediação.

( ) Mas, não é que frequentemente precisamos traduzir o discurso de um outro que é igual a nós, porém de personalidade e mentalidade diferentes, quando sentimos que as mesmas palavras teriam um sentido bem diferente na nossa boca ou ao menos um valor mais forte ou mais fraco que na dele e que, se quiséssemos expressar à nossa maneira o mesmo que ele expressou, utilizaríamos palavras e locuções totalmente diferentes?

Assinale a alternativa que apresenta a numeração correta da coluna da direita, de cima para baixo.

Alternativas
Q797006 Libras

Sobre a constituição do profissional tradutor intérprete, considere as seguintes afirmativas:

1. Vários autores, entre eles Massuti e Santos (2008), argumentam que o processo de tradução se configura para além de aspectos linguísticos, pois requer estratégias que levem em conta não só as subjetividades do tradutor intérprete e da pessoa surda, mas, também, aspectos que são centrais na cultura surda e na cultura ouvinte.

2. Perlin (2006) conceitua o tradutor intérprete de língua de sinais (TILS) como intérprete da cultura, da língua e da história das pessoas surdas. O ato de traduzir/interpretar é fazer parte da história do outro, o outro surdo. E fazer parte significa se colocar à disposição para entender esse outro, os seus afetos e as suas experiências de vida.

3. Segundo Marques e Oliveira (2009), a partir de uma perspectiva fenomenológica, os tradutores intérpretes de língua de sinais estão o tempo todo assimilando e internalizando novos lugares, novas temporalidades e movendo símbolos carregados de afetividade, motivo pelo qual se encontram num espaço privilegiado de acumulação de conhecimento maximizado em relação a Ser Surdo.

4. Para Massutti (2007), o intérprete seria como um leitor cultural e agenciador de sentidos traduzidos em zonas fronteiriças de contato, marcadas por tensões subjetivas que reinventam os sujeitos não de acordo com uma ou outra cultura, mas conforme o regime híbrido que tece enredos emotivos e cognitivos.

Assinale a alternativa correta.

Alternativas
Q775483 Libras
Sobre o processo tradutório, é correto revelar-se que
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Q775479 Libras
Sobre competência tradutória, é correto afirmar-se que é
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Q775476 Libras
“É melhor reinar no inferno do que servir no céu”. Esta é uma frase da epopeia Paraíso Perdido (Paradise Lost), do poeta inglês John Milton (1608-1674), publicada em 1667. A frase produz o ápice da sede de poder de Lúcifer, o denominado anjo caído, personagem principal do poema miltoniano. Anos mais tarde, William Blake (1757-1827) e Gustave Doré (1832-1883) realizaram algumas das mais importantes ilustrações dessa obra. Duas delas podem ser vistas abaixo. Imagem associada para resolução da questão Observando-se as ilustrações de William Blake e Gustave Doré, com base em Paraíso Perdido, é correto afirmar-se que, sob uma nova forma de representação semiótica, Paraíso Perdido compõe uma categoria específica de tradução, a qual os Estudos da Tradução chamam de
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Q775475 Libras
Poeta, ensaísta e tradutor literário, o brasileiro Haroldo de Campos (1929-2003) deixou importantes contribuições, não só para a literatura, mas também para os Estudos da Tradução. Traduziu nomes da literatura mundial, como Dante, Goethe, Homero, Maiakóvski e Mallarmé. Realizou traduções de textos bíblicos direto do hebraico para a língua portuguesa, como Qohélet – O-que-sabe (Eclesiastes), sem intenções teológicas ou religiosas. Na verdade, Haroldo de Campos oferece aos leitores uma tradução com ritmo e sonoridade poéticos, uma vez que o seu grande interesse esteve voltado para os textos estéticos. Isso o levou a desenvolver ideias inovadoras em tradução, e sua teoria, nessa área, é conhecida como Teoria
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Q775473 Libras
Ao sistematizar as ideias de Hans Vermeer e de Katharina Reiss, Christiane Nord desenvolveu um modelo de análise textual a ser observado por tradutores. Para esses pesquisadores, a tradução é, sobretudo, um processo que envolve culturas. Como toda ação humana, a tradução também possui objetivos e intenções. A tradução está firmada sobre a óptica funcionalista. Não faz parte do pensamento funcionalista da tradução:
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Q775472 Libras
Inspirado(a) nas concepções de Schleiermacher (1813) sobre tradução, estabeleceu os conceitos de “Tradução domesticadora” e “Tradução estrangeirizadora”:
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Q775471 Libras
A interpretação exige um grande esforço mental do intérprete. Em geral, são muitas informações que o profissional precisa guardar em sua memória de curto prazo, para retomá-las, quando necessário. Debruçado sobre uma modalidade de interpretação, Daniel Gile desenvolveu a Teoria dos Modelos dos Esforços. O ponto de partida de sua análise foi a interpretação
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Q775470 Libras
Ainda sobre a Teoria Interpretativa da Tradução, o principal conceito que ela apresenta é a noção de
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Q775469 Libras
É possível perceber que a atuação, os procedimentos, as estratégias e o processamento cognitivo dos profissionais de línguas de sinais e de línguas oral-auditivas são, em grande parte, equivalentes. Por isso, hoje em dia, os estudiosos reconhecem que é praticamente impossível refletir sobre teoria e prática dos intérpretes de línguas de sinais, sem que se utilizem as abordagens teóricas pensadas para as línguas oral-auditivas. A Teoria Interpretativa da Tradução, conhecida também como Teoria do Sentido, é um bom exemplo. Ela foi desenvolvida pela intérprete, pesquisadora e professora francesa Danica Seleskovitch, nos anos 1960, e, apesar de muitas críticas, muito de suas ideias pode ser aplicado na interpretação de línguas de sinais. Pensando no momento de origem da Teoria Interpretativa da Tradução, é correto afirmar-se que esta teoria está voltada para a interpretação
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Q2816867 Libras

Graça (2002) cita em um dos seus textos, que a competência do intérprete de língua de sinais e a prática da tradução em relação à cultura tem um sentido mais abrangente, pois a cultura permite reconhecer, experimentar, intuicionar ou investigar hábitos linguísticos e extralinguísticos, as idiossincrasias e os mecanismos inconscientes que podem estar por detrás da produção e recepção do texto de partida e do texto de chegada.


Em relação às competências necessárias desse profissional, observe à palavra destacada em negrito no texto e marque a alternativa correta:

Alternativas
Q2795991 Libras

Segundo Quadros (2004), parte do problema relacionado ao não entendimento da interpretação é pertinente à falta do desenvolvimento de algumas competências, dentre elas, a competência linguística. O TILS precisa conhecer as estruturas constituintes e a modalidade expressiva distintas entre o par de línguas envolvido, ao entender que a língua de sinais

Alternativas
Q2748864 Libras

Assinale a alternativa que apresenta a estratégia tradutória que tem um efeito sobre o texto traduzido segundo o qual personagens, lugares, instituições, costumes e tradições são adaptados para a cultura do leitor da tradução:

Alternativas
Q2748863 Libras

Sobre a Teoria Descritiva da Tradução desenvolvida no final da década de 70, é CORRETO afirmar que:

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Q2748843 Libras

Para Lacerda (2012), a formação na área de tradução e interpretação deve contribuir para que os alunos percebam e analisem um texto para além das palavras, aprendendo seus sentidos. Entendendo o que a autora diz sobre compreender as ideias para além das palavras, assinale a alternativa CORRETA.

Alternativas
Q2748838 Libras

A abertura do campo dos Estudos da Tradução para pesquisas acadêmicas dos Intérpretes de Língua de Sinais demarca um rompimento na prática desses profissionais. Para Santos (2010), a hipótese é de que a formação e articulação aos Estudos da Tradução estão possibilitando aos intérpretes uma mudança teórica e prática com vários efeitos de revitalização profissional. Com base na autora referenciada, analise as afirmações abaixo e assinale a alternativa CORRETA.

Alternativas
Ano: 2016 Banca: FCC Órgão: AL-MS Prova: FCC - 2016 - AL-MS - Tradutor de Libras |
Q774556 Libras
Considere:
Lacerda (2009) afirma que o trabalho de interpretação não pode ser visto apenas como um trabalho ........ . É necessário que se considere a esfera ........ na qual o discurso está sendo enunciado, sendo, portanto, fundamental mais do que conhecer a ........ , conhecer o funcionamento da mesma, dos diferentes usos da linguagem nas diferentes esferas de atividade humana.
Preenchem as lacunas da frase acima, correta e respectivamente:
Alternativas
Q751749 Libras
Roberts (1992), in Quadro (2004, p. 73), apresenta seis categorias para analisar o processo de interpretação que serão destacadas a seguir por apresentarem as competências de um profissional tradutor-intérprete. Considerando as variedades destes, relacione o tipo de discurso (coluna 1) a sua caracterização (coluna 2).  1. Competência linguística. 2. Competência para transferência. 3. Competência metodológica. 4. Competência na área. 5. Competência bicultural. 6. Competência técnica. ( ) Habilidade para posicionar-se apropriadamente para interpretar, para usar microfone e para interpretar usando fones, quando necessário. ( ) Habilidade em usar diferentes modos de interpretação (simultâneo, consecutivo, etc.), para escolher o modo apropriado diante das circunstâncias e para retransmitir a interpretação, quando necessário. ( ) Conhecimento requerido para compreender o conteúdo de uma mensagem que está sendo interpretada. ( ) Habilidade em manipular as línguas envolvidas no processo de interpretação (habilidades em entender o objetivo da linguagem usada em todas as suas nuanças e em expressar corretamente, fluentemente e claramente a mesma informação na língua alvo). ( ) Conhecimento profundo e exclusivo da cultura surda que subjaz a língua envolvida no processo de interpretação (conhecimento das crenças, valores, experiências e comportamentos dos utentes da língua fonte e da língua alvo e apreciação das diferenças entre a cultura da língua fonte e a cultura da língua alvo). ( ) Habilidade para compreender a articulação do significado no discurso da língua fonte e para interpretar o significado da língua fonte para a língua alvo.
Assinale a alternativa correspondente a sequência CORRETA.
Alternativas
Respostas
161: B
162: C
163: D
164: B
165: C
166: B
167: D
168: A
169: C
170: C
171: E
172: B
173: C
174: D
175: A
176: D
177: E
178: C
179: B
180: C