Questões de Concurso
Sobre educação dos surdos em libras
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I. Quando iniciou as suas atividades, o oralismo foi implantado como metodologia oficial, e os seus pressupostos e fundamentos foram assimilados pelo Instituto.
II. No início do século XX, conforme a tendência mundial, passou-se a utilizar a língua de sinais como meio de acesso aos conteúdos curriculares, utilizando-se o gestualismo como corrente metodológica.
III. Na década de 1920, novas medidas administrativas dividiram o Instituto em dois grupos de alunos com tratamentos distintos: o oral e o silencioso, com o desafio de exterminar a chamada “contaminação mímica”.
Quais estão corretas?
Grande parte deles é filha de pais ouvintes, rejeitam a representação da identidade ouvinte, possuem uma identidade em construção, passam da expressão visual/oral para a expressão visual/sinalizada.
Conforme a professora surda Gladis Perlin (s.d.), esse breve excerto descritivo representa características identitárias provenientes da comunidade surda, mais especificamente da identidade surda
Não se pode garantir a existência de um espaço humanitário educacional apenas alocando o estudante surdo na rede regular de ensino, contanto que por meio de uma formatação institucional responsável para dar conta de demandas democráticas sobre a diversidade que sempre se encontrou em seu meio (PINHEIRO; LIMA; SILVA, 2019).
Esse trecho
Os defensores da língua de sinais para os surdos afirmam que é só de posse desta, considerada "natural", adquirida em qualquer idade, que o surdo constituirá uma identidade surda, já que ele não é ouvinte.
Fontes: MOURA, M. C. de. O surdo: caminhos para uma nova identidade. Rio de Janeiro: Revinter/Fapesp, 2000. PERLIN, G. Identidades surdas. In: SKLIAR, C. (Org.).
As pessoas com a identidade surda
O documento “A Educação que Nós Surdos Queremos” (FENEIS, 1999) foi produzido por lideranças da comunidade surda durante o Pré-Congresso de 1999. Esse evento antecedeu o V Congresso Latino-Americano de Educação Bilíngue para Surdos, realizado na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, na cidade de Porto Alegre (RS). Segundo Lopes (2007, p. 33), o documento apresentava a explanação sobre o modo “como os surdos gostariam de ser narrados; diretrizes surdas para educação (desde a educação infantil); discussões acerca da Língua Brasileira de Sinais; o direito a intérpretes e a necessidade do reconhecimento, pelo Estado, da LIBRAS como uma língua oficial.
Fonte: KRAEMER, Graciele Marjana; LOPES, Luciane Bresciani; ZILIO, Virgínia Maria. Formação docente e educação de surdos no Brasil: desafios para uma proposta educacional bilíngue. Revista Educação Especial, Santa Maria, v. 33, p. 1-17, 2020.
Em relação à educação de surdos, há uma construção de planos e políticas educacionais pautada na Lei nº
O oralismo tem sido e continua sendo, ainda hoje, em boa parte do mundo, a ideologia dominante dentro da educação dos surdos. A concepção do sujeito surdo ali presente diz respeito exclusivamente a uma dimensão clínica — a surdez como deficiência, os surdos como sujeitos patológicos — numa perspectiva terapêutica — a surdez deve reeducar-se e/ou curar-se, os surdos devem ser reeducados e/ou curados. E a conjunção de ideias clínicas e de ideias terapêuticas conduziu, historicamente, a uma transformação progressiva e sistemática do contexto escolar e de suas discussões e enunciados, em contextos médico-hospitalares.
Fonte: LANE, 1993 apud In: SKLIAR, C.B. A surdez: um olhar sobre as diferenças. Porto Alegre: Mediação, 1998. p. 51-73.
Tal fato pode ser constatado quando, em 1988, os diretores das mais renomadas escolas para surdos da Europa propuseram acabar com
I. Aquisição de Libras/L1 de modo concomitante ao aprendizado da Língua Portuguesa/L2. II. Aprendizado da Língua Portuguesa/L2 após a aquisição da Libras/L1. III. Aquisição de Língua Portuguesa/L2 e ensino concomitante de Libras/L1. IV. Aprendizado de Libras/L1 concomitante ao aprendizado de Língua Portuguesa/L2.
São características do bilinguismo os itens