Questões de Concurso Sobre história
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(Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/geografia/primavera-Arabe.htm. Acesso em: 07/10/2023.)
A respeito da Primavera Árabe, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
( ) Foi um conjunto de manifestações populares que aconteceram nos países de língua árabe do Norte da África e do Oriente Médio a partir de 2010.
( ) Governos autoritários, truculência policial, desemprego e outras consequências da crise econômica de 2008 estão entre as principais causas da Primavera Árabe.
( ) As principais reivindicações dos protestos eram o fim das monarquias e o estabelecimento de uma teocracia, a reforma política, em alguns casos, e a melhoria na qualidade de vida da população.
( ) As redes sociais desempenharam um papel diminuto no compartilhamento de informações e na organização dos protestos, em virtude das restrições à liberdade de expressão.
( ) A repressão aos protestos e os conflitos gerados a partir de então também resultaram em uma guerra civil na Síria, que perdura até o presente.
( ) Trouxe consigo várias consequências, como mortos e feridos pela repressão, além de refugiados, crises políticas e conflitos internos, incluindo guerras civis.
A sequência está correta em
Não surpreende [...] que as dezenas de Estados pós-coloniais que surgiram após a Segunda Guerra Mundial, junto com a maior parte da América Latina, que também pertencia visivelmente às regiões dependentes no velho mundo imperial e industrial, logo se vissem agrupadas como o “Terceiro Mundo” — diz-se que o termo foi cunhado em 1952 —, em contraste com o “Primeiro Mundo” dos países capitalistas desenvolvidos e o “Segundo Mundo” dos países desenvolvidos comunistas.
(Eric Hobsbawm, Era dos extremos)
Para Hobsbawm, as nações do chamado Terceiro Mundo tinham em comum
A Revolução Francesa não foi feita ou liderada por um partido ou movimento organizado, no sentido moderno, nem por homens que estivessem tentando levar a cabo um programa estruturado. Em sua forma mais geral, a ideologia de 1789 era a maçônica [...]. Mais especificamente, as exigências do burguês foram delineadas na famosa Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, de 1789.
(Eric Hobsbawm, A era das revoluções. Adaptado)
Para Hobsbawm, a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão deve ser considerada como um documento que é
“Acredito nesta raça...,” dizia Joseph Chamberlain em 1895. Ele entoava um hino imperialista à glória dos ingleses e celebrava um povo cujos esforços superavam os de seus rivais franceses, espanhóis e outros. Aos outros povos, ”subalternos”, o inglês levava a superioridade de seu savoir-faire, de sua ciência também; o “fardo do homem branco” era civilizar o mundo, e os ingleses mostravam o caminho.
Essa convicção e essa missão significavam que, no fundo, os outros eram julgados como representantes de uma cultura inferior, e cabia aos ingleses, “vanguarda” da raça branca, educá-los, formá-los – embora sempre se mantendo à distância. Se os franceses também achavam que os nativos eram umas crianças, e sem dúvida os consideravam inferiores, suas convicções republicanas levavam-nos, porém, a fazer afirmações de outro teor, pelo menos em público, ainda que estas não estivessem necessariamente em consonância com seus atos.
(Marc Ferro, História das colonizações: das conquistas às independências, séculos XIII a XX)
Para Ferro, no contexto apresentado, o que aproximava franceses, ingleses e outros colonizadores era
As funções do Estado desagregavam-se em concessões verticais sucessivas, e a cada nível estavam integradas as relações econômicas e políticas. Esta parcelarização da soberania seria constitutiva de todo o modo de produção feudal.
Decorriam dela três características estruturais do feudalismo ocidental, todas de importância fundamental em sua dinâmica.
(Perry Anderson, Passagens da Antiguidade ao feudalismo)
Assinale a alternativa que, segundo Anderson, apresenta uma dessas características.
Foi talvez no reino do Congo que se estabeleceu o sistema de exploração mais duro. Ali o trabalho forçado perpetuou-se longos decênios, beneficiando os chefes africanos e seus sócios. Havia uma pressão constante da administração colonial ou das firmas particulares – como a Companhia do Congo para Comércio e Indústria, fundada em 1889, - que agiam impunemente.
(Marc Ferro, História das colonizações: das conquistas
às independências, séculos XIII a XX. Adaptado.)
Segundo Ferro, a exploração do trabalho no reino do Congo
O barão do Rio Branco, ministro das Relações Internacionais entre 1902 e 1912, incentivou a reestruturação das Forças Armadas brasileiras, especialmente da Marinha. A Argentina opôs-se ao programa de reaparelhamento militar brasileiro e, a partir de pressões diplomáticas, procurou impor tratados de limitação à expansão do armamento naval, o que foi rechaçado por Rio Branco, favorável à reestruturação dessa força.
(Maria Helena Capelato, O ”gigante brasileiro” na América Latina:
ser ou não ser latino-americano. Em: Carlos Guilherme Mota (org.),
A experiência brasileira. A grande transação)
No contexto apresentado, segundo Capelato, a função fundamental da Marinha era
[...] a participação política das mulheres durante as lutas pela independência precisa ser levada em consideração [...]. Em toda a América Latina, o número de mulheres que pegou em armas é surpreendente [...].
(Maria Lígia Coelho Prado, América Latina no Século XIX:
Tramas, Telas e Textos)
Sobre o tema tratado no excerto, Prado ainda conclui que
Durante o período Médici, a política externa orientou-se por um projeto de ampliação de influência e poder na América Latina [...]
(Maria Helena Capelato, O “gigante brasileiro” na América Latina:
ser ou não ser latino-americano. Em: Carlos Guilherme Mota (org.),
A experiência brasileira. A grande transação)
Para Capelato, a política externa citada consubstanciou-se
O governo Dutra julgava-se merecedor de atenções especiais por parte dos Estados Unidos. Afinal, o Brasil revelava-se um fiel aliado, colaborando com as iniciativas norte-americanas para a América Latina e para a criação das instituições internacionais do pós-guerra. Desde os acordos assinados em Washigton, em 1942, tornou-se inelutável a aproximação econômica entre os dois países. Falava-se, assim, do estabelecimento de “relações especiais” com os Estados Unidos. As necessidades advindas da guerra tinham levado os Estados Unidos a uma franca postura de colaboração governo a governo, inclusive através de propostas de missões, como a Taub (1942) e a Cooke (1943), que enfatizavam a necessidade de amparar programas de industrialização do Brasil.
(Carlos Fico, O Brasil no contexto da Guerra Fria: democracia,
subdesenvolvimento e ideologia do planejamento (1946-1964).
Em: Carlos Guilherme Mota (org.), A experiência brasileira.
A grande transação. Adaptado)
Para Fico, terminada a Segunda Guerra,
As capitanias do Sul também haviam sido tratadas como uma região separada e, embora as tentativas formais de se criar um governo à parte, do Rio de Janeiro para o sul, tivessem fracassado (1573-1578, 1608-1612), os governadores residentes na Bahia tinham pouco controle sobre o Sul. São Paulo permaneceu uma área rústica até bem avançado o século XVIII.
(Stuart B. Schwartz, “Gente da terra braziliense da nasção”.
Pensando o Brasil: a construção de um povo. Em: Carlos Guilherme
Mota (org.), A experiência brasileira. Formação: histórias)
Até essa época, segundo Schwartz, São Paulo
Em 1945, foi publicada a História econômica do Brasil, de Caio Prado Jr. O autor se coloca explicitamente dentro dos pressupostos do “materialismo dialético” como teoria do conhecimento, como expõe no prefácio da primeira edição.
(Vavy Pacheco Borges, Anos trinta e política: História e historiografia.
Em: Marcos Cezar Freitas (org.), Historiografia brasileira em perspectiva)
Sobre a obra de Prado Jr., Borges considera que ela
O historiador marxista afinado com a perspectiva do PCB que se destacou e alcançou respeitabilidade nos anos 50 foi Nelson Werneck Sodré, que desenvolvia intensa atividade no ISEB, através de cursos muito concorridos e numerosas publicações, entre as quais O tratado de Methuen (1957), As classes sociais no Brasil (1957), Introdução à revolução brasileira (1958), Raízes históricas do nacionalismo brasileiro (1958) e o texto em que se baseavam suas aulas e que saiu no começo dos anos 60, Formação histórica do Brasil [...].
(Leandro Konder, História dos intelectuais nos anos cinquenta.
Em: Marcos Cezar Freitas (org.), Historiografia brasileira em perspectiva)
Segundo Konder, Werneck Sodré defendia que
Na década de 1960, a produção historiográfica sobre o período colonial não conheceu obras particularmente significativas no tocante às abordagens de história da cultura.
(Laura de Mello e Souza, Aspectos da historiografia da cultura
sobre o Brasil Colonial. Em: Marcos Cezar Freitas (org.),
Historiografia brasileira em perspectiva. Adaptado)
Para Mello e Souza, possivelmente, tal situação decorreu
Nas últimas décadas, tornou-se comum que os historiadores marxistas – autores de um já impressionante corpo de investigações – nem sempre estivessem diretamente preocupados com os problemas teóricos relativos às implicações suscitadas por seus trabalhos. Ao mesmo tempo, os filósofos marxistas, que procuraram elucidar ou resolver as questões teóricas básicas do materialismo histórico, fizeram-no, com frequência, consideravelmente afastados dos resultados específicos expostos pelos historiadores. Aqui, fez-se uma tentativa de explorar um terreno intermediário entre aquelas posições. É possível que sirva apenas como exemplo negativo.
(Perry Anderson, Linhagens do Estado Absolutista)
Nesse sentido, a obra citada tem o objetivo de