Questões de Concurso Sobre história
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Sobre o cenário que marca o Brasil nesse contexto do conflito da Cabanagem, a participação dos negros nesse processo e as características culturais e históricas deixadas por esses à sociedade, analise as alternativas abaixo e assinale a incorreta:
I. No Governo de Lula, em 09 de janeiro de 2003, este faz alterações na Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, e nela consta a inclusão da obrigatoriedade da temática da História e Cultura Afro-Brasileira, fora isso, no calendário escolar e brasileiro trouxe um dia que passou a ser emblemático para criarmos consciência sobre nossas origens históricas, esse dia é o 20 de novembro como ‘Dia Nacional da Consciência Negra’.
II. “Transbordo a revolta dos mais oprimidos, Eu sou caboclo da mata do catucá, Eu sou pavor contra tirania, Das matas, o encantado, Cachimbo já foi facão amolado, Salve malungueiro, juremá” – Esse foi um trecho do samba enredo da escola de samba Unidos do Viradouro, que fora em 2024 a campeã do desfile de carnaval do Rio de Janeiro, buscou seu quarto título em 2025 com o enredo “Malunguinho: O Mensageiro de Três Mundos”, que retrata a entidade afro-indígena em suas manifestações como Caboclo, Mestre e Exu/Trunqueiro. Sob a assinatura de Tarcísio Zanon, o desfile retorna ao século XIX, em Pernambuco, para narrar a resistência do quilombo do Catucá e a luta de seu último líder, João Batista, o Malunguinho. Vimos que em 2025, mais de uma das escolas de samba apresentaram em seus sambas enredos uma característica expressiva sobre a história afro-indígena brasileira, destacando o seu valor na História do Brasil.
III. Os tais “limões de cheiro”, símbolo máximo do entrudo, era uma bola de cera ou bexiga animal recheada com uma mistura de água, perfume e, em muitos casos, líquidos menos inocentes, como urina. Apesar da violência, o entrudo fazia parte do calendário festivo anual e tinha muitos adeptos e simpatizantes, inclusive na Corte. Outra herança carnavalesca portuguesa, essa bem mais tranquila, foi o zé-pereira, em que tocadores de bumbos enormes acompanhavam as procissões na região do Minho, em Portugal, os chamados zé-pereiras se espalharam pelo Rio de Janeiro no século 20, assim como em Teresina, no Piauí, que em 2012 o Corso do Zé Pereira entrou para o Livro dos Recordes (Guinness World Records Book) como o maior Desfile de Carros Alegóricos.
IV. Com base nesses discursos podemos afirmar que a religião, a cultura e a raça estiveram presentes na temática Carnaval e a relação entre igreja e os folguedos foram de altos e baixos, visto que durante a Idade Média, “Ao criar a Quaresma, a Igreja Católica instituiu o carnaval” muitos papas foram inimigos da “festa da carne”, mas, no século 15, o papa Paulo II se mostrou mais tolerante ao autorizar a Via Lata, área diante do seu palácio em Roma, para a celebração do carnaval romano, com desfiles, corridas, danças, brincadeiras. “O carnaval no Rio é o acontecimento religioso da raça.” Logo no primeiro parágrafo de seu Manifesto da Poesia Pau-Brasil, um dos mais importantes textos da literatura brasileira, o escritor Oswald de Andrade exalta a importância da festa mais popular do país, que contagia grande parte da população com uma explosão de alegria e transporta a cultura brasileira a todas as partes do mundo.
Está correto o que se afirma apenas em:
( ) O golpe militar no Brasil marcou o início de uma virada das relações do país com a cultura europeia, a francesa em particular, e a estadunidense. Os intelectuais da área das ciências sociais e da filosofia começaram a dar preferência aos EUA, sendo a década de 1970 a virada que coincidiu no Brasil com uma ruptura de geração o que facilitou a mudança acelerada de hábitos e de referência culturais.
( ) A música de Caetano em um dos festivais de música da TV Record é proibido proibir, reproduziu um dos lemas que influenciavam os jovens brasileiros aspirantes à política. Em 1968, aconteceram as prisões dos cantores Caetano Veloso e Gilberto Gil, ícones do movimento brasileiro Tropicalismo. Com a imposição do Ato Institucional número 5 (AI-5) em dezembro de 1968, a censura e a repressão ficaram mais intensas, assim um processo de seleção cada vez mais rígido definia e censurava quais obras poderiam ir a público. No ano de 1969, a Tropicália teve o seu fim decretado.
( ) Peter Burke descreve a memória como uma reconstrução do passado. Reconhecendo o valor dos testemunhos como fonte e da memória como “matéria-prima” para o trabalho do historiador. Os que defendem uma oposição estrita entre história e memória tendem a sustentar que enquanto as memórias coletivas são múltiplas, a história é única e sobre o golpe de Estado de 1964 e a ditadura existem as “memórias dos militares”, “das esquerdas” (reformistas e revolucionárias), “da imprensa”, “das mulheres”, e até memórias de grupos subalternizados menos divulgadas socialmente e visitadas pelos próprios historiadores, como a “memória dos indígenas” impactados diretamente pelo estado de exceção da época. Já a história do golpe e da ditadura é única e encontra-se nos livros e artigos dos historiadores profissionais, legítimos especialistas do passado. ( ) Com a censura e a repressão por parte do governo militar, o Tropicalismo surgiu como um movimento contra a política brasileira da época e a ruptura com a estética tradicional da música brasileira, a bossa nova, que era um estilo caracterizado pela intelectualidade, adquirindo um caráter musical mais voltado para a cultura popular, e se assemelhando ao movimento hippie estadunidense, os jovens brasileiros que se identificavam com a Tropicália aderiram a um estilo peculiar. Por meio de cabelos longos e roupas coloridas, foram capazes de influenciar diretamente a mudança comportamental de diversas pessoas na sociedade por meio de composições artísticas, as quais criticavam o sistema capitalista e o governo vigente.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência do correto julgamento:
“A pior das loucuras é, sem dúvida, pretender ser sensato num mundo de doidos.” - Erasmo de Rotterdam.
“Misture um pouco de loucura com a sua prudência: é bom ser bobo no momento certo.” - William Shakespeare.
A Loucura tem como conceito popularmente atribuída a termos de comportamentos que fogem àqueles estabelecidos por nossa sociedade, através dos tempos. Contudo é conveniente lembrar que muitos destas “loucuras” levaram a importantes descobertas e quebra de paradigmas ao longo da história. Sobre a História e o Tempo que marcou as ideias sobre a loucura e como também desses autores citados, assim como o espaço sociocultural das épocas, analise os itens abaixo:
I. Diferentemente da antiguidade clássica a loucura na Grécia antiga era considerada quase um privilégio, pois os gregos acreditavam que o “delirante” tinha a capacidade de se comunicar com as divindades, com o “sagrado”. Por isso, não havia necessidade de segregação ou exclusão. A loucura não era vista como uma questão de moral e de conduta.
II. Na Idade Média, e depois no Renascimento, a loucura está presente no horizonte social como um fato estético ou cotidiano; depois, no século XVII – a partir da internação – a loucura atravessa um período de silêncio, de exclusão. Ela perdeu essa função de manifestação, de revelação que ela tinha na época de Shakespeare e de Cervantes.
III. Percebe-se que o discurso sobre a loucura varia ao longo do tempo, mas que a cada época passam por verdadeiros, na perspectiva de Foucault de pensar e fazer a história e a historiografia, esse acreditava que os acontecimentos devem ser considerados em seu tempo, história e espaço. Dessa forma, a loucura não é algo universal, mas resulta de um determinado conjunto de práticas específicas num contexto circunscrito.
Marque a alternativa correta:
06. Apesar de a Constituição de 1824 não proibir explicitamente, mulheres e escravos não tinham direito ao voto. Os libertos podiam votar nas eleições de primeiro grau. Existia ainda uma exigência de obtenção de uma renda anual para se ter direito ao voto. A Constituição de 1824 não condicionou o direito de voto à alfabetização, mas entre 1824 e 1842, a legislação exigia que a cédula fosse assinada, o que limitou na prática o voto dos analfabetos.
18. Um novo sistema eleitoral foi introduzido no país em 1855. As províncias foram divididas em distritos eleitorais, chamados na época de “círculos”, cada um elegendo um deputado. O sistema eleitoral utilizado era o de maioria absoluta. A ideia dos defensores desse sistema é que ele permitiria que as minorias, pelo menos as com votação concentrada em determinadas regiões, obtivessem representação no Parlamento.
24. As permanentes alterações dos sistemas eleitorais, entre 1855 e 1875, foram introduzidas três mudanças, não atingiram os resultados esperados, sobretudo o de fazer com que as minorias estivessem representadas no Legislativo. Aos poucos, o voto direto passou a ser visto como única forma de estabelecer a verdade das urnas. No dizer do escritor e então deputado José de Alencar: “Temos experimentado os círculos, os triângulos, diversas formas de manipulação, falta a eleição direta; é o travesseiro para o enfermo que não tem repouso.” E em 1881, a Lei Saraiva aboliu o voto indireto e senadores, deputados gerais e provinciais passaram a ser eleitos diretamente pelos eleitores.
32. Dados do TSE - Tribunal Superior Eleitoral divulgados em um relatório elaborado pelo Ministério das Mulheres mostram que mulheres brancas foram maioria entre as eleitas no pleito de 2024. Segundo o levantamento, candidatas negras, considerando-se pretas e pardas, foram 40% entre o total de mulheres que conseguiram se eleger para os cargos de vereadora ou prefeita, contra 59% de brancas.
40. Em 2020, decisão do STF - Supremo Tribunal Federal obrigou os partidos a dividir seu bilionário fundo eleitoral e seu tempo de propaganda de maneira proporcional ao número de candidatos negros e brancos, mas a determinação foi descumprida generalizadamente pelos partidos, que se articularam para aprovar a chamada PEC da Anistia em agosto de 2024, em um plenário esvaziado. O texto que acabou sendo votado reduziu as cotas financeiras para negros para 30%, percentual já válido nas eleições deste ano.
O somatório das alternativas verdadeiras é:
Observe a imagem a seguir.

Disponível em: <https://memorialdaindustriago.com.br/memorial/timeline/aindustrializacao-de-goias-e-seus-primordios>. Acesso em: 27 dez. 2024.
A imagem corresponde ao período do início da
industrialização no estado de Goiás, registrando a
implantação do transporte
As lutas no campo em Goiás quase sempre se vinculam às lutas nacionais, especialmente a partir de 1955, quando as Ligas Camponesas estabelecem o seu projeto de Reforma Agrária por meio da perspectiva revolucionária, com forte influência da Revolução Cubana, e com a criação dos campos de treinamento de guerrilha.
MUNDIM, Luiz Felipe. A experiência dos movimentos sociais em Goiás: questões iniciais para um breve balanço historiográfico (1950-1984). In: XVI Encontro Nacional da ABET, 2019, Salvador - BA. Anais do XVI Encontro Nacional da ABET, 2019. p. 10.
Um desses movimentos, de 1954 a 1957, foi gerado pela ação de um grupo de grileiros que, através de diversas formas de violência e intimidação, expulsavam os camponeses de suas terras numa região onde hoje encontra-se o norte goiano. Trata-se
Atualmente, Goiás é uma das principais regiões mineradoras do Brasil e se destaca na extração de cobre, ouro, cobalto, níquel, nióbio, fosfato e vermiculita. Tanto em termos de economia como números de produção, mineração é o terceiro segmento mais importante no estado, ficando atrás apenas de grãos e da carne.
Disponível em: <https://goias.gov.br/mineradora-de-ouro-vai-investir-r-1-bilhaoem-goias/>. Acesso em: 26 dez. 2024.
O auge da mineração em Goiás ocorreu no século
I – A Revolução Industrial promoveu o surgimento do proletariado e intensificou a urbanização, levando a debates sobre condições de trabalho.
II – As novas ideologias do século XIX, como o liberalismo e o socialismo, surgiram alheias às transformações industriais e políticas.
III – O nacionalismo e o imperialismo europeus, no final do século XIX, relacionam-se à expansão territorial e ao controle de recursos, resultando em tensões geopolíticas.
IV – O conservadorismo, nesse período, rejeitou qualquer influência religiosa na vida social, defendendo mudanças estruturais.
Estão corretas as afirmativas:
I – A sociedade de ordens na Idade Média sustentava-se em vínculos de suserania e vassalagem, reforçando a hierarquia feudal.
II – O sistema feudal desconhecia qualquer influência religiosa, pois a fé cristã não se imiscuía nos aspectos políticos.
III – A cristandade ocidental fomentou instituições monásticas e diálogos com o conhecimento antigo, mesclando fé e razão em debates escolásticos.
IV – A expansão comercial tardia no medievo não acarretou mudanças na ordem social, mantendo-se estática até a modernidade.
Estão corretas as afirmativas: