Questões de Concurso
Sobre processo de independência: dos movimentos nativistas à libertação de portugal em história
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Mas o fato é que, quanto mais o movimento se radicalizava, maior era a autonomia lograda por negros e indígenas, bem como crescia o papel dos líderes africanos. Os escravizados fizeram a diferença no movimento.
O movimento espalhou-se como rastilho de pólvora e alcançou o que hoje se conhece como os estados do Pará e do Amazonas. Entre 1836 e 1840 os rebeldes se dirigiram para o interior da província e radicalizaram ainda mais, defendendo o fim da escravidão e o direito à autonomia local. Durante dez meses, a elite local permaneceu atemorizada com a perspectiva de um domínio dos rebeldes, os quais, internados nas selvas, lutaram até 1840, quando foram totalmente exterminados. O saldo no número de mortes é dos mais cruéis: estima-se que de 30% a 40% de uma população de 100 mil habitantes.
(Lilia M. Schwarcz; Heloísa M. Starling, Brasil: uma biografia, 2015. Adaptado)
O movimento em referência ficou conhecido como
No tocante a regimes fascistas e processos de independência no continente americano, julgue o item que se segue.
A chamada “lenda rosada” sobre o processo da independência brasileira, gestada ainda nos anos 1820 e propalada por parte da historiografia dos séculos XIX e XX, tentava esconder a existência de guerras e a efusão de sangue desse processo.
Tendo o fragmento de texto acima como referência inicial, julgue o item subsequente, acerca do processo histórico brasileiro relativo à colonização, ao Império e à República.
Algumas das estruturas que sustentaram o projeto de colonização portuguesa do Brasil, a partir da primeira metade do século XVI, não foram rompidas pela Independência, a exemplo da escravidão e da concentração fundiária, do que se pode concluir que o processo de independência não foi revolucionário.
Tendo as informações precedentes como referência inicial e considerando os processos históricos de colonização, da Independência e das décadas iniciais do regime imperial brasileiro, julgue o item que se segue.
A abertura do Brasil ao comércio internacional, em 1808, representou o fim do monopólio comercial da Metrópole, esteio de uma colonização marcada pelos princípios mercantilistas que se assentavam no denominado “exclusivo de comércio”.
Tendo as informações precedentes como referência inicial e considerando os processos históricos de colonização, da Independência e das décadas iniciais do regime imperial brasileiro, julgue o item que se segue.
A decisão de elevar o Brasil à condição de Reino Unido a Portugal foi considerada estratégia ousada por se opor aos interesses comerciais ingleses e por não se subordinar a imposições emanadas do Congresso de Viena, símbolo do conservadorismo restaurador pós-Napoleão.
Tendo as informações precedentes como referência inicial e considerando os processos históricos de colonização, da Independência e das décadas iniciais do regime imperial brasileiro, julgue o item que se segue.
A transferência da sede do Estado português para o Brasil, em inícios do século XIX, está diretamente vinculada às circunstâncias históricas vividas pela Europa a partir da Revolução Francesa de 1789, mais especificamente em face do expansionismo napoleônico.
Tendo as informações precedentes como referência inicial e considerando os processos históricos de colonização, da Independência e das décadas iniciais do regime imperial brasileiro, julgue o item que se segue.
Entre os movimentos libertários ou emancipacionistas ocorridos no Brasil, entre os últimos anos do século XVIII e a primeira metade do século XIX, destacam-se a Inconfidência Mineira (1789), a Baiana (1798) e a Revolução Pernambucana de 1817, que compartilhavam incontestável identidade de objetivos, interesses e métodos de ação.
(VAINFAS, Ronaldo (Org.). Dicionário do Brasil imperial: 1822-1889. Rio de Janeiro: Objetiva, 2002. pp. 225-226.)
A transferência da Corte portuguesa para o Brasil, em 1808, trouxe profundas transformações na América portuguesa, marcando o fim do período colonial. Esse processo é reconhecido na historiografia nacional como
(GRINBERG, Keila; SALLES, Ricardo. O Brasil Imperial, volume 1: 1808-1831. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2009. p. 311.)
A partir da reflexão sobre o processo de independência e a formação do Império Brasileiro, assinale a opção correta.
(GALEANO, Eduardo. As veias abertas da América Latina. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987, pp. 128-129.)
A partir do texto do escritor uruguaio Eduardo Galeano (1940-2015), que analisa as consequências das independências na América Latina, considere os efeitos políticos, econômicos e sociais nas novas repúblicas, e assinale a afirmativa que corresponde corretamente ao impacto da independência na formação dessas novas nações.
Analise as afirmativas a seguir e assinale a que corresponde corretamente a uma das guerras de independência do Brasil.
Com base nesse contexto, assinale a alternativa que apresenta um movimento de independência ocorrido ainda no Brasil Colonial:
( )Os sistemas coloniais implantados na América Ibérica foram pautados por uma rígida hierarquia administrativa e econômica, que visava garantir o controle das metrópoles sobre o território e os recursos coloniais, sendo o Brasil e o Vice-Reino do Peru exemplos dessa lógica centralizadora.
( )O mercantilismo, enquanto doutrina econômica dominante nos séculos XVI a XVIII, sustentava a intervenção estatal na economia, o metalismo e o exclusivo colonial como formas de fortalecimento das metrópoles.
( )A formação do espaço social brasileiro independente foi marcada por uma ruptura profunda com os padrões de dominação colonial, substituindo o modelo agrário-exportador por uma economia de base industrial voltada ao mercado interno.
( )Diferente de muitos países da América Espanhola, a independência do Brasil ocorreu sem guerra de longa duração, sendo viabilizada por um pacto entre as elites agrárias e a monarquia, o que garantiu certa continuidade da ordem social e econômica anterior.
( )Entre os fatores que influenciaram os movimentos de independência na América Latina estão as ideias iluministas, o impacto da Revolução Francesa, a independência dos Estados Unidos e a crise do sistema colonial provocada pelas invasões napoleônicas na Península Ibérica.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
Relacione os acontecimentos da COLUNA A com seus impactos ou significados descritos na COLUNA B.
COLUNA A – Contexto europeu e luso-brasileiro.
1. Bloqueio Continental decretado por Napoleão Bonaparte.
2. Aliança diplomática e militar entre Portugal e Inglaterra.
3. Invasão das tropas napoleônicas à Península Ibérica (1807).
4. Transferência da família real portuguesa para o Brasil.
5. Transformações políticas advindas da Revolução Francesa.
COLUNA B – Desdobramentos e significados históricos.
( ) Ameaça direta à soberania de Portugal, forçando a fuga da monarquia para sua principal colônia.
( ) Influência da ideologia liberal e dos direitos civis, que colocaram em xeque o absolutismo europeu.
( ) Medida que visava isolar economicamente a Inglaterra, afetando diretamente aliados comerciais como Portugal.
( ) Fortalecimento dos laços econômicos e militares entre dois reinos, com garantias britânicas à monarquia lusa.
( ) Alteração do status do Brasil na estrutura do império português e início de reformas institucionais na colônia.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
(István Jancsó e João Paulo Garrido Pimenta Peças de um mosaico (ou apontamentos para o estudo da emergência da identidade naciona brasileira). Em: Carlos Guilherme Mota (org.). Viagem incompleta. A experiência brasileira (1500-2000). Formação: histórias, 2000)
O artigo em análise aponta que o citado movimento
(João Pinto Furtado. Imaginando a nação: o ensino de história da Inconfidência Mineira na perspectiva da crítica historiográfica. Em: Lana Mara de Castro Siman e Thais Nívia de Lima e Fonseca (org.). Inaugurando a História e construindo a nação – discursos e imagens no ensino de História, 2001. Adaptado)
O excerto evidencia que entre os inconfidentes
Os brasileiros de ascendência africana, ao contrário dos brasileiros de outras ascendências (europeia, asiática, árabe, judia, etc.), ficaram por muito tempo privados da memória de seus ancestrais.
(Kabengele Munanga; Nilma Lino Gomes, O negro no Brasil de hoje. São Paulo: Global, 2016. Adaptado)
Entre as formas de reparação a essa privação, é correto identificar