Questões de Concurso
Sobre processo de independência: dos movimentos nativistas à libertação de portugal em história
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As recentes abordagens historiográficas sobre os processos que levaram à Independência do Brasil, sobretudo no caso da guerra pela Independência na Bahia (1822 - 1823), além de questionarem a narrativa tradicional e centralizadora da Independência do Brasil, destacam multiplicidade de percepções acerca do processo emancipatório Brasileiro dentro de cada região do país.
Em diálogo com a história social e com estudos sobre cultura política, esse episódio passou a ser interpretado como um:
I.As elites regionais tiveram participação decisiva nas negociações que conduziram à ruptura com Portugal.
II.As pressões econômicas relacionadas ao comércio e à tributação influenciaram o movimento emancipador.
III.A formação do novo Estado buscou conciliar centralização política com manutenção de privilégios locais.
IV.O processo ocorreu em total isolamento em relação às demais independências americanas.
Está CORRETO o que se afirma em:
I – Papel importante na mobilização das tropas brasileiras foi desempenhado por comandantes europeus, entre os quais o oficial francês Pedro Labatut, que, antes da Independência, fora nomeado pelo príncipe regente para organizar os contingentes de terra leais a ele.
II – Labatut permaneceu à frente das tropas até o final da consolidação da Independência, sem jamais ser substituído.
III – Lorde Cochrane foi contratado pelo imperador para enfrentar a esquadra lusa. Cochrane era um aristocrata inglês que fora excluído da Marinha britânica por um escândalo ocorrido na Bolsa de Valores, em 1814, e, a seguir, se tornara figura central da independência do Chile e do Peru.
( ) Papel importante na mobilização das tropas brasileiras foi desempenhado por comandantes europeus, entre os quais o oficial francês Pedro Labatut, que, antes da Independência, fora nomeado pelo príncipe regente para organizar os contingentes de terra leais a ele.
( ) Lorde Cochrane foi contratado pelo imperador para enfrentar a esquadra lusa.
( ) Labatut permaneceu no comando das tropas brasileiras até o fim da consolidação da Independência, sem ser substituído em nenhum momento.
Assinale a alternativa correta:
( ) Os representantes do Brasil nas Cortes de Lisboa formavam um bloco único, e não representações das províncias, como ocorria com os representantes provenientes de Portugal.
( ) Entre os eleitos oriundos do Brasil, estavam figuras experientes politicamente, como Cipriano Barata, Antônio Carlos Ribeiro de Andrada e Francisco Agostinho Gomes.
( ) Mesmo discordando de vários pontos da Constituição Portuguesa de 1822, elaborada pelas Cortes de Lisboa, a maioria dos representantes do Brasil assinou o documento.
Texto 3
Leia o texto para responder a pergunta.
Em 1808, a corte real portuguesa atravessou o Oceano Atlântico e veio buscar refúgio no Brasil.
Texto 3
Leia o texto para responder a pergunta.
Em 1808, a corte real portuguesa atravessou o Oceano Atlântico e veio buscar refúgio no Brasil.
I – O oficial francês Pedro Labatut foi nomeado pelo príncipe regente, antes da Independência, para organizar os contingentes de terra leais a ele, desempenhando papel importante nessa tarefa.
II – Lorde Cochrane, aristocrata inglês contratado pelo imperador para enfrentar a esquadra portuguesa, havia sido excluído da Marinha britânica após um escândalo na Bolsa de Valores em 1814 e participou da independência do Chile e do Peru.
III – Pedro Labatut permaneceu no comando das tropas brasileiras até o final da consolidação da Independência, não sendo substituído.
Fonte: RIBEIRO, Gladys Sabina. A liberdade em construção. Rio de Janeiro: Relume Dumará/FAPERJ, 2002, p. 9
Sobre os laços que uniam Brasil e Portugal, nos anos que imediatamente antecederam e sucederam o processo de independência, é possível afirmar que:
A partir dessa perspectiva, assinale a alternativa que expressa, de forma mais precisa, o impacto político da vitória baiana em 2 de julho de 1823.
Mas o fato é que, quanto mais o movimento se radicalizava, maior era a autonomia lograda por negros e indígenas, bem como crescia o papel dos líderes africanos. Os escravizados fizeram a diferença no movimento.
O movimento espalhou-se como rastilho de pólvora e alcançou o que hoje se conhece como os estados do Pará e do Amazonas. Entre 1836 e 1840 os rebeldes se dirigiram para o interior da província e radicalizaram ainda mais, defendendo o fim da escravidão e o direito à autonomia local. Durante dez meses, a elite local permaneceu atemorizada com a perspectiva de um domínio dos rebeldes, os quais, internados nas selvas, lutaram até 1840, quando foram totalmente exterminados. O saldo no número de mortes é dos mais cruéis: estima-se que de 30% a 40% de uma população de 100 mil habitantes.
(Lilia M. Schwarcz; Heloísa M. Starling, Brasil: uma biografia, 2015. Adaptado)
O movimento em referência ficou conhecido como