Questões de Concurso
Sobre processo de independência: dos movimentos nativistas à libertação de portugal em história
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I - A revolução pernambucana foi um movimento de caráter separatista e republicano que ocorreu no período colonial.
II – A revolução de 1817 superou a fase conspiratória, tendo os revolucionários tomando o poder da capitania e instalado um governo provisório.
III – D. João VI reprimiu violentamente a revolução e puniu os revolucionários.
IV – A revolta teve como uma das causas a transferência da corte portuguesa em 1808 para o Brasil, que gerou o aumento dos impostos, dentre outras insatisfações.
V – A revolução pernambucana contou com a participação de padres, a exemplo do Frei Caneca, motivo pelo qual ficou conhecida como a Revolução dos Padres.
Estão corretas as assertivas:
I - O governo de D. João VI beneficiou, sobretudo, a elite da Bahia e de Pernambuco, particularmente os produtores de açúcar e algodão. Esse grupo ascendia sobretudo em razão de privilégios e da obtenção de títulos de nobreza concedidos pelo governo.
II – No Rio de Janeiro, onde estava um dos principais portos do país, as reclamações giravam em torno dos impostos abusivos, do controle do comercio varejista pelos portugueses e da preferência dada aos brasileiros sempre que havia promoção de militares.
III - Diante da política de D. João VI, Salvador passou a ser vista como a “nova Lisboa”, sede da metrópole, centro do poder que oprimia e explorava outras partes do território.
Acerca da independência do Brasil, assinale a alternativa incorreta:
A respeito da presença da família real portuguesa no Brasil, julgue (C ou E) o item a seguir.
A presença lusitana no Brasil e as ações despóticas de
d. João VI contribuíram para a adoção de um forte
sentimento republicano entre comerciantes
luso-brasileiros que viviam no centro-sul da colônia onde
um Partido Republicano foi criado com sede no Rio de
Janeiro, e vários adeptos uniram-se contra a monarquia
em 1822, o que teve por consequência a expulsão da
família real portuguesa dos territórios do Brasil rumo a
Lisboa, sem direito a indenização.
A respeito da presença da família real portuguesa no Brasil, julgue (C ou E) o item a seguir.
A criação do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves
em 1815 foi fundamental para a consolidação da posição
da colônia frente aos negócios do império português. Isto
ocasionou dúvidas em torno da permanência da família
real na América entre políticos portugueses, que viram na
derrota definitiva de Napoleão Bonaparte e na
formalização dos princípios absolutistas no Congresso de
Viena argumentos para que o retorno de d. João a Lisboa
ocorresse de modo imediato.
A respeito da presença da família real portuguesa no Brasil, julgue (C ou E) o item a seguir.
A chegada da família real ao Brasil permitiu uma nova
orientação das relações entre colônia e metrópole, graças
ao aumento da importância que o Rio de Janeiro
desempenhou no conjunto do Império português. Esse
dado confirma-se por meio da implantação de órgãos da
justiça lusitana, como a Casa de Suplicação, bem como
da instalação de equipamentos urbanos, por exemplo, o
Jardim Botânico e instituições como a Real Academia
Militar e a Real Fábrica de Pólvora.
A respeito da presença da família real portuguesa no Brasil, julgue (C ou E) o item a seguir.
A vinda de d. João e de sua corte ao Brasil justificou-se
pela necessidade de exercer maior controle da
fiscalização e coleta de impostos da exploração aurífera
em Minas Gerais, espaço que fornecia, por intermédio do
contrabando de metais preciosos, um alto volume de
ouro sem lastro para a Europa, direcionados em especial
à França e à Inglaterra, e recebia produtos manufaturados
em troca para serem comercializados no Brasil.
VILLALTA, Luiz Carlos. O Brasil e a crise do Antigo Regime português (1788-1822). Rio de Janeiro: Editora FGV, 2016, p. 233.
Acerca dos anos 1820-1822 e da emancipação do Brasil, julgue (C ou E) o item a seguir.
Em Pernambuco, um arraigado e disseminado sentimento de repulsa e desconfiança com o governo do Rio de Janeiro inviabilizou a adesão dessa província ao projeto separatista liderado pelo príncipe do Brasil, d. Pedro, em 1822.
VILLALTA, Luiz Carlos. O Brasil e a crise do Antigo Regime português (1788-1822). Rio de Janeiro: Editora FGV, 2016, p. 233.
Acerca dos anos 1820-1822 e da emancipação do Brasil, julgue (C ou E) o item a seguir.
Em províncias como Bahia, Pernambuco, Rio de Janeiro e Pará, a elite colonial, composta por nobres e grandes comerciantes, assim como populares, queriam restabelecer a centralidade geopolítica e econômica de Lisboa no conjunto do Império.
VILLALTA, Luiz Carlos. O Brasil e a crise do Antigo Regime português (1788-1822). Rio de Janeiro: Editora FGV, 2016, p. 233.
Acerca dos anos 1820-1822 e da emancipação do Brasil, julgue (C ou E) o item a seguir.
Para parte das elites coloniais, as ideias do constitucionalismo liberal foram aclimatadas com vistas a aniquilar o residual e subjacente estatuto colonial e fortalecer a autonomia das províncias, inclusive dentro dos quadros do Reino Unido e sob uma monarquia constitucional.
VILLALTA, Luiz Carlos. O Brasil e a crise do Antigo Regime português (1788-1822). Rio de Janeiro: Editora FGV, 2016, p. 233.
Acerca dos anos 1820-1822 e da emancipação do Brasil, julgue (C ou E) o item a seguir.
A partir do Rio de Janeiro, com a integração de São Paulo e Minas Gerais, um movimento, nacional na essência, aglutinou e consolidou, sem maiores embaraços, a aliança entre as diversas forças políticas do restante da América portuguesa.
Julgue o item subsequente.
Entre as causas que conduziram à Insurreição
Pernambucana de 1817, podemos destacar a crise
económica, política e social que atingia a região. A
economia agrícola estava em declínio, a cobrança de
impostos era elevada e as relações entre as elites locais e
a metrópole portuguesa estavam desgastadas.