Questões de Concurso
Sobre período entre-guerras: totalitarismos em história
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Durante a Primeira Grande Guerra Mundial (1914-1918), houve um fato importante que mudou decisivamente os rumos da guerra, a saber:
II Guerra Mundial
O que foi a politica da boa vizinhança levada a cabo pelo presidente Franklin Delano Roosevelt dos Estados Unidos da América. Apesar dessa doutrina ter sido criada em 1933, durante a VII Conferência Interamericana, reunida em Montevidéu, foi durante a II Guerra Mundial (1939-1945) que ela ganhou força.
No que consistia a Politica de Boa Vizinhança:
Ocorreu durante a 1ª guerra mundial, EXCETO:
A segunda guerra Mundial (1939-1945) costuma ser frequentemente apontada como o confronto entre as forças do totalitarismo e da democracia. O primeiro conflito mundial gerou na Alemanha e Itália um sentimento de revanche, já que saíram humilhados da guerra e atravessaram uma grave crise econômica que acabou provocando o surgimento dos regimes totalitários. Assim que Hitler e Mussolini se lançaram a conquista dos alemães países da Europa, ameaçaram os regimes democráticos. França, Inglaterra e Estados Unidos aliavam-se para combater o totalitarismo da direita. Mais tarde, veio juntar-se a estes a socialista União Soviética cuja revolução, modo de vida e ideologia totalitária, mas de esquerda, também passaram a ser ameaçados pelo Nazi Fascismo. Sobre os importantes interesses e fatores presentes nestes conflitos assinale a alternativa INCORRETA:
1) O regime fascista originou-se na Itália, sob a liderança de Benito Mussolini.
2) O Fascismo foi adotado na Inglaterra durante o governo de Winston Churchill.
3) A Espanha vivenciou o regime fascista durante a presidência do general Franco.
4) A Guerra Civil Espanhola (1936) extinguiu o Fascismo na Espanha.
5) O Fascismo foi adotado em Portugal no governo de Antônio Salazar.
Estão corretas as afirmativas apenas:
Assinale a alternativa CORRETA a respeito de alguns fatos do período “entreguerras” que contribuíram para a Segunda Guerra Mundial:
Foi uma das consequências do fim da Segunda Guerra Mundial, exceto:
Marque a alternativa correta sobre o mundo após Segunda Guerra:
Observe a imagem:
Marque a alternativa correta sobre a tirinha do cartunista argentino Quino:
“A Europa se confronta com um programa de agressão, calculado e determinado no tempo, desvelando-se estágio por estágio. Só há uma escolha visível, não só para nós, mas para os outros países que estão infelizmente preocupados: ou nos submetemos, como a Áustria, ou então devemos tomar medidas efetivas, enquanto resta tempo para evitar o perigo e, se não puder ser impedido, para lidar com ele.”
CHURCHILL, Sir Winston Spencer. Memórias de Segunda Guerra Mundial. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1995.
A questão da Áustria que Churchil refere-se é:
“[...] se as guerras anteriores tinham sido guerras de dinastias, de interesses feudais e aristocráticos, de rivalidades principescas, a Primeira Guerra Mundial foi a primeira grande guerra da burguesia. Não é, portanto, surpreendente que os valores desta classe média tenham se tornado os valores dominantes da guerra, [...] a organização e até a estratégia e as táticas da guerra. Sua própria extensão – foi naturalmente chamada de a Grande Guerra – refletia a preocupação da classe média do século XIX com crescimento, ganho, realização e tamanho. Máquinas, impérios, exércitos, burocracias, pontes, navios, tudo aumentou de tamanho no século XIX, este século maximalista [...]”.
EKSTEINS, Modris. A Sagração da primavera. Tradução de Rosaura Eichenberg. 2. ed. Rio de Janeiro: Rocco, 1992.
Analise as afirmativas sobre a Primeira Guerra mundial:
I - Um dos principais objetivos da corrida imperialista foi a busca das novas matérias primas (borracha asiática, cobre, petróleo, estanho), além da ampliação do mercado consumidor. Várias nações da Ásia, África e América Latina foram dominadas economicamente através de tratados comerciais e políticos;
II - O desenvolvimento de uma economia capitalista mundial intensificou a concorrência econômica e contribui para um pacto entre política estatal e interesses das burguesias nacionais, modificando as relações diplomáticas internacionais entre os países;
III - Mesmo com unificação política, a Alemanha não conseguiu criar condições para um processo de industrialização e urbanização, gerando conflitos nas relações de forças da política internacional;
IV - Através de empréstimos aos países envolvidos no conflito, os Estados Unidos contribuíram para a recuperação econômica da Europa após o término da Primeira Guerra Mundial, ao mesmo tempo em que financiavam as próprias exportações;
V - O imperialismo levou à primeira guerra mundial, pois a burguesia alemã precisava derrotar as colônias inglesas a fim de deteriorar os suprimentos de matérias primas e mercado consumidor da Inglaterra.
Estão corretas as proposições:
Em 1919, o mundo que surgiu dos escombros da Grande Guerra guardava poucas semelhanças com aquele que durara até o verão de 1914. As dinastias mais tradicionais haviam desaparecido. Naquilo que tange ao novo rearranjo de forças e à condução da nova diplomacia mundial, assinale a alternativa que indica fatores que contribuíram para grandes mudanças ocorridas na concepção de política mundial.
Sobre as características da Segunda Guerra Mundial, qual das afirmativas a seguir está INCORRETA?
O historiador Eric Hobsbawm afirma no livro “A era dos extremos”, que a revolução russa foi um dos fatos históricos mais importantes do século XX pela influência que teve no mundo. Não por acaso, o período ao qual o autor se refere como o breve século XX (1914-1991) é quase que exatamente o período de desenvolvimento e existência do estado soviético. Com base nas avaliações de Hobsbawm sobre a Revolução Russa, verifique as afirmativas a seguir, identificando com “V” as VERDADEIRAS e com “F” as FALSAS, assinalando a seguir a alternativa CORRETA, na sequência de cima para baixo:
( ) As condições objetivas e subjetivas para a realização de uma Revolução na Rússia Czarista eram limitadas. A qualidade dos bolcheviques foi identificar uma brecha política e tomar o poder das mãos do regime. Por isso a necessidade de ações armadas com alto custo de vidas, como a histórica tomada do Palácio de Inverno, por exemplo.
( ) Era nítido que os bolcheviques entendiam que as condições atrasadas da Rússia não permitiam que ela avançasse ao socialismo sem que uma revolução em países mais industrializados ocorresse. O fator Revolução Russa era político e a tarefa dos bolcheviques era a de se manterem no poder, até que outras revoluções ocorressem em apoio a eles.
( ) O êxito bolchevique ocorreu por três fatores centrais. O poder coordenado por um instrumento centralizado que funcionou bem, o Partido; Os generais do exército que entenderam a necessidade de derrotar as forças invasoras durante a guerra civil, pois, caso os “Brancos” vencessem, o risco de divisão da Rússia era eminente; e a divisão das terras aos camponeses por unidades familiares, o que garantiu uma forte base de sustentação do governo.
( ) A história do Breve Século XX não pode ser entendida sem a Revolução Russa e seus efeitos diretos e indiretos. Não menos porque se revelou a salvadora do capitalismo, tanto possibilitando o ocidente ganhar a Segunda Guerra Mundial contra a Alemanha de Hitler, quanto oferecendo o incentivo para o capitalismo se reformar, e também – paradoxalmente – graças à aparente imunidade da União Soviética à Grande Depressão, o incentivo a abandonar a crença na ortodoxia do livre mercado.
( ) A formação da Terceira Internacional isolou o setor revolucionário de setores não tão convencidos da necessidade de uma revolução, gerando partidos semelhantes aos bolcheviques, mas ineficazes para a tomada do poder nos países. O erro da política de classe contra classe do fim da década de 1910 e início da década de1920, além da política sectária e ultrarrevolucionária de 1928 a 1934, são demonstrações desta situação. Isso indiretamente auxiliou no fortalecimento dos sociais-democratas e do nazismo na Alemanha.
Em 1929 evidenciou-se uma grande crise econômica nos países capitalistas, que simbolicamente iniciou a partir da quebra da bolsa de valores de Nova Iorque. As consequências desta crise foram mundiais e sentidas por toda a década de 1930, arrasando economias de países periféricos, colocando em dúvida as qualidades do suposto liberalismo econômico em que viviam os países de economia capitalista desenvolvida e tendo relação direta com os eventos que levaram à construção de uma Segunda Guerra Mundial. Assinale qual das afirmativas a seguir está INCORRETA ao se relacionar com a crise de 1929:
No ano de 1961, em plena guerra fria, ocorreu um fato histórico muito importante, qual fato foi esse?
Atenção: O texto abaixo refere-se às questões de números 32 e 33.
[...] Gerações inteiras se criaram à sombra de batalhas nucleares globais que, acreditava-se firmemente, podiam estourar a qualquer momento e devastar a humanidade. Na verdade, mesmo os que não acreditavam que qualquer um dos lados pretendia atacar o outro achavam difícil não ser pessimista, pois a Lei de Murphy é uma das mais poderosas generalizações sobre as questões humanas (Se algo pode dar errado, mais cedo ou mais tarde vai dar). À medida que o tempo passava, mais e mais coisas podiam dar errado, política e tecnologicamente, num confronto nuclear permanente baseado na suposição de que só o medo da “destruição mútua inevitável” (adequadamente expresso na sigla MAD, das iniciai expressas em inglês – mutually assured destruction) impediria um lado ou outro de dar o sempre pronto sinal para o planejado suicídio da civilização, não aconteceu, mas cerca de quarenta anos pareceu uma possibilidade diária.
(HOBSBAWM, Eric. Era dos Extremos: o breve século XX. Trad, São Paulo: Companhia das Letras, 1995, p. 224)
Com base no conhecimento histórico e no texto, é correto afirmar que
Leia o fragmento.
Nós, que sobrevivemos aos Campos, não somos verdadeiras testemunhas. Esta é uma ideia incômoda que passei aos poucos a aceitar, ao ler o que outros sobreviventes escreveram – inclusive eu mesmo, quando releio meus textos após alguns anos. Nós, sobreviventes, somos uma minoria não só minúscula, como também anômala. Somos aqueles que, por prevaricação, habilidade ou sorte, jamais tocaram o fundo. Os que tocaram, e que viram a face das Górgonas, não voltaram, ou voltaram sem palavras. |
LEVI, Primo. Apud HOBSBAWM, Eric. Era dos extremos. São Paulo: Companhia das Letras, 1995. p. 11.
O texto de Primo Levi (1919/1987), sobrevivente do campo de concentração de Auschwitz, levanta importante questão para a escrita da história: