Questões de Concurso
Sobre período colonial: produção de riqueza e escravismo em história
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“A partir da noção de documento advinda dos Annales, um determinado professor resolveu trabalhar, com os seus
alunos, o período da mineração em Minas, no século XVIII, usando a arte barroca de Aleijadinho.” Após a análise da
foto das esculturas de Aleijadinho, o professor mostrou o anacronismo na obra do artista através:Em uma incursão pela região goiana, por volta de 1820, o médico naturalista austríaco Johaan Emmanuel Pohl relata:
“O mais remoto povoado nesta capitania, para o lado sudeste, é o de Caldas Novas, que se limita já com grande floresta onde vivem os Caiapós. Contudo, próximo daqui, acha-se um refúgio de negros escravos fugidos de São Paulo, os quais erigiram um verdadeiro arraial, fortificado com pontes e fossos. O número deles é tão considerável que se evita agredi-los. Os arredores desse arraial chamado Quilombo, devem ser auríferos e os negros fazem comércio em Cuiabá”.
POHL apud MACHADO, Maria Conceição Sarmento Padial. Capital e trabalho no processo de urbanização. Fragmentos de Cultura, Goiânia, v. 16, n. 11/12, nov./dez. 2006, p. 922.
Em seu relato, do início do século XIX, o médico austríaco
observa em Caldas Novas
A configuração territorial da América portuguesa colonial foi alcançada por meio de um processo histórico dinâmico, iniciado no século XVI. A respeito desse tema, julgue (C ou E) o seguinte item.
Com a finalidade de garantir a efetiva ocupação da região
de São Vicente, no atual litoral paulista, Martim Afonso
de Souza deu início, por ordem da Coroa portuguesa,
às concessões hereditárias de terras a portugueses que trazia,
com esse objetivo, em sua expedição.
“Após 1930 muitos historiadores compartilharam a ‘crise do sistema colonial’ como realidade incontestável e chave mestra para a análise do período. O nacionalismo remeteu-se a essa crise refletindo-se na oposição política colônia x metrópole: instâncias econômicas determinando quase mecanicamente as outras esferas do social e do político.”
(RIBEIRO, Gladys Sabina. A liberdade em construção. Rio de Janeiro: Relume Dumará/FAPERJ, 2002. p. 28).
Partindo da crítica que a historiadora Gladys Ribeiro faz ao uso da noção de “crise do sistema colonial” como “chave mestra para a análise” do processo de emancipação do Brasil em relação a Portugal, marque (V) para as afirmativas VERDADEIRAS e (F) para as FALSAS:
( ) Nos escritos dos naturais do Brasil, ainda no ano 1821, a emancipação do Brasil em relação a Portugal era entendida como respeito às especificidades brasileiras por meio da ruptura do império português.
( ) O Brasil, no início da década de 1820, não era uma pátria única. Ao contrário, era marcado por regionalismos.
( ) Até o “grito do Ipiranga”, em 1822, a separação entre Brasil e Portugal era vista pelos contemporâneos como coisa de anarquistas ou republicanos.
( ) A proclamação da separação total entre Brasil e Portugal se deu no “calor da hora”, como ato de resistência às medidas estabelecidas pelas cortes lisboetas, que ameaçavam reconduzir o Brasil à categoria de colônia.
( ) No final do ano de 1821, o futuro do Brasil já era claro aos contemporâneos. Era evidente para eles que a escolha política pela separação em relação a Portugal era irreversível, tanto que já não se falava mais sobre as possibilidades de reintegração entre as partes europeia e americana que antes compuseram o Reino Unido de Brasil, Portugal e Algarves.
Assinale a alternativa que contém a sequência CORRETA, de cima para baixo.