Questões de Concurso
Sobre período colonial: produção de riqueza e escravismo em história
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(BUENO, E. Brasil: uma história. São Paulo: Leya, 2010)
A respeito da escravidão, é possível afirmar que:
Leia as afirmativas a seguir.
I. Os primeiros habitantes de Florianópolis foram os índios Tupis-Guaranis, que lhe deram as primeiras nominações: Miembipe e Jurerê Mirim.
II. Mais tarde, os bandeirantes, juntamente com Francisco Dias Velho, fundaram a povoação de Nossa Senhora do Desterro. Para mantê-la, o governo português enviou aproximadamente cinco mil colonos saídos das ilhas dos Açores e Madeira.
III. No ano de 1894, em uma homenagem a Floriano Peixoto, a cidade recebeu a atual denominação Florianópolis.
Está correto o que se afirma em:
“Meu Senhor, nós queremos paz e não queremos guerra; se meu senhor também quiser nossa paz há de ser nessa conformidade, se quiser estar pelo que nós quisermos, a saber. Em cada semana nos há de dar os dias de sexta-feira e de sábado para trabalharmos para nós, não tirando um destes dias por causa de dia santo. Para podermos viver nos há de dar rede, tarrafa e canoas. Não nos há de obrigar a fazer camboas, nem a mariscar, e quando quiser fazer camboas e mariscar mande os seus pretos Minas. Faça uma barca grande para quando for para Bahia, nós metermos as nossas cargas para não pagarmos fretes.(...) A tarefa de cana há de ser de cinco mãos, e não de seis, e a dez canas em cada feixe.(...) Os atuais feitores não os queremos, faça a eleição de outros com a nossa aprovação.(...) Os marinheiros que andam na lancha além de camisa de baeta que se lhe dá, hão de ter gibão de baeta, e todo vestuário necessário. O canavial do Jabirú o iremos aproveitar por esta vez, e depois há de ficar para pasto porque não podemos andar tirando canas por entre mangues. Poderemos plantar nosso arroz onde quisermos, e em qualquer brejo, sem que para isso peçamos licença, e poderemos cada um tirar jacarandás ou qualquer pau sem darmos parte para isso. A estar por todos os artigos acima, e conceder-nos estar sempre de posse da ferramenta, estamos prontos para o servirmos como dantes, porque não queremos seguir os maus costumes dos demais Engenhos. Poderemos brincar, folgar, e cantar em todos os tempos que quisermos sem que nos impeça e nem seja preciso licença.”
A estratégia colonizadora acima mencionada denomina-se
A transferência da Corte para a América portuguesa foi aventada em diferentes crises anteriores à de 1808, como estratégia para manutenção da soberania do pequeno reino ibérico frente às potências europeias.
A possibilidade de ascensão social na América portuguesa esteve limitada pelos estatutos de limpeza de sangue, pelos quais os descendentes de judeus, mouros, ciganos, ameríndios e africanos estiveram excluídos da ocupação de altos postos eclesiásticos e civis.
A oposição dos dirigentes da Companhia de Comércio das Índias Ocidentais ao uso da mão de obra escrava foi um dos principais fatores de desgaste nas relações entre a Companhia e os tradicionais senhores de engenho pernambucanos.
A produção de açúcar, em Pernambuco, foi controlada pelos colonos batavos logo após o início do governo de Nassau. A Companhia de Comércio das Índias Ocidentais havia confiscado e vendido a holandeses e judeus os engenhos abandonados por proprietários que haviam fugido para Bahia e Rio de Janeiro. Tal controle da produção manteve-se até o início da insurreição restauradora, em 1645.
A descoberta do ouro nos sertões mineiros foi recebida pela Coroa portuguesa com grande apreensão. Não havia um projeto de colonização definido a priori. A tarefa de controlar a multidão de aventureiros que se dirigiria àqueles sertões parecia algo grande demais para os poucos recursos lusos. Por fim, existia a possibilidade da descoberta daquela riqueza despertar a cobiça das demais nações europeias.
No período colonial brasileiro, o principal propósito das bandeiras paulistas era a descoberta de metais preciosos. O aprisionamento de indígenas foi praticado como forma de minimizar os eventuais prejuízos da empresa.
A criação de gado foi a primeira atividade produtiva promotora da interiorização mais profunda da colonização