Questões de Concurso
Comentadas sobre período colonial: produção de riqueza e escravismo em história
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I. Em 1763, a capital foi transferida de Salvador para o Rio de Janeiro, como parte de uma estratégia voltada à exploração das potencialidades agrícolas da região, principal atividade econômica da época.
II. Em 1821, José Bonifácio defendia a transferência da capital do Brasil para o interior, considerando essa medida essencial para a ocupação e exploração do vasto território além da zona litorânea.
III. Em 1960, a capital foi transferência para o Planalto Central, na região de Brasília, simbolizando um plano de desenvolvimento do governo de Juscelino Kubitschek com foco no interior do país.
Está correto o que se afirma em
“Índios aldeados e índios considerados selvagens compunham a diversidade das populações indígenas presentes na América portuguesa, porém a barreira entre elas era muito menor do que se supunha e se apregoava, conforme a ideologia e a política indigenista, então vigentes. Índios e mestiços, selvagens e civilizados confundiam-se e relacionavam-se intensamente entre si e com outros segmentos da sociedade colonial, indo e voltando, com frequência de uma condição à outra.”
Adaptado de Celestino, Maria Regina. Índios mestiços e selvagens civilizados de Debret reflexões sobre relações interétnicas e mestiçagens. Varia História, vol. 25, nº 41, 2009, p. 88.
Com base na leitura do trecho, assinale a opção que apresenta corretamente a compreensão da autora sobre as categorias de indígenas na América portuguesa.
Qual alternativa preenche, CORRETAMENTE, a lacuna?
Tendo em vista o trecho acima, é possível afirmar que a historiografia vem buscando reinterpretar a noção de “resistências escrava” no contexto da escravidão colonial brasileira como:
I. Rebeliões escravas e indígenas no período colonial e movimentos sociais no Império (como a Sabinada e a Balaiada) já evidenciavam formas de resistência coletiva anteriores ao século XX, desmentindo a visão evolucionista de movimentos sociais “modernos”.
II. O Movimento Operário (fins do XIX e início do XX), Negro (1930–1970), Feminista (1910–1980), Indígena e Ambientalista (1970) e MST (1984) expressam agendas distintas, mas articuladas por demandas por cidadania, redistribuição e reconhecimento.
III. Esses movimentos contribuíram para a Constituição de 1988, para políticas públicas de saúde, educação e igualdade racial, e para a ampliação da esfera pública democrática.
IV. Os movimentos sociais foram incapazes de formar alianças amplas e produzir efeitos duradouros, mantendo-se restritos a reivindicações setoriais e episódicas.
V. A redemocratização dos anos 1980 consolidou um campo de ação coletiva no qual movimentos se articularam em frentes amplas, como na campanha Diretas Já.
Após análise das afirmativas, é correto o que se afirma em:
Com base nas interpretações historiográficas clássicas (Francisco Adolfo de Varnhagen, Capistrano de Abreu, Gilberto Freyre, Caio Prado Júnior, Florestan Fernandes e Nelson Werneck Sodré) e nas perspectivas críticas contemporâneas (História Social, Cultural e estudos subalternos), analise as proposições:
I. A historiografia de Varnhagen, marcada pelo paradigma imperial e eurocêntrico do século XIX, concebeu indígenas e africanos como elementos secundários ou obstáculos ao “projeto civilizador” português, negando-lhes agência histórica.
II. Capistrano de Abreu avançou ao reconhecer a importância dos indígenas e africanos para a formação histórica brasileira, mas manteve um enfoque estrutural centrado na colonização portuguesa, sem incorporar plenamente as experiências subalternas como sujeitos históricos autônomos.
III. Gilberto Freyre destacou a centralidade das relações culturais entre portugueses, indígenas e africanos, valorizando a mestiçagem e os processos de adaptação mútua. Contudo, sua interpretação tende a suavizar as violências coloniais, privilegiando uma leitura harmonizadora das relações raciais.
IV. Caio Prado Júnior, Florestan Fernandes e Nelson Werneck Sodré romperam com as interpretações anteriores ao enfatizarem as estruturas econômicas, sociais e raciais da colonização, destacando a formação dependente e a permanência das hierarquias raciais como elementos estruturantes da sociedade brasileira.
V. As perspectivas contemporâneas da História Social e Cultural — influenciadas por E. P. Thompson, Roger Chartier e pelos estudos subalternos e pós-coloniais — radicalizaram a crítica ao centro colonial, evidenciando estratégias de resistência, agência política e reelaboração cultural de indígenas, africanos e seus descendentes, conectando passado colonial e racismo estrutural contemporâneo.
VI. A historiografia brasileira do século XX, de modo geral, ignorou a temática da resistência subalterna, tratando-a apenas como fenômeno folclórico, sem impacto na formação nacional.
Após análise das proposições, é correto o que se afirma em:
A religiosidade africana e indígena, no contexto colonial brasileiro, manteve práticas sincréticas e festividades, promovendo coesão comunitária e resistência cultural frente à dominação portuguesa. Analise as assertivas abaixo e classifique cada uma como verdadeira (V) ou falsa (F).
(__)A religiosidade afro-indígena preservou práticas e sincretismos que garantiram identidade cultural.
(__)O sincretismo religioso foi inexistente, e as populações indígenas e africanas abandonaram suas tradições.
(__)As manifestações culturais foram reprimidas, mas mantiveram forte presença social.
(__)Não houve resistência cultural, pois todas as práticas foram suprimidas pelo colonialismo.
A sequência CORRETA, de cima para baixo, é:
I – A Monarquia aboliu a escravidão em 1888. Mas a medida atendeu antes a uma necessidade política de preservar a ordem pública ameaçada pela fuga em massa dos escravos.
II – Houve preocupação econômica para atrair mão de obra livre às regiões cafeeiras.
III – No curto período entre a Abolição e a República, o governo imperial implementou políticas efetivas de inclusão e reparação aos ex-escravizados.
Está CORRETO o que se afirma em: