Questões de Concurso
Comentadas sobre período colonial: produção de riqueza e escravismo em história
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REIS, João José; GOMES, Flávio dos Santos (orgs.). Liberdade por um fio: história dos quilombos no Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 2006, p. 9.
O Quilombo dos Palmares chegou a reunir 20 mil habitantes, o que representava 20% da população total de Pernambuco à época. Com 100 anos de resistência, este local foi o epicentro de uma aguerrida luta contra a escravidão no Brasil. Sobre esta afirmação, assinale a alternativa incorreta.
I. A imigração forçada sustentou o regime escravocrata por meio de intensa violência e exploração da vida humana. II. A elevada brutalidade que se seguiu a essa imigração forçada dificultou que essas pessoas criassem laços de sociabilidade nos locais em que chegavam. III. A História enquanto disciplina deve abordar o estudo da história e da cultura africana e afrobrasileira em razão dos conhecimentos e saberes africanos produzidos no continente africano e nas suas diásporas.
Assinale a alternativa correta.
FERLINI, Vera Lúcia Amaral. A civilização do açúcar. 11. ed. São Paulo: Brasiliense, 1994, p. 9.
O excerto traz à tona como a consolidação da produção de açúcar no Nordeste brasileiro engendrou uma série de modificações sociais, técnicas e econômicas no país entre os séculos XVI a XVIII. Sobre essas modificações, assinale a alternativa incorreta.
https://www.mg.gov.br/pagina/historia
A alternativa que completa corretamente as lacunas é:
Ainda de acordo com a obra de Boris Fausto (História do Brasil), julgue os itens a seguir e, ao final, assinale a alternativa correta:
I – O fumo foi uma significativa atividade de exportação, tendo sido superior até mesmo à exportação de açúcar durante todo o período da colonização.
II – A grande região produtora de fumo localizava-se no Recôncavo Baiano.
III – Todo o fumo produzido no Brasil era comercializado na Europa, não havendo comércio dessa substância no continente africano.
Sobre a administração pombalina, no Brasil, analise os itens, abaixo, e assinale a alternativa correta:
I – De acordo com as concepções do mercantilismo, Pombal criou duas companhias privilegiadas de comércio - a Companhia Geral do Comércio do Grão-Pará e Maranhão (1755) e a Companhia Geral de Pernambuco e Paraíba (1759).
II - O programa econômico de Pombal teve grande êxito, apesar de, em meados do século XVIII, a Colônia entrar em um período de depressão econômica.
III - Pombal tentou coibir o contrabando de ouro e diamantes e tratou de melhorar a arrecadação de tributos. Em Minas Gerais, o imposto de capitação foi substituído pelo antigo quinto do ouro, com a exigência de que deveria render, anualmente, pelo menos cem arrobas do metal.
IV - Uma das medidas da administração pombalina foi a expulsão dos jesuítas de Portugal e seus domínios, com confisco de bens (1759). Essa medida pode ser compreendida, no quadro dos objetivos de centralizar a administração portuguesa e impedir áreas de atuação autônoma por ordens religiosas cujos fins eram diversos dos da Coroa.
De acordo com a obra de Boris Fausto (História do Brasil), analise os itens a seguir e, a final, assinale a alternativa correta:
I – A instalação do governo geral ocorreu no ano de 1549.
II – Para o autor, a história colonial do Brasil pode ser dividida em quatro etapas muito homogêneas em termos cronológicos.
III – As primeiras tentativas de exploração do litoral brasileiro se basearem no sistema de feitorias. .
Assinale a alternativa que melhor sintetiza o que essa guerra representou.
Mesmo com passado e presente conectados à mineração, a população brasileira não costuma se ver e se identificar como uma sociedade minerada. As exceções são regiões pontuais como Minas Gerais, cujo nome faz referência a uma pretensa vocação mineral ou mesmo à inevitabilidade da mineração como via para o desenvolvimento. Assim, sempre foi difícil promover um debate nacional sobre a questão da mineração. Isso até os desastres recentes, que contabilizaram centenas de mortos, desaparecimento de comunidades e enormes danos ambientais e mudaram os olhares dos brasileiros sobre a atividade, seus impactos e retorno à sociedade.
WANDERLEY, Luiz Jardim. Por trás dos desastres e conflitos da mineração. Ciência Hoje. Matéria publicada em 26.06.2019. Disponível em: < https://cienciahoje.org.br/artigo/por-tras-dos-desastres-e-conflitos-da-mineracao/>. Acesso em: 21 jan. 2022. (Adaptado).
Os problemas atuais mencionados no texto são consequência do tipo de atividade econômica desenvolvida em Minas Gerais desde
Fonte (adaptada): MATOS, Clarence José de. OS HOLANDESES NO BRASIL. Revista Intellectus. Ano VII, Nº. 17, p.174.
Julgue o excerto acima e assinale a alternativa CORRETA.
O procurador de Justiça do Ministério Público do Pará (MPPA) destilou ódio em um discurso para alunos de uma faculdade particular de Direito em Belém. ‘Problema da escravidão no Brasil foi porque o índio não gosta de trabalhar, até hoje’, disse, para justificar o holocausto negro que aconteceu no Brasil durante mais de 300 anos .
Disponível em: . Acesso em: 24 fev. 2020. (Adaptado)
A afirmação do procurador reproduz estereótipos construídos historicamente acerca das populações indígenas no Brasil, associados a uma narrativa
( ) A efetivação de empresas açucareiras no Brasil colonial teve a presença dos holandeses no processo de refinação e comercialização junto com os portugueses.
( ) Existia uma certa dependência de Portugal financeiramente e tecnicamente da Holanda.
( ) A Espanha dominou Portugal, afastando os holandeses dos negócios açucareiros. Esse evento histórico propiciou como solução, aos Holandeses, ir diretamente à fonte produtora, invadindo a cidade de Salvador.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Leia as afirmações a seguir e informe (V) para as verdadeiras e (F) para as falsas.
( ) Na Bahia do início do século XIX era comum que vários setores da sociedade investissem na escravidão adquirindo escravos. Não existe registro, contudo, de que naquele contexto os ex-escravizados também adquirissem africanos para seus ganhos pessoais.
( ) A Revolução Haitiana foi um elemento importante na derrocada da economia baiana entre o final do século XVIII e início do XIX, especialmente pelo receio das elites senhoriais brasileiras, por um período, em investir no comércio escravo.
( ) A crise econômica baiana, a partir da década de 1820, teve relação com a produção açucareira de Cuba, que ganhou parte considerável dos mercados internacionais antes também ocupados pela produção da Bahia.
( ) Entre as décadas de 1830 e 1840, especialmente devido à crise na importação de escravos imposta pelo controle britânico do tráfico, a Bahia destacou-se como importante fornecedora de mão de obra escrava para o sul, notadamente quando do incremento da produção cafeeira.
( ) A crise econômica baiana na primeira metade do século XIX promoveu uma relevante inversão produtiva, tirando o açúcar do centro da produção e elevando a produção de subsistência como a principal na província, o que evitou crises de desabastecimento no período.
A sequência está corretamente apresentada em
No livro “A escravidão na África: uma história de suas transformações”, o historiador Paul Lovejoy conceitua a escravidão, compreendida como um tipo específico de exploração, a partir de um conjunto de elementos.
Dentre as características apresentadas pelo autor é INCORRETO afirmar que o escravo
Há um debate historiográfico bastante pronunciado, conquanto não exclusivo, entre duas correntes na interpretação da história do Brasil, notadamente em seus três primeiros séculos. De um lado, há as interpretações vinculadas ao modelo do “Antigo Sistema Colonial” e, de outro, aquelas ligadas ao modelo do “Antigo Regime nos Trópicos”.
Associe o modelo histórico à sua interpretação.
MODELOS HISTÓRICOS
1 – Antigo Sistema Colonial
2 – Antigo Regime nos Trópicos
INTERPRETAÇÕES
( ) A história da colonização no Brasil reflete o amadurecimento das relações administrativas na Península Ibérica e aponta para uma ampla trajetória de negociação na construção de uma governabilidade, gerando uma economia política de privilégios.
( ) A história do Brasil em seu período colonial se assemelha à de outras colônias no mesmo período, tendo por característica principal sua colaboração com a produção da acumulação primitiva do capital, base para o desenvolvimento capitalista na Europa.
( ) Para a devida compreensão da dinâmica imperial portuguesa é necessário considerar como as regras jurídicas e administrativas portuguesas foram incorporadas e trabalhadas na dinâmica ultramarina.
( ) A exploração metropolitana, por meio do exclusivo comercial, reforça o caráter global do sistema de colonização, diminuindo a importância – embora não desconsiderando a existência – da negociação política e administrativa locais.
( ) A escravidão nas colônias portuguesas não pode ser explicada, apenas, pelos fatores relativos à necessidade da exploração econômica; antes, tem relação com a própria lógica que naturalizava a hierarquia social nas sociedades europeias de então.
A sequência correta é apresentada em
Analise o texto a seguir.
“A fundação da cidade do Salvador teve início a partir da instalação do Governo Geral como uma tentativa de efetivar os projetos de povoamento, colonização e defesa. A cidade fortaleza planejada foi erguida em 1549 no alto de uma montanha no interior da Baía de Todos os Santos seguindo as determinações do traçado definido pelo Rei, no regimento de 1548, de ser erguida em pedra, cal e barro, ou ‘taipes ou madeira, como melhor poder ser, de maneira que seja forte’, para assim garantir a segurança dos moradores. Por não encontrar de imediato a pedra e seguindo a orientação do regimento, a pedra foi substituída pela madeira das paliçadas e, depois, pelo barro, o que permite afirmar que a arquitetura militar de Salvador era, nos seus primeiros anos, construções de fibras secas tecidas ou uma combinação de vários materiais que tivessem boa resistência às intempéries (...), as casas eram de madeira e palha; o muro de varas, galhos e cipós entrelaçados de barro”.
(SANTOS, Patrícia Verônica Pereira dos. Os índios e a Fundação de Salvador. In: SANTOS, Fabricio Lyrio (Org.). Os índios na história da Bahia. Cruz das Almas: EDUFRB; Belo Horizonte: Fino Traço, 2016. p. 40).
Com base no trecho anterior e no referido estudo de Patrícia dos Santos, analise as afirmações a seguir classificando-as como verdadeiras (V) ou falsas (F).
( ) Na construção da cidade de Salvador/BA foram utilizadas técnicas oriundas dos povos tupinambás, muitas delas utilizadas por eles para se defenderem dos ataques dos europeus.
( ) A dependência da mão de obra indígena na construção da cidade revela um dos aspectos importantes da ação colonizadora portuguesa sobre esses povos, qual seja o aprisionamento de indígenas para escravização.
( ) As revoltas e fugas protagonizadas pelos indígenas nesse período demonstram uma das formas de agência indígena nesse processo, forçando a Coroa portuguesa a ações como a de estabelecer alianças com grupos indígenas da região.
( ) Embora tenham tido uma atuação importante nos trabalhos de construção e manutenção da cidade de Salvador, os indígenas não atuavam nas propriedades particulares, como os engenhos, onde utilizava-se mão de obra africana.
( ) A queda populacional dos indígenas decorrente de fome, maus tratos, repressão violenta às revoltas, excesso de trabalho e proliferação de doenças infectocontagiosas é um dos fatores que ajuda a explicar a paulatina incorporação de escravos africanos como mão de obra na região.
De acordo a análise das afirmações, a sequência correta, no sentido da primeira à última, é