Leia o texto a seguir. O procurador de Justiça do Ministéri...
O procurador de Justiça do Ministério Público do Pará (MPPA) destilou ódio em um discurso para alunos de uma faculdade particular de Direito em Belém. ‘Problema da escravidão no Brasil foi porque o índio não gosta de trabalhar, até hoje’, disse, para justificar o holocausto negro que aconteceu no Brasil durante mais de 300 anos .
Disponível em: . Acesso em: 24 fev. 2020. (Adaptado)
A afirmação do procurador reproduz estereótipos construídos historicamente acerca das populações indígenas no Brasil, associados a uma narrativa
Gabarito comentado
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Gabarito: A
Fundamento decisivo: O decisivo foi a comparação entre o enunciado e o sentido corrente das alternativas: a fala retoma estereótipos históricos sobre indígenas e reescreve a explicação da escravidão por uma releitura distorcida do passado. Isso corresponde, entre as opções dadas, à narrativa revisionista.
- Quando o enunciado fala em estereótipo histórico somado a explicação distorcida do passado, procure a alternativa ligada a revisão ou releitura histórica, não a correntes teóricas genéricas.
- Separe operação discursiva de escola teórica: se a questão descreve reescrita ideológica do passado, categorias como positivista tendem a ficar fora do alvo.
- Se a decisão depender mais do sentido corrente das palavras do que de conceito técnico fechado, faça a comparação direta entre o núcleo do enunciado e a semântica de cada alternativa.
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