Questões de Concurso Comentadas sobre período colonial: produção de riqueza e escravismo em história

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Q3499057 História
Com a chegada dos portugueses ao território que hoje chamamos de Brasil, em 1500, iniciou-se um longo processo de colonização marcado por conflitos, imposição cultural e exploração de populações nativas. Ao longo do período colonial, a escravidão foi amplamente utilizada como forma de obter mão de obra, atingindo tanto os povos indígenas quanto os africanos trazidos à força do continente africano.

Com base nesse contexto, marque a alternativa que melhor define o conceito de "guerra justa":
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Q3465696 História
No final do século quinze, teve início a escravidão comercial e o tráfico negreiro. O tráfico de escravos movimentou portos da América do Sul, como os do Rio de Janeiro, Salvador e Recife. Nos portos, os escravos eram vendidos para novos senhores, que os levavam para o trabalho forçado em suas propriedades. A partir de seus conhecimentos acerca da formação social do Brasil, faça a CORRETA associação entre a segunda coluna e a primeira. 

1. Navio negreiro
2. Acarajé
3. Capitão-do-mato
4. Feitor

( ) Era um fiscal dos escravos que trabalhavam no campo e na mineração.
( ) Era um funcionário que prendia e devolvia os escravos fugidos aos seus senhores.
( ) Era uma embarcação em cujo porão o espaço era apertado e o calor quase insuportável.
( ) É um prato que se tornou tradição, cujo nome e receita estão associados ao candomblé.


Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA, considerando as afirmativas de cima para baixo.
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Q3456323 História
Cinco séculos de história podem representar muito, considerada a história das civilizações americanas, sobretudo no que diz respeito à experiência particular afro-luso­ -brasileira. Experiência de uma cultura já miscigenada na Península Ibérica, que viria a predominar nessas partes do globo, gerando interpretações inéditas, muito difundidas e discutíveis sobre a “adaptabilidade” dos portugueses nos trópicos, e que marcariam [fundamentalmente] o pensamento no Brasil do século XX.

(Carlos Guilherme Mota, “Introdução”. In: Carlos Guilherme Mota (0rg.) Viagem incompleta: a experiência brasileira (1500-2000). Formação: Histórias, 2000)

O excerto faz uma espécie de balanço dos quinhentos anos da história do Brasil, referindo-se à
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Q3455123 História
O historiador Fernando A. Novais notou, com grande propriedade, que os lucros derivados da captura dos ameríndios ficavam nas mãos dos colonos. Por outro lado, a acumulação gerada pela conexão africana acabava nas mãos de comerciantes metropolitanos especializados no comércio dessa mercadoria única. Novais chegou a propor que “é começando com o comércio de escravos que é possível entender a escravidão colonial, e não o contrário”. (João José Reis; Flávio dos Santos Gomes. Liberdade por um fio – História dos quilombos no Brasil, 2021. Adaptado)

O fragmento apresenta análise relativa
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Q3447048 História
Assinale a alternativa que não guarda relação com o fluxo migratório externo no Brasil no período colonial.
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Q3430471 História
Fosse qual fosse seu formato, em pelo menos um aspecto as revoltas de colonos eram incrivelmente semelhantes: nenhuma delas confrontou a Coroa portuguesa. Ao contrário: a linguagem dos rebeldes expressava estrita lealdade ao soberano, reafirmava a força simbólica da figura do rei sempre pronto a ouvir as aflições de seus súditos. Quase todas as revoltas procederam assim, exceto uma.

(Lilia Moritz Schwarz e Heloisa Murgel Starling. Brasil: uma biografia. Adaptado)

A exceção mencionada pelo fragmento faz referência à 
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Q3430452 História
A naturalização da escravidão é o pilar estruturante de decisões judiciais. Absolve-se o escravagista porque suas vítimas estão acostumadas a condições precárias de vida e trabalho. Como já enfatizado em outro estudo [...], trata-se de uma condescendência com a extorsão extrema [...]: uma naturalização histórica da segregação, da exploração e da agressão ao trabalho humano.

(Cavalcanti, T. M.; Rodrigues, R. G. Trabalho escravo contemporâneo: hoje, o mesmo de ontem)

De acordo com os autores, a “naturalização da escravidão” é um desdobramento
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Q3372549 História
Na produção historiográfica sobre a escravidão brasileira desde as décadas finais do século XX e as duas primeiras do século XXI, há obras que tiveram impactos importantes nas interpretações sobre o tema.
Identifique a opção que contém, corretamente, algumas dessas inúmeras obras de produção resultante de pesquisas no Brasil.
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Q3332585 História
Leia o texto a seguir:

A escravidão perpetua na história brasileira, assinalando seu caráter não anacrônico às relações sociais brasileiras.

(Tiago Muniz Cavalcanti; Rafael Garcia Rodrigues, Trabalho escravo contemporâneo: hoje, o mesmo de ontem. Veredas do Direito, Belo Horizonte, Dom Helder, v. 20, 2023. Adaptado)

De acordo com os autores, o trabalho escravo contemporâneo
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Q3332583 História
Leia o texto a seguir:

    A relação com o mundo que podemos chamar de mágico pode ser considerada como um universal do humano. Todos os grupos sociais, em diferentes épocas e espaços, constroem formas de se relacionar com o mundo desconhecido, na busca de caminhos e explicações que lhes ajudem a entender o enigma da vida e da morte, o sentido de ser e estar no mundo.

(Kabengele Munanga; Nilma Lino Gomes, O negro no Brasil de hoje. São Paulo: Global, 2016. Adaptado)

De acordo com os autores, a religiosidade negra 
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Q3332582 História
Leia o texto a seguir:

     As vozes das nossas antepassadas, com suas dores e lutas ainda ecoam entre nós e servem de exemplo para que não desistamos do nosso objetivo de construir uma sociedade digna para todos.

(Kabengele Munanga; Nilma Lino Gomes, O negro no Brasil de hoje. São Paulo: Global, 2016. Adaptado)

Nesse sentido, conhecer a história de negros e negras faz-se necessário para
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Q3297817 História
Leia o texto a seguir.
Atualmente, Goiás é uma das principais regiões mineradoras do Brasil e se destaca na extração de cobre, ouro, cobalto, níquel, nióbio, fosfato e vermiculita. Tanto em termos de economia como números de produção, mineração é o terceiro segmento mais importante no estado, ficando atrás apenas de grãos e da carne.
Disponível em: <https://goias.gov.br/mineradora-de-ouro-vai-investir-r-1-bilhaoem-goias/>. Acesso em: 26 dez. 2024.

O auge da mineração em Goiás ocorreu no século
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Q3297554 História
A colonização portuguesa na América teve características distintas de outras metrópoles, envolvendo sistema de capitanias hereditárias e engenhos açucareiros. Sobre a dinâmica do sistema colonial português, identifique a afirmação adequada.
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Q3285986 História
Leia o texto atentamente:
A presença e a liderança feminina em Palmares surgem descritas na “Relação das guerras feitas aos Palmares de Pernambuco no tempo do governador d. Pedro de Almeida" — uma memória sobre as incursões realizadas entre 1675 e 1678, em que aparecem definições de “distintos Palmares”. Acotirene e
Aqualtune, assim como as expressões “rainha”, “fêmea” e “negras”, parecem resumir a presença feminina palmarista. A preocupação das autoridades coloniais com as mulheres em Palmares — apesar da pequena referência a nomes próprios — está registrada nas polêmicas que surgiram sobre como proceder com as prisioneiras. Considerava-se que, após a captura, elas deviam ser exterminadas ou vendidas e mandadas para bem longe. Caetano de Melo e Castro (1680-1718), ao dar a notícia sobre o sucesso dos ataques a Palmares, em 1694, destacou que as “negras fêmeas” e suas crias que “chegaram a ter aquela liberdade” deveriam ser mesmo enviadas para fora da capitania, senão todos ali ficariam “menos seguros pelo que a experiência tem mostrado”.
Além de combaterem lado a lado com os homens, uma série de mulheres exercia, com frequência, funções logísticas significativas, transportando alimentos, pólvora e armamento, bem como cuidando dos feridos. Se a história colonial silenciou sobre seus nomes, não pode evitar falar de seus atos e papéis dentro das comunidades palmarinas.
GOMES, Flávio, LAURIANO, Jaime & SCHWARCZ, Lilia. Enciclopédia Negra. São Paulo: Companhia das Letras, 2021, pp. 25-26. (Adaptado)

O texto refere-se ao Quilombo dos Palmares, marco da resistência dos escravizados entre 1597 e 1704 na América Portuguesa, que chegou a agregar 20 mil pessoas. Ao enfatizar as mulheres quilombolas, destaca:
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Q3282875 História
O choque entre o modo de vida dos indígenas e os costumes impostos pelos europeus foi grande, e começou assim que os conquistadores desembarcaram na costa brasileira. Analise o seguinte fragmento de texto considerando o processo de colonização inicial do Brasil:
A _________________ entre os povos nativos favoreceu a vitória dos colonizadores, que se aliaram a tribos menos agressivas para vencer as guerras. Para facilitar a comunicação, os padres aprenderam a falar tupi-guarani e desenvolveram um método de ensino na língua ________________. Nem todos os povos aceitaram passivamente esses _________________ e catequese, e muitos resistiram tentando defender as suas terras e os costumes.
As palavras que completam corretamente as lacunas do fragmento de texto apresentado, na ordem, são:
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Q3277760 História

Leia os trechos a seguir.



I. “O Brasil é um país sem povo.” A famosa frase feita na década de 1880, já foi tomada como ponto de partida para a elaboração de um paradigma interpretativo da história do Brasil. Logo ligouse à visão do escravo como um ser coisificado, incapaz de pensamentos e ações próprios: a escravidão teria aniquilado as pessoas e sua cultura, restando a fragmentação e o vazio produzidos por uma dominação.


Adaptado de: CHALHOUB, Sidney; Fernando Teixeira da Silva. “Sujeitos no

Imaginário do Acadêmico: Escravos e trabalhadores na historiografia brasileira

desde os anos 1980”. Cad. AEL, v.14, n.26, 2009, pp. 15-16.



II. Talvez a característica mais marcante dos trabalhos acadêmicos sobre a escravidão nas últimas décadas tenha sido a forma pela qual romperam com a associação entre subordinação e paralisia ou passividade. Os estudiosos vêm encontrando numerosas maneiras de examinar as iniciativas dos escravos sem desconsiderar a opressão, de explorar a criação de sistemas alternativos de crenças e valores no contexto da tentativa de dominação ideológica, de aprender a reconhecer a comunidade escrava mesmo constatando o esforço contínuo de repressão a algumas de suas características essenciais.


Adaptado de: SCOTT, R. “Exploring the meaning of freedom: post-emancipation

societies in comparative perspective”. Hispanic American Historic Review, v. 68, n. 3,

p. 407-428, ago. 1988.



Assinale a opção que descreve corretamente a interpretação dos dois trechos.  

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Q3277753 História

Os estudos históricos sobre a escravidão no Brasil passaram por diversas renovações, ampliando a compreensão sobre as diferentes formas de ser escravizado no período colonial. Entre essas formas, destacavam-se a condição de escravos de ganho.

Assinale a opção que descreve corretamente essa condição.

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Q3277749 História
Assinale a opção que apresenta, corretamente, uma das consequências da atividade dos bandeirantes no Brasil Colonial.
Alternativas
Ano: 2025 Banca: UEG Órgão: UEG Prova: UEG - 2025 - UEG - Analista de Gestão Governamental |
Q3267075 História
Texto 1 Não se pode, portanto, continuar reduzindo a participação do escravo negro de Goiás a de um mero “figurante mudo”, ou “agente passivo” e romântico do processo histórico. […] Sua revolta e inconformismo ao sistema escravista imposto no Goiás Colônia são preocupações contínuas, às vezes lentas, mas permanentes, iniciadas no primeiro sentimento libertário, ou “estágio” de fuga, até sua abrangência coletiva nos quilombos […]. SILVA, Martiniano José da. Quilombos no Brasil Central: séculos XVIII e XIX (1725-1888). Introdução ao estudo da escravidão. Dissertação (mestrado em História). Goiânia: Universidade Federal de Goiás, 1998. p. 384.
Texto 2 Apesar de meios coercitivos, o trabalho [em Goiás] é feito com a genuína preguiça brasileira. Assim, por exemplo, durante um dia, da mina de 10 braças de profundidade, por uma trilha suave de ascensão, um negro conduz pedras de 10 a 15 libras, numa gamela de madeira sobre a cabeça, no máximo quatro vezes. [...] Quando chove, não se trabalha absolutamente. Pohl, Johann E. Viagem ao interior do Brasil. Rio de Janeiro: Instituto Nacional do Livro, 1951. p. 354.
Sobre o processo de escravização negra em Goiás entre os séculos XVIII e XIX, verifica-se que
Alternativas
Respostas
201: A
202: B
203: E
204: B
205: D
206: D
207: D
208: A
209: C
210: C
211: E
212: A
213: C
214: C
215: B
216: D
217: B
218: C
219: B
220: D