Questões de Concurso
Comentadas sobre período colonial: produção de riqueza e escravismo em história
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Com base nesse contexto, marque a alternativa que melhor define o conceito de "guerra justa":
1. Navio negreiro
2. Acarajé
3. Capitão-do-mato
4. Feitor
( ) Era um fiscal dos escravos que trabalhavam no campo e na mineração.
( ) Era um funcionário que prendia e devolvia os escravos fugidos aos seus senhores.
( ) Era uma embarcação em cujo porão o espaço era apertado e o calor quase insuportável.
( ) É um prato que se tornou tradição, cujo nome e receita estão associados ao candomblé.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA, considerando as afirmativas de cima para baixo.
(Carlos Guilherme Mota, “Introdução”. In: Carlos Guilherme Mota (0rg.) Viagem incompleta: a experiência brasileira (1500-2000). Formação: Histórias, 2000)
O excerto faz uma espécie de balanço dos quinhentos anos da história do Brasil, referindo-se à
O fragmento apresenta análise relativa
(Lilia Moritz Schwarz e Heloisa Murgel Starling. Brasil: uma biografia. Adaptado)
A exceção mencionada pelo fragmento faz referência à
(Cavalcanti, T. M.; Rodrigues, R. G. Trabalho escravo contemporâneo: hoje, o mesmo de ontem)
De acordo com os autores, a “naturalização da escravidão” é um desdobramento
Identifique a opção que contém, corretamente, algumas dessas inúmeras obras de produção resultante de pesquisas no Brasil.
A escravidão perpetua na história brasileira, assinalando seu caráter não anacrônico às relações sociais brasileiras.
(Tiago Muniz Cavalcanti; Rafael Garcia Rodrigues, Trabalho escravo contemporâneo: hoje, o mesmo de ontem. Veredas do Direito, Belo Horizonte, Dom Helder, v. 20, 2023. Adaptado)
De acordo com os autores, o trabalho escravo contemporâneo
A relação com o mundo que podemos chamar de mágico pode ser considerada como um universal do humano. Todos os grupos sociais, em diferentes épocas e espaços, constroem formas de se relacionar com o mundo desconhecido, na busca de caminhos e explicações que lhes ajudem a entender o enigma da vida e da morte, o sentido de ser e estar no mundo.
(Kabengele Munanga; Nilma Lino Gomes, O negro no Brasil de hoje. São Paulo: Global, 2016. Adaptado)
De acordo com os autores, a religiosidade negra
As vozes das nossas antepassadas, com suas dores e lutas ainda ecoam entre nós e servem de exemplo para que não desistamos do nosso objetivo de construir uma sociedade digna para todos.
(Kabengele Munanga; Nilma Lino Gomes, O negro no Brasil de hoje. São Paulo: Global, 2016. Adaptado)
Nesse sentido, conhecer a história de negros e negras faz-se necessário para
Atualmente, Goiás é uma das principais regiões mineradoras do Brasil e se destaca na extração de cobre, ouro, cobalto, níquel, nióbio, fosfato e vermiculita. Tanto em termos de economia como números de produção, mineração é o terceiro segmento mais importante no estado, ficando atrás apenas de grãos e da carne.
Disponível em: <https://goias.gov.br/mineradora-de-ouro-vai-investir-r-1-bilhaoem-goias/>. Acesso em: 26 dez. 2024.
O auge da mineração em Goiás ocorreu no século
A presença e a liderança feminina em Palmares surgem descritas na “Relação das guerras feitas aos Palmares de Pernambuco no tempo do governador d. Pedro de Almeida" — uma memória sobre as incursões realizadas entre 1675 e 1678, em que aparecem definições de “distintos Palmares”. Acotirene e
Aqualtune, assim como as expressões “rainha”, “fêmea” e “negras”, parecem resumir a presença feminina palmarista. A preocupação das autoridades coloniais com as mulheres em Palmares — apesar da pequena referência a nomes próprios — está registrada nas polêmicas que surgiram sobre como proceder com as prisioneiras. Considerava-se que, após a captura, elas deviam ser exterminadas ou vendidas e mandadas para bem longe. Caetano de Melo e Castro (1680-1718), ao dar a notícia sobre o sucesso dos ataques a Palmares, em 1694, destacou que as “negras fêmeas” e suas crias que “chegaram a ter aquela liberdade” deveriam ser mesmo enviadas para fora da capitania, senão todos ali ficariam “menos seguros pelo que a experiência tem mostrado”.
Além de combaterem lado a lado com os homens, uma série de mulheres exercia, com frequência, funções logísticas significativas, transportando alimentos, pólvora e armamento, bem como cuidando dos feridos. Se a história colonial silenciou sobre seus nomes, não pode evitar falar de seus atos e papéis dentro das comunidades palmarinas.
GOMES, Flávio, LAURIANO, Jaime & SCHWARCZ, Lilia. Enciclopédia Negra. São Paulo: Companhia das Letras, 2021, pp. 25-26. (Adaptado)
O texto refere-se ao Quilombo dos Palmares, marco da resistência dos escravizados entre 1597 e 1704 na América Portuguesa, que chegou a agregar 20 mil pessoas. Ao enfatizar as mulheres quilombolas, destaca:
A _________________ entre os povos nativos favoreceu a vitória dos colonizadores, que se aliaram a tribos menos agressivas para vencer as guerras. Para facilitar a comunicação, os padres aprenderam a falar tupi-guarani e desenvolveram um método de ensino na língua ________________. Nem todos os povos aceitaram passivamente esses _________________ e catequese, e muitos resistiram tentando defender as suas terras e os costumes.
As palavras que completam corretamente as lacunas do fragmento de texto apresentado, na ordem, são:
Leia os trechos a seguir.
I. “O Brasil é um país sem povo.” A famosa frase feita na década de 1880, já foi tomada como ponto de partida para a elaboração de um paradigma interpretativo da história do Brasil. Logo ligouse à visão do escravo como um ser coisificado, incapaz de pensamentos e ações próprios: a escravidão teria aniquilado as pessoas e sua cultura, restando a fragmentação e o vazio produzidos por uma dominação.
Adaptado de: CHALHOUB, Sidney; Fernando Teixeira da Silva. “Sujeitos no
Imaginário do Acadêmico: Escravos e trabalhadores na historiografia brasileira
desde os anos 1980”. Cad. AEL, v.14, n.26, 2009, pp. 15-16.
II. Talvez a característica mais marcante dos trabalhos acadêmicos sobre a escravidão nas últimas décadas tenha sido a forma pela qual romperam com a associação entre subordinação e paralisia ou passividade. Os estudiosos vêm encontrando numerosas maneiras de examinar as iniciativas dos escravos sem desconsiderar a opressão, de explorar a criação de sistemas alternativos de crenças e valores no contexto da tentativa de dominação ideológica, de aprender a reconhecer a comunidade escrava mesmo constatando o esforço contínuo de repressão a algumas de suas características essenciais.
Adaptado de: SCOTT, R. “Exploring the meaning of freedom: post-emancipation
societies in comparative perspective”. Hispanic American Historic Review, v. 68, n. 3,
p. 407-428, ago. 1988.
Assinale a opção que descreve corretamente a interpretação dos dois trechos.
Os estudos históricos sobre a escravidão no Brasil passaram por diversas renovações, ampliando a compreensão sobre as diferentes formas de ser escravizado no período colonial. Entre essas formas, destacavam-se a condição de escravos de ganho.
Assinale a opção que descreve corretamente essa condição.
Texto 2 Apesar de meios coercitivos, o trabalho [em Goiás] é feito com a genuína preguiça brasileira. Assim, por exemplo, durante um dia, da mina de 10 braças de profundidade, por uma trilha suave de ascensão, um negro conduz pedras de 10 a 15 libras, numa gamela de madeira sobre a cabeça, no máximo quatro vezes. [...] Quando chove, não se trabalha absolutamente. Pohl, Johann E. Viagem ao interior do Brasil. Rio de Janeiro: Instituto Nacional do Livro, 1951. p. 354.
Sobre o processo de escravização negra em Goiás entre os séculos XVIII e XIX, verifica-se que