Questões de Concurso
Comentadas sobre ocupação de novos territórios: colonialismo em história
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Documentos como as Crônicas do descobrimento e conquista da Guiné, de Gomes Eanes de Azurara, datadas de meados do século XV, registram a captura, a escravização e a comercialização de pessoas africanas, bem como a realização de leilões de cativos em cidades portuguesas como Lagos. Esses registros evidenciam a atuação de agentes mercantis, militares e religiosos na estruturação inicial do tráfico atlântico, articulando interesses comerciais e expansionistas.
Considerando o excerto apresentado e os debates historiográficos sobre escravização e diáspora, assinale a alternativa que melhor responde à interpretação do estudante e ao conteúdo que pode ser desenvolvido pelo docente:
O que os europeus mais bem registraram foram suas observações dos aspectos exteriores das sociedades africanas, dos chamados “usos e costumes”; os documentos fornecem descrições ricas, precisas e requintadas de várias cerimônias, vestimentas, comportamentos, estratégias e táticas de guerra, técnicas de produção, etc., não obstante, às vezes, a descrição ser acompanhada por epítetos como “bárbaro”, “primitivo”, “absurdo”, “ridículo” e outros termos pejorativos, o que, por si só, não significa muito; trata-se somente de um julgamento em função dos hábitos culturais do observador. Muito mais grave é a total falta de compreensão da estrutura interna das sociedades africanas, da complicada rede de relações sociais, da ramificação das obrigações mútuas, das razões mais profundas para determinados comportamentos. Em suma, os autores eram incapazes de descobrir as motivações profundas das atividades africanas.
HRBEK, I. As fontes escritas a partir do século XV. In: História geral da África, I: Metodologia e pré-história da África. Editado por Joseph Ki-Zerbo. 2.ed. rev. Brasília: UNESCO, 2010, p. 123.
A narrativa expressa uma visão sobre a África marcada
Leia o texto a seguir:
Existe aquela anedota famosa do grande capitalista inglês, o sr. Peel, que pegou 50 mil libras, trezentos trabalhadores e lá se foi para a colônia do Swan River na Austrália. O sr. Peel imaginava que os homens iriam trabalhar para ele, como acontecia na Inglaterra. Mas, chegando à Austrália, com terras abundantes – até demais –, seus peões preferiram trabalhar por conta própria, como pequenos sitiantes, em vez de ser assalariados do capitalista. A Austrália não era a Inglaterra, e não sobrou um criado sequer para arrumar a cama ou trazer água para o proprietário.
(Eric Williams, Capitalismo e escravidão)
No excerto, o autor se refere
Há dois lados na divisão internacional do trabalho: um em que alguns países especializam-se em ganhar, e outro em que se especializaram em perder. Nossa comarca do mundo, que hoje chamamos de América Latina, foi precoce: especializou-se em perder desde os remotos tempos em que os europeus do Renascimento se abalançaram pelo mar e fincaram os dentes em sua garganta.
(Eduardo Galeano. As veias abertas da América Latina, 2002)
No excerto, Galeano afirma que a América Latina “se especializou em perder”. Tal afirmação
( ) O historiador deve demonstrar que o comércio internacional de pessoas desorganizou reinos e comunidades, devastou regiões e intensificou conflitos e revoltas em diversas partes do continente africano. ( ) O historiador deve enfatizar que a diáspora africana foi resultado de um processo de migração voluntária no qual milhões de africanos decidiram se deslocar para outros continentes em busca de melhores condições de vida. ( ) O historiador deve ressaltar que, durante o período do tráfico de pessoas escravizadas, milhões de africanos foram forçados a deixar seu continente se dispersando em larga escala entre América, Europa e Ásia.
I. O sistema de plantation nas colônias americanas baseou-se no uso de trabalho escravizado e na monocultura voltada à exportação.
II. O processo de colonização espanhola caracterizou-se pela exploração direta e pelo controle político sobre grandes vice-reinos.
III. A colonização inglesa na América do Norte baseou-se apenas em objetivos comerciais e não em questões religiosas.
IV. As colônias francesas implantaram um sistema de servidão obrigatória semelhante ao feudalismo europeu.
Está correto o que se afirma em:
Só que nenhum deles chega perto da pessoa mais rica que já existiu: Mansa Musa. O rei africano, que governou o Império de Mali no século 14, é o primeiro lugar absoluto no ranking das maiores da história.”
https://super.abril.com.br/historia/a-historia-do-imperador-mansa-musa-a-pessoamais-rica-que-ja-existiu
Uma das características marcantes do Império Mali foi que:
A conquista e colonização da América, iniciada no final do século XV, foi marcada por interações complexas entre europeus e povos indígenas, exploração econômica e imposição cultural. Os colonizadores europeus (portugueses, espanhóis, franceses, ingleses e holandeses) organizaram sistemas de exploração territorial e produtiva, introduziram novas estruturas administrativas e sociais, e impactaram profundamente a demografia, cultura e organização das sociedades indígenas. O processo envolveu também tráfico de escravos africanos e a formação de economias coloniais voltadas para o mercado europeu. Analise as afirmativas a seguir:
I.A colonização portuguesa no Brasil estruturou-se inicialmente em torno do sistema de capitanias hereditárias, que descentralizou a administração e dependia da iniciativa privada, com resultados variados em termos de sucesso territorial e econômico.
II.A exploração colonial não provocou impactos significativos sobre as populações indígenas, que mantiveram suas formas de organização social e econômica intactas.
III.O tráfico de escravos africanos foi uma estratégia central para suprir a demanda por mão de obra nas plantações de açúcar e, posteriormente, em outras atividades econômicas, moldando a estrutura social das colônias.
IV.A colonização européia na América foi homogênea, sem diferenças nas políticas administrativas, econômicas e culturais entre os diversos impérios colonizadores.
Assinale a alternativa correta:
DAVIS, David Brion. O problema da escravidão na cultura ocidental. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2001.
Uma das diferenças entre a escravidão negra nas Américas espanhola e portuguesa vistas no período colonial envolvem a seguinte alternativa:
(__) A expansão ultramarina europeia estruturou redes de circulação de pessoas, mercadorias e ideias, pautadas por assimetrias de poder.
(__) O tráfico de africanos foi elemento periférico e pouco relevante para a formação do sistema moderno.
(__) As Américas tornaram-se espaço central de articulação entre economias atlânticas e disputas imperiais.
(__) A modernidade europeia desenvolveu-se de forma autônoma, independente dos contatos coloniais.
A sequência CORRETA, de cima para baixo, é:
Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas.
(Luiz Felipe de Alencastro, O trato dos viventes: formação do Brasil no Atlântico Sul. Adaptado)
O excerto revela
A situação de precariedade e não poucas vezes de humilhação sofrida pelos negros, sobretudo nas Américas e na África, ajudavam a compor um panorama de manifestações diversificadas que incluíam escrituras de intelectuais negros, promoção de conferências e congressos, ao lado da fundação de associações de diferentes âmbitos de atuação, configurando o movimento pan-africano. Estamos diante de um movimento que na sua gênese esteve voltado para a reabilitação do ser negro, a partir da segunda metade do século XIX, na diáspora.
(HERNANDEZ, Leila Leite. África na sala de aula: visita à História Contemporânea. São Paulo: Selo Negro, 2005. Adaptado)
De acordo com a autora, é correto afirmar que não se observou aderência às ideias do movimento pan-africano na África