Questões de Concurso
Sobre medievalidade europeia em história
Foram encontradas 768 questões
“Duas grandes temáticas são abordadas ao longo da carta. A primeira delas adverte severamente os ricos contra a exploração acometida aos pobres. A segunda exalta a importância de uma vida cristã acompanhada por boas obras. Nesse aspecto, a carta de Tiago suscitou constantes discussões entre os estudiosos neotestamentários a respeito de uma suposta contradição com o conteúdo das chamadas Epístolas Paulinas [as cartas de Paulo], que considera a fé em Cristo o elemento essencial para a salvação. [...] Na sua tradução da Bíblia para o alemão, Lutero organizou os livros neotestamentários de acordo com um critério bem particular. E esta nova organização do Novo Testamento, apesar de abranger os mesmos 27 livros, representou uma transformação sensível na maneira como esses livros foram interpretados nos anos seguintes à Reforma. O critério estabelecido por Lutero foi ordenar os livros de acordo com a profundidade da reflexão que faziam sobre Cristo. Assim, os Evangelhos vinham à frente, pois falavam de Cristo, na visão do reformador, melhor do que ninguém. Em contraste, as epístolas aos Hebreus, Tiago, Judas e a Revelação (Apocalipse) de João dedicavam poucos versículos para uma reflexão ‘cristológica’. Esses escritos foram assim deslocados para o final do Novo Testamento, demonstrando claramente uma hierarquia dos outros escritos frente a esse grupo marginal. [...] No que diz respeito à carta de Tiago, Martinho Lutero a classificou como uma ‘epístola de palha’, rebaixando-a no interior do corpo do Novo Testamento, uma vez que, de acordo Lutero, a referida carta seria desprovida de ‘característica evangélica’.”
(OLIVEIRA, Gabriel Braz de. Uma alternativa de leitura sobre a pobreza medieval no Novo Testamento: a trajetória canônica da epístola de Tiago. SILVA, Andréia Cristina Lopes Frazão da (Dir.). Construções de Gênero, Santidade e Memória no Ocidente Medieval. Rio de Janeiro: Programa de Estudos Medievais, 2018, p. 220-221, 233, 239, adaptado.)
O texto acima aborda algumas características da Carta de Tiago, texto bíblico presente no Novo Testamento, apontando para a existência de diferentes interpretações a respeito da referida carta, a exemplo da leitura e tradução que Martinho Lutero fez dela no contexto da Reforma Protestante. Diante disso, e tendo em vista a trajetória e as ideias de Lutero que orientaram a sua leitura, tradução e interpretação da Bíblia, assinale a alternativa correta:
COLUNA A
I. Corveia.
II. Talha.
III. Banalidade.
IV. Dízimo.
COLUNA B
( ) Obrigação de pagar 10% de sua produção à Igreja.
( ) Obrigação de dar ao senhor cerca de 30% ou 40% do que era produzido no manso servil.
( ) Pagamento em produtos que os sérvios deviam ao senhor pelo uso de espaços e ferramentas, como forno, moinho e prensas.
( ) Obrigação de trabalhar de graça para o senhor por alguns dias na semana.
assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA.
Nesse contexto, assinale a alternativa que apresenta uma característica correta do sistema feudal:
“Para os cristãos medievais, a hostilidade com os bizantinos não se fazia sem alguma crise de consciência, uma vez que mantinham relações com eles. Mas em relação aos muçulmanos parece não ter havido qualquer drama” (Le Goff, 2005, 138).
Fonte: LE GOFF, Jacques. A civilização do ocidente medieval. Tradução de José Rivair de Macedo. Bauru-SP: Edusc, 2005.
Considerando as relações entre a cristandade e os muçulmanos, avalie as afirmativas a seguir.
I- As atitudes dos cristãos medievais com respeito aos muçulmanos foi marcada pela unidade de pensamento, pois viam nos infiéis um fanatismo, marcado por ações terroristas, e, a partir do século IX, percebiam Maomé como a besta do apocalipse.
II- No século XI, quando as cruzadas são preparadas, elas são orquestradas por toda uma propaganda que coloca em primeiro plano os ódios cristãos aos partidários de Maomé.
III- Na Terra Santa, principal lugar de enfrentamento bélico entre cristãos e muçulmanos, nunca estabeleceram, até os dias de hoje, coexistência pacífica.
É CORRETO o que se afirma em:
Sobre as características estruturais do feudalismo, propostas por Anderson, leia as asserções seguintes, marque, posteriormente, a alternativa correta.
I - O camponês não estava sujeito à jurisdição de seu senhor.
II - Os direitos de propriedade do senhor feudal sobre sua terra geralmente eram apenas de grau: o senhor era investido neles por um nobre (ou nobres).
OPTIZ, Claudia. O cotidiano da mulher no final da Idade Média (1250-1500). In: PERROT, Michelle; DUBY, Georges (dir.). História das Mulheres no Ocidente. v. 2. Porto: Edições Afrontamento, 1993. p. 356.
Nesse sentido, acerca do papel das mulheres em finais da Idade Média é correto afirmar que:
Durante o período feudal, um elemento crucial na relação entre senhor e vassalo era o juramento de fidelidade, conhecido como homenagem. No entanto, as obrigações entre essas duas partes não se limitavam apenas a este juramento.
Assinale a alternativa correta sobre as relações entre senhores e vassalos no contexto do feudalismo:
(__)A tríade composta por fome, epidemias e guerras foi responsável tanto por mortes quanto pelas dificuldades econômicas enfrentadas pelas populações ao longo do século XIV.
(__)No século XIV, diferentes estados ou cidades-estados cobravam impostos. Todavia, havia profundas diferenças locais ou regionais em relação a essa cobrança, algumas cidades como Florença tinha nos impostos 15% da sua receita.
(__)No século XIV, as guerras marcaram o cotidiano das populações na Europa. Os exércitos reais, compostos principalmente por vassalos e nobres, desenvolveram-se, o que contribuiu para a busca por metais para a confecção de armamentos.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
A Idade Média é formalmente dividida em duas fases distintas: a Alta Idade Média (séculos V ao X) onde se aponta as origens do chamado feudalismo e Baixa Idade Média (séculos XI ao XV), em que se analisa a consolidação e crise do sistema feudal. Como se observa, em geral, a Idade Média é sumariamente caracterizada por um sistema político, econômico e social denominado feudalismo.
(HISTÓRIA MEDIEVAL; Priscilla Régis Cunha de Queiroz e Waldech César Rocha Júnior; 1ª EDIÇÃO EGUS 2015)
I. Hoje em dia, a historiografia busca fazer uma análise deste período histórico de modo a evidenciar que se trata de um momento bastante complexo, dificilmente apreendido quando voltamos nossas atenções para um único elemento, no caso, o feudalismo.
II. Até o início do século XVIII, a palavra ‘feudal’ - que em sua forma latina remonta ao próprio período da Idade Média - conservava um valor estritamente jurídico.
III. Posteriormente, durante a monarquia absolutista, a expressão que denominava o aspecto jurídico, passa a incorporar um conteúdo político. Com isso, passa-se a enfatizar como principais características do âmbito feudal os vários aspectos relativos à fragmentação da soberania.
IV. Mais tarde, a partir dos estudos e conceitos desenvolvidos por Karl Marx e Friedrich Engels, entre 1845 e 1846, o período medieval passa a ser visto pelos historiadores marxistas como um modo de produção, o chamado “modo de produção feudal”.
A alternativa correta é:
No que se refere às mudanças ocorridas na Europa no século XVI, julgue o item que se segue.
O sistema feudal e as relações de vassalagem e de servidão que o caracterizavam extinguiram-se na Europa com o advento do Renascimento, ao fim do século XVI.
Em relação à dinâmica da formação das sociedades humanas na Pré-história e à história das sociedades africana, americana e europeia, julgue o item a seguir.
As sociedades africanas medievais eram completamente isoladas das dinâmicas comerciais da Europa e da Ásia.
Então o que é, ou era, exatamente o crescente fértil? Primeiro, é preciso mencionar que se trata de um conceito moderno, cujas origens são não só ambientais, mas também geopolíticas. A designação crescente fértil foi inventada no século XIX, quando as potências imperiais da Europa estavam retalhando o Oriente Médio de acordo com seus interesses estratégicos. Em parte, devido à estreita ligação entre a arqueologia, a história antiga e as instituições modernas dos impérios, essa designação passou a ser amplamente adotada entre os pesquisadores para descrever uma área desde as costas orientais do Mediterrâneo (Palestina, Israel e Líbano atuais) até o pé da cordilheira de Zagros (correspondendo mais ou menos à fronteira entre o Irã e o Iraque), depois de atravessar partes da Síria, da Turquia e do Iraque. Hoje em dia, são apenas os pré-historiadores que continuam a usar essa designação para indicar a região onde se iniciou a agricultura: um cinturão de terras aráveis cercado por montanhas e desertos.
David Graeber e David Wengrow. O despertar de tudo: uma nova história
da humanidade. Tradução de Denise Bottmann e Claudio Marcondes.
São Paulo: Cia. das Letras, 2022, p. 248 (com adaptações).
No que concerne à região mencionada no texto anterior, julgue o item subsequente.
Durante a Idade Média, as Cruzadas impuseram uma breve ocupação europeia na região das costas do Mediterrâneo Oriental, sem, contudo, alterar significativamente as estruturas políticas e culturais da região.