Questões de Concurso
Sobre história geral em história
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A respeito dessa ordem, julgue (C ou E) o item a seguir.
Apesar do impacto nas relações internacionais causado pela unificação da Alemanha em 1871, Guilherme I e Otto von Bismarck lograram revitalizar o Concerto Europeu com sua Kontinentalpolitik, que objetivava manter a ordem multipolar e o equilíbrio continental. A despeito de tratarem de assuntos extracontinentais, o Congresso de Berlim (1878) – que tinha como tema os Bálcãs – e a Conferência de Berlim (1884-1885) – centrada na partilha da África – enquadram-se nesse esforço. Em contraste, a Weltpolitik de Guilherme II e Bernhard von Büllow foi um dos fatores fundamentais da crise terminal do Sistema de Viena.
A respeito dessa ordem, julgue (C ou E) o item a seguir.
Com os acontecimentos da Primavera dos Povos, o sistema acordado em Viena teve seu primeiro grande choque, representado especialmente por conflitos nacionalistas. Um exemplo disso foi a Primeira Guerra de Independência Italiana (também conhecida como Guerra Austro-Piemontesa ou Guerra Sardo-Austríaca), que colocou em causa o desenho das fronteiras estabelecidas em 1815.
A respeito dessa ordem, julgue (C ou E) o item a seguir.
A Santa Aliança foi uma coligação política e econômica internacional, de caráter conservador e feudalista – fomentada pelos governantes das dinastias Hohenzorllern, Romanov e Habsburgo –, que combateu, ao longo do século 19, os ideais liberais com relativo sucesso, como no caso do movimento pela independência da Grécia.
A respeito dessa ordem, julgue (C ou E) o item a seguir.
O Congresso de Viena foi fundamentado doutrinariamente em três princípios políticos: o de legitimidade, o de equilíbrio e o de intervenção. O primeiro se referia à restauração das fronteiras modificadas pelas guerras napoleônicas. O segundo dizia respeito ao direito de as casas reais derrocadas por Napoleão recuperarem os respectivos tronos nacionais. O terceiro tratava da prerrogativa das potências continentais de intervir unilateralmente em outras nações, desde que estas representassem uma ameaça a seus territórios.
A campanha do “Grande Salto Adiante” (1958-1960) foi uma das maiores iniciativas econômicas da República Popular da China, promovendo, em poucos anos, uma rápida industrialização do país, bem como sua relativa autossuficiência alimentar. Em função desse sucesso, Mao Tsé-tung lançou posteriormente a Revolução Cultural para aprofundar a cultura socialista no país.
O Partido do Congresso Indiano, fundado ainda no século 19, foi a principal força motriz da independência da Índia em 1947. Seu programa previa a constituição de uma nação multirreligiosa, o que não foi aceito pela Liga Muçulmana, promotora da cisão paquistanesa.
A Conferência de Bandung (Indonésia, 1955), que fundou oficialmente o Movimento dos Países Não Alinhados, teve relativamente pouca importância para a luta anticolonial na África porque seu objetivo era basicamente promover a descolonização dos países asiáticos. Somente com a Cúpula do Cairo (Egito, 1964), as questões africanas ganharam efetiva atenção do Movimento Não Alinhado.
O movimento pan-africanista originou-se em ambiente anglófono no começo do século 20, tendo como líderes destacados o norte-americano William Du Bois e o jamaicano Marcus Garvey. O movimento Negritude, diferentemente, foi criado em ambiente francófono, tendo à frente personalidades como o haitiano Aimé Césaire e o senegalês Léopold Sédar Senghor. Apesar de suas diferenças e das origens afastadas, ambas as iniciativas foram inspiradoras do processo de descolonização da África subsaariana na segunda metade do século 20.
As conversações entre os EUA e a União Soviética que levaram ao Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP) ganharam especial impulso depois que a crise dos mísseis em Cuba foi superada. No entanto, somente em 1968, chegou-se a um termo definitivo de acordo, do qual alguns países ainda não são signatários, como a Índia e Israel, por exemplo. Entrada a década de 1970, a tendência do TNP foi reforçada com os acordos SALT I e SALT II.
O antagonismo estratégico entre os EUA e a União Soviética durante a Guerra Fria levou a graves e inconciliáveis divergências entre os dois países no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), como foi o caso quando da criação do Estado de Israel e da crise no Canal do Suez.
O Plano Marshall consistiu na doação de recursos financeiros, a fundo perdido, para a reconstrução da Europa devastada pela guerra. Para gerenciar tais recursos, foi criada a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, da qual estavam excluídos os países que se mantiveram neutros durante o conflito, como Suécia, Turquia, Portugal e Grécia.
O chamado “longo telegrama” de George F. Kennan, remetido da embaixada norte-americana em Moscou ao Departamento de Estado em 1946, ajudou a fundamentar a estratégia dos Estados Unidos da América (EUA) em relação à União Soviética durante a primeira fase da Guerra Fria.
Se, pelo lado das contas públicas, o conflito teve efeito negativo na economia brasileira, levando ao aumento de impostos e a emissões de títulos, pelo lado da produção, teve efeitos setoriais positivos, por meio da substituição de importações e do estímulo à demanda interna de matérias-primas antes voltadas à exportação.
Ao final do conflito, os valores correspondentes aos depósitos de café, feitos pelo estado de São Paulo em bancos alemães como garantia de empréstimos contraídos na Europa, foram arrolados no rateio total das reparações de guerra alemãs aos países aliados, causando prejuízo ao Brasil, que receberia apenas uma parcela daqueles valores em vista de sua modesta colaboração no conflito.
Único país sul-americano a participar da Primeira Guerra, e alinhado ao lado vencedor, o Brasil pôde tomar parte nas conferências de paz e na organização da Sociedade das Nações, integrando seu conselho como membro eleito.
No contexto dos debates entre intelectuais considerados “aliadófilos”, “neutrófilos” e “germanófilos”, o ministro das Relações Exteriores Lauro Müller não tardou em se alinhar à primeira corrente, com receio de que o fato de descender de alemães pudesse colocar em suspeição o comprometimento brasileiro com a causa aliada.
I- É um campo da história que reforçou a manutenção dos temas da História como a tradicional história política sendo um problema afirmar a existência de uma Nova História Política. II- É um campo da História que ampliou o ofício historiográfico ao se dedicar ao estudo de conceitos como o de sensibilidades. III- É uma teoria da História voltada para a discussão do conceito de cultura e suas múltiplas relações com a política e a economia.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
I- A História deve ser narrada como de fato aconteceu com a objetividade e a neutralidade obrigatórias para a produção da ciência histórica. II- Os(as) Historiadores(as) devem intervir no texto histórico obrigatoriamente, conforme o pensamento do grupo dos Annales quando defende a produção de histórias subjetivas. III- É preciso melhorar o evento no texto escrito para divulgar os ideais de uma Escola sem Partido e da única verdade oficial da história.
É CORRETO o que se afirma apenas em: