Questões de Concurso Sobre história geral em história

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Q1730073 História
Em setembro de 1914, em declarações citadas pela imprensa norte-americana, o biólogo alemão e filósofo Ernst Haeckel fez a primeira referência registrada ao conflito como “Primeira Guerra Mundial”, em sua previsão de que a luta que começava “se tornaria a primeira Guerra Mundial no sentido pleno da palavra”. O rótulo de “Primeira Guerra Mundial” só se tornaria corrente depois de 1939, quando a revista Time e uma série de outras publicações popularizaram seu uso como corolário da expressão “Segunda Guerra Mundial”. ( SONDHAUSS, Lawrence. A Primeira Guerra Mundial. São Paulo: Contexto, 2013, p.13)
Para o autor, a definição “Primeira Guerra Mundial” atribuída ao conflito ocorrido entre 1914 e 1918 é considerada a expressão
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Q1730072 História
[...]. A Grande Guerra também provocou profundas alterações na economia, na sociedade, nos costumes e nas mentalidades das formações sociais contemporâneas. Do ponto de vistas econômico, chamam à atenção as ruínas provocadas pelos combates, a destruição das riquezas e o colapso dos sistemas produtivos, notadamente nos países ocupados ou naqueles que foram teatro de operações militares. [...]. (RODRIGUES, Luiz Cesar B. A Primeira Guerra Mundial. 17 ed. São Paulo: Atual Editora, 1994. p. 79-80)
A Primeira Guerra Mundial, embora não desperte tanto o interesse dos historiadores e público em geral como a Segunda Grande Guerra, foi um conflito que envolveu países dos cinco continentes e deixou cerca de 10 milhões de mortos, 20 milhões de feridos, além de
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Q1730063 História
[...]. O fim do século XVIII é um dos raros momentos revolucionários da História. Ele configurou a sociedade, a política, a economia e o próprio homem da Idade Contemporânea, com a Revolução Francesa e a Revolução Industrial. [...]. (IGLÉSIAS, Francisco. A Revolução Industrial. São Paulo: Editora Brasiliense, 1981. Coleção Tudo é História v. 11. p.47).
A Revolução Industrial foi um acontecimento importante para a humanidade, por ter sido responsável por grandes transformações no processo produtivo e nas relações de trabalho. Essas transformações
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Q1730062 História
[...]. A Revolução Francesa não pode ser compreendida se não for considerada como uma gigantesca empresa política. Assim sendo, os grupos ou facções a que hoje damos o nome de partidos tiveram (e têm) enorme importância em sua história. [...]. A razão é simples: a tendência dominante é considerar a composição das forças políticas desencadeadas pela revolução e, ao mesmo tempo, desencadeadoras do processo, a partir somente da oposição de dois grandes grupos – um favorável, outro contrário a uma entidade não menos difusa batizada de Antigo Regime. [...]. (MICELI, Paulo. As revoluções burguesas. 17 ed. São Paulo: Atual Editora, 1994.p.87)
A Revolução Francesa, processo descrito no excerto acima, trouxe como efeito
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Q1730061 História
Apresenta-se às vezes a Revolução como um confronto entre os discípulos de Montesquieu e os de Rousseau, geralmente para concluir que a influência de Rousseau sobrepuja a de Montesquieu.
(FURET, François e OZOUF, Mona. Dicionário crítico da Revolução Francesa. Rio de Janeiro:Nova Fronteira, 1989, p.789)
Uma reflexão em torno das obras dos dois filósofos iluministas citados quanto à influência nos rumos da Revolução Francesa, demonstra que
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Q1730060 História
A transformação dos Direitos do Homem nos direitos dos sans-culottes foi o ponto de inflexão não só da Revolução Francesa como de todas as revoluções que se seguiram. Isso se deve em não pequena medida ao fato de que Karl Marx, o maior teórico das revoluções de todos os tempos, estava muito mais interessado na história do que na política e, portanto, deixou praticamente de lado as intenções originais das revoluções, a instauração da liberdade e concentrou a atenção de forma quase exclusiva no curso aparentemente objetivo dos acontecimentos revolucionários. Em outras palavras, levou mais de meio século para que a transformação dos Direitos do Homem nos direitos dos sans-cullotes, a renuncia à liberdade perante os ditames das necessidades, encontrasse o seu teórico.
(ARENDT, Hannah. Sobre a Revolução. São Paulo: Cia. das Letras, 2011, p.94-95)
Para Hannah Arendt, a concepção de revolução em Karl Marx orientou-lhe a interpretação
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Q1730059 História
Depois que a experiência lhes mostrou, pela maneira menos equívoca, a insuficiência do governo federativo que atualmente existe, eis que são chamados a deliberar sobre uma nova Constituição para os Estados Unidos da América. A simples exposição do assunto é o argumento da suma importância: trata-se da existência de nossa União, da segurança e prosperidade dos Estados que a compõem, da sorte de um império, em certo modo, o mais interessante que existe no universo.
(HAMILTON, A.; MADISON, J.; JAY, J. O federalista. Belo Horizonte; Ed. Líder, 2003, p.13).
O fragmento de texto, bem como seus autores e a obra de onde foi retirado, integram o contexto
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Q1730052 História
[...]. Do Estado moderno, ‘da geração’, nas palavras de Hobbes, ‘daquele grande Leviatã, ou antes daquele Deus Mortal, ao qual devemos, abaixo do Deus Imortal, nossa paz e defesa’, ousaria dizer, concluindo, que os italianos o criaram, os franceses e ingleses o desenvolveram e aos alemães restou o consolo de o interpretarem.
(FLORENZANO,Modesto. Sobre as Origens e o Desenvolvimento do Estado Moderno no Ocidente.p.37. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/ln/n71/01.pdf. Acesso em 06/11/2019.)
No processo de formação do Estado Moderno,
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Q1730051 História
A base da nova teologia de Lutero, e da crise espiritual que a precipitou, residia em sua concepção da natureza humana. Lutero vivia obcecado pela ideia da completa indignidade da natureza humana. Para um psicólogo de nosso tempo, isso pode evidenciar uma crise particularmente grave de identidade, uma “crise de integridade” na qual o padecente vem a descrer por completo do valor de sua própria existência (Erikson, 1958, p.254). Os biógrafos mais convencionais de Lutero, porém, se contentaram em explicar esse fato como “o enfrentamento de uma espécie de catolicismo contra outra, do agostinismo contra o tomismo (Bainton, 1953a, p.36). Essa convicção de Lutero levou-o a rejeitar a ideia otimista de um homem apto a intuir e seguir as leis de Deus – concepção essa essencial para os tomistas - e a retornar à insistência com que, séculos antes, Santo Agostinho tratara, com não pouco pessimismo, da natureza decaída do homem.
(SKINNER, Quentin. As fundações do pensamento político moderno. São Paulo: Cia. das Letras, 1996, p. 285-286).
A proximidade do pensamento de Martinho Lutero com a teologia agostiniana trouxe implicações para a relação que o luteranismo manteve com o pensamento político de sua época. Tais implicações podem ser percebidas
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Q1730050 História
Que o teu trabalho seja perfeito para que, mesmo depois da tua morte, ele permaneça.
(Leonardo da Vinci) (Disponível em http://www.fernandomachado.blog.br.Acesso 10/11/2019)
Entre as características do Renascimento Cultural, a frase de Leonardo da Vinci suscita
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Q1730048 História
De fato, no século XII as escolas se fixam, se organizam, se corporativizam, dando origem às universidades. Na verdade, universitas designava qualquer comunidade ou associação, com o termo passando a ser usado exclusivamente para uma corporação de professores e alunos apenas a partir de fins do século XIV.
(FRANCO JR., Hilário. Idade Média: o nascimento do Ocidente. São Paulo: Brasiliense, 2001, p.117)
O surgimento das universidades no Ocidente, no período destacado no texto, é explicado
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Q1730047 História
A partir dos anos 1220, as referências a costumes territoriais tornam-se cada vez mais numerosas nas fontes provenientes da chancelaria real. Essa origem evidencia que o príncipe, admitindo o costume, fazendo-se ser dito e transcrito, busca de maneira direta ou indireta afirmar seu poder sobre o território em que o costume se impõe. É pelo reconhecimento do costume territorial que o próprio território passa às mãos do rei, senhor da legislação.
(LE GOFF, Jacques e SCHIMIDT, Jean-Claude. Dicionário temático do Ocidente Medieval.Bauru,SP: EDUSC; São Paulo, SP: Imprensa Oficial do Estado, 2002, v.1, p.347)
O fragmento de texto faz referência à segunda metade do período medieval, momento em que
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Q1730046 História
A história da Grécia e de Roma é testemunha e exemplo da estreita relação que há entre as ideias da inteligência humana e o estado social de um povo. Observai as instituições dos antigos, sem atentar para suas crenças; achá-las-eis obscuras, bizarras, inexplicáveis. Por que havia patrícios e plebeus, patrões e clientes, eupátridas e tetas, e de onde vêm as diferenças nativas e indeléveis que encontramos entre essas classes? Que significam essas instituições lacedemonianas, que nos parecem tão contrárias à natureza? [...].
Disponivel: http://bibliotecadigital.puc-campinas.edu.br/services/e-books. Acesso em 09/11/2019.
O historiador francês Numa Denis Fustel de Coulanges, na obra acima, analisa a formação e o desenvolvimento das cidades antigas, ressaltando aspectos das civilizações grega e romana, como
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Q1730045 História
Não podemos opor a priori uma Roma monolítica, de pura essência ariana, a uma Grécia impregnada de pensamento oriental. Se os Indo-Europeus impuseram sua língua ao Lácio, enquanto os Etruscos conservavam até o início do Império seu antigo dialeto pelágico, em outros aspectos, particularmente em matéria de crenças e ritos, e mesmo de política e de organização social, a velha comunidade mediterrânica marcava de forma indelével a herança da cidade que ia nascer.
(GRIMMAL, Pierre. A civilização romana. Lisboa/Portugal: Edições 70, p.16).
A influência inicial dos gregos sobre a civilização romana deu-se como
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Q1730044 História
O Nilo não forneceu apenas água confiável, mas também excelentes depósitos aluviais e fertilização. Por volta de 5.000 a. C, os caçadores paleolíticos das planícies se transformaram em agricultores neolíticos e pastores do vale e do delta, formando a economia agrícola do Egito histórico. Faltou completar a conquista da terra pantanosa e começar o aproveitamento do rio com diques, barragens, reservatórios e canais. É aí que a história do Estado egípcio se encontra com a da cultura produzida por ele.
(JOHNSON, Paul. História ilustrada do antigo Egito. Rio de Janeiro: EDIOURO, 2002, p.12)
A relação entre a economia de base agrícola e a necessidade de organizar o trabalho coletivo para a construção de grandes obras agrícolas, no Egito, contribuiu para
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Q1730043 História
Em um contexto histórico tão desfavorável, a criação da história por Heródoto no século V representou uma verdadeira revolução cultural. Em vez de evitar a mudança, o tempo, o historiador decidiu abordá-la. O historiador optou pelo sublunar, pela temporalidade, que, para ele, é o verdadeiro lugar da inteligibilidade da vida humana. Essa foi uma atitude inaugural, original, uma ruptura com a tradição mítica e filosófica. “Os homens no tempo”, os homens em sua vida particular e pública, com seus nomes, iniciativas e valores, experiências e esperanças, em sua finitude, em sua historicidade [...]
(REIS, José Carlos. Escola dos Annales: a inovação em História. São Paulo: Paz e Terra, 2000, p.11).
Eis a convicção de Heródoto e dos historiadores que vieram depois dele: “a História é uma ciência das ações humanas no tempo. Mas, a concepção de tempo histórico, também, possui sua historicidade, e o historiador dos Annales é uma evidência desse fenômeno, pois
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Q1730042 História
O papel da teoria da História na formação do historiador, como se deve ter percebido, é fundamental, e convém ainda considerar que há também uma história envolvida no crescimento da valorização da Teoria pelos historiadores. O crescente descrédito da história exclusivamente narrativa, em favor de uma história analítica, reflexiva, problematizadora – o que se acentua notadamente a partir do século XX – contribuiu certamente para que a Teoria ocupasse cada vez mais um lugar privilegiado na História elaborada pelos historiadores profissionais. (BARROS, José D’Assunção. Teoria da História: princípios e conceitos fundamentais.Rio de Janeiro:Vozes, 2013,v.1, p.98-99).
Entre os historiadores é cada vez mais consensual a ideia de que é a Teoria que dará um lastro essencial ao historiador em formação, de modo que se construa uma História
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Q1729017 História
O “enigma russo” resulta muito das ambivalências com que se percebe a Rússia: é europeia mas asiática, eslava mas oriental, cristã mas ortodoxa, historicamente expansionista mas decisiva para travar a França de Napoleão e a Alemanha de Hitler, provocou a Guerra Fria mas soube manter uma certa coexistência pacífica... E da mesma maneira que em tempos se confundia a URSS com a antiga Rússia, também hoje há a tendência para confundir a Federação Russa com a defunta União Soviética – no entanto, nem a URSS era o Império Russo nem a Federação Russa é a URSS. Por outro lado, a perspectiva geopolítica é crucial para entender as percepções, opções políticas/estratégicas e interações da Rússia dada a relevância da sua geografia, da sua localização, das suas fronteiras, dos recursos existentes no seu território e do seu poder relativo no espaço pós‑soviético e no mundo.
Fonte: TOMÉ, 2018 – Adaptado.
O comportamento da política internacional russa, liderada por Vladimir Putin, reside no interesse
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Q1729015 História
Os 30 anos da queda do Muro de Berlim Luiz Felipe de Alencastro 11/11/2019 10h50
A queda do Muro de Berlim em 1989, na sequência da abertura política iniciada em Moscou por Gorbachev, foi o terremoto inicial dos tremores tectônicos que fizeram desabar a Cortina de Ferro e a União Soviética. Muito justamente, o evento é festejado em todas as democracias agora, no seu trigésimo aniversário. Há poucos dirigentes ou negociadores diplomáticos da época ainda vivos e dispostos a testemunhar. [...] Fonte:https://noticias.uol.com.br/blogs-e-colunas/coluna/luiz-felipe-alencastro /2019/11/11/os-50-anos-da-queda-do-muro-de-berlim.htm, acesso em 20/11/19.
A queda do muro de Berlim é o marco
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Q1725883 História
Com a vitória dos Aliados na Segunda Guerra Mundial e a consequente derrota das ditaduras do Eixo, os mais diversos grupos sociais passaram a clamar por uma urgente redemocratização das instâncias políticas internacionais. A despeito da participação da União Soviética stalinista nesse triunfo, o recado que o fim da guerra parecia dar ao mundo era que as relações humanas precisavam ser travadas em níveis mais liberais. A criação da ONU, a Declaração dos Direitos Humanos e a difusão dos movimentos de descolonização imperialista correspondiam, em planos distintos, a essas novas demandas. De acordo com a Democracia e Varguismo assinale a alternativa CORRETA:
Alternativas
Respostas
7521: D
7522: B
7523: D
7524: D
7525: E
7526: C
7527: B
7528: D
7529: C
7530: A
7531: B
7532: A
7533: D
7534: E
7535: C
7536: D
7537: C
7538: E
7539: C
7540: A