Questões de Concurso
Sobre história geral em história
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Daqui nasce um dilema: é melhor ser amado do que temido, ou o inverso? Respondo que seria preferível ambas as coisas, mas, como é muito difícil conciliá-las, parece-me muito mais seguro ser temido do que amado, se só se puder ser uma delas. [...]
Os homens hesitam menos em prejudicar um homem que se torna amado do que outro que se torna temido, pois o amor mantém-se por um laço de obrigações que, em virtude de os homens serem maus, quebra-se quando surge ocasião de melhor proveito. Mas o medo mantém-se por um temor do castigo que nunca nos abandona. Contudo, o príncipe deve-se fazer temer de tal modo que, se não conseguir a amizade, possa pelo menos fugir à inimizade, visto haver a possibilidade de ser temido e não ser odiado, ao mesmo tempo. MAQUIAVEL, Nicolau. O Príncipe. Lisboa: Europa-América, 1976.
Nicolau Maquiavel (1469-1527) contribuiu com
reflexões importantes que contribuíram para a
fundação do pensamento político moderno. A partir
do fragmento, é possível inferir que:
I- Enquanto movimento intelectual, o Iluminismo pretendia divulgar o conhecimento até então produzido pela humanidade. Foi por isso que se produziu, entre 1751 e 1780, uma Enciclopédia (com - posta de 35 volumes). A ideia dos enciclopedistas era travar uma batalha permanente contra a ignorância e a favor da educação popular.
II- A base ideológica do Antigo Regime, assim chamado por se inspirar na elaboração aristotélica, era a crítica ao poder absolutista e a defesa da soberania popular. Filosoficamente, filiava-se à elaboração de enciclopedistas como Voltaire, d’Alembert, Montesquieu e Rousseau.
III- As sociedades europeias do Antigo Regime eram estamentais, e os poderes político e econômico estavam nas mãos da nobreza e da Igreja. Mas a educação ficava a cargo dos enciclopedistas, que fundaram universidades para lecionar aos filhos da elite um tipo de conhecimento laico, científico e comprometido com a reestruturação social.
IV- Enquanto movimento político, o Iluminismo criticava as sociedades estamentais baseadas no Antigo Regime. Os “homens da ilustração” questionavam a influência política e cultural da Igreja, os privilégios da nobreza, a servidão no campo e a censura às chamadas ideias perigosas.
Assinale a alternativa CORRETA.
Disponível em:<http://enciclopedia.itaucultural.org.br/termo5355/classicismo> . Acesso em: 18 de julho 2022.
De acordo com a definição apresentada no texto, pode-se afirmar que houve uma retomada do conceito de “belo clássico” durante o período do:
(BOSSUET, Jaques-Benigne. Política Tirada da Sagrada Escritura. In: FREITAS, Gustavo de. 900 Textos e Documentos de História. Lisboa, Plátano Editora, s/d, p.201.)
No trecho acima, Bossuet justificou uma forma de organização do Estado europeu na Idade Moderna, em relação à qual é CORRETO afirmar que:
Após sua morte, Mikhail Gorbatchov, último líder da União Soviética, foi lembrado na mídia como o presidente que promoveu o processo de abertura política na então potência comunista e como ganhador do Nobel da Paz pela responsabilidade em negociar com os Estados Unidos o fim da competição por armamento nuclear.
Com cerca de cinco mil anos de história, a China proclamou a República no início do século XX. Depois de prolongada guerra civil e de o país ter sido invadido pelo Japão, a Revolução de 1949, liderada por Mao Tsé-Tung, tornou o país comunista. Com a morte de Mao e a ascensão de Deng Xiaoping ao poder, em 1978, o país deu uma guinada com a abertura controlada de sua economia ao mercado, o que o transformou em uma grande potência na ordem globalizada dos dias atuais.
A Revolução dos Cravos (1974), que pôs fim a mais de cinquenta anos de fascismo em Portugal, paradoxalmente, enrijeceu o colonialismo luso em África, retardando ao máximo a independência de suas colônias, como Moçambique, Angola, Guiné-Bissau e Cabo Verde.
O declínio europeu após a Segunda Guerra Mundial, além de testemunhar a emergência de uma ordem internacional bipolarizada, fortaleceu a luta pelas independências asiáticas e, sobretudo, africanas; entre 1960 e 1962, especialmente, a maioria absoluta das antigas colônias na África havia conquistado sua emancipação política.
O Brasil integrou-se ao espírito da Guerra Fria no governo do marechal Eurico Gaspar Dutra: o registro do Partido Comunista foi cancelado, os mandatos de seus parlamentares foram cassados e foram rompidas as relações diplomáticas com a União Soviética.
A escalada que fez o Japão tornar-se potência mundial em poucas décadas teve início com a Era Meiji, a partir de 1868. Seguiram-se importantes vitórias militares japonesas contra a Rússia, na Primeira Guerra Mundial, e contra os Estados Unidos, em 1945.
No campo internacional, as décadas seguintes ao fim da Segunda Guerra foram marcadas pela disputa entre Estados Unidos e União Soviética, com vistas à hegemonia mundial; tratava-se da chamada Guerra Fria, um quadro de elevada tensão gerado pelo confronto ideológico, militar, estratégico e político entre as duas superpotências.
A vitória de Getúlio Vargas nas eleições diretas de 1930 sacramentou o colapso da Primeira República e iniciou uma nova fase do regime republicano brasileiro.
Na economia, as décadas iniciais do regime republicano brasileiro, no período que se estende até 1930, foram marcadas pela elevada taxa de industrialização e pelo declínio acentuado da agricultura.
O século XX protagonizou duas guerras mundiais, sendo a primeira delas basicamente europeia; na segunda, a conflagração envolveu quase todos os continentes. País periférico, o Brasil optou por delas não participar.
A ideia de um Brasil branco, católico, escravocrata, cultural e economicamente vinculado à Europa foi um projeto ideologicamente construído após a independência. Nessa perspectiva, negros e indígenas foram invisibilizados pela história oficial quanto ao seu papel na formação do País.
Importante alvo da atuação do colonialismo europeu desde a Idade Moderna, a África teve sua imagem profundamente distorcida pelo Ocidente. O imperialismo desenvolveu a ideia da homogeneidade africana, desconhecendo as diferenças e as singularidades étnicas, culturais, linguísticas e religiosas de povos distintos. A fixação arbitrária das fronteiras coloniais levou a graves problemas quando das independências e da consequente criação de Estados nacionais no continente.
Formalmente transformada em colônia britânica no século XIX, a Índia absorveu instituições políticas ocidentais, mas, ao conquistar a independência, logo após a Segunda Guerra Mundial, adotou o presidencialismo republicano e afastou-se do modelo ocidental de democracia.