Questões de Concurso
Sobre história geral em história
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( ) As constantes greves e manifestações organizadas pelos sindicatos e grupos de esquerda levaram os empresários, proprietários de terras e a classe média italiana a apoiar Mussolini e o movimento fascista.
( ) Em 1922, os fascistas promoveram a Marcha sobre Roma. Impossibilitado de conter a manifestação, o rei da Itália, Emanuel III, renuncia, e Mussolini torna-se primeiro ministro, diante de uma República Parlamentarista.
( ) Os valores fascistas defendiam a subordinação total do indivíduo ao Estado e o nacionalismo exacerbado, faziam apologia à violência, defendiam a guerra e a militarização como uma necessidade vital para a preservação da nação.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
I. Relembrar aquilo que poderia ser esquecido, transmitindo o conhecimento sobre o passado às novas gerações.
II. Compreender os pensamentos e as motivações de homens e mulheres de outras épocas, porém evitando cometer antagonismos, ou seja, julgar o passado com os valores do presente.
III. A História é a ciência que estuda a vida de todos os seres vivos ao longo do tempo.
Quais estão corretas?
Atualmente, todos os vestígios deixados pelas gerações passadas são fontes históricas que podem ser analisadas pelos historiadores para produzir conhecimento histórico, constituindo um amplo campo documental constituído por diferentes tipos de registros (1ª parte). No século XIX, com o reconhecimento da História como uma disciplina acadêmica, assim como da profissão de historiador, as fontes históricas consideradas pelos historiadores constituíam apenas os registros escritos, especialmente aqueles de cunho cotidiano como cartas e diários (2ª parte). A partir da segunda metade do século XX, o conceito de fonte histórica mudou consideravelmente, passando-se a admitir toda a produção realizada pelos seres humanos como acervo documental, incluindo diferentes tipos de vestígios arqueológicos, monumentos, fotografias, pinturas, instrumentos de trabalho, vestimentas, entre outros (3ª parte).
Quais partes estão corretas?
I. Os mitos e as lendas sobre a origem do homem, que trazem a crença de que a humanidade foi criada por um ser superior, fazem parte de uma corrente de pensamento chamada criacionismo.
II. Com o desenvolvimento das ciências, a partir do século XVIII, surge o racionalismo, uma linha de pensamento que explica a origem humana através de explicações racionais, sendo a obra “A origem das espécies”, de Alfred Russell Wallace, uma das principais referências.
III. O criacionismo no mundo ocidental é baseado na tradição judaico-cristã. As teorias dessa interpretação criacionista são encontradas no Livro do Gênesis, no Antigo Testamento da Bíblia.
Quais estão corretas?
I. Na Grécia Antiga, as crianças com deficiência eram consideradas subumanas, por isso eram eliminadas ou abandonadas; em Esparta, a decisão cabia ao Estado, já em Atenas, era uma escolha realizada pelo pai.
II. Na Idade Média, a morte das crianças “não desejadas” passou a ser condenada pela Igreja Católica: sendo alvos de caridade e acolhidas em conventos ou Igrejas, porém, ao mesmo tempo, eram culpadas pela própria deficiência, entendida como um castigo divino pelos pecados cometidos.
III. O Período Moderno começou a mudar os rumos com alguns precursores, como o monge Pedro Ponce de Leon, reconhecido como o primeiro educador de surdos da História, assim como o abade Charles Michel L’Epée, que fundou a primeira escola para surdos em Paris.
Quais estão corretas?
O dia 24 de outubro de 1929 marca o início do que muitos sociólogos consideram a pior crise econômica da história do capitalismo. Nesse dia, a bolsa de valores de Nova Iorque sofreu a maior baixa de sua história e, devido à centralidade dos Estados Unidos na economia mundial, a crise se espalhou para diversos países.
Entre os fatores causadores da crise destacam-se:
Costuma-se denominar cinquecento a(o)
A invenção chinesa que mais surpreendeu Marco Polo
[...] O veneziano Marco Polo se tornou um dos primeiros europeus a conhecer uma invenção que ainda é um dos fundamentos da economia moderna: o dinheiro de papel. Ele era feito de casca de amoreiras e continha um selo vermelho brilhante do imperador Kublai Khan, que estava no poder mongol durante as viagens do explorador. [...]
Cadê o ouro?
O explorador veneziano ficou mais fascinado com a genialidade do que com o sistema. Perguntava-se onde ficava o ouro que não estava circulando. A resposta? Sob rigoroso controle do imperador.
Disponível em https://www.bbc.com/portuguese/geral-40850733. Adaptado.
A admiração do italiano Marco Polo com a invenção do governo de Kublai Khan, citada no Texto II, se justifica diante do contexto de
“A expansão interna teve como fundamento e legitimação o chamado Destino Manifesto. A doutrina do Destino Manifesto, segundo o historiador Héctor Bruit, foi inspirada no darwinismo social, de autoria do filósofo inglês H. Spencer. É a seleção natural no interior das relações sociais, isto é, a sobrevivência do mais capaz, do mais rico que engole pela competição os mais fracos. O fracasso é o sinônimo de inferioridade e, claro, o sucesso significa superioridade[…] O Destino Manifesto popularizou-se rapidamente, defendendo a expansão territorial americana como um processo ilimitado, que não deveria parar na Califórnia, mas dar a volta ao mundo.”
Koshiba, Luiz et al. Américas: uma introdução histórica. São Paulo: Atual, 1992.
O excerto faz menção ao Destino Manifesto, expressão criada pelo jornalista Jonh Louis O'Sullivan, em 1845. Essa expressão está diretamente relacionada à formação do território norte-americano e ao movimento conhecido como
(Eric Hobsbawm. A Era dos Impérios: 1875-1914, p. 88)
Entre os eventos intimamente relacionados ao processo histórico descrito, encontra-se
(Marco Mondaini, Direitos Humanos, In Carla Bassanezi Pinsky (org.), Novos temas nas aulas de História, 2009)
Acerca da mudança intelectual discutida no trecho, é cor reto afirmar que
TRECHO I
O paradoxo aparente do absolutismo na Europa ocidental era que ele representava fundamentalmente um aparelho de proteção da propriedade dos privilégios aristocráticos.
Perry Anderson, Linhagens do Estado absolutista. p. 18 e 39. Adaptado
TRECHO II
A Constituição revolucionária francesa de 1791 estabeleceu a monarquia constitucional e consagrou a divisão de poderes – Executivo, Legislativo, Judiciário. Porém, (...) estabeleceu que, para ser eleitor e elegível, o indivíduo deveria possuir uma renda bastante alta, o que excluía dessa condição pessoas de vida modesta.
KOSHIBA, Luiz. História, origens, estruturas e processos. São Paulo: Atual, 2000, p. 324
O trecho II indica uma transformação das estruturas político-sociais na transição para o mundo contemporâneo em relação ao texto I