Questões de Concurso
Sobre história do brasil em história
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” VIANNA, Marly de Almeida Gomes. IN. Revista de História da Biblioteca Nacional. 26/10/2010.
O fato histórico descrito acima, conhecido como o fim da Política do Café com Leite, prática política que chegou a predominar durante boa parte da Primeira República no Brasil (1889 - 1930), promoveu vários impactos na vida política, econômica e social brasileira. Um desses impactos vem a ser:
MATTOSO, Kátia de Queirós. Ser escravo no Brasil. Editora Brasiliense. 2º edição. São Paulo, 1988.
O fragmento acima retrata parte da realidade africana antes mesmo da chegada dos europeus ao continente. As formas de vida dos africanos acabaram facilitando, a partir do século XV, por exemplo, a ação dos mercadores portugueses e de outras nações europeias, pois:

(Fonte: Scielo)
O trecho acima foi escrito por José de Alencar em 1867 para defender a escravidão no Brasil contra a iminente ameaça do governo em submetê-la a um processo legislativo de emancipação. Já a ilustração acima, de Agostini, refere-se ao confronto entre os abolicionistas e os escravocratas, que insistiam em manter a instituição da escravidão. A respeito deste período, assinale a alternativa incorreta.
Gente Fina É Outra Coisa Por que você diz que vai fazer e não faz Assim não dá mais E eu não posso deixar Se alguma coisa está errada eu preciso falar A verdade A verdade E eu sei que você está com medo de dar E o que vão pensar Não vá se misturar com esses meninos cabeludos Que só pensam em tocar E você escuta o papa dizendo Que gente fina é outra coisa Mas gente fina é outra coisa. (Rita Lee)
A música foi produzida em 1973, ano que foi marcado pela Ditadura Militar no Brasil e que durou desde 1964 até 1985. A respeito do período militar, assinale a alternativa correta.
[Carlos Fico, O Brasil no contexto da Guerra Fria: democracia, subdesenvolvimento e ideologia do planejamento (1946-1964). Em Carlos Guilherme Mota (org). Viagem incompleta. A experiência brasileira (1500-2000): a grande transação]
Segundo o artigo, no governo Jânio Quadros, merecem destaque:
O movimento abolicionista se estendeu até 1888, liderado por Joaquim Nabuco, Tavares Bastos e José do Patrocínio, e organizado pela Sociedade Brasileira contra a Escravidão. [...] Como afirmou Nabuco em O abolicionismo: “Não é aos escravos que falamos, é aos livres”. Segundo as suas lideranças, o movimento deveria se restringir ao âmbito das elites e das classes médias urbanas [...]
[Roberto Ventura, Um Brasil mestiço: raça e cultura na passagem da monarquia à república. Em: Carlos Guilherme Mota (org). Viagem incompleta. A experiência brasileira. Formação: histórias (1500-2000)]
A Sociedade Brasileira contra a Escravidão tem claras
divergências em relação
Em 1789, no engenho Santana de Ilhéus, Bahia, os escravos mataram o feitor e se adentraram nas matas com as ferramentas do engenho, até reaparecerem algum tempo depois com uma proposta de paz em que pediam melhores condições de trabalho, acesso a roças de subsistência, facilidades para comercializar os excedentes dessas roças, direito de escolher seus feitores, licença para celebrar livremente suas festas, entre outras exigências.
[João José Reis, “Nos achamos em campo a tratar da liberdade”: a resistência negra no Brasil oitocentista. Em: Carlos Guilherme Mota (org). Viagem incompleta. A experiência brasileira. Formação: histórias (1500-2000)
No evento apresentado, é correto reconhecer que
Café era sinônimo de São Paulo, e os políticos paulistas visavam avidamente beneficiar a economia exportadora de seu estado. Suas lideranças mostravam interesse em cooperar com os representantes de outros estados e do governo federal quando detectavam interesses comuns; por sua vez, entre as elites estaduais, os paulistas defendiam políticas intervencionistas com habilidade inusitada, enquanto o governo federal se mostrava reticente em fazê-lo. A mais famosa instância de cooperação com os outros estados, cooperação com o governo federal e demonstração de autoconfiança foi o episódio da valorização do café em todos os diversos estágios de seu desenvolvimento.
[Joseph L. Love, A república brasileira: federalismo e regionalismo (1889-1937). Em Carlos Guilherme Mota (org). Viagem incompleta. A experiência brasileira (1500-2000): a grande transação]
A Política de Valorização do Café, pensada no Convênio
de Taubaté (1906),
[Kenneth Maxwell, Por que o Brasil foi diferente? O contexto da independência. Em: Carlos Guilherme Mota (org). Viagem incompleta. A experiência brasileira. Formação: histórias (1500-2000). Adaptado]
As referências temporais presentes no excerto referem-se, respectivamente,
A categoria “Estado de compromisso” significa que
No livro didático de Rocha Pombo, História do Brasil para o ensino secundário, que em 1922 estava na sua 19ª edição, há a reprodução de três quadros de Benedito Calixto (1853-1927): Chegada da frota de Martim Afonso de Sousa, Martim Afonso a caminho de Piratininga e Fundação de São Vicente. Essas obras inserem-se numa modalidade que alguns especialistas consideram como deturpação do gênero de pintura histórica.
[Thais N. de L. e Fonseca.
“Ver para compreender”: arte, livro didático e a história da nação.
Em: Lana M. de C. Simam e Thais N. de L. Fonseca (orgs.).
Inaugurando a História e construindo a nação.
Discursos e imagens no ensino de História. Adaptado]
Após a independência política, os portugueses sofreriam, rapidamente, a rejeição explícita dos nacionais. Contribuía fortemente para isso o fato de o Partido Português experimentar ascensão política no primeiro reinado, em detrimento do Partido Brasileiro, ao mesmo tempo em que Dom Pedro I, nascido em Portugal e herdeiro do trono luso, sofria o crescimento de sua impopularidade.
A rejeição e agressividade brasileiras direcionadas aos portugueses aumentariam sensivelmente com o passar dos anos no século XIX. Os lusos, na historiografia, eram tomados como sinônimos do passado colonial, de dependência e submissão brasileiras.
[Eduardo França Paiva, De português a mestiço: o imaginário brasileiro
sobre a colonização e sobre o Brasil. Em: Lana M. de C. Simam e
Thais N. de L. Fonseca (orgs.). Inaugurando a História e
construindo a nação. Discursos e imagens no ensino
de História. Adaptado]
A partir do excerto, é correto considerar que
Leia o excerto da obra de Joaquim Norberto de Souza Silva, publicado em 1873, no qual a figura de Tiradentes é reconstruída.
Era ele de estatura alta, de espáduas bem desenvolvidas, como os naturais da Capitania de Minas Gerais. A sua fisionomia nada tinha de simpática e antes se tornava notável pelo que quer que fosse de repelente, devido em grande parte ao seu olhar espantado. Possuía, porém, o dom da palavra e expressava-se as mais das vezes, com entusiasmo; mas sem elegância nem atrativo, resultado de sua educação pouco esmerada; ouvindo-o porém na rudeza de sua conversação, gostava-se de sua franqueza selvagem, algumas vezes por demais brusca e que quase sempre desandava em leviandade, de sorte que uns lhe davam o característico de herói e outros o de doido. Tornava-se, assim, objeto de público gracejo, provocando o riso e, não poucas vezes, as vaias apupadas do público. Não tinha instrução alguma além da ordinária, todavia era de fácil e intuitiva compreensão. A sua prenda, como então se dizia, de pôr e tirar dentes, até desinteressadamente, graças à bondade de seu coração, que não condizia com a impetuosidade de seu gênio, lhe facilitava o contato com inúmeras pessoas e famílias.
[Apud João Pinto Furtado, Imaginando a nação: o ensino da história da
Inconfidência Mineira na perspectiva da crítica historiográfica.
Em: Lana M. de C. Simam e Thais N. de L. Fonseca (orgs.).
Inaugurando a História e construindo a nação.
Discursos e imagens no ensino de História]
Nessa reconstrução, Tiradentes
Quanto à História do Brasil, cristalizou-se, desde os primórdios da República, uma divisão em três períodos: Colônia, Império e República.
(Flávio Berutti e Adhemar Marques,
Ensinar e aprender história. Adaptado)
Os marcos cronológicos dessa divisão têm ligação com(__) - Manteve a Igreja Católica como oficial do Estado, mas criou o registro civil para nascimento, casamento e óbito; (__) - Secularizou os cemitérios, que passaram a ser controlados pelas autoridades municipais; (__) - Criou novos símbolos nacionais, como a bandeira e a composição do atual hino nacional; (__) - Tinha inspiração positivista, o que aparece no lema da bandeira, ordem e progresso.
Considerando-se que (V) significa verdadeiro e (F) significa falso, a sequência correta das proposições acima é: