Questões de Concurso Sobre história do brasil em história

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Ano: 2019 Banca: IBFC Órgão: MGS Prova: IBFC - 2019 - MGS - Almoxarife |
Q1083761 História
Quanto às atividades econômicas que estão relacionadas com o período de formação do território brasileiro, leia as alternativas abaixo e assinale a incorreta:
Alternativas
Q1083108 História
O fragmento de texto a seguir faz uma breve análise acerca da crise da República Oligárquica no Brasil. “ O fato de Washington Luís (1869-1957), presidente da República de 1926 a 1930, não abrir mão de um candidato paulista para a sua sucessão, ajudou a organizar a oposição à oligarquia cafeicultora paulista. Como era a vez de um presidente mineiro no rodízio, a insistência de Washington Luís no nome do paulista Júlio Prestes (1882-1946), levou ao lançamento de um candidato de oposição. O rompimento de Minas Gerais com São Paulo foi decisivo para os acontecimentos políticos que se seguiram (...).
” VIANNA, Marly de Almeida Gomes. IN. Revista de História da Biblioteca Nacional. 26/10/2010.
O fato histórico descrito acima, conhecido como o fim da Política do Café com Leite, prática política que chegou a predominar durante boa parte da Primeira República no Brasil (1889 - 1930), promoveu vários impactos na vida política, econômica e social brasileira. Um desses impactos vem a ser:
Alternativas
Q1083105 História
“O escravo negro tornado mercadoria do século XV ao XIX, mercadoria absolutamente indispensável ao Brasil, não vem de um continente desorganizado, sem cultura, sem tradições, sem passado. Apesar do que tenham dito ou pensado certos contemporâneos europeus ignorantes, no que tem de diferente e necessariamente inferior, o cativo africano, destinado a servir ao desenvolvimento das Américas remotas, tem personalidade e história. (...) Viram-se na África verdadeiros impérios centralizados, com brilho e autoridade incontestáveis, confederações tribais, reinos mais ou menos reconhecidos por seus vizinhos, cidades pousadas com seus ricos mercados nos caminhos do ouro, das especiarias, do marfim, do sal, dos escravos e, por toda parte, um povo de guerreiros, pecadores, pastores, comerciantes e agricultores (...).”
MATTOSO, Kátia de Queirós. Ser escravo no Brasil. Editora Brasiliense. 2º edição. São Paulo, 1988.
O fragmento acima retrata parte da realidade africana antes mesmo da chegada dos europeus ao continente. As formas de vida dos africanos acabaram facilitando, a partir do século XV, por exemplo, a ação dos mercadores portugueses e de outras nações europeias, pois:
Alternativas
Q1080293 História
Não havia outro meio de transportar aquela raça (os africanos) à América, senão o tráfico. Por conta da consciência individual, ocorrem as atrocidades cometidas. Não carregava a ideias com a responsabilidade de semelhantes atos, como não se impunha a religião católica, a sublime religião da caridade, as carnificinas da inquisição. O tráfico, na sua essência, era o comércio de homens; a mancipatio dos romanos. Sem a escravidão africada e o tráfico que a realizou, a América seria ainda hoje um vasto deserto (ALENCAR, 1867).
Imagem associada para resolução da questão
(Fonte: Scielo)
O trecho acima foi escrito por José de Alencar em 1867 para defender a escravidão no Brasil contra a iminente ameaça do governo em submetê-la a um processo legislativo de emancipação. Já a ilustração acima, de Agostini, refere-se ao confronto entre os abolicionistas e os escravocratas, que insistiam em manter a instituição da escravidão. A respeito deste período, assinale a alternativa incorreta.
Alternativas
Q1080288 História
Leia o trecho da música abaixo.
Gente Fina É Outra Coisa Por que você diz que vai fazer e não faz Assim não dá mais E eu não posso deixar Se alguma coisa está errada eu preciso falar A verdade A verdade E eu sei que você está com medo de dar E o que vão pensar Não vá se misturar com esses meninos cabeludos Que só pensam em tocar E você escuta o papa dizendo Que gente fina é outra coisa Mas gente fina é outra coisa. (Rita Lee)
A música foi produzida em 1973, ano que foi marcado pela Ditadura Militar no Brasil e que durou desde 1964 até 1985. A respeito do período militar, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q1076419 História
Além do histrionismo, o governo de Jânio Quadros seria marcado pela mal calculada tentativa de golpe através da renúncia, menos de sete meses depois da posse, que, embora não resultasse na conquista de poderes excepcionais para o Executivo, era como tudo indica o que parecia pretender o político excêntrico. [...] Jânio não possuía um plano de governo, como sói acontecer com todos os governantes eleitos pelo discurso ético-moral mobilizador da noção de “crise moral” e pelo “programa” de combate à corrupção. Porém, dois aspectos de seu “governo” devem ser destacados.
[Carlos Fico, O Brasil no contexto da Guerra Fria: democracia, subdesenvolvimento e ideologia do planejamento (1946-1964). Em Carlos Guilherme Mota (org). Viagem incompleta. A experiência brasileira (1500-2000): a grande transação]

Segundo o artigo, no governo Jânio Quadros, merecem destaque:
Alternativas
Q1076417 História

O movimento abolicionista se estendeu até 1888, liderado por Joaquim Nabuco, Tavares Bastos e José do Patrocínio, e organizado pela Sociedade Brasileira contra a Escravidão. [...] Como afirmou Nabuco em O abolicionismo: “Não é aos escravos que falamos, é aos livres”. Segundo as suas lideranças, o movimento deveria se restringir ao âmbito das elites e das classes médias urbanas [...]

[Roberto Ventura, Um Brasil mestiço: raça e cultura na passagem da monarquia à república. Em: Carlos Guilherme Mota (org). Viagem incompleta. A experiência brasileira. Formação: histórias (1500-2000)]


A Sociedade Brasileira contra a Escravidão tem claras divergências em relação 

Alternativas
Q1076416 História

Em 1789, no engenho Santana de Ilhéus, Bahia, os escravos mataram o feitor e se adentraram nas matas com as ferramentas do engenho, até reaparecerem algum tempo depois com uma proposta de paz em que pediam melhores condições de trabalho, acesso a roças de subsistência, facilidades para comercializar os excedentes dessas roças, direito de escolher seus feitores, licença para celebrar livremente suas festas, entre outras exigências.

[João José Reis, “Nos achamos em campo a tratar da liberdade”: a resistência negra no Brasil oitocentista. Em: Carlos Guilherme Mota (org). Viagem incompleta. A experiência brasileira. Formação: histórias (1500-2000)


No evento apresentado, é correto reconhecer que

Alternativas
Q1076415 História

Café era sinônimo de São Paulo, e os políticos paulistas visavam avidamente beneficiar a economia exportadora de seu estado. Suas lideranças mostravam interesse em cooperar com os representantes de outros estados e do governo federal quando detectavam interesses comuns; por sua vez, entre as elites estaduais, os paulistas defendiam políticas intervencionistas com habilidade inusitada, enquanto o governo federal se mostrava reticente em fazê-lo. A mais famosa instância de cooperação com os outros estados, cooperação com o governo federal e demonstração de autoconfiança foi o episódio da valorização do café em todos os diversos estágios de seu desenvolvimento.

[Joseph L. Love, A república brasileira: federalismo e regionalismo (1889-1937). Em Carlos Guilherme Mota (org). Viagem incompleta. A experiência brasileira (1500-2000): a grande transação]


A Política de Valorização do Café, pensada no Convênio de Taubaté (1906),

Alternativas
Q1076414 História
Historiadores portugueses ainda por vezes escrevem como se o Brasil nunca tivesse sido uma colônia de Portugal, e historiadores brasileiros frequentemente ignoram a importante dimensão transatlântica dos conflitos políticos internos e das limitações econômicas do Brasil. A história entre fins de 1807 e 1825 se ressente da falta de um esboço interpretativo, ainda que rudimentar.
[Kenneth Maxwell, Por que o Brasil foi diferente? O contexto da independência. Em: Carlos Guilherme Mota (org). Viagem incompleta. A experiência brasileira. Formação: histórias (1500-2000). Adaptado]
As referências temporais presentes no excerto referem-se, respectivamente,
Alternativas
Q1076413 História
Em 1968 surge uma coletânea de artigos, Brasil em Perspectiva, na qual a cientista política M. do Carmo C. de Souza começa a por em dúvida uma “noção geralmente aceita”: a de que o movimento de 1930 teria sido um embate entre latifúndio (e estruturas agrárias) e indústria (e estruturas urbanas nascentes), “à semelhança da revolução burguesa no desenvolvimento capitalista europeu”. Um capítulo de Boris Fausto sobre “A revolução de 1930” discute as interpretações dessa revolução pensando-as “dentro de uma dinâmica própria” do movimento e de suas contradições. Este autor endossa a explicação de Francisco Weffort sobre um “Estado de compromisso” criado depois de 1930 e que perduraria por toda a década. [Vavy Pacheco Borges, Anos trinta e política: história e historiografia. Em Marcos Cezar de Freitas (org.). Historiografia brasileira em perspectiva. Adaptado]

A categoria “Estado de compromisso” significa que
Alternativas
Q1076411 História

No livro didático de Rocha Pombo, História do Brasil para o ensino secundário, que em 1922 estava na sua 19ª edição, há a reprodução de três quadros de Benedito Calixto (1853-1927): Chegada da frota de Martim Afonso de Sousa, Martim Afonso a caminho de Piratininga e Fundação de São Vicente. Essas obras inserem-se numa modalidade que alguns especialistas consideram como deturpação do gênero de pintura histórica.


[Thais N. de L. e Fonseca. “Ver para compreender”: arte, livro didático e a história da nação. Em: Lana M. de C. Simam e Thais N. de L. Fonseca (orgs.). Inaugurando a História e construindo a nação. Discursos e imagens no ensino de História. Adaptado]

Deturpação porque, nas obras de Benedito Calixto,
Alternativas
Q1076410 História

Após a independência política, os portugueses sofreriam, rapidamente, a rejeição explícita dos nacionais. Contribuía fortemente para isso o fato de o Partido Português experimentar ascensão política no primeiro reinado, em detrimento do Partido Brasileiro, ao mesmo tempo em que Dom Pedro I, nascido em Portugal e herdeiro do trono luso, sofria o crescimento de sua impopularidade.

A rejeição e agressividade brasileiras direcionadas aos portugueses aumentariam sensivelmente com o passar dos anos no século XIX. Os lusos, na historiografia, eram tomados como sinônimos do passado colonial, de dependência e submissão brasileiras.

[Eduardo França Paiva, De português a mestiço: o imaginário brasileiro sobre a colonização e sobre o Brasil. Em: Lana M. de C. Simam e Thais N. de L. Fonseca (orgs.). Inaugurando a História e construindo a nação. Discursos e imagens no ensino de História. Adaptado]


A partir do excerto, é correto considerar que

Alternativas
Q1076406 História

Leia o excerto da obra de Joaquim Norberto de Souza Silva, publicado em 1873, no qual a figura de Tiradentes é reconstruída.

Era ele de estatura alta, de espáduas bem desenvolvidas, como os naturais da Capitania de Minas Gerais. A sua fisionomia nada tinha de simpática e antes se tornava notável pelo que quer que fosse de repelente, devido em grande parte ao seu olhar espantado. Possuía, porém, o dom da palavra e expressava-se as mais das vezes, com entusiasmo; mas sem elegância nem atrativo, resultado de sua educação pouco esmerada; ouvindo-o porém na rudeza de sua conversação, gostava-se de sua franqueza selvagem, algumas vezes por demais brusca e que quase sempre desandava em leviandade, de sorte que uns lhe davam o característico de herói e outros o de doido. Tornava-se, assim, objeto de público gracejo, provocando o riso e, não poucas vezes, as vaias apupadas do público. Não tinha instrução alguma além da ordinária, todavia era de fácil e intuitiva compreensão. A sua prenda, como então se dizia, de pôr e tirar dentes, até desinteressadamente, graças à bondade de seu coração, que não condizia com a impetuosidade de seu gênio, lhe facilitava o contato com inúmeras pessoas e famílias.

[Apud João Pinto Furtado, Imaginando a nação: o ensino da história da Inconfidência Mineira na perspectiva da crítica historiográfica. Em: Lana M. de C. Simam e Thais N. de L. Fonseca (orgs.). Inaugurando a História e construindo a nação. Discursos e imagens no ensino de História]

Nessa reconstrução, Tiradentes

Alternativas
Q1076398 História

Quanto à História do Brasil, cristalizou-se, desde os primórdios da República, uma divisão em três períodos: Colônia, Império e República.

(Flávio Berutti e Adhemar Marques,

Ensinar e aprender história. Adaptado)

Os marcos cronológicos dessa divisão têm ligação com

Alternativas
Q1074966 História
Entre as línguas que influenciaram o português falado no Brasil, destacam-se aquelas de matrizes africanas, seguida das indígenas. Dentre estas línguas destaca-se a predominância da matriz africana conhecida como:
Alternativas
Q1074965 História
Após a proclamação da república, o primeiro governo presidencialista do Marechal Deodoro da Fonseca tomou algumas medidas importantes:
(__) - Manteve a Igreja Católica como oficial do Estado, mas criou o registro civil para nascimento, casamento e óbito; (__) - Secularizou os cemitérios, que passaram a ser controlados pelas autoridades municipais; (__) - Criou novos símbolos nacionais, como a bandeira e a composição do atual hino nacional; (__) - Tinha inspiração positivista, o que aparece no lema da bandeira, ordem e progresso.
Considerando-se que (V) significa verdadeiro e (F) significa falso, a sequência correta das proposições acima é:
Alternativas
Q1074964 História
O projeto da primeira Constituição brasileira foi marcado por divergências entre o imperador Dom Pedro I e os deputados que queriam limitar seu poder. Desse modo, tomou a seguinte atitude:
Alternativas
Q1074963 História
Dentre as mudanças ocorridas no território brasileiro decorrentes da mineração, é incorreto afirmar:
Alternativas
Q1074962 História
Sobre a revolta de Beckman ocorrida em São Luís, no Maranhão em 1684, é correto afirmar: 
Alternativas
Respostas
6401: D
6402: B
6403: D
6404: D
6405: D
6406: E
6407: A
6408: E
6409: A
6410: D
6411: B
6412: E
6413: C
6414: D
6415: C
6416: D
6417: B
6418: D
6419: C
6420: A