Questões de Concurso
Sobre história do brasil em história
Foram encontradas 9.367 questões
Conjuração Mineira foi o mais relevante movimento anticolonial da América portuguesa: pôs em dúvida o próprio sistema e adaptou para as Minas um projeto de poder de natureza nitidamente republicana. Essa Conjuração – disso às vezes nos esquecemos – também antecedeu a Revolução Francesa. Mas não foi o único momento de insubmissão na área colonial. Diferentemente da imagem oficial que o país gosta de apresentar, para dentro e para fora, a história brasileira está longe de se assemelhar a um “conto de fadas”, uma narrativa destituída de guerras, conflitos ou da prática cotidiana da violência.
SCHWARCZ, l. M. e STARLING, H. Brasil: uma biografia. São
Paulo: Companhia das Letras, 2015, p. 129.
As rebeliões coloniais na América portuguesa, dos séculos XVI, XVII e primeira metade do século XVIII, que antecederam a Conjuração Mineira, ocorreram principalmente por:
Desde a década de 1530 considera-se que o Brasil foi colonizado para dar lucro à metrópole portuguesa, transformando-se numa colônia de exploração. Os homens que para cá se dirigiram seriam, portanto, exploradores, que da nova terra, só queriam tirar vantagens materiais, enriquecer e voltar para a metrópole. Nada teria um sentido definitivo, sendo a transitoriedade a norma. Enormes latifúndios monocultores, produtores de bens exportáveis à custa da mão-de- obra escrava – eis a regra que deixava pouco ou nenhum espaço para as lavouras de alimentos.
FRAGOSO, J. e outros. A economia colonial brasileira, séculos
XVI – XIX. São Paulo:Atual, 1998, p. 51.
Segundo o texto, a abordagem da economia e da sociedade colonial brasileira, com ênfase no setor exportador desprezou a importância:
Getúlio Vargas governou o Brasil entre 1930 e 1945. Esse período ficou conhecido como Era Vargas e apresentou momentos de contrastes ao longo da sua dinâmica. Sobre esse momento da história do Brasil, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma a seguir e assinale a alternativa com a sequência correta.
( ) A Era Vargas é comumente dividida em três fases: Governo Provisório (1930-1934); Governo Constitucional (1934-1937) e Estado Novo (1937-1945).
( ) Getúlio Vargas enfrentou a oposição dos paulistas, em 1932, que exigiam a elaboração de uma Constituição e questionavam a presença dos interventores nos estados. Esse conflito armado ficou conhecido como Revolução Constitucionalista.
( ) Em 1934, uma Nova Constituição entrou em vigor no Brasil. Entre as novidades dessa Carta, constam o estabelecimento do voto aberto (não secreto), a revogação do voto feminino e o fechamento da Justiça Eleitoral.
( ) Em 1943, o governo de Getúlio Vargas estabeleceu a CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas). Dentre os pontos abordados nesse documento, estavam o salário mínimo, as limitações de horas de trabalho, as férias e a carteira de trabalho.
Lançada por Jânio Quadros, tendo à frente o chanceler San Tiago Dantas, e ampliada no governo João Goulart, especialmente sob a liderança de Afonso Arinos, a Política Externa Independente rompeu com a tradição brasileira de aproximação com Washington e aproximou o País do bloco socialista, à época liderado pela República Popular da China.
Várias crises marcaram a trajetória brasileira entre 1945 e 1964, algumas extremamente dramáticas e de consequências marcantes para o País, entre as quais o suicídio de Getúlio Vargas, em 1954, a controversa eleição de Juscelino Kubitschek, em 1955, e a renúncia de Jânio Quadros, em 1961.
O Partido Social Democrático (PSD), a mais poderosa força político-partidária do período, equilibrava-se ideologicamente entre o liberalismo udenista e o trabalhismo de inspiração getulista, mantendo uma posição de centro que impedia, nos períodos eleitorais, alianças ou coligações com ambas as correntes.
Estimulada pelos fortes ventos liberais que se expandiam no pós-Segunda Guerra Mundial, a corrente contrária à ditadura varguista contemplava desde empresários a bacharéis e militares, sobretudo da Aeronáutica, tendo se concentrado, a partir da queda do Estado Novo, na União Democrática Nacional (UDN).
A parceria entre capitais públicos e privados apresentou bons resultados, demonstrados pelas recentes privatizações na indústria aeronáutica, com a Embraer, e na pesquisa agropecuária, com a Embrapa.
Embora continue a ser uma das mais importantes petroleiras mundiais, a Petrobras encontra dificuldades para se expandir em face de determinados obstáculos técnicos que ainda não conseguiu suplantar, a exemplo do domínio da tecnologia apropriada para a exploração de petróleo em águas profundas, o que reduz acentuadamente a participação dela no pré-sal.
O uso intensivo de tecnologia contribui decisivamente para que o agronegócio brasileiro tenha assumido posição de ponta no competitivo mercado global de alimentos, sendo responsável por parcela considerável da pauta de exportações do País.
Os industriais tornaram-se mais coesos no esforço de defender os próprios interesses de forma autônoma. A configuração de uma política industrialista amparou-se, entre outros fatores, no argumento de que o fortalecimento da indústria era decisivo para se atingir a independência econômica nacional.
Na década de 1930, ocorreu uma mudança significativa na composição da classe operária, sobretudo em São Paulo, associada à redução no fluxo de imigrantes estrangeiros.
Os trabalhadores rurais do período foram diretamente beneficiados pela política previdenciária, que lhes garantiu paridade de direitos com os trabalhadores urbanos.
A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) foi introduzida durante o Estado Novo, momento de grande participação político-eleitoral dos cidadãos, que conseguiram obter diversos benefícios sociais junto ao governo.
O fim da Primeira República consolidou uma aliança duradoura entre os grupos que se articularam pela deposição de Washington Luís. A conciliação dos grupos oligárquicos e dos “tenentes” garantiu o sucesso do governo Vargas.