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“No governo de Juscelino Kubitschek e no de João Goulart, o poder executivo é ocupado no nível ministerial por uma ampla maioria de líderes dos dois partidos. a diferença sensível entre os dois referidos governos é de que, no de JK, um pessedista mineiro, a maioria dos ministros é pessedista e o PSD situa o PTB como um partido de apoio, mesmo porque o vicepresidente Jango é petebista; já no governo de Jango, o PSD só deu mais cartas enquanto perdurou a vigência da emenda parlamentarista (agosto de 1961 a janeiro de 1963), perdendo a preeminência no governo presidencialista”.
(GOMES, Ângela Maria de Castro [et.al.]. O Brasil Republicano – sociedade e política (1930-1945). 9. ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2007, v. 10, p. 329-330.)
A aliança partidária entre o PTB e o PSD é um aspecto crucial para entender a república brasileira no período de 1945 a 1964. Sobre esse período da história do país, é correto afirmar que:
“Os planos da ditadura para integrar o território de Roraima ao restante do país eram tanto ambiciosos para o governo quanto arriscado para os índios. Após rasgar, ao sul, por mais de uma centena de quilômetros a terra waimiri-atroari com a abertura da rodovia BR-174, que permitiu a ligação de Manaus à capital do território, Boa Vista, os militares passaram a construir outra estrada, a BR-210, agora no sentido leste-oeste, para cruzar a BR-174 a fim de conectar Macapá [...] ao Norte do Amazonas. [...] A exemplo da Transamazônica, porém a obra jamais foi concluída.”
(VALENTE, Rubens. Os fuzis e as flechas: história de sangue e resistência indígena na ditadura. São Paulo: Companhia das Letras, 2017, p. 179.)
Acerca da relação entre a Ditadura Militar, os povos indígenas e a ocupação da região norte do Brasil, assinale a afirmativa correta:
“É no norte e no oeste da região amazônica que se desenvolvem diferentes padrões linguísticos. Já apontamos para o papel do empréstimo no caso das línguas Karib e também em algumas línguas Maipure-Arawak. Que tipos de contato teriam levado a esses empréstimos? Tratar-se-ia de um multilinguismo difundido? Línguas de comércio teriam se formado nessa área em tempos pré-colombianos? Qual a idade desses padrões? Essas são algumas das questões que é preciso abordar em relação ao papel da língua [entre os povos pré-colombianos].”
(URBAN, Greg. A história da cultura brasileira segundo as línguas nativas. In: CUNHA, Manuela Carneiro da (Org.). História dos Índios no Brasil. São Paulo: Companhia das Letras: Secretaria Municipal de Cultura: FAPESP, 1992, p. 101, adaptado.)
Greg Urban aponta como o estudo da língua pode ser útil para reconstruir a história dos povos originários e da cultura brasileira, segundo estes estudos, é possível afirmar que:
Os trechos abaixo fazem parte da obra Os Bruzundangas, de Lima Barreto.
“A Bruzundanga é um poderoso e rico país que, como todos sabem, fica nas zonas temperada e subtropical (...).
O país, no dizer de todos, é rico, tem todos os minerais, todos os vegetais úteis, todas as condições de riqueza, mas vive na miséria. (...) As cidades vivem cheias de carruagem; as mulheres se arreiam de joias e vestidos caros; os cavalheiros chiques se mostram, nas ruas, com bengalas e trajes apurados; os banquetes e as recepções se sucedem.
[...] a população rural, que é a base de todas as nações, oprimida por chefões políticos, inúteis, incapazes de dirigir a coisa mais fácil dessa vida. Vive sugada, esfomeada, maltrapilha, macilenta, amarela, para que, na sua capital, algumas centenas de parvos, com títulos altissonantes disso ou daquilo, gozem vencimentos, subsídios duplicados e triplicados
(...) empregando um grande palavreado de quem vai fazer milagres”.
(BARRETO, Lima. Os Bruzundangas: incluindo outras histórias dos bruzundangas. São Paulo: Ática, 2012).
Em Os Bruzundangas, Lima Barreto:
I. Faz uma apologia da modernização da cidade do Rio de Janeiro ocorrida no início do século XX, período conhecido como Belle Époque.
II. Utiliza a metáfora como uma figura de linguagem para falar do Brasil do seu tempo, suas características e suas contradições.
III. Cria um jogo de palavras em oposição para caracterizar o descompasso entre a riqueza dos recursos minerais e naturais do país e a pobreza de sua população.
IV. Faz referência ao voto de cabresto enquanto instrumento de opressão da população rural no Brasil da Primeira República.
As afirmativas que estão corretas são:
“Contraditória, oscilante, hipócrita: são esses os adjetivos empregados, de forma unânime, para qualificar a legislação e a política da Coroa portuguesa em relação aos povos indígenas do Brasil colonial. Desde o trabalho pioneiro de João Franscisco Lisboa (1852), as análises da situação legal dos índios durante os três séculos de colonização reafirmaram o caráter ineficaz ou francamente negativo das leis.”
(PERRONE-MOISÉS, Beatriz. Índios livres e índios escravos: os princípios da legislação indigenista no período colonial (séculos XVI a XVIII). In: CUNHA, Manuela Carneiro da (Org.). História dos Índios no Brasil. São Paulo: Companhia das Letras: Secretaria Municipal de Cultura: FAPESP, 1992, p. 115.)
O trecho acima faz parte de um texto em que a pesquisadora Beatriz Perrone-Moisés apresenta uma reflexão sobre a legislação elaborada pela Coroa portuguesa para lidar com os povos indígenas do Brasil colonial, dando especial atenção aos modos como a historiografia descreveu essas leis ao longo do tempo. No que tange a essa temática, assinale a opção correta:
I. A Revolta da Armada, em 1893, e o atentado contra Prudente de Morais, em 1897, são exemplos que contradizem a percepção de inatividade e de apatia política dos brasileiros.
II. Embora cerca de 80% da população não participasse do processo eleitoral, a maioria se autoexcluía, pois apenas menores de 21 anos de idade, mulheres e analfabetos não tinham direito ao voto.
III. As concepções de cidadania no período não foram homogêneas, pois resultaram da absorção parcial de ideias importadas do liberalismo, positivismo, socialismo e anarquismo europeus.
Estão corretas as afirmativas
(...) outro grande evento que ocorreu no período foi a abertura da navegação do rio Amazonas e seus principais afluentes às bandeiras estrangeiras, em 7 de dezembro de 1866. A importância desse evento pode ser percebida no discurso do previdente da Província do Pará, Lacerda Chermont (1867), que na época atribuiu a tal medida a mesma importância da Abertura dos Portos às Nações Amigas em 1808
MORAES, Rinaldo Ribeiro. A navegação regional como mecanismo de transformação da economia. Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Sustentável do Trópico Úmido. Universidade Federal do Pará. Tese de Doutorado. 2007.
A abertura da navegação no rio Amazonas está ligada ao desenvolvimento da economia do(a)
Sobre a história econômica do Brasil em sua fase colonial, analise as assertivas abaixo, assinalando V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) O ciclo do ouro sucedeu o ciclo do café.
( ) Ao contrário da agricultura a mineração foi submetida desde o início a um regime especial quem inuciosa e rigorosamente a disciplina.
( ) A mineração do ouro no Brasil ocupará durante três quartos de século o centro das atenções de Portugal. Todas as demais atividades entrarão em decadência.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
A definição refere-se ao período: