Questões de Concurso
Sobre brasil monárquico – segundo reinado 1831- 1889 em história
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( ) A Regência Trina Provisória, formada logo após a abdicação de D. Pedro I, adotou medidas de caráter emergencial, entre elas a concessão de anistia a presos políticos, o afastamento de estrangeiros das tropas e a tentativa de reorganizar a administração pública e militar do Império.
( ) Durante a Regência Trina Permanente, foram implementadas reformas institucionais importantes, como a criação da Guarda Nacional e a reorganização do sistema judicial por meio do Código de Processo Criminal, que ampliou a autonomia das autoridades locais na administração da justiça.
( ) Na Regência Una de Diogo Antônio Feijó, foram criadas instituições culturais e educacionais voltadas à consolidação do Estado imperial, entre elas o Colégio Pedro II e o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, além de reformas administrativas destinadas a fortalecer o poder central.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Considerando a crise e a consolidação do Estado monárquico no Brasil, assinale a alternativa CORRETA:
Assinale a alternativa CORRETA acerca do Brasil Império:
Art. 1º Ficam prohibidas as acquisições de terras devolutas por outro titulo que não seja o de compra. [...]
BRASIL. Lei nº 601, de 18 de setembro de 1850. Dispõe sobre as terras devolutas do Império. Coleção de Leis do Império do Brasil, Rio de Janeiro, 1850. Grafia original.
Qual foi a consequência direta desse dispositivo legal?
"Bárbaros paraguayos! Aqui vos trago uma cohorte de voluntários para libertar-vos." Diabo Coxo, 31 de dezembro de 1865. Disponível em: www.funag.gov.br/ipri/btd/index.php/10-dissertacoes/4177-a-imprensa-guerra-o-imaginario-e-as-identidades-produzidasnas-caricaturas-da-imprensa-ilustrada-brasileira-e-paraguaia-durante-a-gerra-da-triplice-aliança-1864-1870. Acesso em: 11/11/2025.
A caricatura de Angelo Agostini, publicada em 1865, evidencia uma contradição acerca da participação do Brasil na Guerra do Paraguai. Essa contradição consiste na
“Enquanto o café seguia sua marcha no Oeste Paulista e as propostas de abolição gradual da escravatura davam os primeiros passos, um acontecimento internacional iria marcar profundamente a história do Segundo Império. Esse acontecimento foi a Guerra do Paraguai, travada por mais de cinco anos, entre 11 de novembro de 1864, quando ocorreu o primeiro ato das hostilidades, e 1 de março de 1870. Ela é conhecida, na América espanhola, como Guerra da Tríplice Aliança.”
(FAUSTO, Boris. História do Brasil. São Paulo: Edusp/FDE, 1995. p. 208.)
A Guerra do Paraguai foi o maior conflito armado da história sul-americana. Considerando suas causas estruturais e consequências históricas, assinale a afirmativa correta.
1. Revolta da Cabanagem
2. Guerra dos Farrapos
3. Revolta dos Malês
4. Balaiada
( ) Revolta ocorrida em 1835, em Salvador. Teve participação de escravizados africanos, principalmente da área urbana. Considerada uma das principais revoltas escravas da história do Brasil, teve forte presença de elementos do islamismo e desencadeou uma intensificação do controle e da repressão sobre a população negra.
( ) Revolta ocorrida entre os anos de 1835-1840, na região sul do Brasil. Liderada por homens oriundos das camadas altas da sociedade rio-grandense, contou com a participação de trabalhadores livres e escravizados. Entre outras reivindicações, defendia o federalismo, como forma de garantir sua autonomia.
( ) Revolta ocorrida entre os anos de 1838-1841, iniciada no Maranhão e se espalhou para outras províncias da região. Teve participação de várias camadas sociais, como a classe média urbana, trabalhadores pobres, libertos e escravizados.
( ) Revolta ocorrida entre os anos de 1835-1840, na província do Grão-Pará, com grande participação das camadas populares. Entre outras reivindicações, encontramos a luta por melhores condições de vida. Foi uma das revoltas com maior número de mortos, contados aos milhares.
Assinale a opção que apresente a sequência correta, de cima para baixo.
O Dia do Historiador foi estabelecido no Brasil pelo Decreto nº 12.130 aprovado em 2009. A data escolhida de 19 de agosto homenageia o nascimento do político e diplomata pernambucano Joaquim Nabuco. Marque a alternativa que indica corretamente uma de suas obras mais importantes:
Considerando o contexto histórico descrito no trecho, assinale a opção que identifica corretamente a lei mencionada.
[…] Em 1847, duas autoridades da província do Pará se reuniram para jantar numa aldeia de índios Munduruku chamada Curi, às margens do rio Tapajós. De um lado, o bispo D. José Afonso de Morais Torres (1805-65), em visita pastoral pelas paróquias e freguesias de seu bispado; do outro, o tuxaua da aldeia, convidado pelo religioso para o jantar. Como nos dias anteriores, diante do bispo que não abria mão de usar batina, o tuxaua procurou ostentar sua distinção e apareceu vestido com a farda que o distinguia dos demais índios a ele subordinado […] (HENRIQUE, Márcio Couto. Sem Vieira nem Pombal: índios na Amazônia no século XIX. Rio de Janeiro: EdUERJ, 2018, p. 125. Com adaptações).
Considerando o texto acima, assinale a alternativa que está de acordo com as informações apresentadas:
Considerando a nota acima, sobre a historiografia da escravidão no Brasil, escolha a alternativa CORRETA:
O Brasil apresenta situações em que a aparente ruptura não interrompe a marcha da continuidade histórica. Da Independência à República, chegando à autodenominada Revolução de 1930, o país viveu sobressaltos institucionais que geralmente tangenciaram as bases estruturais do país, sem rompê-las integralmente. A conciliação quase sempre prevaleceu, mesmo em contextos de elevada tensão.
Considerando essas observações como referência inicial, julgue o item subsequente, relativo ao processo histórico brasileiro da Independência ao colapso do Império.
Em meados do século XIX, o Brasil enfrentou duas crises potencialmente perigosas no campo da política externa: a ameaça da coligação argentino-uruguaia na região platina e o confronto com a marinha britânica por causa do tráfico de escravos, com dois incidentes policiais culminando no bloqueio naval do Rio de Janeiro e no rompimento das relações diplomáticas com a Inglaterra.
O Brasil apresenta situações em que a aparente ruptura não interrompe a marcha da continuidade histórica. Da Independência à República, chegando à autodenominada Revolução de 1930, o país viveu sobressaltos institucionais que geralmente tangenciaram as bases estruturais do país, sem rompê-las integralmente. A conciliação quase sempre prevaleceu, mesmo em contextos de elevada tensão.
Considerando essas observações como referência inicial, julgue o item subsequente, relativo ao processo histórico brasileiro da Independência ao colapso do Império.
O período regencial, entre 1831 e 1840, aprofundou o caráter unitário do Estado brasileiro, definido pela Constituição promulgada em 1824 ― com o Ato Adicional de 1834, as províncias perderam o direito de eleger seus governantes e parlamentares ― havendo consenso historiográfico de que a alteração constitucional assegurou a integridade territorial do país.
O Brasil apresenta situações em que a aparente ruptura não interrompe a marcha da continuidade histórica. Da Independência à República, chegando à autodenominada Revolução de 1930, o país viveu sobressaltos institucionais que geralmente tangenciaram as bases estruturais do país, sem rompê-las integralmente. A conciliação quase sempre prevaleceu, mesmo em contextos de elevada tensão.
Considerando essas observações como referência inicial, julgue o item subsequente, relativo ao processo histórico brasileiro da Independência ao colapso do Império.
A escravidão, herança da Colônia e elemento de sustentação do regime monárquico, foi abolida às vésperas da República na culminância de célere processo político no Parlamento graças ao consenso de conservadores e liberais, o que fez eliminar a necessidade de etapas preparatórias à Lei Áurea.
Angelo Agostini. Revista Ilustrada, ano 5, n.º 222, 4/9/1880.
Internet: <https://memoria.bn.gov.br/pdf>.
Na capa do periódico, aparece um político do Império, Martinho Campos, montado sobre um negro, de quatro, como um cavalo, tendo correntes presas aos seus pés, às suas mãos e uma corrente no pescoço, que serve como rédea para o cavaleiro. Este usa botas e chapéu, como um fazendeiro usaria, tem na mão direita um chicote, e com a esquerda segura a corrente presa ao pescoço do negro. As figuras encontram-se sobre um grande pedestal onde se lê, logo abaixo das figuras, “Escravidão ou Morte”. Observa-se, ainda, que há índios na base do pedestal, sentados em uma posição desoladora, dois dos quais apoiam a cabeça com uma das mãos, como se estivessem muito tristes, e o índio da esquerda está com a cabeça baixa e os braços cruzados na frente do corpo, em total isolamento. A figura que apresenta mais energia e algum entusiasmo é a de Martinho Campos, que aparece na mesma posição da Estátua equestre de D. Pedro I, a qual pode ser observada ao fundo, apenas esboçada, o suficiente para que o leitor possa lembrar e fazer a comparação. O caricaturista propõe a aproximação do símbolo monarquista com a escravidão e, para não deixar qualquer dúvida, escreveu, conforme a grafia da época, o seguinte comentário, abaixo da imagem: Projecto de uma estatua equestre para o illustre chefe do partido liberal. Esta estatua deve fazer pendant com a de Pedro I e será collocada no dia 7 de Setembro de 1881. À iniciativa dos illustres fazendeiros de Cebolas é que devemos mais esse monumento das nossas glorias.
Rosangela de Jesus Silva. Desconstruções e reconstruções do Brasil: a caricatura e o monumento equestre a D. Pedro I. 19&20, v. VIII, n. 1, jan./jun. 2013. Internet: <http://www.dezenovevinte.net/> (com adaptações).
Transcrição da imagem, conforme a grafia da época: — Queira perdoar, mas...com aquelle negrinho não pode entrar. — Mas é que eu não posso separar-me delle: é quem me veste, quem me dá de comer, quem... me serve em tudo, afinal! — É que... Enfim, em attenção às illustres qualidades pessoais de tão sabio soberano, creio que as nações civilizadas não duvidarão em admittil-o.
Angelo Agostini. Revista Ilustrada, ano 8, n.º 347, 30/6/1883. In: Renato Lemos (org.). Uma história do Brasil através da caricatura: 1840-2006. p. 13. Internet: <https://memoria.bn.gov.br/>.
Desde, pelo menos, inícios do século XIX, potências europeias, em especial a Grã-Bretanha, fazem pressão contra a escravidão negra no Brasil. Nem por isso, contudo, rompem relações com o império escravista. A charge aponta um contraditório d. Pedro II, tentando fazer-se aceito pelo mundo desenvolvido sem descartar a escravidão, e o cinismo das nações ditas civilizadas, que, na prática, legitimavam a Monarquia brasileira nessa condição.
Renato Lemos (org.). Uma história do Brasil através da caricatura: 1840-2006. p. 13. Internet: <https://memoria.bn.gov.br/>.
Considerando as imagens e os textos precedentes, que trazem informações relativas ao período imperial brasileiro, julgue os itens a seguir.
I Observam-se, nas imagens e nos textos, duas das principais características do império brasileiro: o regime monárquico e a escravidão.
II As imagens e os comentários permitem aferir que o sistema escravista eram quem sustentava a sociedade brasileira da época.
III O processo de Independência do Brasil e a consolidação do regime monarquista, em aliança com a elite nacional da época, só foram possíveis devido à manutenção do sistema escravista.
IV As ditas nações civilizadas do século XIX, por mais que condenassem o regime escravista brasileiro, jamais romperam as relações com o Império do Brasil por esse motivo.
Assinale a opção correta.