Questões de Concurso
Sobre brasil monárquico – segundo reinado 1831- 1889 em história
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(Lilia M. Schwarcz; Heloisa M. Starling. Brasil: uma biografia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015. Adaptado)
A partir do trecho, é correto afirmar que uma das principais características do Brasil no século XIX era
No período imperial, o __________ exercia função decisiva na relação entre os poderes do Estado, enquanto a __________ permanecia vinculada à organização econômica e social do Império.
O Currículo da Educação Básica do Sistema Municipal de Ensino de Blumenau (2021) indica que o professor de História do 8º ano deverá abordar o conteúdo referente ao Segundo Reinado Brasileiro.
1-No ano de 1844 foi implantada a ____________________ a qual aumentou as taxas sobre os produtos importados.
2-Entre os anos de 1848 e 1850, um movimento de caráter liberal e separatista chamado ____________________ se organizou na província de Pernambuco.
3-Entre os anos de 1862 e 1865, ocorreu uma crise diplomática entre o Império do Brasil e o Império Britânico denominada ____________________.
4-Entre os anos de 1879 e 1880, ocorreu no Rio de Janeiro a chamada ____________________ contra o aumento das passagens de bonde.
Nesse contexto, assinale a alternativa que preenche as lacunas corretamente:
Entre o final do século XVIII e a primeira metade do século XIX, o Brasil foi palco – seja ainda enquanto América Portuguesa seja posteriormente como Império independente – de inúmeras rebeliões e revoltas contra o poder instituído. Algumas delas geralmente são agrupadas em um conjunto de eventos contrários ao Império ao longo do período regencial.
É correto afirmar que são consideradas “Revoltas Regenciais” os seguintes eventos:
Leia os textos a seguir.
Texto 1
“A greve dos ganhadores, ocorrida em Salvador em 1857, foi o primeiro movimento grevista envolvendo todo um setor sensível da classe trabalhadora urbana no Brasil, trabalhadores responsáveis pelo transporte, por toda a cidade, de pessoas livres de vária ordem e objetos de todo tipo. A cidade simplesmente parou. A greve – termo aqui usado no sentido de paralisação do trabalho, e apenas isso – nada deveu aos modelos de mobilização da classe operária europeia que iriam predominar pouco mais tarde entre os proletários brasileiros e imigrantes. Não era revolta, não era quilombo, as formas clássicas de resistência escrava, não era sequer um protesto contra a escravidão, mas uma suspensão do trabalho africano, e não apenas o escravizado, contra o Estado.”
(REIS, João José. Ganhadores. A greve negra de 1857 na Bahia. São Paulo: Companhia das Letras, 2019. Pp. 17. Adaptado)
Texto 2
“Os momentos de mobilização em várias cidades brasileiras, como os contextos de intensificação de greves de 1902-1903, 1906-1907, 1917-1919 ou o movimento contra a carestia de vida de 1913, apontam para uma outra questão: a de que esses momentos ímpares da ação coletiva envolviam muito mais gente do que o número restrito de trabalhadores – sobretudo qualificados – pertencentes às sociedades operárias. São nesses processos que a classe como uma realidade histórica aparece, na medida em que os interesses coletivos se sobrepõem aos interesses individuais e corporativos. É então que podemos falar de formação de classe operária como um processo conflituoso, marcado por avanços e recuos, pelo fazer-se e pelo desfazer-se da classe, que surge na organização, na ação coletiva, em toda a manifestação que afirma seu caráter de classe.”
(BATALHA, Cláudio. Formação da classe operária e projetos de identidade coletiva. In: FERREIRA, Jorge, DELGADO, Lucília de Almeida Neves (org.). O Brasil republicano. O tempo do liberalismo oligárquico: da Proclamação da República à Revolução de 1930 – Primeira República (1889- 1930). Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2018. Pp. 173)
Os textos discutem movimentos paredistas de trabalhadores brasileiros em contextos históricos distantes no tempo e na própria natureza da exploração do trabalho. Mesmo tratando de processos e tempos históricos distintos, é correto afirmar que eles
Se trata, de uma teoria desenvolvida no século XIX, pelo filósofo inglês Herbert Spencer, que utilizou dos escritos de Darwin para trazer uma explicação racista sobre a evolução da sociedade.
A propósito do trecho acima, julgue as seguintes frases abaixo.
I-O texto refere-se à teoria do darwinismo social, que acreditava que a evolução da sociedade é a mesma aplicada à evolução das espécies.
II-A teoria descrita no texto era usada para defender a ideia de que negros, mestiços, indígenas e asiáticos seriam inferiores aos europeus.
III-As ideias a que se refere o texto tiveram repercussão na sociedade brasileira do século XIX sendo que, na ocasião, para alguns políticos e fazendeiros, os negros deveriam ser substituídos por brancos "mais capacitados".
Está (ão) CORRETA (S) a (s) seguinte (s) proposição (ões):
A partir do texto, pode-se afirmar que a coroação de Dom Pedro II como imperador do Brasil foi antecipada com o intuito de
( ) A Guerra do Paraguai (1864-1870) foi travada pela Tríplice Aliança (Brasil, Argentina e Uruguai) contra o Paraguai, refletindo tanto rivalidades interestatais na Bacia do Prata quanto preocupações internas dos aliados que influenciaram suas decisões de política externa.
( ) O Império do Brasil manteve uma política externa voltada exclusivamente à defesa das províncias do Sul, evitando qualquer envolvimento nos assuntos internos do Uruguai e do Paraguai antes de 1864.
( ) A busca pelo controle da navegabilidade e do domínio sobre os rios da Bacia do Prata (Paraná, Paraguai, Uruguai) foi um objetivo estratégico recorrente no século XIX, determinando rotas comerciais, alianças políticas e operações militares na região sul da América do Sul.
I – Apesar das pressões externas e internas, o governo de D. Pedro II e a elite imperial defendiam a abolição imediata da escravidão, a qual não deveria ser feita de forma gradual, ou seja, por meio das chamadas leis abolicionistas.
II – Na década de 1880, a luta pela abolição da escravidão ganhou corpo. Nesse período, foi fundado, em São Paulo, o denominado Clube do Cupim, que teve forte influência na aprovação da Lei do Ventre Livre.
III – Sob forte pressão popular, o governo imperial, exercido na época por D. Pedro II, assinou a Lei Áurea, que declarava extinta a escravidão no Brasil, com direito à indenização aos senhores e aos escravizados.
“De um traço de pena se legisla que não existe mais tal propriedade [o escravo] (...) enfim senhores, decreta-se que neste país não há propriedade, que tudo pode ser destruído por meio de uma lei, sem atenção nem a direitos adquiridos, nem a inconvenientes futuros!”. Com estas palavras inflamadas João Mauricio Wanderley, o Barão de Cotegipe, líder da bancada escravagista no Senado, criticou a Lei Áurea em 12 de maio de 1888, às vésperas de sua aprovação. O parlamentar baiano aproveitou a sessão que discutia a abolição para lançar mão de um discurso de medo, associando a libertação dos escravos a uma temida reforma agrária. “Sabeis quais as consequências? Não é segredo: daqui a pouco se pedirá a divisão das terras, do que há exemplo em diversas nações, desses latifúndios, seja de graça ou por preço mínimo, e o Estado poderá decretar a expropriação sem indenização!”
O Barão de Cotegipe traçou na tribuna do Senado um quadro de grave crise social e econômica caso a Lei fosse aprovada. “Tenho conhecimento das circunstâncias da nossa lavoura, especialmente das províncias de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Bahia, e afianço que a crise será medonha. A verdade é que há de haver uma perturbação enorme na paz durante muitos anos”.
Alguns parlamentares defensores da escravidão tentaram dar um verniz humanista ao seu posicionamento conservador. “A proposta que se vai votar é inconstitucional, antieconômica e desumana”, afirmou o senador Paulino de Souza, em 12 de maio. Para Souza, ele mesmo um proprietário rural, a Lei Áurea era desumana “porque deixa expostos à miséria e à morte os inválidos, os enfermos, os velhos, os órfãos e crianças abandonadas da raça que quer proteger”, que uma vez libertos não contariam mais com a proteção do seu senhor.
O senador lança mão de uma comparação com a Revolução Francesa, que pôs fim à monarquia no país europeu, e aproveita para alfinetar seus colegas conservadores que apoiam a Lei: “Esse governo revolucionário [da França] não se animou a praticar o que em plena tranquilidade e em uma época regular, vai-se em poucas horas, praticar no Brasil, não sob a direção, mas com a cumplicidade de homens políticos que se dizem conservadores”. De acordo com Souza, “o Governo regular do Brasil que, em contraposição àquele Governo revolucionário, faz decretar, de um dia para outro, a abolição imediata, pura e simples, sem uma garantia para os proprietários, espoliando-os da propriedade legal”.
ALESSE, Gil. O discurso de medo na sessão do Senado que aprovou a abolição. El País: 2019. In: https://brasil.elpais.com/brasil/2019/11/15/politica/1573824412_841710.html (acesso em 14/11/2022).