Questões de Concurso
Sobre brasil monárquico – segundo reinado 1831- 1889 em história
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O Dia do Historiador foi estabelecido no Brasil pelo Decreto nº 12.130 aprovado em 2009. A data escolhida de 19 de agosto homenageia o nascimento do político e diplomata pernambucano Joaquim Nabuco. Marque a alternativa que indica corretamente uma de suas obras mais importantes:
[…] Em 1847, duas autoridades da província do Pará se reuniram para jantar numa aldeia de índios Munduruku chamada Curi, às margens do rio Tapajós. De um lado, o bispo D. José Afonso de Morais Torres (1805-65), em visita pastoral pelas paróquias e freguesias de seu bispado; do outro, o tuxaua da aldeia, convidado pelo religioso para o jantar. Como nos dias anteriores, diante do bispo que não abria mão de usar batina, o tuxaua procurou ostentar sua distinção e apareceu vestido com a farda que o distinguia dos demais índios a ele subordinado […] (HENRIQUE, Márcio Couto. Sem Vieira nem Pombal: índios na Amazônia no século XIX. Rio de Janeiro: EdUERJ, 2018, p. 125. Com adaptações).
Considerando o texto acima, assinale a alternativa que está de acordo com as informações apresentadas:
Considerando a nota acima, sobre a historiografia da escravidão no Brasil, escolha a alternativa CORRETA:
Angelo Agostini. Revista Ilustrada, ano 5, n.º 222, 4/9/1880.
Internet: <https://memoria.bn.gov.br/pdf>.
Na capa do periódico, aparece um político do Império, Martinho Campos, montado sobre um negro, de quatro, como um cavalo, tendo correntes presas aos seus pés, às suas mãos e uma corrente no pescoço, que serve como rédea para o cavaleiro. Este usa botas e chapéu, como um fazendeiro usaria, tem na mão direita um chicote, e com a esquerda segura a corrente presa ao pescoço do negro. As figuras encontram-se sobre um grande pedestal onde se lê, logo abaixo das figuras, “Escravidão ou Morte”. Observa-se, ainda, que há índios na base do pedestal, sentados em uma posição desoladora, dois dos quais apoiam a cabeça com uma das mãos, como se estivessem muito tristes, e o índio da esquerda está com a cabeça baixa e os braços cruzados na frente do corpo, em total isolamento. A figura que apresenta mais energia e algum entusiasmo é a de Martinho Campos, que aparece na mesma posição da Estátua equestre de D. Pedro I, a qual pode ser observada ao fundo, apenas esboçada, o suficiente para que o leitor possa lembrar e fazer a comparação. O caricaturista propõe a aproximação do símbolo monarquista com a escravidão e, para não deixar qualquer dúvida, escreveu, conforme a grafia da época, o seguinte comentário, abaixo da imagem: Projecto de uma estatua equestre para o illustre chefe do partido liberal. Esta estatua deve fazer pendant com a de Pedro I e será collocada no dia 7 de Setembro de 1881. À iniciativa dos illustres fazendeiros de Cebolas é que devemos mais esse monumento das nossas glorias.
Rosangela de Jesus Silva. Desconstruções e reconstruções do Brasil: a caricatura e o monumento equestre a D. Pedro I. 19&20, v. VIII, n. 1, jan./jun. 2013. Internet: <http://www.dezenovevinte.net/> (com adaptações).
Transcrição da imagem, conforme a grafia da época: — Queira perdoar, mas...com aquelle negrinho não pode entrar. — Mas é que eu não posso separar-me delle: é quem me veste, quem me dá de comer, quem... me serve em tudo, afinal! — É que... Enfim, em attenção às illustres qualidades pessoais de tão sabio soberano, creio que as nações civilizadas não duvidarão em admittil-o.
Angelo Agostini. Revista Ilustrada, ano 8, n.º 347, 30/6/1883. In: Renato Lemos (org.). Uma história do Brasil através da caricatura: 1840-2006. p. 13. Internet: <https://memoria.bn.gov.br/>.
Desde, pelo menos, inícios do século XIX, potências europeias, em especial a Grã-Bretanha, fazem pressão contra a escravidão negra no Brasil. Nem por isso, contudo, rompem relações com o império escravista. A charge aponta um contraditório d. Pedro II, tentando fazer-se aceito pelo mundo desenvolvido sem descartar a escravidão, e o cinismo das nações ditas civilizadas, que, na prática, legitimavam a Monarquia brasileira nessa condição.
Renato Lemos (org.). Uma história do Brasil através da caricatura: 1840-2006. p. 13. Internet: <https://memoria.bn.gov.br/>.
Considerando as imagens e os textos precedentes, que trazem informações relativas ao período imperial brasileiro, julgue os itens a seguir.
I Observam-se, nas imagens e nos textos, duas das principais características do império brasileiro: o regime monárquico e a escravidão.
II As imagens e os comentários permitem aferir que o sistema escravista eram quem sustentava a sociedade brasileira da época.
III O processo de Independência do Brasil e a consolidação do regime monarquista, em aliança com a elite nacional da época, só foram possíveis devido à manutenção do sistema escravista.
IV As ditas nações civilizadas do século XIX, por mais que condenassem o regime escravista brasileiro, jamais romperam as relações com o Império do Brasil por esse motivo.
Assinale a opção correta.
Fonte (adaptada): https://www.anpec.org.br/sul/2018/submissao/files_ I/i1-3012a7a2c25057ec16f6cc7cdf248584
O excerto acima faz referência à (ao) chamada(ao):
I.Além do Poder Moderador, o imperador também detinha o Poder Executivo.
II.O início do Segundo Reinado se deu com a Proclamação da Independência em 1822.
III.Durante o Segundo Reinado, conservadores e liberais disputavam constantemente o poder.
Está(ão) CORRETA(S) a(s) seguinte(s) proposição(ões).
I.A Guerra dos Farrapos teve como líderes Bento Gonçalves, David Canabarro, Giuseppe Garibaldi e Antônio de Souza Neto.
II.A Guerra dos Farrapos não representou uma ameaça à integridade territorial brasileira, mas apenas uma afronta ao poder do imperador.
III.O aumento da autonomia dos estancieiros e charqueadores gaúchos, bem como o projeto centralizador proposto pelo imperador D. Pedro II motivaram a Guerra dos Farrapos.
Está(ão) CORRETA(S) a(s) seguinte(s) proposição(ões).
A Balaiada foi uma revolução de caráter popular que eclodiu no interior da província do Maranhão na fase final do período regencial (1838-1841). A revolta surgiu como um levante social por melhores condições de vida e contou com a participação de vaqueiros, escravos e outros desfavorecidos. O nome dessa luta popular fazia alusão:
Sobre o Segundo Reinado e a economia cafeeira é correto afirmar:
A partir da década de 1850, no Brasil imperial, ganhou força a procura por uma alternativa ao trabalho escravizado nas lavouras. Essa ação, contudo, esteve longe de ser uma simples reação à escassez de mão de obra, uma vez que
A máxima do abolicionista Luís Gama (1830-1882), que diz “o escravo que mata o senhor, seja em que circunstância for, mata sempre em legítima defesa”, expressa
Sobre os desdobramentos da Guerra da Tríplice Aliança contra o governo do Paraguai, ocorrida entre 1864 e 1870, também conhecida na memória e produção historiográfica no Brasil como Guerra do Paraguai, é correto afirmar que:
Considere as informações abaixo.
“O rei se diverte”. Charge de Faria, na Revista Mequetrefe, ano IV, n. 121, 09/01/1878. Disponível em: https://ensinarhistoriajoelza.com.br/caricaturas-do-segundo-reinado-critica-com-humor-e-ironia.
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Lê-se a palavra Diplomacia no vestido da anciã que empurra a engrenagem, e as palavras “Partido Liberal” no vestido da moça montada a cavalo, que pronuncia “Ganhei”
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A charge acima satiriza um aspecto político importante do Segundo Reinado, a saber:
No início do século XIX, o Império Britânico era hegemônico em termos comerciais e militares, e passou a combater o tráfico de escravos principalmente por causa
A Revolta dos Malês foi parcialmente vitoriosa na Bahia, uma vez que obteve o reconhecimento oficial dos direitos dos rebelados.