Questões de Concurso
Sobre brasil monárquico – segundo reinado 1831- 1889 em história
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Marque a alternativa que corretamente preenche a lacuna no trecho apresentado:
QUEIROZ, Suely R. Reis de. A abolição da escravidão. São Paulo: Brasiliense, 1999, p. 83.
A respeito da sociedade escravista e do abolicionismo, assinale a alternativa correta.
A partir do texto, pode-se afirmar que a coroação de Dom Pedro II como imperador do Brasil foi antecipada com o intuito de
I – Apesar das pressões externas e internas, o governo de D. Pedro II e a elite imperial defendiam a abolição imediata da escravidão, a qual não deveria ser feita de forma gradual, ou seja, por meio das chamadas leis abolicionistas.
II – Na década de 1880, a luta pela abolição da escravidão ganhou corpo. Nesse período, foi fundado, em São Paulo, o denominado Clube do Cupim, que teve forte influência na aprovação da Lei do Ventre Livre.
III – Sob forte pressão popular, o governo imperial, exercido na época por D. Pedro II, assinou a Lei Áurea, que declarava extinta a escravidão no Brasil, com direito à indenização aos senhores e aos escravizados.
“De um traço de pena se legisla que não existe mais tal propriedade [o escravo] (...) enfim senhores, decreta-se que neste país não há propriedade, que tudo pode ser destruído por meio de uma lei, sem atenção nem a direitos adquiridos, nem a inconvenientes futuros!”. Com estas palavras inflamadas João Mauricio Wanderley, o Barão de Cotegipe, líder da bancada escravagista no Senado, criticou a Lei Áurea em 12 de maio de 1888, às vésperas de sua aprovação. O parlamentar baiano aproveitou a sessão que discutia a abolição para lançar mão de um discurso de medo, associando a libertação dos escravos a uma temida reforma agrária. “Sabeis quais as consequências? Não é segredo: daqui a pouco se pedirá a divisão das terras, do que há exemplo em diversas nações, desses latifúndios, seja de graça ou por preço mínimo, e o Estado poderá decretar a expropriação sem indenização!”
O Barão de Cotegipe traçou na tribuna do Senado um quadro de grave crise social e econômica caso a Lei fosse aprovada. “Tenho conhecimento das circunstâncias da nossa lavoura, especialmente das províncias de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Bahia, e afianço que a crise será medonha. A verdade é que há de haver uma perturbação enorme na paz durante muitos anos”.
Alguns parlamentares defensores da escravidão tentaram dar um verniz humanista ao seu posicionamento conservador. “A proposta que se vai votar é inconstitucional, antieconômica e desumana”, afirmou o senador Paulino de Souza, em 12 de maio. Para Souza, ele mesmo um proprietário rural, a Lei Áurea era desumana “porque deixa expostos à miséria e à morte os inválidos, os enfermos, os velhos, os órfãos e crianças abandonadas da raça que quer proteger”, que uma vez libertos não contariam mais com a proteção do seu senhor.
O senador lança mão de uma comparação com a Revolução Francesa, que pôs fim à monarquia no país europeu, e aproveita para alfinetar seus colegas conservadores que apoiam a Lei: “Esse governo revolucionário [da França] não se animou a praticar o que em plena tranquilidade e em uma época regular, vai-se em poucas horas, praticar no Brasil, não sob a direção, mas com a cumplicidade de homens políticos que se dizem conservadores”. De acordo com Souza, “o Governo regular do Brasil que, em contraposição àquele Governo revolucionário, faz decretar, de um dia para outro, a abolição imediata, pura e simples, sem uma garantia para os proprietários, espoliando-os da propriedade legal”.
ALESSE, Gil. O discurso de medo na sessão do Senado que aprovou a abolição. El País: 2019. In: https://brasil.elpais.com/brasil/2019/11/15/politica/1573824412_841710.html (acesso em 14/11/2022).
“Um pouco mais da metade das fugas se originam em Manaus (52%). Outras cidades do interior da província também aparecem: lugares como Serpa, Silves, Tauapessassú, São José do Amatary e entre outras localidades do rio Madeira (especialmente ligadas à extração da seringa), respondem por grande parte das origens das fugas (28%) (...). Escravos e escravas, individual ou coletivamente, seguiram diversas direções pelo vale amazônico. Recuperando uma bela imagem proposta pelo historiador Flávio Gomes, a floresta tornou-se negra e as vilas e cidades da província também”.
(CAVALCANTE, Ygor Olinto Rocha. “Fugido, ainda que sem motivo: escravidão, liberdade e fugas escravas no Amazonas Imperial (c. 1850-c. 1888). In: MELO, Patrícia Alves (Org.). O fim do silêncio. Presença negra na Amazônia. Curitiba: Editora CRV, 2021. pp.46-47).
Considerando-se a análise do autor é correto afirmar que
"A guerra do Paraguai, ou a Guerra da Tríplice Aliança, ou mais propriamente a Guerra contra o Paraguai marca indelevelmente a História contemporânea da América Latina. Foi a maior guerra da História da América do Sul. Pode ser comparada - em violência, em extensão, mas não em seus resultados - à Guerra Civil que à mesma época viveram os Estados Unidos da América do Norte, com seus números assustadores: a Guerra Civil mobilizou cerca de 2,5 milhões de homens numa população de 33 milhões de habitantes".
Fonte: MOTA, C. G. História de um silêncio: a guerra contra o Paraguai (1864-1870): 130 anos depois. Estudos Avançados, 9, 24, 1995, p. 242).
Sobre a Guerra do Paraguai, assinale a alternativa INCORRETA:
I. Em 1542, o português Álvar Nuñez Cabeza de Vaca chegou ao Rio Iguaçu e, por ele, seguiu guiado por índios Pataxós, atingindo as Cataratas; evidencia o registro que ele foi o “descobridor” das quedas.
II. Em 1881, Foz do Iguaçu recebeu seus dois primeiros habitantes, o brasileiro Pedro Martins da Silva e o espanhol Manuel Gonzáles. Pouco depois chegaram os irmãos Goycochéa, que começaram a explorar a erva-mate. Oito anos após, foi fundada a colônia militar na fronteira – marco do início da ocupação efetiva do lugar por brasileiros e do que viria a ser o município de Foz do Iguaçu.
III. Em 22 de novembro de 1889, o Tenente Antônio Batista da Costa Júnior e o Sargento José Maria de Brito fundaram a Colônia Militar, que tinha competência para distribuir terrenos a colonos interessados.
IV. Em 1910, a Colônia Militar passou à condição de “Vila Iguassú”, distrito do município de Guarapuava. Dois anos depois, o Ministro da Guerra emancipou a Colônia, tornando-a um povoamento civil entregue aos cuidados do governo do Paraná, que criou, então, a Coletoria Estadual da Vila.
Está correto o que se afirma apenas em
1. Revolta da Cabanagem
2. Guerra dos Farrapos
3. Revolta dos Malês
4. Balaiada
( ) Revolta ocorrida em 1835, em Salvador. Teve participação de escravizados africanos, principalmente da área urbana. Considerada uma das principais revoltas escravas da história do Brasil, teve forte presença de elementos do islamismo e desencadeou uma intensificação do controle e da repressão sobre a população negra.
( ) Revolta ocorrida entre os anos de 1835-1840, na região sul do Brasil. Liderada por homens oriundos das camadas altas da sociedade rio-grandense, contou com a participação de trabalhadores livres e escravizados. Entre outras reivindicações, defendia o federalismo, como forma de garantir sua autonomia.
( ) Revolta ocorrida entre os anos de 1838-1841, iniciada no Maranhão e se espalhou para outras províncias da região. Teve participação de várias camadas sociais, como a classe média urbana, trabalhadores pobres, libertos e escravizados.
( ) Revolta ocorrida entre os anos de 1835-1840, na província do Grão-Pará, com grande participação das camadas populares. Entre outras reivindicações, encontramos a luta por melhores condições de vida. Foi uma das revoltas com maior número de mortos, contados aos milhares.
Assinale a opção que apresente a sequência correta, de cima para baixo.