Questões de Concurso
Comentadas sobre brasil monárquico – segundo reinado 1831- 1889 em história
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I. Em 4 de novembro de 1861, a Caixa Econômica do Império inaugurou sua primeira agência no Rio de Janeiro. Apenas doze dias depois, Margarida Luiza, uma mulher escravizada, abriu a caderneta de poupança nº 59 com um depósito de 50 mil réis. Documentos históricos revelam que pessoas escravizadas depositavam dinheiro em cadernetas de poupança e utilizavam esses recursos para comprar a própria liberdade. Essa ambiguidade jurídica refletia-se no sistema financeiro do Império. Enquanto bancos aceitavam pessoas escravizadas como garantia de crédito, a Caixa Econômica, mesmo sem previsão legal, permitia que elas depositassem economias para formar pecúlio. Com a anuência de seu escravizador, Joaquim José Madeira, Margarida Luiza, pode ter sido uma das primeiras mulheres escravizadas a abrir uma conta na Caixa Econômica do Império.
Adaptado de https://jornal.usp.br/diversidade/documentos-historicos-mostram como-pessoas-escravizadas-usavam-poupancas-de-bancos-para-comprar-a-propria alforria/
II. Art. 4º - É permitido ao escravo a formação de um pecúlio com o que lhe provier de doações, legados e heranças, e com o que, por consentimento do senhor, obtiver do seu trabalho e economias. O Governo providenciará nos regulamentos sobre a colocação e segurança do mesmo pecúlio.
Brasil. Lei nº 2.040, de 28 de setembro de 1871 (Lei do Ventre Livre).
A comparação entre os trechos evidencia uma mudança na situação jurídica das pessoas escravizadas. Assinale a opção que interpreta corretamente essa mudança.
A Guerra do Paraguai foi o conflito externo de maior repercussão para os países envolvidos, quer quanto à mobilização e perda de homens, quer quanto aos aspectos políticos e financeiros. O enfrentamento entre a Tríplice Aliança e o Paraguai tornou-se verdadeiro divisor de águas na história das sociedades desses países […], (Doratioto, F. Maldita guerra. São Paulo: Companhia das Letras, 2002, p. 17).
Identifique a alternativa correta, referente à historiografia sobre a Guerra do Paraguai ou Guerra da Tríplice Aliança.
Quando foi derrubada pelo golpe liderado por Deodoro da Fonseca, a Monarquia já era um regime que tinha perdido apoios fundamentais entre as elites civis e militares, (Napolitano, M. História do Brasil república. São Paulo: Contexto, 2018, p. 17).
A alternativa correta sobre os grupos descontentes com a Monarquia Brasileira, nas décadas finais do século XIX, é:
Com base no texto e nos conhecimentos sobre o Segundo Reinado, assinale a alternativa CORRETA:
I. O costume de alforriar escravos que apresentassem seu valor era largamente praticado, mas à revelia do Estado; não que o Estado se opusesse, mas porque não lhe era permitido sancioná-lo em lei, pela oposição daqueles mesmos que praticavam essa regra costumeira. Esse direito não existia em lei até 1871. É verdade que, antes dessa data, existiam circunstâncias excepcionais em que o Estado intervinha concedendo alforrias, mas, de qualquer forma, indenizavam-se os senhores, e cabia a estes a concessão da carta de alforria.
Adaptado de CUNHA, Manuela da. Antropologia do Brasil. Mito, história, etnicidade. São Paulo: Brasiliense, 1987, pp.124-125.
II. O tribunal, seja atuando de acordo com o costume, seja agindo segundo as normas de direito ou a consciência de seus membros, manteve uma posição que realmente interferiu nos destinos de senhores e escravos que a ele recorriam. Ações de liberdade, seus procedimentos e seus resultados, não eram uma prática anormal no Estado imperial brasileiro, mesmo que o acesso de escravos ao sistema judiciário tenha sido tão restrito.
Adaptado de GRINBERG, Keila. Liberata. a lei da ambiguidade - as ações de liberdade da corte de apelação do Rio de Janeiro no século XIX. Rio de Janeiro: Centro Edelstein de Pesquisa Social, 2010, p. 25.
Com base nos trechos, assinale a opção que apresenta corretamente a interpretação dos autores sobre a conquista da liberdade por pessoas escravizadas no Brasil imperial.
(A Actualidade, Rio de Janeiro, 10 de maio de 1862.)
O trecho acima expressa uma percepção presente em parte da imprensa brasileira oitocentista acerca das relações entre governo, liberdade e opinião pública. A leitura desse fenômeno histórico permite concluir que os periódicos do período:
A crise do trabalho escravo no Segundo Reinado e o abolicionismo em Pernambuco
A partir da segunda metade do século XIX, o sistema escravista brasileiro entrou em uma crise estrutural, intensificada por transformações econômicas, pressões internacionais, mudanças no pensamento político liberal e pelo crescimento do movimento abolicionista. No contexto do Segundo Reinado, a escravidão passou a ser cada vez mais questionada, tanto por sua inviabilidade econômica quanto por seu caráter moralmente incompatível com os ideais de progresso e civilização difundidos no período.
Na província de Pernambuco, o abolicionismo ganhou força especialmente nas décadas de 1870 e 1880, articulando setores urbanos, intelectuais, jornalistas, estudantes e trabalhadores livres. Destacou-se nesse cenário o Clube do Cupim, organização que atuava de forma direta na desagregação prática do sistema escravista, promovendo fugas, comprando alforrias e incentivando a resistência dos escravizados. O nome “Cupim” simbolizava justamente a ideia de corroer a escravidão por dentro, enfraquecendo suas bases sociais e econômicas.
Paralelamente às ações locais, o movimento abolicionista brasileiro contou com lideranças de projeção nacional, entre as quais se destacou Joaquim Nabuco, pernambucano, intelectual e parlamentar. Nabuco defendia a abolição não apenas como medida jurídica, mas como um projeto de transformação social, argumentando que a escravidão comprometia o desenvolvimento político, econômico e moral do Brasil. Sua atuação combinou ação parlamentar, produção intelectual e articulação internacional, sendo central para a consolidação do abolicionismo como causa nacional.
Considerando a crise do trabalho escravo no Brasil a partir da segunda metade do século XIX, as ações do movimento abolicionista — incluindo iniciativas como o Clube do Cupim, em Pernambuco, e a atuação política de Joaquim Nabuco.
Considerando o processo de modernização econômica ocorrido no Brasil durante o Segundo Reinado, analise a relação entre a expansão da economia cafeeira (“ouro verde”) e o chamado primeiro surto industrial, associado à Era Mauá, no contexto do governo de Dom Pedro II.
Assinale a alternativa CORRETA.
I. O estopim do conflito esteve diretamente ligado à intervenção militar brasileira no Uruguai em 1864 para depor o governo de Bernardo Berro (do partido Blanco), o que contrariou os interesses geopolíticos de Solano López.
II. A Tríplice Aliança, formalizada por meio de tratado em 1865, uniu militarmente os governos do Brasil, da Argentina e do Uruguai contra o regime paraguaio.
III. Para contornar a escassez de contingente militar no início do conflito, o Império brasileiro instituiu os corpos de "Voluntários da Pátria", recorrendo também à promessa de alforria para escravizados que aceitassem lutar no front.
IV. Internamente, a vitória militar brasileira contribuiu para consolidar o apoio incondicional do Exército à Monarquia, retardando o avanço das ideias republicanas e abolicionistas nos quartéis até o final da década de 1880.
É correto o que se afirma em:
(FAUSTO, Boris. História do Brasil. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2006. p. 186-187)
Assim, assinale a opção que apresenta esse fator.
(FRAGOSO, João Luis. A economia brasileira no século XIX: mais do que uma plantation escravista-exportadora. In: LINHARES, Maria Yedda. História Geral do Brasil. Rio de Janeiro: Campus. 1990.)
Com base nessas informações, assinale a opção que apresenta dois desses elementos que surgiram em 1850 para melhor compreensão da economia escravista ao longo do século XIX até 1888.
(FAUSTO, Boris. História do Brasil. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2006. p. 221-222)
Com base nessas informações, assinale a opção que apresenta uma dessas controvérsias.