Questões de Concurso
Comentadas sobre brasil monárquico – segundo reinado 1831- 1889 em história
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(FERREIRA, Jurandyr Pires (Org.). Enciclopédia dos municípios brasileiros. Rio de Janeiro/Distrito Federal: Oficinas do Serviço Gráfico do IBGE, 1957. p. 53.)
A consolidação de estruturas político-administrativas em localidades do Brasil oitocentista pode ser analisada à luz das relações entre formação estatal, disputas entre grupos dirigentes e inclusão dessas dinâmicas no quadro mais amplo da sociedade imperial. No caso de Camboriú, tais elementos permitem problematizar a atuação de correntes políticas e seus vínculos com interesses socioeconômicos dominantes. Considerando essas dimensões, examine as afirmativas a seguir e identifique aquela que apresenta formulação historicamente correta.
A construção do Estado imperial ocorreu em meio a disputas sobre distribuição de poder, representação e relações entre a Corte e as províncias. As instituições definidas no período procuraram organizar politicamente um território marcado por interesses regionais e por diferentes formas de participação social.
Considerando esse contexto, qual alternativa estabelece corretamente a relação entre Estado e sociedade no Império?
“[...] não ignora ser este Destrito pobre de jente, e alguas Pessoas que restão tem andado empregadas em abater a furia destruidora dos malditos Coilombeiros [...] Sendo certo que tudo sabem e sem receio girão pela Costa da Serra atacando aos Moradores tanto de Noite, como de Dia [...] e immediatamente a imvestirão Fazenda do Salso tendo-a imvadido toda a Noite arrombando-lhe o Portam, e com descarga e gritarias continuadas quebrando-lhe as vidraças e janellas [...].”
RODRIGUES FILHO, Balthazar José. Ofício a Domingos José de Almeida. Freguesia do Boqueirão, 22 jul. 1836. Arquivo Histórico do Rio Grande do Sul, Coleção Varela, CV-7936. In: ARQUIVO HISTÓRICO DO RIO GRANDE DO SUL. Anais do Arquivo Histórico do Rio Grande do Sul. Porto Alegre: AHRS, ano. v. 18, p. 183–184.
Considerando o lugar social do autor do documento e as discussões historiográficas sobre a escravidão e a resistência negra no período, o relato evidencia a
(__)A expansão cafeeira relacionou-se à escravidão e à inserção externa da economia, produzindo efeitos sobre infraestrutura, crédito e organização social em diferentes regiões.
(__)A estabilidade institucional do Segundo Reinado suprimiu conflitos provinciais e disputas entre grupos políticos, estabelecendo consenso duradouro em torno da centralização monárquica.
(__)A escravidão integrou dimensões econômicas, sociais e políticas do Império, e sua crise produziu repercussões que ultrapassaram a organização do trabalho.
(__)A ampliação do trabalho livre dissolveu a estrutura fundiária herdada do período colonial, promovendo redistribuição da propriedade como consequência da transição laboral.
(__)A construção do Estado imperial combinou centralização política e negociação com interesses regionais, configurando relações variáveis entre governo central e elites provinciais.
A sequência correta, de cima para baixo, é:
Considerando o processo histórico da abolição e seus desdobramentos sociais, qual alternativa apresenta uma interpretação correta?
Sobre esses marcos, julgue as afirmativas a seguir em verdadeiras (V) ou falsas (F).
(__)A Independência do Brasil foi proclamada em 1822, em território do atual estado de São Paulo.
(__)A Lei Áurea, que extinguiu a escravidão no país, foi assinada em 1888.
(__)A Proclamação da República antecedeu a assinatura da Lei Áurea.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo.
A Lei Áurea, sancionada em 13 de maio de 1888, extinguiu juridicamente a escravidão no Brasil. Entretanto, a compreensão histórica desse acontecimento exige considerar tanto o processo que antecedeu a abolição quanto as condições sociais enfrentadas pela população negra após o fim legal do regime escravista.
Considerando esse processo histórico, analise as afirmativas a seguir.
I - A abolição da escravidão no Brasil resultou de um processo histórico que envolveu diferentes fatores e agentes, entre eles a resistência da população escravizada, o movimento abolicionista e transformações políticas, sociais e econômicas ocorridas no século XIX.
II - A assinatura da Lei Áurea assegurou à população anteriormente escravizada políticas amplas e imediatas de acesso à terra, educação e inserção econômica, eliminando as principais desigualdades decorrentes do período escravista.
III - A existência de leis anteriores a 1888, como a Lei do Ventre Livre e a Lei dos Sexagenários, evidencia que o processo jurídico de desestruturação da escravidão ocorreu também por medidas anteriores à abolição definitiva.
IV - O fim jurídico da escravidão não significou o desaparecimento imediato das desigualdades sociais e raciais construídas durante séculos de escravização.
Está correto o que se afirma em:
Considerando as particularidades desses processos históricos em Santa Catarina, qual interpretação estabelece corretamente uma diferença entre eles?
Os administradores Couto de Magalhães e Aristides de Souza Spínola ficaram impressionados com o número de moléstias reinantes na Cidade de Goiás na segunda metade do século XIX. (...) Na opinião de Magalhães, nenhum indivíduo sadio poderia ser encontrado na capital da Província.
MAGALHÃES, Sônia Maria de. Males do Sertão: alimentação, saúde e doenças em Goiás no século XIX. 2ª edição. São Paulo: Intermeios, 2024, p. 22.
O estudo histórico sobre a saúde em Goiás evidencia que
Em janeiro de 1884, o jornal Gazeta da Tarde promoveu um debate em torno da seguinte questão: "A mulher brasileira é escravocrata?".
Leia os trechos a seguir, extraídos dos artigos publicados nessa ocasião.
I. A mulher brasileira nasceu entre os escravos e foi alimentada com o leite da escrava. O seu berço foi embalado ao som dos cantos pungentes da escravidão. Cresceu e identificou-se com esse monstruoso crime. E hoje julga a escravidão um direito legítimo. Pode a mulher brasileira, nestas condições, estar livre da lepra que corrói o nosso corpo social? É porventura ela culpada do nosso mal? Não.
Adaptado de CLAPP, João. “A mulher brasileira é escravocrata?”, Gazeta da Tarde, 19 de janeiro de 1884, p. 1.
II. A mulher brasileira é escravocrata? Muito. Ninguém o é tanto. E como poderia ser diferente, se a mulher brasileira caminha com sessenta anos de atraso? Se, enquanto nós estamos munidos de ciência, a mulher arrasta-se ainda nas brumas do romantismo, crê no diabo e, em vez de responder pelos seus atos, lança tudo na conta da fatalidade. Conheci muitas senhoras honestas como esposas, com seus parentes e amigos, mas verdadeiramente perversas quanto aos escravos. Lhes metem o chicote como se estivessem cumprindo um destino decretado pelos céus.
Idem, p. 2.
Com base nos trechos, e considerando os argumentos apresentados pelos autores sobre a relação entre mulheres e a escravidão no Brasil do século XIX, é correto afirmar que ambos