Assinale a alternativa que indica a primeira Província brasi...
A crise do trabalho escravo no Segundo Reinado e o abolicionismo em Pernambuco
A partir da segunda metade do século XIX, o sistema escravista brasileiro entrou em uma crise estrutural, intensificada por transformações econômicas, pressões internacionais, mudanças no pensamento político liberal e pelo crescimento do movimento abolicionista. No contexto do Segundo Reinado, a escravidão passou a ser cada vez mais questionada, tanto por sua inviabilidade econômica quanto por seu caráter moralmente incompatível com os ideais de progresso e civilização difundidos no período.
Na província de Pernambuco, o abolicionismo ganhou força especialmente nas décadas de 1870 e 1880, articulando setores urbanos, intelectuais, jornalistas, estudantes e trabalhadores livres. Destacou-se nesse cenário o Clube do Cupim, organização que atuava de forma direta na desagregação prática do sistema escravista, promovendo fugas, comprando alforrias e incentivando a resistência dos escravizados. O nome “Cupim” simbolizava justamente a ideia de corroer a escravidão por dentro, enfraquecendo suas bases sociais e econômicas.
Paralelamente às ações locais, o movimento abolicionista brasileiro contou com lideranças de projeção nacional, entre as quais se destacou Joaquim Nabuco, pernambucano, intelectual e parlamentar. Nabuco defendia a abolição não apenas como medida jurídica, mas como um projeto de transformação social, argumentando que a escravidão comprometia o desenvolvimento político, econômico e moral do Brasil. Sua atuação combinou ação parlamentar, produção intelectual e articulação internacional, sendo central para a consolidação do abolicionismo como causa nacional.
Considerando a crise do trabalho escravo no Brasil a partir da segunda metade do século XIX, as ações do movimento abolicionista — incluindo iniciativas como o Clube do Cupim, em Pernambuco, e a atuação política de Joaquim Nabuco.