Questões de Concurso Comentadas sobre geografia
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Considere o texto sobre a hierarquia urbana brasileira.
A hierarquia urbana é um modelo hierárquico entre as cidades. Ela determina a estrutura econômica em diversas escalas de organização (e posições), o que cria uma rede de ligações e influências entre os centros urbanos do mundo (pequenas, médias e grandes cidades). No Brasil, podem-se identificar metrópoles, capitais regionais, centros sub-regionais, centros de zona e centros locais.
Disponível em: https://www.todamateria.com.br/hierarquia-urbana/. Acesso em: 15 nov. 2023. Adaptado.
Na Região Sudeste, é classificado como centro sub-regional:
Considere o texto sobre o processo de urbanização.
Uma fobópole é uma cidade dominada pelo medo da criminalidade violenta. A criminalidade violenta, especialmente aquela vinculada a razões econômicas (roubos, latrocínios etc.), tem sido um marco muito comum das cidades ao longo da história, mas não chegava a sobressair tanto assim em comparação com muitas outras preocupações, como fome, doenças e a violência decorrente de guerras constantes.
SOUZA, M. Fobópole. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2008, p. 37-8. Adaptado.
O conceito urbano descrito remete-se diretamente ao problema socioespacial de
Considere o texto a seguir.
A ordem global busca impor, a todos os lugares, uma única racionalidade. E os lugares respondem ao Mundo segundo os diversos modos de sua própria racionalidade. A ordem global serve-se de uma população esparsa de objetos regidos por essa lei única que os constitui em sistema. A ordem local é associada a uma população contígua de objetos, reunidos, pelo território e como território, regidos pela interação. A ordem global é “desterritorializadora”, no sentido que separa o centro da ação e a sede da ação. Seu “espaço”, movediço e inconstante, é formado de pontos, cuja existência formal é dependente de fatores externos. A ordem local, que “reterritorializa”, é a do espaço banal, porque reúne numa mesma lógica interna todos os seus elementos: homens, empresas, instituições, formas sociais e jurídicas e formas geográficas.
SANTOS, M. A Natureza do Espaço. São Paulo: Hucitec, 1996, p. 272. Adaptado.
O argumento do autor baseia-se na concepção integral de espaço como um conjunto indissociável de:
Considere o texto sobre reserva extrativista.
A Resex – concebida pelo Movimento Social dos Seringueiros no Acre – tem sido considerada por diferentes frações da sociedade brasileira e por grupos internacionais como estratégia de relevante importância para a preservação produtiva da Amazônia. É extensa a área geográfica coberta pelos projetos oficiais de reserva extrativista no Brasil, tanto na esfera federal como na estadual – o que corresponde a mais de 7 milhões de hectares –, assim como é grande a magnitude da população diretamente envolvida.
BECKER, O. A reserva extrativista como instrumento de gestão territorial e ambiental. In. Steinberg, M. (Org.). Território, Ambiente e Políticas Públicas Espaciais. Brasília: Paralelo 15 e LGE, 2006, p. 349-50. Adaptado.
A Resex constitui uma estratégia geográfica que visa diretamente à:
Considere o texto sobre a evolução do pensamento geográfico.
A obra de Ratzel serviu para reter o interesse ainda mais firmemente sobre os estudos sistemáticos, e continuou-se a dispensar pouca atenção à geografia regional. São La Blache e Hettner que farão a tentativa de retomar o tema regional. La Blache numa perspectiva uniqueísta e Hettner na perspectiva relacional. Uma distinção precisava ser evidenciada, aquela entre o olhar regional fracionário de La Blache, inspirado numa concepção isolacionista de região, um caso de singularidade, e o olhar corológico de Hettner.
MOREIRA, R. Para Onde vai o Pensamento Geográfico? São Paulo: Contexto, 2006, p. 33. Adaptado.
Na geografia de Alfred Hettner, a região era concebida na seguinte perspectiva:
Considere o texto sobre o conceito de região.
Uma perspectiva do fenômeno regional está presente na leitura daqueles que tomam como ponto de partida a análise do discurso e propõem tratar a região sobretudo a partir de um processo de “invenção”. É o caso de Durval de Albuquerque Júnior em sua obra A Invenção do Nordeste, na qual afirma que uma dada região, como a própria ideia de região, é “uma invenção histórica”. Assim, o Nordeste do autor enquanto região é inventado, emergindo na paisagem imaginária do país. Como afirma o autor, “ao mesmo tempo que inventavam o Nordeste, iam se inventando como sujeitos nordestinos”.
HAESBAERT, R. Regional-Global. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2010, p. 68-69. Adaptado.
No texto acima, o fenômeno regional é tratado a partir do conceito de:
Considere o texto sobre a geografia e seus conceitos.
A geografia se torna humanista ao reivindicar a agência do indivíduo na criação de seu próprio mundo. Nesse mundo construído, as relações entre a sociedade e o entorno se consideram em termos de espaço vivido, dotando alguns pontos do espaço de significados e representações, especificando-os conceitualmente. Com esses espaços vividos, os indivíduos podem estabelecer relações afetivas que Yi-Fu Tuan designou de topofilia.
PÉREZ GAÑAN, R. La Geografía en 100 Preguntas. Madri: Nowtilus, 2021, p. 236. Adaptado.
O conceito geográfico especificado no texto é:
Considere o texto sobre a evolução do pensamento geográfico.
A evolução do pensamento geográfico contém um momento de crise em que os autores propunham uma ótica prospectiva que instrumentalizasse uma geografia aplicada, contrapondo-se à ótica retrospectiva da geografia tradicional. A finalidade explícita era criar uma tecnologia geográfica, um móvel utilitário. Para substantivar a sua proposta, os autores lançaram mão de métodos matemáticos e se alinharam à teoria geral dos sistemas. A geografia tornava-se, assim, compatível com uma modelística.
MORAES, A. Geografia. Pequena história crítica. São Paulo: Hucitec, 1991, p. 102. Adaptado.
O texto remete-se a aspectos teóricos e metodológicos que caracterizam a Geografia:
“Cidadão”, Zé Geraldo.
A música cidadão do compositor Zé Geraldo, ganha êxito em 1979, na voz do cantor Zé Ramalho, sendo uma releitura da urbanização brasileira por:
“A paisagem nada tem de fixo, de imóvel. Cada vez que a sociedade passa por um processo de mudança, a economia, as relações sociais e políticas também mudam, em ritmos e intensidades variados. A mesma coisa acontece em relação ao espaço e à paisagem que se transforma para se adaptar às novas necessidades da sociedade.” (SANTOS, 1997, p. 37)
SERPA, A. Milton Santos e a paisagem: parâmetros para a construção de uma crítica da paisagem contemporânea. Paisagem Ambiente: Ensaios – N. 27 – São Paulo – p. 131 -138. 2010.
De acordo com o texto, a paisagem resulta sempre de:
1. Propriedades individuais.
2. Propriedades cooperadas e de sociedade.
3. Propriedades coletivas.
( ) Pertencem ao grupo social ou ao Estado.
( ) Pertencem a um único proprietário.
( ) Pertencem a mais de uma pessoa e pode assumir as mais diversas formas.
A sequência está correta em
I. A escassez de água atinge um grande quantitativo de pessoas em todo o mundo.
II. A interação entre clima e fisiografia não influi na disponibilidade de água em uma região.
III. Fornecer água potável para todos é o grande desafio da humanidade para os próximos anos.
IV. A má distribuição de recursos hídricos se dá apenas espacialmente.
V. Se dividirmos globalmente a água existente no Planeta por toda a sua população não haveria escassez de água.
Está correto o que se afirma em
I. Seu representante definiu o objeto geográfico como o estudo da influência que as condições naturais exercem sobre a humanidade. Estas influências atuariam primeiro na fisiologia (somatismo) e na psicologia (caráter) dos indivíduos, e, através destes, na sociedade. Em segundo lugar, a natureza influenciando a própria constituição social, pela riqueza que propicia, através dos recursos do meio em que está localizada a sociedade. A natureza também atuaria na possibilidade de expansão de um povo, obstaculizando-a ou acelerando-a.
II. Seu representante definiu o objeto da geografia como a relação homem e natureza, na perspectiva da paisagem. Colocou o homem como um ser ativo, que sofre influência do meio, porém que atua sobre este, transformando-o. Observou que as necessidades humanas são condicionadas pela natureza, e que o homem busca soluções para satisfazê-las nos materiais e nas condições oferecidas pelo meio.
Os dois excertos tratam de duas escolas da geografia que são, respectivamente,
(Antônio Carlos Robert Moraes. Geografia: pequena história crítica. Editora Hucitec. São Paulo, 1996. Adaptado.)
Quais autores listados a seguir contribuíram com as primeiras colocações para a sistematização da geografia?