Questões de Concurso
Sobre geografia cultural em geografia
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Além da capital do estado amazonense, o mapa registra
importante centro cultural, que é a cidade de
RELPH, E. Reflexões sobre a emergência, aspectos e essência de lugar. In: Marandola Jr., E. et al (Org.). Qual o espaço do lugar? São Paulo: Perspectiva, 2012, p. 30.
No texto acima, o lugar é conceituado especificamente dentro de uma abordagem
COSGROVE, D. A geografia está em toda parte: cultura e simbolismo nas paisagens humanas. In: Corrêa, R. e Rosendhal, Z. (Org.).Paisagem, tempo e cultura. Rio de Janeiro: EDUERJ, 1998. Adaptado.
Nessa abordagem da geografia cultural, o tipo mencionado acima é denominado paisagem
RICKLEFS, R. A economia da natureza. Rio de Janeiro:Guanabara Koogan, 2003, p. 371. Adaptado.
Do ponto de vista acima, as fronteiras dessas comunidades são denominadas

Com relação aos assuntos abordados no texto acima, julgue os itens seguintes.
Sertão das águas (fragmentos)
Milton NascimentoVem e me abraça me leva pra beira do igarapé, mapas escorrem das mãos .......................................
remansos e correnteza. Sertão das Águas, ............................
pode chover se quiser. ..................................
sertão veredas do Grão-Pará. Sertão canoa das populações ribeirinhas que vivem dos frutos da mata e que não podem a floresta ver destruída. Não venha o fogo queimar, nem trator correr, arrastar pra que a vida queira pulsar e correr.
O grito dessas pessoas no fundo dos seringais, devia ser escutado em Beléns e Manais. ..................................
O poema acima expressa um protesto veemente contra a destruição da Amazônia. A partir da interpretação do mesmo e dos seus conhecimentos geográficos, considera-se uma verdade sobre este fato:
Os livros didáticos muitas vezes apresentam o Nordeste brasileiro como uma região de “perdas” e de eternos problemas climáticos. Ainda que essa afirmação seja válida para identificar algumas questões socioespaciais e econômicas nordestinas, a diversidade socioeconômica e geográfica da região indica outros aspectos importantes do quadro regional, como é o caso do(da, dos)
“A indústria do turismo transforma tudo o que toca em artificial, cria um mundo fictício e mistificado de lazer, ilusório, onde o espaço se transforma em cenário para o "espetáculo", para uma multidão amorfa mediante a criação de uma série de atividades que conduzem à passividade, produzindo apenas a ilusão da evasão, e, desse modo, o real é metamorfoseado, transfigurado, para seduzir e fascinar. Aqui, o sujeito se entrega às manipulações, desfrutando a própria alienação e a dos outros. O espaço produzido pela indústria do turismo perde o sentido, é o presente sem espessura, quer dizer, sem história, sem identidade; nesse sentido, é o espaço do vazio.” (YÁZIGI, Eduardo; CARLOS, Ana Fani Alessandri; CÁSSIA, Rita de; CRUZ, Ariza da. (orgs.), p. 25-39, 1999.) O texto acima faz referência a um
O sertão retratado por Guimarães Rosa na obra “Grande Sertão: Veredas" mantém a dimensão complexa e migrante do termo. Grande, fugidio e “sem lugar", é fortemente marcado pela geografia e clima do cerrado, pela bacia do Rio São Francisco, pelo tráfego intenso de tropeiros e pelo apogeu e declínio da jagunçagem, entre o fim do século dezenove e o início do século vinte.
(Adaptado de http://www.revistasagarana.com.br/revista30/grandesertao.htm)
Na perspectiva da Geografia, a obra de Guimarães Rosa, embora literária, pode ser entendida como uma forma de
As mudanças no mundo do trabalho, na concepção de escola e na relação ensino-aprendizagem, bem como o intenso processo de industrialização e urbanização, influenciaram o currículo da geografia brasileira a partir da década de 1970, o que fez emergir, na década seguinte, uma geografia escolar preocupada com
Yves Lacoste, em seu livro “A Geografia: isso serve, em primeiro lugar, para fazer a guerra”, tece uma crítica ao que ele denomina “Geografia dos Professores”. De acordo com o autor, essa Geografia, ao reproduzir os conhecimentos geográficos nas escolas,
Ruy Moreira, no livro O pensamento geográfico brasileiro: as matrizes da renovação (2009), destaca como autores que influenciaram a renovação da geografia brasileira, os seguintes:
I - Representando uma renovação, efetua uma crítica apenas à insuficiência da análise tradicional, não indo aos fundamentos e à sua base social, propondo uma ótica prospectiva com a finalidade de atuar no planejamento estatal.
II - Fundamentada no positivismo, privilegia a descrição, a enumeração e a classificação dos fatos, em que o homem seria um elemento a mais na paisagem.
III - Com enfoque predominante na relação formada entre espaço e cultura, está assentada na subjetividade, na experiência, na intuição e nos sentimentos, colocando o homem no centro do debate científico.
IV - Desenvolvendo uma prática de contestação radical ao que existia até então, seus autores postulam um posicionamento de transformação da realidade e assumem um conteúdo político na análise científica.
Dentre as caracterizações acima, aquelas que correspondem às correntes de pensamento da Geografia Humanística e da Geografia Crítica, respectivamente, são as descritas APENAS em
reconhecimento e o registro da diversidade cultural, nesse e em
outros domínios das práticas culturais, e sim a busca do significado
de tais comportamentos: são experiências humanas - de
sociabilidade, de trabalho, de entretenimento, de religiosidade -
e que só aparecem como exóticas, estranhas ou até mesmo
perigosas quando seu significado é desconhecido. O processo de
acercamento e descoberta desse significado pode ser trabalhoso,
mas o resultado é enriquecedor, permite conhecer e participar de
uma experiência nova, compartilhando-a com aqueles que a vivem
como se fosse "natural", posto que se trata de sua cultura.
J. G. C. Magnani. Quando o campo é a cidade: fazendo
antropologia na metrópole. 1996 (com adaptações).
Com base no texto acima, julgue o item a seguir.
reconhecimento e o registro da diversidade cultural, nesse e em
outros domínios das práticas culturais, e sim a busca do significado
de tais comportamentos: são experiências humanas - de
sociabilidade, de trabalho, de entretenimento, de religiosidade -
e que só aparecem como exóticas, estranhas ou até mesmo
perigosas quando seu significado é desconhecido. O processo de
acercamento e descoberta desse significado pode ser trabalhoso,
mas o resultado é enriquecedor, permite conhecer e participar de
uma experiência nova, compartilhando-a com aqueles que a vivem
como se fosse "natural", posto que se trata de sua cultura.
J. G. C. Magnani. Quando o campo é a cidade: fazendo
antropologia na metrópole. 1996 (com adaptações).
Com base no texto acima, julgue o item a seguir.
O Dicionário Cartográfico do Prof. Cêurio de Oliveira, uma importante publicação do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística na década de 80 do século passado, diz que o vocábulo cartografia foi criado pelo historiador português Visconde de Santarém, em carta de 8 de dezembro de 1839, escrita em Paris, e dirigida ao historiador brasileiro Adolfo Varnhagem.
O termo usado antes da divulgação e consagração do termo cartografia era:
Sendo assim,marque a alternativa correta.