Questões de Concurso
Sobre motricidade orofacial em fonoaudiologia
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I. A dificuldade na apraxia de fala é acompanhada de fraqueza ou lentidão significante ou incoordenação da musculatura da fala nos movimentos reflexos ou automáticos. Dessa forma, a avaliação deve verificar os movimentos isolados e alternados, envolvendo a musculatura da face e a inteligibilidade da fala.
II. Apesar dos quadros variáveis, a maior parte dos pacientes com apraxia de fala apresenta características que são mais comumente observadas, como imprecisão na articulação das consoantes, monoaltura, monointensidade e velocidade lenta de fala.
III. A conduta terapêutica nas disartrias deve incluir os princípios do tratamento neuromuscular em sessões estruturadas, durante as quais as estratégias de maximização da fala deverão ser reforçadas. Os princípios da aprendizagem motora referem-se à prática, estruturando-a em quantidade; distribuição; variabilidade; e, programação/planejamento.
Está correto o que se afirma em
I. As dificuldades de programação de posição e sequência dos movimentos ocorrem juntamente com alterações nos sistemas motores e sensoriais. Assim, em um paciente apráxico, um movimento pode ser realizado voluntariamente, mas não automaticamente. Essa dificuldade não é acompanhada por fraqueza ou lentidão significativa, ou incoordenação desses músculos nos movimentos reflexos ou automáticos.
II. As limitações quanto à direção, extensão ou incoordenação dos movimentos articulatórios, lentidão e debilidade significante não são fatores importantes que acompanhem essa alteração. A apraxia da fala inclui dificuldades mais específicas, envolvendo os movimentos musculares para a fala, em que a programação e o planejamento da sequência dos movimentos articulatórios encontram-se prejudicados e o paciente demonstra dificuldade mais antecipatória do que perseverativa, no autocontrole produtivo dos movimentos relacionados à fala.
III. A apraxia de fala é resultante de uma lesão focal na área de Broca ou no córtex sensoriomotor do hemisfério esquerdo, que impede o planejamento dos movimentos da fala na presença de um sistema muscular essencialmente intacto. Dependendo das áreas cerebrais que forem atingidas, a apraxia da fala pode aparecer isolada ou associada a outros comprometimentos como: afasias (principalmente a de Broca); disartrias; outros tipos de apraxias (buco-línguo-facial, de vestir, construtiva, ideacional, ideomotora); além de dificuldades na percepção auditiva.
IV. Os pacientes com apraxia da fala demonstram, geralmente, comprometimento primariamente na articulação, com alterações na sequência dos movimentos musculares para a produção automática dos fonemas. As anormalidades prosódicas são usualmente secundárias às dificuldades articulatórias, caracterizadas por uma fala mais lenta que o normal, com escassez de padrões de entonação; porém, ritmo e melodia adequados. A falta da fluência na fala é primariamente causada por pausas e hesitações, que ocorrem na tentativa de produzir corretamente as palavras, surgindo como uma forma de compensação da contínua dificuldade na articulação.
Está correto o que se afirma em
I. Sabe-se que o processo fonoarticulatório em pacientes com disartria tende a ser prejudicado e, apesar da variação dos quadros, é comum encontrar nos pacientes: diminuição da velocidade da fala; imprecisão articulatória; fala lenta e irregular; monoaltura; e, monointensidade.
II. Em pacientes neurológicos, o comprometimento geralmente se encontra na amplitude do movimento e na regularidade dos ciclos respiratórios. As alterações do padrão respiratório abrangem o início da emissão, após o início da fase expiratória. Em relação à média da velocidade da respiração dos pacientes disártricos, relatos indicam que o cérebro promove, em média, uma inspiração a cada cinco segundos, ou seja, doze ciclos por minuto, enquanto indivíduos disártricos podem apresentar entre doze a vinte ciclos.
III. As alterações de ressonância são frequentemente observadas nos pacientes disártricos e refletem os distúrbios fisiopatológicos que envolvem lentidão, fraqueza, incoordenação e tônus inadequado do mecanismo velofarígeo. A hiponasalidade também é frequente nesses pacientes. É importante destacar que as percepções de nasalidade são influenciadas pela disfunção velofarígea e, dificilmente, são relacionadas a distúrbios de outros mecanismos de produção de fala que possam causar hipernasalidade.
IV. Há poucas evidênciassobre as anormalidades prosódicas associadas à disartria. Geralmente, os indivíduos apresentam proporção adequada ou menor de pausas entre as palavras. As dificuldades articulatórias são as características predominantemente mais desviadas, afetando, principalmente, a produção das consoantes e vogais.
Está correto o que se afirma em
Coloque (V) para verdadeiro e (F) para falso quanto às seguintes proposições sobre os transtornos fonológicos:
( ) Podem ser encontradas alterações classificadas como: omissões, substituições e distorções.
( ) Alteração na produção de fala quanto à codificação e planejamento dos sons, mas não na execução do movimento.
( ) Risco para apresentar dificuldades no aprendizado da linguagem escrita.
( ) Alteração miofuncional oral, ou seja, um comprometimento motor que possui uma causa orgânica porém, com boa codificação do planejamento fonológico.
Assinale a alternativa que contempla a ordem CORRETA:
Marque a opção que preenche corretamente a lacuna.