Questões de Concurso
Sobre linguagem e fala em fonoaudiologia
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( ) Consiste em uma disfunção de linguagem que pode envolver deficiência na compreensão ou expressão de palavras ou equivalentes não verbais de palavras.
( ) O diagnóstico é clínico, incluindo geralmente testes neuropsicológicos, com imagem do encéfalo (TC, RM) para identificar a causa.
( ) Não há tratamento específico, mas a fonoaudiologia pode promover a recuperação.
( ) Pacientes com afasia de Wernicke pronunciam fluentemente as palavras, incluindo fonemas sem sentido, mas não sabem seu significado ou suas relações.
Assinale a alternativa que contém a sequência CORRETA.
A. Hemoglobina / B. Alvéolos pulmonares / C. Amígdalas / D. Concha nasal inferior / E. Corniculadas / F. Hipofaringe / G. Adenoide.
Considere as afirmativas abaixo:
1. A disortia pode ser causada por distúrbios neurológicos que afetam os músculos envolvidos na articulação da fala, resultando em distorções fonéticas.
2. A terapia pode incluir técnicas de relaxamento muscular e controle respiratório para reduzir o impacto dos espasmos na produção vocal.
3. O uso de dispositivos de comunicação aumentativa e alternativa (CAA) pode ser necessário para pacientes com distonia severa que compromete a inteligibilidade da fala.
4. A intervenção farmacológica com toxina botulínica pode ser considerada como um tratamento adjuvante para reduzir os espasmos vocais em casos graves.
5. A intervenção fonoaudiológica deve focar na adaptação de estratégias compensatórias para maximizar a eficácia da comunicação, mesmo em casos de distonia persistente.
Alternativas:
Considere as afirmativas abaixo
1. A disfonia pode ser resultado de abuso vocal, que leva a lesões como nódulos vocais, comuns em profissionais que utilizam a voz excessivamente.
2. A terapia vocal deve incluir técnicas de higiene vocal, como hidratação adequada, repouso vocal e redução de comportamentos prejudiciais, como gritar ou sussurrar.
3. A fonoaudiologia deve priorizar o fortalecimento das pregas vocais através de exercícios de emissão vocal de alta intensidade para prevenir a recorrência da disfonia.
4. A avaliação por videolaringoestroboscopia é fundamental para diagnosticar alterações nas pregas vocais e direcionar o tratamento.
5. A intervenção deve incluir o recondicionamento vocal, com exercícios que promovem a economia de esforço durante a fala.
Alternativas:
Considere as afirmativas abaixo:
1. A apraxia de fala em crianças é uma condição neurológica que afeta a habilidade de planejar e programar os movimentos articulatórios, sem comprometimento muscular ou neuromuscular.
2. A intervenção deve focar em repetição massiva de palavras e frases para ajudar a criança a internalizar os padrões motores necessários para a fala.
3. O uso de estímulos visuais e táteis pode ser eficaz para melhorar a precisão da produção fonêmica em crianças com apraxia de fala.
4. A reabilitação deve priorizar o trabalho em sons isolados, antes de avançar para combinações mais complexas, como sílabas e palavras.
5. A melhora na inteligibilidade da fala é frequentemente lenta e requer intervenções prolongadas e intensivas.
Alternativas:
1. A introdução precoce de sistemas de comunicação alternativa pode, na verdade, apoiar o desenvolvimento da fala ao proporcionar um meio imediato de comunicação.
2. A escolha do sistema de CAA deve ser baseada na avaliação das capacidades cognitivas e motoras da criança, assegurando a adequação e a eficácia do sistema.
3. Dispositivos de comunicação de alta tecnologia são recomendados para todas as crianças não verbais, independentemente de suas habilidades motoras.
4. A reavaliação periódica do sistema de CAA é necessária para garantir que ele continue a atender às necessidades comunicativas da criança conforme ela se desenvolve.
5. A comunicação alternativa deve ser utilizada em conjunto com outras formas de intervenção fonoaudiológica para estimular o desenvolvimento da linguagem oral, quando possível.
Alternativas:
Considere as afirmativas abaixo:
1. A comunicação aumentativa e alternativa (CAA) deve ser integrada ao tratamento, utilizando sistemas de símbolos gráficos para facilitar a comunicação.
2. A escolha dos dispositivos de CAA deve considerar as habilidades motoras do paciente, garantindo que ele possa manipular o dispositivo de forma eficaz.
3. A introdução de dispositivos de alta tecnologia, como tablets com software de comunicação, é preferível a métodos de baixa tecnologia, como livros de comunicação.
4. A capacitação dos familiares para o uso dos sistemas de CAA é essencial para garantir a continuidade da comunicação fora do ambiente terapêutico.
5. A reabilitação deve focar em melhorar a compreensão auditiva antes de introduzir qualquer sistema de CAA.
Alternativas:
Considere as afirmativas abaixo:
1. A alternância de códigos ocorre naturalmente em bilíngues e envolve a troca entre línguas dentro de uma mesma conversa, influenciada por fatores como o contexto e a competência linguística.
2. A sintaxe das duas línguas pode interferir na capacidade de alternância de códigos, especialmente em pacientes com lesão cerebral que afeta o processamento linguístico.
3. A análise morfológica das palavras utilizadas nas duas línguas pode revelar padrões de erro na alternância de códigos.
4. A fonologia não tem impacto significativo na alternância de códigos, pois este fenômeno é primariamente sintático e pragmático.
5. A intervenção fonoaudiológica deve focar em treinar o paciente a reconhecer e aplicar corretamente as regras de alternância de códigos para facilitar a comunicação.
Alternativas:
Considere as afirmativas abaixo:
1. A teoria da gramática universal sugere que o paciente pode ter dificuldades com estruturas sintáticas complexas, mas a capacidade para a sintaxe básica deve permanecer intacta.
2. A pragmática é o ramo da linguística que estuda como o contexto afeta a interpretação da linguagem, e pode ser usado para melhorar a compreensão do paciente em situações de comunicação real.
3. A fonética não é relevante para a reabilitação do paciente, uma vez que suas dificuldades estão mais relacionadas à sintaxe e à semântica.
4. A análise contrastiva pode ser usada para identificar padrões de erro na produção de frases pelo paciente, comparando-os com a estrutura correta na língua-alvo
5. A semântica é essencial para a reabilitação, pois o entendimento do significado das palavras e das frases deve ser reestabelecido para a comunicação eficaz.
Alternativas:
Considere as afirmativas abaixo:
1. A anquiloglossia pode limitar a elevação da ponta da língua, afetando a produção dos fonemas /l/, /r/ e /t/.
2. A intervenção pode incluir exercícios de alongamento lingual e mobilidade para compensar a limitação anatômica.
3. A frenotomia (cirurgia para correção do frenulo curto) é indicada apenas em casos graves, onde a alimentação e a fala estão severamente comprometidas.
4. A produção dos fonemas palatais (/ʃ/, /ʒ/) não é afetada pela anquiloglossia, pois esses sons não dependem da mobilidade da língua.
5. O acompanhamento fonoaudiológico deve continuar após a frenotomia para garantir o desenvolvimento adequado da fala.
Alternativas:
Considere as afirmativas abaixo:
1. A paralisia facial pode comprometer a função dos músculos orbicular dos lábios e bucinador, dificultando a produção de sons que requerem fechamento labial.
2. A função do nervo facial (VII par craniano) é essencial para a articulação dos fonemas bilabiais, e sua lesão resulta em articulação deficiente.
3. A reabilitação deve incluir exercícios de fortalecimento muscular e técnicas de feedback visual para restaurar a função labial.
4. A alteração na pressão intraoral, devido à fraqueza dos músculos faciais, não afeta a produção de fonemas plosivos, uma vez que estes são articulados por mecanismos intraorais.
5. A fisioterapia pode complementar a fonoaudiologia, focando na reeducação neuromuscular dos músculos faciais para melhorar a articulação.
Alternativas: