Questões de Concurso
Comentadas sobre linguagem e fala em fonoaudiologia
Foram encontradas 2.938 questões
Diretrizes de atenção à pessoa com paralisia cerebral / Ministério da Saúde, Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. – Brasília: Ministério da Saúde, 2014. Pág. 10 (Adaptado)
A descrição refere-se a qual tipo de paralisia cerebral?
( ) É uma afasia fluente, em que aparecem déficits moderados ou severos de compreensão.
( ) O paciente é capaz de realizar muito bem provas de repetição, sem necessariamente compreender o que repete.
( ) A célula ciliada é o elemento receptor do labirinto vestibular, sendo pré-sináptica ao nervo vestibular. Em sua superfície, encontramos cílios, cujos movimentos, resultantes da energia mecânica, são transformados em sinal biológico e enviados ao nervo vestibular.
( ) O nervo vestibular é dividido em dois ramos, superior e inferior, cujos corpos celulares encontram-se no gânglio de Scarpa, próximo ao meato acústico interno. O nervo vestibular se une ao nervo coclear para formar o nervo vestibulococlear, cujas fibras sensitivas seguem em direção aos núcleos vestibulares da ponte.
( ) Os núcleos vestibulares localizam-se no assoalho do III ventrículo, na junção entre ponte e bulbo, sendo três: lateral, superior e inferior. Cada um deles se caracteriza quanto ao tipo de eferência que recebem.
(1) Mudança de intensidade. (2) Alteração da posição da língua. (3) Fala salmodiada.
( ) Útil para voz abafada com foco de ressonância posterior.
( ) Pode auxiliar nos problemas de voz ligados ao hiperfuncionamento vocal.
( ) Contribui para que a ressonância oral seja mais natural, filtrando a frequência fundamental produzida pela laringe.
( ) Caracteriza-se, entre outros, por elevação na altura, prolongamento de vogais e suavização do ataque vocal.
Sobre esse tema, analise as afirmativas a seguir:
I. A atividade linguística é constitutiva do sujeito e fundamental para o desenvolvimento da escrita.
II. O acompanhamento fonoaudiológico pode favorecer a evolução da escrita em indivíduos com dificuldades.
III. A apropriação da escrita ocorre de maneira uniforme para todos os sujeitos, independentemente de suas experiências linguísticas.
IV. O processo terapêutico pode contribuir para que o sujeito utilize a escrita de forma mais significativa.
Estão CORRETAS:
I. A disartria é caracterizada por dificuldade na articulação da fala devido a lesões nos músculos envolvidos na produção da fala, o que pode resultar em uma fala lenta, imprecisa e com alterações na qualidade vocal.
II. A apraxia de fala é um transtorno motor que afeta a capacidade de planejar e coordenar os movimentos necessários para a produção da fala, levando a dificuldades na pronúncia de palavras e na sequência de sons.
III. A disartria pode ocorrer devido a lesões no sistema nervoso central ou periférico e pode afetar a respiração, a articulação, a prosódia e a voz, resultando em dificuldades na produção da fala.
IV. O tratamento da apraxia de fala não requer intervenção fonoaudiológica, pois é um transtorno que pode ser superado com a prática repetitiva de articulação da fala, sem a necessidade de terapia especializada.
V. Transtornos motores de fala, como a apraxia e a disartria, podem ser diagnosticados por meio de avaliação clínica e exames neurológicos, e o tratamento pode envolver terapia fonoaudiológica para reabilitar as habilidades de fala e comunicação.
Marque a alternativa que consta somente as proposições verdadeiras:
Assinale a alternativa CORRETA sobre o transtorno fonológico:
Assinale a alternativa CORRETA sobre a aplicação da linguística na Fonoaudiologia:
Assinale a alternativa CORRETA a respeito dos distúrbios de fala, linguagem e voz decorrentes de fatores neurológicos congênitos:
Criança com TEA e Ausência de Fala
Maria é uma menina de 4 anos de idade que foi encaminhada para avaliação fonoaudiológica após preocupações iniciais de seus pais e educadores sobre seu desenvolvimento comunicativo. Ela é filha única e vive em um ambiente familiar estável, com bons estímulos sociais e afetivos. Maria tem se mostrado distante nas interações sociais e não apresenta fala até o momento.
● Desenvolvimento motor e cognitivo: Dentro da média para sua idade, Maria tem boa coordenação motora e é capaz de realizar atividades cotidianas com apoio, como comer sozinha e brincar de forma independente.
● Histórico familiar: Não há relatos de problemas de fala ou desenvolvimento em outros membros da família. Não há histórico de doenças genéticas ou síndromes. ● Não responde ao seu nome de forma consistente e raramente imita sons ou palavras, mesmo quando estimulada. Além disso, Maria apresenta um padrão de comportamento restrito e repetitivo, como bater as mãos e girar objetos, dificuldades em manter contato visual e em interagir com outras crianças durante atividades em grupo. ● Exame audiológico: Normal.
Quais as estratégias corretas para o tratamento de Maria?
I. Terapia Fonoaudiológica visando trabalhar com Maria exercícios que promovam a comunicação, como o uso de Linguagem de Sinais (Libras) ou Sistemas de Comunicação Aumentativa e Alternativa (CAA).
II. Realizar Terapia Comportamental (ABA): A Análise Comportamental será utilizada para reforçar comportamentos comunicativos e promover a imitação de sons e palavras. A terapia incentivará Maria a associar palavras e sons aos seus significados, promovendo uma comunicação funcional, mesmo que inicialmente sem fala. Após 3 meses de terapia ABA, encaminhá-la ao fonoaudiólogo.
III. Além da fonoterapia, fazer encaminhamento para o psicólogo, visando intervenções que incentivem a interação social, como brincadeiras estruturadas com outras crianças. Essas atividades podem ser utilizadas para trabalhar a empatia, o contato visual e as habilidades de turnos na comunicação.
IV. O prognóstico de Maria depende do nível de envolvimento com a intervenção e da resposta ao tratamento. A ausência de fala, comum em crianças com TEA, não é irreversível, mas requer paciência e esforço contínuo. É importante que o tratamento seja ajustado às necessidades específicas de Maria, com avaliações constantes para monitorar seu progresso. A equipe multidisciplinar é imprescindível para traçar um plano terapêutico e ajudar na evolução de Maria.
V. Em caráter de urgência, seria necessário encaminhar a paciente para um exame audiológico mais específico, como o BERA, para que, após esse resultado, possa ser traçado um plano terapêutico.
João, mais conhecido como Cebolinha, é um menino de 7 anos de idade, morador de uma grande cidade, estudante do 2º ano do ensino fundamental. Ele é um personagem criado por Mauricio de Sousa, famoso por suas características divertidas e pelo jeito atrapalhado de falar. Embora o Cebolinha seja bem inteligente e tenha uma vida social ativa, ele apresenta uma dificuldade específica na produção de alguns sons da fala, o que é motivo de preocupação para seus pais e professores.
Histórico do paciente:
• Desenvolvimento motor e cognitivo: Dentro da normalidade, com bom desempenho escolar e habilidades cognitivas adequadas à sua faixa etária. • Histórico familiar: Não há relatos de distúrbios de fala ou linguagem na família. • Aspectos sociais: João é muito sociável, adora brincar com os amigos, mas tem dificuldades em algumas interações sociais, especialmente quando as outras crianças notam sua maneira de falar. • As trocas fonológicas de João não são resultado de uma deficiência auditiva ou de dificuldades cognitivas, mas sim de um problema específico na organização fonológica da fala, característico de um transtorno fonológico.
O tratamento fonoaudiológico para o caso de João pode incluir:
Em relação à gagueira, avalie as afirmativas a seguir.
I. A gagueira é multidimensional e complexa e a recomendação profissional é evitar que crianças que gaguejam se tornem adultos com gagueira, ou seja, essa é a norma da prevenção.
II. A OMS afirma que a prevenção é a melhor cura, porque “visa reduzir a probabilidade de um distúrbio afetar um indivíduo, interrompendo ou retardando o progresso do distúrbio ou reduzindo sua incapacidade.
III. O distúrbio de fluência do neurodesenvolvimento (gagueira) pode se tornar uma condição crônica se não tratado de forma adequada no momento certo.
Está correto o que se afirma em
1. Físicas 2. Cognitivas 3. Comportamentais
( ) Problemas de atenção, memória, e funções executivas.
( ) São diversificadas, podendo ser motoras, visuais, táteis, entre outras.
( ) Perda de autoconfiança, motivação diminuída, depressão, ansiedade, dificuldade de autocontrole, irritabilidade e agressão.
A relação correta, na ordem apresentada, é
O instrumento, de avaliação abrangente, mais utilizado na prática clínica atualmente por possuir dados normativos para a população brasileira e avaliar as funções linguísticas mais relevantes é
1. Infância 2. Adolescência 3. Vida Adulta 4. Senescência
( ) há diminuição da eficiência vocal e da estabilidade provocadas pelo crescimento laríngeo, das cavidades de ressonância, da traqueia e do pulmão.
( ) as queixas e as mudanças vocais podem não ser semelhantes entre homens e mulheres, uma vez que há dimorfismo sexual, especialmente pela relação direta entre os hormônios sexuais e a voz.
( ) quanto à voz, características de soprosidade, rugosidade e instabilidade são consideradas os principais marcadores esperados desse ciclo de vida
( ) é a fase de maior estabilidade e eficiência vocal, pois a laringe e a voz alcançam sua maturidade estrutural e funcional.
A relação correta, na ordem apresentada, é