Estudo de Caso: Criança com TEA e Ausência de Fala Maria é ...

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Q3257844 Fonoaudiologia
Estudo de Caso:
Criança com TEA e Ausência de Fala
Maria é uma menina de 4 anos de idade que foi encaminhada para avaliação fonoaudiológica após preocupações iniciais de seus pais e educadores sobre seu desenvolvimento comunicativo. Ela é filha única e vive em um ambiente familiar estável, com bons estímulos sociais e afetivos. Maria tem se mostrado distante nas interações sociais e não apresenta fala até o momento.

● Desenvolvimento motor e cognitivo: Dentro da média para sua idade, Maria tem boa coordenação motora e é capaz de realizar atividades cotidianas com apoio, como comer sozinha e brincar de forma independente.
● Histórico familiar: Não há relatos de problemas de fala ou desenvolvimento em outros membros da família. Não há histórico de doenças genéticas ou síndromes. ● Não responde ao seu nome de forma consistente e raramente imita sons ou palavras, mesmo quando estimulada. Além disso, Maria apresenta um padrão de comportamento restrito e repetitivo, como bater as mãos e girar objetos, dificuldades em manter contato visual e em interagir com outras crianças durante atividades em grupo. ● Exame audiológico: Normal.

Quais as estratégias corretas para o tratamento de Maria?

I. Terapia Fonoaudiológica visando trabalhar com Maria exercícios que promovam a comunicação, como o uso de Linguagem de Sinais (Libras) ou Sistemas de Comunicação Aumentativa e Alternativa (CAA).

II. Realizar Terapia Comportamental (ABA): A Análise Comportamental será utilizada para reforçar comportamentos comunicativos e promover a imitação de sons e palavras. A terapia incentivará Maria a associar palavras e sons aos seus significados, promovendo uma comunicação funcional, mesmo que inicialmente sem fala. Após 3 meses de terapia ABA, encaminhá-la ao fonoaudiólogo.

III. Além da fonoterapia, fazer encaminhamento para o psicólogo, visando intervenções que incentivem a interação social, como brincadeiras estruturadas com outras crianças. Essas atividades podem ser utilizadas para trabalhar a empatia, o contato visual e as habilidades de turnos na comunicação.

IV. O prognóstico de Maria depende do nível de envolvimento com a intervenção e da resposta ao tratamento. A ausência de fala, comum em crianças com TEA, não é irreversível, mas requer paciência e esforço contínuo. É importante que o tratamento seja ajustado às necessidades específicas de Maria, com avaliações constantes para monitorar seu progresso. A equipe multidisciplinar é imprescindível para traçar um plano terapêutico e ajudar na evolução de Maria.

V. Em caráter de urgência, seria necessário encaminhar a paciente para um exame audiológico mais específico, como o BERA, para que, após esse resultado, possa ser traçado um plano terapêutico.
Alternativas

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Alternativa correta: D – III e IV.

1. Tema central: A questão trata das estratégias fonoaudiológicas e multiprofissionais para crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e ausência de fala, focando na escolha de intervenções adequadas ao perfil e necessidades da criança, conforme as melhores práticas e diretrizes atuais.

2. Resumo teórico: O TEA é caracterizado por dificuldades na comunicação social e padrões comportamentais restritos ou repetitivos. Muitos casos apresentam atraso ou ausência de fala funcional. O tratamento requer atuação multidisciplinar e individualizada, com foco em promover comunicação, interação social e adaptação do ambiente. Sabe-se que o prognóstico depende do envolvimento familiar, precocidade e intensidade das intervenções (Diretrizes da Sociedade Brasileira de Pediatria – SBP e Ministério da Saúde).

Justificativa da alternativa correta (D):
III - O encaminhamento ao psicólogo para trabalhar habilidades sociais e comunicação é indicado, pois favorece o desenvolvimento global e interação, essenciais no TEA.
IV - O prognóstico depende da resposta à intervenção, da individualização do tratamento e da avaliação constante, reforçando a importância de equipe multidisciplinar.
Essas opções refletem as abordagens indicadas nos protocolos clínicos atuais.

Análise das alternativas incorretas:

I - Não se recomenda, de início, o uso de Libras para crianças ouvintes sem deficiência auditiva confirmada. O mais indicado é iniciar com Comunicação Aumentativa e Alternativa (CAA), específico para TEA, e não Libras.
II - A ABA (Análise do Comportamento Aplicada) pode ser indicada, mas o texto sugere aguardar três meses antes de envolver o fonoaudiólogo, o que é inadequado: o acompanhamento fonoaudiológico deve ser concomitante às demais intervenções.
V - O exame audiológico já foi realizado e está normal, não justificando a urgência em repetir exames. O planejamento terapêutico já pode ser iniciado.

Estratégia para a prova: Busque identificar nas alternativas aquelas que consideram a individualização do tratamento e trabalho em equipe. Fique atento a pegadinhas como atrasar intervenções ou sugerir exames desnecessários.

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