Estudo de Caso: João, mais conhecido como Cebolinha, é um m...

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Q3257843 Fonoaudiologia
Estudo de Caso:

João, mais conhecido como Cebolinha, é um menino de 7 anos de idade, morador de uma grande cidade, estudante do 2º ano do ensino fundamental. Ele é um personagem criado por Mauricio de Sousa, famoso por suas características divertidas e pelo jeito atrapalhado de falar. Embora o Cebolinha seja bem inteligente e tenha uma vida social ativa, ele apresenta uma dificuldade específica na produção de alguns sons da fala, o que é motivo de preocupação para seus pais e professores.

Histórico do paciente:

• Desenvolvimento motor e cognitivo: Dentro da normalidade, com bom desempenho escolar e habilidades cognitivas adequadas à sua faixa etária. • Histórico familiar: Não há relatos de distúrbios de fala ou linguagem na família. • Aspectos sociais: João é muito sociável, adora brincar com os amigos, mas tem dificuldades em algumas interações sociais, especialmente quando as outras crianças notam sua maneira de falar. • As trocas fonológicas de João não são resultado de uma deficiência auditiva ou de dificuldades cognitivas, mas sim de um problema específico na organização fonológica da fala, característico de um transtorno fonológico.

O tratamento fonoaudiológico para o caso de João pode incluir:
Alternativas

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Alternativa correta: A

Tema central da questão: O caso aborda um distúrbio fonológico, especificamente a dificuldade na produção de determinados sons da fala (como o "R") em uma criança com desenvolvimento cognitivo e motor adequados. A identificação e intervenção correta neste tipo de caso são fundamentais para o sucesso terapêutico em fonoaudiologia.

Resumo teórico: O transtorno fonológico caracteriza-se por dificuldades na organização dos sons da fala, sem presença de causas orgânicas, auditivas ou cognitivas. O tratamento fonoaudiológico envolve exercícios de articulação e treinamento auditivo para diferenciar e produzir corretamente os fonemas-alvo, como ensina o Processamento Fonológico: teoria, avaliação e intervenção (LOPES, 2013) e orientam as Diretrizes de Atuação em Distúrbios da Fala do Conselho Federal de Fonoaudiologia.

Justificativa da alternativa correta (A): Exercícios de articulação e atividades auditivas são essenciais para que a criança aprenda a distinguir e articular corretamente os sons "R" e "L". Isso promove a generalização do fonema correto para diferentes contextos, facilitando a melhora comunicativa. Esta abordagem direta e específica está em conformidade com a prática clínica recomendada.

Análise das alternativas incorretas:

B – O treinamento auditivo é importante, mas pastas de comunicação alternativa são indicadas em quadros de ausência ou severa limitação da fala, e não para transtornos fonológicos leves/moderados como o de João.

C – O caso já indica ausência de deficiência auditiva. A audiometria não é prioridade aqui, e retardar o início da terapia pode prejudicar o progresso do paciente.

D – A participação da família e da escola é fundamental no processo terapêutico, pois reforça as estratégias aprendidas em casa e no convívio social.

E – Não intervir pode atrasar ainda mais o desenvolvimento. A literatura mostra que, após certa idade, a persistência do erro sinaliza necessidade de fonoterapia (FERREIRA et al., 2006).

Dicas de prova: Ao interpretar questões, atenção ao contexto clínico: Cebolinha tem desenvolvimento normal, sem outras comorbidades, o que direciona para intervenção direta e específica na fala, sem recursos alternativos ou adiamentos desnecessários. Desconfie de alternativas que excluam envolvimento da família/escola ou sugiram que "o tempo resolverá".

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