Questões de Concurso
Sobre fonoaudiologia hospitalar em fonoaudiologia
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I. O fonoaudiólogo precisa ter uma visão ampla dos fatores que podem contribuir para os achados em sua avaliação e no processo terapêutico como os processos envolvidos na fisiopatologia das doenças, as possíveis complicações e os mecanismos de ação das medicações utilizadas. É importante que entenda o contexto de gravidade e, principalmente, qual o cenário mais favorável para, em consonância com a equipe assistencial, realizar a sua intervenção.
II. Quanto mais tempo o paciente permanece sob intubação orotraqueal, mais tempo ele fica sob efeito de sedativos, utilizados com o objetivo de reduzir a resistência à ventilação. Os bloqueadores neuromusculares, fármacos que induzem o relaxamento ou paralisia completa da musculatura esquelética, têm como efeito a fraqueza muscular secundária à miopatia. Dessa forma, o conhecimento dos fármacos utilizados durante toda intubação é importante para o fonoaudiólogo, pois os achados de fraqueza da musculatura do sistema sensoriomotor oral e a redução da sensibilidade podem estar associados ao excesso e ao uso prolongado de medicamentos e nunca à doença de base propriamente dita.
III. A deglutição e a respiração são funções altamente coordenadas. Durante a deglutição, ocorre a interrupção da respiração não apenas pelo fechamento laríngeo, mas também pela supressão da respiração em tronco cerebral. Diante do comprometimento respiratório, o fonoaudiólogo deve estar atento ao padrão respiratório antes e após a oferta do alimento, pois, em casos de taquipneia, a presença de alterações das pausas respiratórias pode gerar incoordenação entre deglutição e respiração favorecendo, consequentemente, a entrada de alimento na via respiratória inferior.
Está correto o que se afirma em
I. Os protocolos de rastreamento para disfagia orofaríngea são imprescindíveis não só para a identificação de indivíduos de risco, mas também para a determinação de diagnóstico e condutas, devendo ser realizados apenas pelo profissional especialista.
II. A avaliação clínica da deglutição deve analisar a biomecânica da deglutição por meio de testes com diferentes volumes e consistências de alimentos, tendo como objetivos: determinar o diagnóstico; identificar a necessidade de exames complementares; além de auxiliar no planejamento terapêutico e na tomada de decisão.
III. Os protocolos utilizados na avaliação clínica da deglutição devem analisar a biomecânica da deglutição sem deixar de considerar aspectos como risco nutricional, hídrico e pulmonar, bem como aspectos cognitivos, comportamentais e de qualidade de vida dos pacientes, importantes no contexto da tomada de decisão clínica.
Está correto o que se afirma apenas em
1) Somente adultos laringectomizados têm indicação de utilização da válvula de fala.
2) A utilização de válvulas de fala pode ser benéfica na comunicação oral e na deglutição. Além de trazer outros benefícios secundários como redução de secreções, aumento da oxigenação do sangue arterial e da olfação.
3) A válvula de fala pode promover a restauração da pressão de ar subglótica e incrementar as sensações faríngeas, o que facilita a deglutição e reduz o risco de aspiração.
4) A utilização da válvula de fala em lactentes e crianças maiores não é indicada, considerando a dificuldade em manuseá-la.
5) A válvula de fala é contraindicada em pacientes traqueostomizados com presença de cuff, considerando principalmente a sobrecarga em região laríngea que impede sua elevação.
Estão corretas, apenas:
1) Crianças que apresentam forte padrão flexor em região cervical, cintura escapular e braços tendem a manter esse padrão com relação à mandíbula, mantendo-a fechada.
2) O trabalho com estimulação sensorial é uma etapa importante de qualquer plano terapêutico em crianças com encefalopatia não progressiva. Deve ser sempre realizado com a criança deitada e com venda nos olhos.
3) A retração, extensão exagerada e protrusão desordenada de língua refletem dificuldades no controle dos músculos que conectam a língua a outras estruturas do corpo.
4) Para desenvolver as atividades com alimentação, o fonoaudiólogo ou o cuidador não precisam estabilizar minimamente o tronco, considerando a distância entre este e a boca.
5) Quando se trata de treino alimentar, não importa a sequência das habilidades motoras orais do desenvolvimento típico. Ou seja, o treino das habilidades para o desenvolvimento da alimentação não segue hierarquia alguma.
Estão corretas, apenas:
1) Geralmente apresentam extrema sensibilidade a fatores externos, tais como: barulhos desconhecidos, sons fortes e comportamentos imprevisíveis para eles.
2) Os erros de fala em crianças com TEA se distinguem dos encontrados em crianças com atraso no desenvolvimento da fala e são semelhantes aos erros de adultos que adquiriram a apraxia de fala secundária a acidente vascular encefálico.
3) A precisão e consistência dos movimentos que constituem a fala são prejudicadas em razão de déficits neuromusculares. Tais prejuízos se manifestam no planejamento e na programação de parâmetros espaço-temporais das sequências dos movimentos da fala, resultando em erros ou dificuldades na produção dos sons.
4) Podem apresentar dificuldades de comunicação verbal e não verbal e prejuízos na compreensão de gestos, além de dificuldade ou incapacidade de desenvolver, compreender e manter relações interpessoais.
5) É frequente a presença de fala esterotipada ou repetitiva; rotina e padrões ritualizados de comportamento verbal ou não verbal; presença de déficits na comunicação e interação social; falta de habilidade nas relações sociais; e dificuldade para compartilhar afeto, emoções e interesses.
Estão corretas, apenas:
A variabilidade individual dos distúrbios respiratórios do sono é grande, principalmente a respeito de mudanças anatômicas ocorridas nesses indivíduos, com a ocorrência de doenças como a apneia obstrutiva do sono.
Tais modificações acarretam
Há uma série de sintomas e de sinais que caracterizam as disfunções temporomandibulares (DTM) e definem alto grau de desconforto e dor.
Uma das alterações da DTM está corretamente indicada em
A partir da classificação das fissuras labiopalatinas proposta por Spina, assinale qual o tipo que NÃO afeta essas três estruturas anatômicas: alvéolo, palato duro e palato mole.