Questões de Concurso
Sobre fonoaudiologia hospitalar em fonoaudiologia
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Para responder à questão, considere os Planos Terapêuticos Fonoaudiológicos I e II (PRÓ-FONO, 2012 e 2015).
Sobre o plano terapêutico fonoaudiológico para intervenção na Doença de Parkinson, assinale a alternativa INCORRETA.
Paciente 81 anos, em leito hospitalar, apresentando as seguintes características fonoaudiológicas:
- Discurso não fluente, com compreensão normal, nomeação e repetição alterada;
- Classificação da disfagia: Tolerância de apenas uma consistência, com máxima assistência para utilização de estratégias, sinais de aspiração com necessidade de múltiplas solicitações de clareamento, aspiração de duas ou mais consistências, ausência de tosse reflexa, tosse voluntária fraca e ineficaz. Se o estado pulmonar do paciente estiver comprometido, é necessário suspender a alimentação por via oral.
- Paciente com indicação de alimentação exclusiva por via alternativa.
Sobre o caso acima, responda a questão.
I. O fonoaudiólogo precisa ter uma visão ampla dos fatores que podem contribuir para os achados em sua avaliação e no processo terapêutico como os processos envolvidos na fisiopatologia das doenças, as possíveis complicações e os mecanismos de ação das medicações utilizadas. É importante que entenda o contexto de gravidade e, principalmente, qual o cenário mais favorável para, em consonância com a equipe assistencial, realizar a sua intervenção.
II. Quanto mais tempo o paciente permanece sob intubação orotraqueal, mais tempo ele fica sob efeito de sedativos, utilizados com o objetivo de reduzir a resistência à ventilação. Os bloqueadores neuromusculares, fármacos que induzem o relaxamento ou paralisia completa da musculatura esquelética, têm como efeito a fraqueza muscular secundária à miopatia. Dessa forma, o conhecimento dos fármacos utilizados durante toda intubação é importante para o fonoaudiólogo, pois os achados de fraqueza da musculatura do sistema sensoriomotor oral e a redução da sensibilidade podem estar associados ao excesso e ao uso prolongado de medicamentos e nunca à doença de base propriamente dita.
III. A deglutição e a respiração são funções altamente coordenadas. Durante a deglutição, ocorre a interrupção da respiração não apenas pelo fechamento laríngeo, mas também pela supressão da respiração em tronco cerebral. Diante do comprometimento respiratório, o fonoaudiólogo deve estar atento ao padrão respiratório antes e após a oferta do alimento, pois, em casos de taquipneia, a presença de alterações das pausas respiratórias pode gerar incoordenação entre deglutição e respiração favorecendo, consequentemente, a entrada de alimento na via respiratória inferior.
Está correto o que se afirma em
I. Os protocolos de rastreamento para disfagia orofaríngea são imprescindíveis não só para a identificação de indivíduos de risco, mas também para a determinação de diagnóstico e condutas, devendo ser realizados apenas pelo profissional especialista.
II. A avaliação clínica da deglutição deve analisar a biomecânica da deglutição por meio de testes com diferentes volumes e consistências de alimentos, tendo como objetivos: determinar o diagnóstico; identificar a necessidade de exames complementares; além de auxiliar no planejamento terapêutico e na tomada de decisão.
III. Os protocolos utilizados na avaliação clínica da deglutição devem analisar a biomecânica da deglutição sem deixar de considerar aspectos como risco nutricional, hídrico e pulmonar, bem como aspectos cognitivos, comportamentais e de qualidade de vida dos pacientes, importantes no contexto da tomada de decisão clínica.
Está correto o que se afirma apenas em
1) Somente adultos laringectomizados têm indicação de utilização da válvula de fala.
2) A utilização de válvulas de fala pode ser benéfica na comunicação oral e na deglutição. Além de trazer outros benefícios secundários como redução de secreções, aumento da oxigenação do sangue arterial e da olfação.
3) A válvula de fala pode promover a restauração da pressão de ar subglótica e incrementar as sensações faríngeas, o que facilita a deglutição e reduz o risco de aspiração.
4) A utilização da válvula de fala em lactentes e crianças maiores não é indicada, considerando a dificuldade em manuseá-la.
5) A válvula de fala é contraindicada em pacientes traqueostomizados com presença de cuff, considerando principalmente a sobrecarga em região laríngea que impede sua elevação.
Estão corretas, apenas: