Questões de Concurso Sobre fonoaudiologia hospitalar em fonoaudiologia

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Q4137484 Fonoaudiologia
Sobre a avaliação clínica da deglutição na prática fonoaudiológica, analise as assertivas a seguir:

I. A avaliação clínica da deglutição é um procedimento de beira de leito que permite inferir, com base em sinais clínicos observáveis, o risco de penetração e aspiração laringotraqueal, sendo reconhecida como etapa essencial no rastreamento e diagnóstico da disfagia orofaríngea.

II. A ausência de tosse durante ou após a oferta de alimento é suficiente para descartar aspiração laringotraqueal, uma vez que a tosse reflexa é o principal indicador clínico de disfagia em todos os perfis de pacientes.

III. A avaliação clínica da deglutição deve contemplar aspectos como nível de consciência, controle de saliva, qualidade vocal após a deglutição e eficiência mastigatória, pois esses elementos compõem o raciocínio clínico do fonoaudiólogo na definição da via e da consistência alimentar mais segura.

IV. Quando há suspeita de aspiração silente — especialmente em pacientes neurológicos — a avaliação clínica isolada apresenta limitações reconhecidas, sendo os exames instrumentais, como a videoendoscopia da deglutição e a videofluoroscopia, indicados para confirmação diagnóstica.


Quais estão corretas? 
Alternativas
Q4136394 Fonoaudiologia
O tratamento para pacientes acometidos por um Acidente Vascular Cerebral (AVC) envolve abordagens terapêuticas em conjunto com médicos, fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais, enfermeiras, psicólogos e a sua família. Neste caso, o trabalho do fonoaudiólogo inclui
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Q4130019 Fonoaudiologia
No decorrer de uma fiscalização, em um serviço hospitalar com atendimento em unidade de terapia intensiva (UTI) neonatal, pediátrica e adulta, foram observados fluxos de biossegurança, de registros assistenciais e de integração da equipe.  

Com base nessa situação hipotética, julgue o item seguinte, considerando as Resoluções CFFa nº 655/2022 e nº 764/2024.


Quando o prontuário não registrar a conduta realizada em UTI, a fiscalização deverá considerar prejudicada a rastreabilidade da assistência.

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Q4130018 Fonoaudiologia
No decorrer de uma fiscalização, em um serviço hospitalar com atendimento em unidade de terapia intensiva (UTI) neonatal, pediátrica e adulta, foram observados fluxos de biossegurança, de registros assistenciais e de integração da equipe.  

Com base nessa situação hipotética, julgue o item seguinte, considerando as Resoluções CFFa nº 655/2022 e nº 764/2024.


Quando há suspeita ou diagnóstico confirmado de infecção, não há necessidade de restringir o uso de equipamentos como estetoscópio e oxímetro ao leito/paciente, bastando a limpeza e desinfecção com álcool 70% antes do compartilhamento.

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Q4130017 Fonoaudiologia
No decorrer de uma fiscalização, em um serviço hospitalar com atendimento em unidade de terapia intensiva (UTI) neonatal, pediátrica e adulta, foram observados fluxos de biossegurança, de registros assistenciais e de integração da equipe.  

Com base nessa situação hipotética, julgue o item seguinte, considerando as Resoluções CFFa nº 655/2022 e nº 764/2024.


A inexistência de rotina de higienização de materiais compartilhados constitui‑se como uma falha relevante para registro fiscalizatório.

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Q4130016 Fonoaudiologia
No decorrer de uma fiscalização, em um serviço hospitalar com atendimento em unidade de terapia intensiva (UTI) neonatal, pediátrica e adulta, foram observados fluxos de biossegurança, de registros assistenciais e de integração da equipe.  

Com base nessa situação hipotética, julgue o item seguinte, considerando as Resoluções CFFa nº 655/2022 e nº 764/2024.


Em UTI, a atuação fonoaudiológica deve observar os protocolos institucionais e as condições clínicas do paciente antes da intervenção.

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Q4130015 Fonoaudiologia
No decorrer de uma fiscalização, em um serviço hospitalar com atendimento em unidade de terapia intensiva (UTI) neonatal, pediátrica e adulta, foram observados fluxos de biossegurança, de registros assistenciais e de integração da equipe.  

Com base nessa situação hipotética, julgue o item seguinte, considerando as Resoluções CFFa nº 655/2022 e nº 764/2024.


O uso de equipamento de proteção individual (EPI) deve ser compatível com o risco do procedimento e com o ambiente de assistência.

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Q4098319 Fonoaudiologia
Em pacientes internados em unidade de terapia intensiva sob ventilação mecânica, a atuação fonoaudiológica envolve avaliação da deglutição e da comunicação, considerando riscos clínicos e estabilidade do paciente. Nesse contexto, a conduta mais adequada é:
Alternativas
Q4098314 Fonoaudiologia
Paciente traqueostomizado em ambiente hospitalar apresenta dificuldade para comunicação oral e alteração da deglutição, exigindo atuação fonoaudiológica integrada à equipe multiprofissional: 
Alternativas
Q4080832 Fonoaudiologia
Considerando a atuação fonoaudiológica na saúde materno-infantil, com ênfase no aleitamento materno, analise as assertivas a seguir:

I. A atuação do Fonoaudiólogo no aleitamento materno envolve tanto a avaliação das funções orais do recém-nascido quanto a orientação à díade mãe-bebê, incluindo aspectos como pega, posicionamento e fortaleci mento do víncu lo.
II. No Método Canguru, as intervenções fonoaudiológicas devem considerar a estabilidade clínica e os sinais de prontidão do recém-nascido, respeitando sua autorregulação durante o processo de transição alimentar. 
III.A atuação fonoaudiológica em unidades neonatais consiste principalmente na introdução precoce de utensílios facilitadores de alimentação, como copos e mamadeiras, mesmo quando há possibilidade de manutenção do aleitamento materno exclusivo. 

Está(ão) INCORRETA(S):
Alternativas
Q4076323 Fonoaudiologia
Na unidade de terapia intensiva, um adulto após extubação prolongada mantém voz molhada, tosse inconsistente, secreções abundantes e oscilação clínica que dificulta transporte até a radiologia. A equipe pede ao fonoaudiólogo um exame instrumental que ajude a responder sobre segurança da via oral e manejo das secreções nesse contexto.
Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4059645 Fonoaudiologia
Durante auditoria, foram identificadas inconsistências relacionadas à organização do cuidado, à integração em rede e ao cumprimento de protocolos assistenciais. Considerando a Portaria GM/MS n.º 930/2012, a Resolução ANVISA RDC n.º 07/2010 e o Protocolo de Perda Auditiva Induzida por Ruído (PAIR, 2006), assinale a alternativa correta.  
Alternativas
Q4039933 Fonoaudiologia
A interrupção da informação motora que ocorre por uma lesão no nervo facial (VII par craniano) em qualquer ponto de seu trajeto caracteriza qual patologia? 
Alternativas
Q3999892 Fonoaudiologia
Texto III

Marcos, 72 anos, diagnóstico de Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) esporádica há 4 anos. Início apendicular, com progressão para comprometimento bulbar nos últimos 2 anos. Atualmente acamado, com importante fraqueza global e dependência extensa para atividades diárias. Está em uso contínuo de riluzol desde o diagnóstico.

Há 6 meses, evoluiu com piora respiratória e episódios de pneumonia aspirativa, sendo submetido à traqueostomia eletiva. Utiliza ventilação mecânica de suporte noturno e oxigênio suplementar. Apresenta tosse muito fraca, acúmulo de secreções e necessidade frequente de aspiração traqueal. Tentativa de válvula de fala não foi bem-sucedida por intolerância, sem obtenção de fonação funcional.

Havia presença de disartronia severa antes da traqueostomia. Atualmente, não há comunicação oral efetiva. Registros anteriores descrevem voz fraca, soprosa, hipointensa, com redução de ressonância e velocidade de fala. Compreensão e cognição preservadas, utilizando comunicação alternativa simples (acenos e pranchas básicas).

Quanto à deglutição, apresentou piora progressiva, com episódios de engasgos e aspiração. Há 5 meses, foi instalada gastrostomia (PEG) como via principal de alimentação. Pequenas ofertas orais durante higiene bucal provocam tosse, queda transitória da saturação e presença de secreção salivar espessa, além de história de “voz úmida” registrada anteriormente à traqueostomia.

Na avaliação fonoaudiológica recente, apresentou: face com fraqueza de fechamento labial; língua com atrofia e fasciculações, com mobilidade bastante reduzida; palato com elevação limitada e assimétrica; tosse voluntária ineficaz e articulação impossibilitada funcionalmente.


Escore funcional:

- ALSFRS-R total: ALSFRS-R (Amyotrophic Lateral Sclerosis Functional Rating Scale – Revised) que avalia desempenho em comunicação, deglutição, mobilidade e respiração: 9/48

- ALSFRS-R – subescala bulbar (fala, salivação, deglutição): 1/12

- Escala de Plaitakis – domínio bulbar que avalia face, língua, palato, fala e deglutição): 2/15
Os estudos de Albuquerque, Pernambuco e Lopes (2022) sobre Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) destacam que as alterações da deglutição podem ocorrer em praticamente todos os pacientes ao longo da evolução da doença, exigindo intervenções multidisciplinares que priorizem segurança alimentar e redução do risco aspirativo.
Fonte: ALBUQUERQUE, K. M. F.; PERNAMBUCO, L.; LOPES, L. W. Impacto do tratamento medicamentoso na voz, fala e deglutição de pacientes com esclerose lateral amiotrófica: revisão sistemática.Audiology Communication Research, v.27, e2999, p. 1-9, 2022.

Considerando o caso do Senhor Marcos e a conduta fonoaudiológica para manejo da disfagia, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q3999883 Fonoaudiologia
Texto II

Acidente de Herbert Vianna e implicações fonoaudiológicas

No dia 4 de fevereiro de 2001, o cantor e compositor Herbert Vianna, vocalista do Paralamas do Sucesso, sofreu um grave acidente quando o ultraleve que pilotava caiu no mar, em Mangaratiba (RJ). No impacto, sua esposa faleceu no local, e Herbert foi resgatado em estado crítico, sendo encaminhado para uma longa internação hospitalar.

Durante o período de internação, Herbert permaneceu em coma por cerca de 40 dias, evoluindo posteriormente com sequelas físicas e neurológicas significativas decorrentes do trauma cranioencefálico. Relatos médicos e boletins da época indicam que, ao retomar a consciência, ele apresentou alterações de linguagem: inicialmente, não utilizava o português, passando a se comunicar em línguas estrangeiras que já conhecia anteriormente. Segundo o neurologista responsável, esse fenômeno poderia ocorrer em quadros neurológicos pós-trauma.

Ao longo da reabilitação, Herbert enfrentou um processo gradual de reaprendizado, necessitando recuperar habilidades de fala, comunicação e também aspectos relacionados à música, como tocar instrumentos e cantar, atividades centrais à sua vida profissional.

Fonte: MIRANDA, Igor. Como aconteceu o acidente de ultraleve de Herbert Vianna, dos Paralamas do Sucesso. Folha de São Paulo, São Paulo, 5 fev. 2021. Disponível em: www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff052200101.htm. Acesso em: 27 mar. 2026. 
O cantor Herbert Vianna sofreu, em 4 de fevereiro de 2001, um acidente com ultraleve que provocou traumatismo cranioencefálico grave. Após longo período em coma e internação hospitalar, ele despertou com sequelas neurológicas significativas, especialmente alterações na linguagem e comunicação, sendo necessário passar por reabilitação, reaprendendo a falar e a retomar habilidades comunicativas e musicais.
Estudos de Carteri e Silva (2021) apontam que, no Brasil, a cada ano, milhares de pessoas são hospitalizadas por Traumatismo Cranioencefálico (TCE): entre 2008 e 2019, a média foi de aproximadamente 131.015 internações anuais por TCE, com uma incidência de cerca de 65,5 casos por 100 mil habitantes/ano.
Fonte: SOUZA, Thiago Ramos; REGIS, Andressa Cardoso; FONSECA, Eduardo José; MOURA, Denilson Gomes; OLIVEIRA, Cláudio Moreira de; OLIVEIRA, Tagliani. Epidemiology of traumatic brain injury in Brazil.PLoSONE, v. 16, n. 7, 2021. CARTERI, M.; SILVA, C.S. Traumatismo cranioencefálico: uma revisão de literatura. Research Gate, 2021. Disponível em: researchgate.net/publication/379974981_Traumatismo_Cranioencefalico_Uma_Revisao_de_Literatura. Acesso em: 27 mar. 2026.

Considerando esse cenário e os impactos de um TCE grave sobre a linguagem e a comunicação, evidenciados no caso clínico descrito no texto II, bem como a relevância epidemiológica da condição, na fase aguda pós-lesão, em relação à conduta do fonoaudiólogo responsável pela avaliação e intervenção, é CORRETO afirmar que compete ao profissional:
Alternativas
Q3998485 Fonoaudiologia
A atuação fonoaudiológica na UTI Neonatal foca na adequação do sistema estomatognático e na segurança da alimentação, visando o desenvolvimento global do recém-nascido (RN). A transição da alimentação por sonda para a via oral (VO) é um processo criterioso que utiliza a estimulação sensório-motora para garantir a segurança e eficácia do aleitamento. Dentre os indicadores de estresse na oferta oral, NÃO se inclui: 
Alternativas
Q3982481 Fonoaudiologia
A traqueostomia é realizada com o objetivo de manter a respiração em casos de obstrução de vias aéreas superiores, remoção de secreções traqueobrônquicas e em casos de necessidade de ventilação mecânica (VM) prolongada. No entanto, ela pode trazer diversas alterações que trazem prejuízo para a deglutição, como as citadas abaixo, EXCETO 
Alternativas
Q3982480 Fonoaudiologia
A comunicação suplementar e/ou alternativa (CSA) é uma das áreas da tecnologia assistiva que atende às demandas de indivíduos com distúrbios de comunicação, caracterizados por prejuízos na produção e/ ou compreensão, através de modos de comunicação falada e escrita.
Ela pode ser utilizada em pacientes internados em ambiente de UTI nos casos abaixo citados, EXCETO:
Alternativas
Q3982461 Fonoaudiologia
Dentro do cuidado paliativo, a Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) é uma das doenças de base para sintomas fonoaudiológicos.
Dentre os sintomas da ELA relacionados à fonoaudiologia, temos 
Alternativas
Q3966269 Fonoaudiologia
A válvula unidirecional acoplada à cânula de traqueostomia que permite inspiração pela cânula e direciona o fluxo expiratório para vias aéreas superiores denomina-se:
Alternativas
Respostas
1: C
2: B
3: C
4: E
5: C
6: C
7: C
8: B
9: A
10: D
11: C
12: D
13: C
14: E
15: C
16: E
17: D
18: C
19: A
20: E