Questões de Concurso
Sobre fonoaudiologia hospitalar em fonoaudiologia
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Segundo dados do Ministério da Saúde (2017), a prevalência de transtornos mentais comuns em mulheres acima de 60 anos no Brasil ultrapassa 20%, evidenciando a importância da atuação multiprofissional no cuidado a esse público.
Esses dados refletem situações frequentemente observadas nos serviços de internação psiquiátrica e nos leitos de saúde mental em hospitais gerais, como no caso de Rosa, descrito a seguir:
Rosa, 73 anos, foi internada em uma Enfermaria de Saúde Mental com queixa de “sensação estranha na boca” e fala monótona. Diagnosticada com Síndrome da Boca Ardente e quadro depressivo, apresentou alterações orofaciais e recusa alimentar. Durante o atendimento, a fonoaudióloga associou técnicas específicas às manifestações emocionais da paciente, compreendendo o sintoma para além do aspecto fisiológico.
Com base nesse contexto e na atuação fonoaudiológica em Saúde Mental, é CORRETO afirmar que:
Ainda sobre a reportagem do Texto III, o metanol é descrito como uma substância altamente tóxica, capaz de provocar danos severos ao sistema nervoso central, resultando em sequelas que comprometem a funcionalidade e a autonomia do paciente. Este cenário reforça os dados sobre o estudo feito por Pedrolo et al. (2011), os quais ressaltam que as sequelas sensório-motoras decorrentes de lesões neurológicas geram limitações funcionais e emocionais significativas, exigindo reabilitação multiprofissional voltada à readaptação, à plasticidade neural e à recuperação da funcionalidade.
Fonte: PEDROLO, Debora Sanchez; KAKIHARA, Carina Tárzia; ALMEIDA, Margarida Maria de. O impacto das sequelas sensório-motoras na autonomia e independência dos pacientes pós-AVE. Relato de Experiência, São Paulo, 2011.
Com base nessas informações é CORRETO afirmar sobre a atuação fonoaudiológica neurofuncional diante de pacientes com sequelas neurológicas, como as provocadas por intoxicação por metanol que:
A reportagem do Texto III da CNN Brasil sobre as lesões cerebrais causadas pela intoxicação por metanol alerta para os graves efeitos dessa substância, que pode provocar danos ao sistema nervoso central e gerar sequelas que afetam a autonomia da vida diária e podem até levar à morte.
Considerando o contexto apresentado na reportagem e os princípios descritos no texto sobre a atuação do fonoaudiólogo na atenção hospitalar, analise as afirmações a seguir:
I- Em casos como o descrito na reportagem da CNN Brasil, a atuação do fonoaudiólogo hospitalar prioriza a reabilitação da fala, visto que a intoxicação por metanol tem baixo potencial de causar alterações significativas na deglutição.
II- A reportagem da CNN Brasil evidencia que o metanol causa lesões cerebrais que podem comprometer funções motoras e sensoriais. Nesses casos, o fonoaudiólogo hospitalar atua na avaliação, prevenção e reabilitação das funções de deglutição e comunicação, promovendo segurança alimentar e qualidade de vida.
III- Em situações de comprometimento neurológico por intoxicação, como o relatado pela CNN Brasil, o fonoaudiólogo atua de forma integrada com outros profissionais da equipe multiprofissional, discutindo casos clínicos e planejando condutas que favoreçam a recuperação funcional do paciente.
IV- Conforme a reportagem da CNN Brasil, os danos causados pelo metanol são irreversíveis. Portanto, a intervenção fonoaudiológica passa a ser necessária quando o paciente apresenta sequelas associadas a outros comprometimentos cognitivos, como Parkinson e Alzheimer.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
I. A avaliação deve considerar aspectos como estado clínico geral, nível de consciência, restrições de mobilidade e possibilidade de posicionamento do paciente durante o exame.
II. A presença de traqueostomia contraindica a realização da avaliação fonoaudiológica da deglutição, devido ao elevado risco de aspiração pulmonar.
III. Alterações no processo de deglutição podem representar risco à saúde pulmonar, especialmente quando associadas à penetração laríngea, aspiração ou comprometimento da coordenação entre respiração е deglutição.
Está(ão) INCORRETA(S):
Com base nessa situação hipotética, julgue o item seguinte, considerando as Resoluções CFFa nº 655/2022 e nº 764/2024.
Quando o prontuário não registrar a conduta realizada em UTI, a fiscalização deverá considerar prejudicada a rastreabilidade da assistência.
Com base nessa situação hipotética, julgue o item seguinte, considerando as Resoluções CFFa nº 655/2022 e nº 764/2024.
Em UTI, a atuação fonoaudiológica deve observar os protocolos institucionais e as condições clínicas do paciente antes da intervenção.
Leia o texto a seguir para responder à questão.
Alberto Cowboy é socorrido às pressas no BBB 26 após engasgar e perder o ar
Durante uma transmissão do reality show Big Brother Brasil 26, o participante Alberto Cowboy apresentou um episódio súbito de engasgo enquanto se alimentava. O participante demonstrou dificuldade para respirar e falar, levando as mãos à região do pescoço, deixando os participantes aflitos até que fosse prontamente socorrido pela equipe de produção e encaminhado para atendimento médico.
Segundo ele, não sabia explicar por que isso aconteceu com certa recorrência, mas acreditava que tem a “glote sensível”, fazendo com que esta estrutura responsável pelo fechamento reflexo das vias aéreas durante a deglutição. Esse mecanismo tem a função de proteger o trato respiratório contra a entrada de alimentos ou líquidos.
Eventos de engasgo podem ocorrer por falha ou descoordenação temporária no processo de deglutição, que envolve uma complexa integração entre estruturas anatômicas e reflexos neuromusculares responsáveis por conduzir o alimento da cavidade oral ao esôfago com segurança.
O episódio gerou repercussão nas redes sociais e trouxe à tona discussões sobre segurança alimentar, fisiologia da deglutição e situações de risco associadas ao engasgo.
Fonte: O GLOBO. Alberto Cowboy engasga, passa mal e é socorrido às pressas no BBB 26; “glote sensível”. Rio de Janeiro: O Globo, 7 fev. 2026. Disponível em: https://oglobo.globo.com/cultura/televisao/bbb/noticia/2026/02/07/alberto-cowboy-engasga-passa-mal-e-socorrido-as-pressas-no-bbb-26-glote-sensivel.ghtml. Acesso em: 7 fev. 2026.
Leia o caso clínico a seguir para responder à questão.
Juvêncio, 61 anos, foi admitido na emergência do hospital regional de referência do Sistema Único de Saúde (SUS) na cidade de João Pessoa com quadro súbito de fraqueza em hemicorpo direito, alteração da fala e dificuldade para se comunicar verbalmente. Possuía histórico de hipertensão arterial sistêmica, em uso irregular de medicação anti-hipertensiva, e escolaridade formal inferior a cinco anos.
Após avaliação médica e exames de imagem, foi confirmado diagnóstico de Acidente Vascular Cerebral (AVC) do tipo isquêmico, o qual atingiu áreas corticais motoras relacionadas ao controle da fala. Durante o período de internação hospitalar, com duração aproximada de cinco dias, observou-se que o paciente apresentava fala imprecisa, paresia facial, esforço articulatório aumentado, redução da inteligibilidade e lentificação na produção verbal, embora mantivesse preservada a compreensão das ordens simples no contexto hospitalar.
Durante a internação, o prontuário indicava dificuldades na comunicação oral; porém, não constavam solicitações formais de avaliação fonoaudiológica durante a internação, tampouco orientações específicas relacionadas à reabilitação da comunicação no momento da alta hospitalar. A equipe assistencial priorizou a estabilização clínica e o manejo das condições neurológicas e cardiovasculares associadas.
No momento da alta, a esposa do paciente foi orientada a manter acompanhamento na rede básica de saúde, sem menção explícita à necessidade de encaminhamento para avaliação ou reabilitação fonoaudiológica, apesar das alterações comunicativas observadas ao longo da hospitalização.
I- A reabilitação fonoaudiológica é mais efetiva quando iniciada precocemente, mas não há evidências de que ela contribua para a diminuição do tempo de internação hospitalar.
II- A atuação precoce do fonoaudiólogo no ambiente hospitalar contribui para a recuperação das habilidades linguísticas e alimentares, além de reduzir o tempo de internação e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.
III- A presença de fonoaudiólogos nas equipes multidisciplinares ainda tem sua necessidade discutida, por falta de diretrizes formais de implementação no âmbito do SUS até a consolidação da linha de cuidado do AVC.
IV- A ausência de fonoaudiólogos nas equipes hospitalares pode estar relacionada, entre outros fatores, ao desconhecimento de profissionais de saúde sobre a importância da reabilitação fonoaudiológica em pacientes com AVC .
V- Apesar dos esforços em divulgar a importância da atuação fonoaudiológica, ainda é comum que muitos pacientes internados por AVC apresentem distúrbios de comunicação oral, mas não recebam atendimento fonoaudiológico durante a internação ou encaminhamento após a alta.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
I - O prematuro pode apresentar organização imatura dos estados comportamentais e do sono, o que interfere no manejo clínico.
II - Reflexos orais, como busca e sucção, participam do percurso inicial da alimentação e da construção sensório-motora oral.
III - A prontidão para a via oral envolve estabilidade fisiológica, estado comportamental adequado e coordenação entre sucção, deglutição, respiração e resistência ao esforço.
IV - A avaliação fonoaudiológica em neonatologia pode integrar reflexos orais, desenvolvimento sensório-motor oral e observação da mamada quando o quadro permitir.
V - Prematuridade e intercorrências clínicas podem modificar o desenvolvimento das funções estomatognáticas e exigir seguimento individualizado.
Estão corretas as afirmativas.
Assinale a alternativa correta.