Questões de Concurso
Sobre fonoaudiologia hospitalar em fonoaudiologia
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Para responder à questão, considere os Planos Terapêuticos Fonoaudiológicos I e II (PRÓ-FONO, 2012 e 2015).
Sobre o plano terapêutico fonoaudiológico para intervenção na Doença de Parkinson, assinale a alternativa INCORRETA.
“A Iniciativa Internacional de Padronização de Dietas para Disfagia (IDDSI - International Dysphagia Diet Standardisation Initiative) tem o objetivo de desenvolver novas definições e terminologias internacionais padronizadas para descrever alimentos de textura modificada e líquidos espessados para usar em pessoas com disfagia, de qualquer faixa etária, em qualquer contexto e de qualquer cultura”.
Sobre esse tema, responda a questão.
Sobre as disfagias, as disfagias esofágicas estão presentes com queixas que podem ser identificadas pelo fonoaudiólogo. Sobre a disfagia esofágica, analise as afirmativas abaixo e coloque V nas verdadeiras e F nas falsas.
I. A principal queixa do paciente com disfagia esofágica é a dificuldade de iniciar a deglutição, principalmente na fase oral.
II. A disfagia esofágica pode ocorrer por distúrbios relacionados à obstrução mecânica e/ou distúrbios de motilidade.
III. O fonoaudiólogo pode atuar com os pacientes oncológicos, utilizando técnicas que ajudem na abertura do esfíncter esofágico, como a manobra de Shaker.
Assinale a alternativa que indica a sequência CORRETA.
I. O fonoaudiólogo precisa ter uma visão ampla dos fatores que podem contribuir para os achados em sua avaliação e no processo terapêutico como os processos envolvidos na fisiopatologia das doenças, as possíveis complicações e os mecanismos de ação das medicações utilizadas. É importante que entenda o contexto de gravidade e, principalmente, qual o cenário mais favorável para, em consonância com a equipe assistencial, realizar a sua intervenção.
II. Quanto mais tempo o paciente permanece sob intubação orotraqueal, mais tempo ele fica sob efeito de sedativos, utilizados com o objetivo de reduzir a resistência à ventilação. Os bloqueadores neuromusculares, fármacos que induzem o relaxamento ou paralisia completa da musculatura esquelética, têm como efeito a fraqueza muscular secundária à miopatia. Dessa forma, o conhecimento dos fármacos utilizados durante toda intubação é importante para o fonoaudiólogo, pois os achados de fraqueza da musculatura do sistema sensoriomotor oral e a redução da sensibilidade podem estar associados ao excesso e ao uso prolongado de medicamentos e nunca à doença de base propriamente dita.
III. A deglutição e a respiração são funções altamente coordenadas. Durante a deglutição, ocorre a interrupção da respiração não apenas pelo fechamento laríngeo, mas também pela supressão da respiração em tronco cerebral. Diante do comprometimento respiratório, o fonoaudiólogo deve estar atento ao padrão respiratório antes e após a oferta do alimento, pois, em casos de taquipneia, a presença de alterações das pausas respiratórias pode gerar incoordenação entre deglutição e respiração favorecendo, consequentemente, a entrada de alimento na via respiratória inferior.
Está correto o que se afirma em
I. Os protocolos de rastreamento para disfagia orofaríngea são imprescindíveis não só para a identificação de indivíduos de risco, mas também para a determinação de diagnóstico e condutas, devendo ser realizados apenas pelo profissional especialista.
II. A avaliação clínica da deglutição deve analisar a biomecânica da deglutição por meio de testes com diferentes volumes e consistências de alimentos, tendo como objetivos: determinar o diagnóstico; identificar a necessidade de exames complementares; além de auxiliar no planejamento terapêutico e na tomada de decisão.
III. Os protocolos utilizados na avaliação clínica da deglutição devem analisar a biomecânica da deglutição sem deixar de considerar aspectos como risco nutricional, hídrico e pulmonar, bem como aspectos cognitivos, comportamentais e de qualidade de vida dos pacientes, importantes no contexto da tomada de decisão clínica.
Está correto o que se afirma apenas em
1) Somente adultos laringectomizados têm indicação de utilização da válvula de fala.
2) A utilização de válvulas de fala pode ser benéfica na comunicação oral e na deglutição. Além de trazer outros benefícios secundários como redução de secreções, aumento da oxigenação do sangue arterial e da olfação.
3) A válvula de fala pode promover a restauração da pressão de ar subglótica e incrementar as sensações faríngeas, o que facilita a deglutição e reduz o risco de aspiração.
4) A utilização da válvula de fala em lactentes e crianças maiores não é indicada, considerando a dificuldade em manuseá-la.
5) A válvula de fala é contraindicada em pacientes traqueostomizados com presença de cuff, considerando principalmente a sobrecarga em região laríngea que impede sua elevação.
Estão corretas, apenas: