Questões de Concurso
Sobre fonoaudiologia hospitalar em fonoaudiologia
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I. A avaliação deve considerar aspectos como estado clínico geral, nível de consciência, restrições de mobilidade e possibilidade de posicionamento do paciente durante o exame.
II. A presença de traqueostomia contraindica a realização da avaliação fonoaudiológica da deglutição, devido ao elevado risco de aspiração pulmonar.
III. Alterações no processo de deglutição podem representar risco à saúde pulmonar, especialmente quando associadas à penetração laríngea, aspiração ou comprometimento da coordenação entre respiração е deglutição.
Está(ão) INCORRETA(S):
Com base nessa situação hipotética, julgue o item seguinte, considerando as Resoluções CFFa nº 655/2022 e nº 764/2024.
Quando o prontuário não registrar a conduta realizada em UTI, a fiscalização deverá considerar prejudicada a rastreabilidade da assistência.
Com base nessa situação hipotética, julgue o item seguinte, considerando as Resoluções CFFa nº 655/2022 e nº 764/2024.
Em UTI, a atuação fonoaudiológica deve observar os protocolos institucionais e as condições clínicas do paciente antes da intervenção.
Leia o texto a seguir para responder à questão.
Alberto Cowboy é socorrido às pressas no BBB 26 após engasgar e perder o ar
Durante uma transmissão do reality show Big Brother Brasil 26, o participante Alberto Cowboy apresentou um episódio súbito de engasgo enquanto se alimentava. O participante demonstrou dificuldade para respirar e falar, levando as mãos à região do pescoço, deixando os participantes aflitos até que fosse prontamente socorrido pela equipe de produção e encaminhado para atendimento médico.
Segundo ele, não sabia explicar por que isso aconteceu com certa recorrência, mas acreditava que tem a “glote sensível”, fazendo com que esta estrutura responsável pelo fechamento reflexo das vias aéreas durante a deglutição. Esse mecanismo tem a função de proteger o trato respiratório contra a entrada de alimentos ou líquidos.
Eventos de engasgo podem ocorrer por falha ou descoordenação temporária no processo de deglutição, que envolve uma complexa integração entre estruturas anatômicas e reflexos neuromusculares responsáveis por conduzir o alimento da cavidade oral ao esôfago com segurança.
O episódio gerou repercussão nas redes sociais e trouxe à tona discussões sobre segurança alimentar, fisiologia da deglutição e situações de risco associadas ao engasgo.
Fonte: O GLOBO. Alberto Cowboy engasga, passa mal e é socorrido às pressas no BBB 26; “glote sensível”. Rio de Janeiro: O Globo, 7 fev. 2026. Disponível em: https://oglobo.globo.com/cultura/televisao/bbb/noticia/2026/02/07/alberto-cowboy-engasga-passa-mal-e-socorrido-as-pressas-no-bbb-26-glote-sensivel.ghtml. Acesso em: 7 fev. 2026.
Leia o caso clínico a seguir para responder à questão.
Juvêncio, 61 anos, foi admitido na emergência do hospital regional de referência do Sistema Único de Saúde (SUS) na cidade de João Pessoa com quadro súbito de fraqueza em hemicorpo direito, alteração da fala e dificuldade para se comunicar verbalmente. Possuía histórico de hipertensão arterial sistêmica, em uso irregular de medicação anti-hipertensiva, e escolaridade formal inferior a cinco anos.
Após avaliação médica e exames de imagem, foi confirmado diagnóstico de Acidente Vascular Cerebral (AVC) do tipo isquêmico, o qual atingiu áreas corticais motoras relacionadas ao controle da fala. Durante o período de internação hospitalar, com duração aproximada de cinco dias, observou-se que o paciente apresentava fala imprecisa, paresia facial, esforço articulatório aumentado, redução da inteligibilidade e lentificação na produção verbal, embora mantivesse preservada a compreensão das ordens simples no contexto hospitalar.
Durante a internação, o prontuário indicava dificuldades na comunicação oral; porém, não constavam solicitações formais de avaliação fonoaudiológica durante a internação, tampouco orientações específicas relacionadas à reabilitação da comunicação no momento da alta hospitalar. A equipe assistencial priorizou a estabilização clínica e o manejo das condições neurológicas e cardiovasculares associadas.
No momento da alta, a esposa do paciente foi orientada a manter acompanhamento na rede básica de saúde, sem menção explícita à necessidade de encaminhamento para avaliação ou reabilitação fonoaudiológica, apesar das alterações comunicativas observadas ao longo da hospitalização.
I- A reabilitação fonoaudiológica é mais efetiva quando iniciada precocemente, mas não há evidências de que ela contribua para a diminuição do tempo de internação hospitalar.
II- A atuação precoce do fonoaudiólogo no ambiente hospitalar contribui para a recuperação das habilidades linguísticas e alimentares, além de reduzir o tempo de internação e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.
III- A presença de fonoaudiólogos nas equipes multidisciplinares ainda tem sua necessidade discutida, por falta de diretrizes formais de implementação no âmbito do SUS até a consolidação da linha de cuidado do AVC.
IV- A ausência de fonoaudiólogos nas equipes hospitalares pode estar relacionada, entre outros fatores, ao desconhecimento de profissionais de saúde sobre a importância da reabilitação fonoaudiológica em pacientes com AVC .
V- Apesar dos esforços em divulgar a importância da atuação fonoaudiológica, ainda é comum que muitos pacientes internados por AVC apresentem distúrbios de comunicação oral, mas não recebam atendimento fonoaudiológico durante a internação ou encaminhamento após a alta.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
I - O prematuro pode apresentar organização imatura dos estados comportamentais e do sono, o que interfere no manejo clínico.
II - Reflexos orais, como busca e sucção, participam do percurso inicial da alimentação e da construção sensório-motora oral.
III - A prontidão para a via oral envolve estabilidade fisiológica, estado comportamental adequado e coordenação entre sucção, deglutição, respiração e resistência ao esforço.
IV - A avaliação fonoaudiológica em neonatologia pode integrar reflexos orais, desenvolvimento sensório-motor oral e observação da mamada quando o quadro permitir.
V - Prematuridade e intercorrências clínicas podem modificar o desenvolvimento das funções estomatognáticas e exigir seguimento individualizado.
Estão corretas as afirmativas.
Assinale a alternativa correta.
(__) O teste de deglutição de água em volumes crescentes é a ferramenta diagnóstica padrão-ouro para detectar aspirações silenciosas em pacientes neurológicos graves.
(__) A tosse pós-deglutição, o pigarro e a voz molhada são sinais clínicos importantes que sugerem a presença de resíduos de alimento ou líquido no vestíbulo laríngeo.
(__) A manobra de Mendelsohn consiste em prolongar voluntariamente a elevação laríngea no pico da deglutição para aumentar a duração da abertura do esfíncter esofágico superior.
(__) A videofluoroscopia da deglutição é um exame instrumental que permite a visualização dinâmica de todas as fases da deglutição, sendo indispensável para casos inconclusivos.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA dos itens acima, de cima para baixo:
I. A extubação orotraqueal prolongada (mais de 48 horas) está frequentemente associada a neuropatias e miositias que aumentam o risco de disfagia orofaríngea pós-extubação.
II. O fonoaudiólogo deve realizar a avaliação da deglutição em pacientes sob ventilação mecânica invasiva somente após o desmame completo do ventilador e estabilidade hemodinâmica.
III. O uso da válvula de fala em pacientes traqueostomizados auxilia na restauração da pressão subglótica, favorecendo tanto a fonação quanto a segurança da deglutição.
Está CORRETO o que se afirma em:
Fonte: ALBUQUERQUE, K. M. F.; PERNAMBUCO, L.; LOPES, L. W. Impacto do tratamento medicamentoso na voz, fala e deglutição de pacientes com esclerose lateral amiotrófica: revisão sistemática.Audiology Communication Research, v.27, e2999, p. 1-9, 2022.
Considerando o caso do Senhor Marcos e a conduta fonoaudiológica para manejo da disfagia, é CORRETO afirmar que:
Estudos de Carteri e Silva (2021) apontam que, no Brasil, a cada ano, milhares de pessoas são hospitalizadas por Traumatismo Cranioencefálico (TCE): entre 2008 e 2019, a média foi de aproximadamente 131.015 internações anuais por TCE, com uma incidência de cerca de 65,5 casos por 100 mil habitantes/ano.
Fonte: SOUZA, Thiago Ramos; REGIS, Andressa Cardoso; FONSECA, Eduardo José; MOURA, Denilson Gomes; OLIVEIRA, Cláudio Moreira de; OLIVEIRA, Tagliani. Epidemiology of traumatic brain injury in Brazil.PLoSONE, v. 16, n. 7, 2021. CARTERI, M.; SILVA, C.S. Traumatismo cranioencefálico: uma revisão de literatura. Research Gate, 2021. Disponível em: researchgate.net/publication/379974981_Traumatismo_Cranioencefalico_Uma_Revisao_de_Literatura. Acesso em: 27 mar. 2026.
Considerando esse cenário e os impactos de um TCE grave sobre a linguagem e a comunicação, evidenciados no caso clínico descrito no texto II, bem como a relevância epidemiológica da condição, na fase aguda pós-lesão, em relação à conduta do fonoaudiólogo responsável pela avaliação e intervenção, é CORRETO afirmar que compete ao profissional: