O cantor Herbert Vianna sofreu, em 4 de fevereiro de 2001, u...
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Ano: 2026
Banca:
CPCON
Órgão:
Prefeitura de Nova Floresta - PB
Prova:
CPCON - 2026 - Prefeitura de Nova Floresta - PB - Fonoaudiólogo |
Q3999883
Fonoaudiologia
Texto associado
Texto II
Acidente de Herbert Vianna e implicações fonoaudiológicas
No dia 4 de fevereiro de 2001, o cantor e compositor Herbert Vianna, vocalista do Paralamas do Sucesso, sofreu um grave acidente
quando o ultraleve que pilotava caiu no mar, em Mangaratiba (RJ). No impacto, sua esposa faleceu no local, e Herbert foi resgatado em
estado crítico, sendo encaminhado para uma longa internação hospitalar.
Durante o período de internação, Herbert permaneceu em coma por cerca de 40 dias, evoluindo posteriormente com sequelas físicas e
neurológicas significativas decorrentes do trauma cranioencefálico. Relatos médicos e boletins da época indicam que, ao retomar a
consciência, ele apresentou alterações de linguagem: inicialmente, não utilizava o português, passando a se comunicar em línguas
estrangeiras que já conhecia anteriormente. Segundo o neurologista responsável, esse fenômeno poderia ocorrer em quadros
neurológicos pós-trauma.
Ao longo da reabilitação, Herbert enfrentou um processo gradual de reaprendizado, necessitando recuperar habilidades de fala,
comunicação e também aspectos relacionados à música, como tocar instrumentos e cantar, atividades centrais à sua vida profissional.
Fonte: MIRANDA, Igor. Como aconteceu o acidente de ultraleve de Herbert Vianna, dos Paralamas do Sucesso. Folha de São Paulo, São Paulo, 5 fev. 2021. Disponível
em: www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff052200101.htm. Acesso em: 27 mar. 2026.
O cantor Herbert Vianna sofreu, em 4 de fevereiro de 2001, um acidente com ultraleve que provocou traumatismo cranioencefálico
grave. Após longo período em coma e internação hospitalar, ele despertou com sequelas neurológicas significativas, especialmente
alterações na linguagem e comunicação, sendo necessário passar por reabilitação, reaprendendo a falar e a retomar habilidades
comunicativas e musicais.
Estudos de Carteri e Silva (2021) apontam que, no Brasil, a cada ano, milhares de pessoas são hospitalizadas por Traumatismo Cranioencefálico (TCE): entre 2008 e 2019, a média foi de aproximadamente 131.015 internações anuais por TCE, com uma incidência de cerca de 65,5 casos por 100 mil habitantes/ano.
Fonte: SOUZA, Thiago Ramos; REGIS, Andressa Cardoso; FONSECA, Eduardo José; MOURA, Denilson Gomes; OLIVEIRA, Cláudio Moreira de; OLIVEIRA, Tagliani. Epidemiology of traumatic brain injury in Brazil.PLoSONE, v. 16, n. 7, 2021. CARTERI, M.; SILVA, C.S. Traumatismo cranioencefálico: uma revisão de literatura. Research Gate, 2021. Disponível em: researchgate.net/publication/379974981_Traumatismo_Cranioencefalico_Uma_Revisao_de_Literatura. Acesso em: 27 mar. 2026.
Considerando esse cenário e os impactos de um TCE grave sobre a linguagem e a comunicação, evidenciados no caso clínico descrito no texto II, bem como a relevância epidemiológica da condição, na fase aguda pós-lesão, em relação à conduta do fonoaudiólogo responsável pela avaliação e intervenção, é CORRETO afirmar que compete ao profissional:
Estudos de Carteri e Silva (2021) apontam que, no Brasil, a cada ano, milhares de pessoas são hospitalizadas por Traumatismo Cranioencefálico (TCE): entre 2008 e 2019, a média foi de aproximadamente 131.015 internações anuais por TCE, com uma incidência de cerca de 65,5 casos por 100 mil habitantes/ano.
Fonte: SOUZA, Thiago Ramos; REGIS, Andressa Cardoso; FONSECA, Eduardo José; MOURA, Denilson Gomes; OLIVEIRA, Cláudio Moreira de; OLIVEIRA, Tagliani. Epidemiology of traumatic brain injury in Brazil.PLoSONE, v. 16, n. 7, 2021. CARTERI, M.; SILVA, C.S. Traumatismo cranioencefálico: uma revisão de literatura. Research Gate, 2021. Disponível em: researchgate.net/publication/379974981_Traumatismo_Cranioencefalico_Uma_Revisao_de_Literatura. Acesso em: 27 mar. 2026.
Considerando esse cenário e os impactos de um TCE grave sobre a linguagem e a comunicação, evidenciados no caso clínico descrito no texto II, bem como a relevância epidemiológica da condição, na fase aguda pós-lesão, em relação à conduta do fonoaudiólogo responsável pela avaliação e intervenção, é CORRETO afirmar que compete ao profissional: