Questões de Concurso
Sobre fisioterapia em traumato-ortopedia e reumatologia em fisioterapia
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Diante deste contexto, é correto o que se afirma em:
“É um tipo de tendinopatia estenosante na qual há um encarceramento do tendão na sua passagem pelo túnel osteofibroso, com subsequente espessamento da bainha sinovial e formação de um nódulo. Ocorre principalmente na região da polia A1, e o tendão flexor superficial dos dedos (FSD) é geralmente o mais afetado, por se localizar diretamente abaixo dessa polia. Acomete, sobretudo, mulheres em idade adulta, e o polegar e o quarto dedos são os mais frequentemente envolvidos. Essa condição tem relação com a realização de sobrecarga sustentada ou repetitiva nos tendões, que ocorre por meio de atividades que exijam grande esforço com flexão de metacarpofalangeana (MCF) e forças aplicadas nas pontas dos dedos. O diagnóstico é feito por meio de exame clínico, e os sintomas estão principalmente relacionados com a qualidade e a facilidade de movimentação do dedo, de início, há queixa de lentidão e dificuldade para realizar extensão, que pode progredir para queixas de travamento e contratura da articulação interfalangeana proximal (IFP).”
I. As entorses laterais de tornozelo fazem parte das três lesões musculoesqueléticas mais comuns, com maior recorrência em todo o membro inferior, sendo que diversos fatores intrínsecos e extrínsecos estão associados à ocorrência de entorse, como limitação da ADM de dorsiflexão, diminuição da propriocepção, deficiências posturais e de equilíbrios previamente à lesão, força muscular diminuída, coordenação, resistência cardiorrespiratória e diminuição do tempo de resposta dos músculos fibulares.
II. Na avaliação clínica do paciente com suspeita de entorse, deve ser realizada a coleta de dados da anamnese, com a identificação, inclusive, de fatores de risco, como o histórico de outras entorses, instabilidade, atividade específica ou esportiva durante ou após o momento da lesão, superfície em questão, calçados utilizados e uso de suportes rígidos ou elásticos. Não se faz necessária a observação da presença de equimose, hematoma, dor à palpação distal da fíbula, queixas funcionais, presença de edema local ou difuso e parestesia.
III. Na fase aguda, logo após a ocorrência da lesão de entorse, é de senso comum e de uso corriqueiro pelos clínicos a abordagem seguindo os princípios dos protocolos PRICE e RICE, que consistem em proteção, descanso, crioterapia, compressão e elevação. Durante ambas as fases (subaguda e crônica) após a entorse de tornozelo, o processo de fibroplasia aumenta a rigidez do tecido conectivo, limitando a ADM, a cronicidade dessa condição leva a um desalinhamento articular, com um deslizamento posterior do tálus diminuído, componente artrocinemático essencial para o funcionamento adequado da articulação do tornozelo limitando, assim, a ADM de dorsiflexão.
IV. O uso de técnicas de mobilização manual na reabilitação da entorse de tornozelo aguda não tem efeitos benéficos a curto prazo na melhora e na restauração da ADM de tornozelo na dorsiflexão, além de aumentar a intensidade da dor. A liberação miofascial, por sua vez, é uma técnica utilizada para o aumento da ADM de tornozelo, a qual otimiza o comprimento do tecido mole, aumentando a dor e piorando a função.
V. O tratamento terapêutico a ser direcionado às entorses de tornozelo consiste, principalmente, em exercícios neuromusculares e de equilíbrio, sendo que o treino proprioceptivo estimula os sinais aferentes e o feedback sensorial para os proprioceptores do tornozelo até o sistema nervoso central, aprimorando a função sensório-motora e a manutenção do senso de orientação durante as atividades.
“É uma condição auto-limitante que envolve o quadril, iniciada pela necrose avascular da cabeça do fêmur. A causa precisa da necrose avascular que rompe o fluxo sanguíneo para a epífise da cabeça do fêmur é desconhecida. A doença ocorre normalmente entre 3 e 13 anos de idade, com os meninos sendo afetados com uma frequência 3 a 5 vezes maior do que as meninas. Progride ao longo de quatro estágios claramente definidos: inicial, fragmentação, reossificação e curado. E, do ponto de vista clínico, as crianças com essa doença apresentam um caroço e dor referida na virilha, coxa ou joelho. Se a condição não for detectada, pode haver desenvolvimento de limitações da amplitude de movimento do quadril com restrições na rotação medial e abdução do quadril, é possível que haja contratura em flexão do quadril, e uma marcha do tipo Trendelenburg é observada com frequência.”
1. Fratura incompleta em que uma das corticais do osso fica lascada e a outra permanece conectada, porém deformada, mais comum em crianças.
2. Decorrente de uma grande força de tração gerada por um tendão ou ligamento em uma determinada porção óssea.
3. Quando ocorre fratura em dois ossos longos, ficando a articulação sem sustentação, essas fraturas estão frequentemente ligadas a traumas de grande energia.
4. Com múltiplos fragmentos ósseos (dois ou mais) que ficam desorganizados no foco da fratura.
5. Em que um dos segmentos ósseos foi deslocado e há a perda da comunicação entre o periósteo dos dois lados.
A. Fratura flutuante.
B. Fratura cominutiva.
C. Fratura em galho-verde.
D. Fratura com deslocamento.
E. Fratura por avulsão.
Durante sua jornada de trabalho como carregador em uma empresa de logística, um homem, de 30 anos, relata ter sentido um falseio acompanhado de um estalido do seu joelho quando estava pegando um pacote dentro do carro para entregar a um cliente; ele relata ter rodado o corpo sobre o joelho nesse momento. Chegou a cair no chão e teve dor intensa e edema em seu joelho. Considerando o movimento descrito pelo homem, o fisioterapeuta possui como hipótese ter ocorrido a lesão do LCA.
Qual teste diagnóstico pode ser usado para confirmar a hipótese?
Em uma empresa de contabilidade, um dos trabalhadores reclama muito de dor na região cervical, com irradiação para membro superior. Na avaliação durante a consulta, o fisioterapeuta resolve testar a hipótese de que o indivíduo tenha radiculopatia cervical.
Qual dos testes inclui essa hipótese?