Questões de Concurso Sobre filosofia

Questões Discursivas

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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2025 - INEP - Filosofia |
Q4145301 Filosofia
É rigorosamente necessário separar da moral os princípios de toda religião particular, e não admitir na instrução pública o ensino de qualquer culto religioso. Cada um deles deve ser ensinado nos templos, por seus ministros. Os pais, qualquer que seja sua crença, qualquer que seja sua opinião sobre a necessidade de tal ou qual religião, poderão então, sem repugnância, enviar seus filhos aos estabelecimentos nacionais, e o poder público não terá usurpado os direitos de consciência sob pretexto de esclarecê-la e de conduzi-la.

CONDORCET. Cinco memórias sobre a instrução pública. São Paulo: Unesp, 2008.

Em uma aula de filosofia no Ensino Médio, uma professora explica as relações entre escola, Estado e sociedade. Na perspectiva do Iluminismo francês, compreende-se que
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2025 - INEP - Filosofia |
Q4145300 Filosofia
Se retomo o diálogo com o meu suposto leitor e lhe pergunto agora: “Quais os nomes de cada uma das ilhas que compõem o arquipélago das Filipinas?” (cerca de 7 100 ilhas). Ou: “Quais os nomes de cada uma das Ilhas Virgens (cerca de 53), território do Mar das Antilhas incorporado aos EE.UU.?”. Com certeza, o referido leitor não saberá responder a estas perguntas e, mesmo, é possível que sequer soubesse da existência das tais Ilhas Virgens. É evidente, contudo, que essa situação não se configura como problemática. E quando o não saber é levado a um grau extremo, implicando a impossibilidade absoluta do saber, configura-se, como já se disse, o mistério. Mistério, porém, não é sinônimo de problema. É, ao contrário e frequentemente, a solução do problema, e, quiçá, de todos os problemas.

SAVIANI, D. Educação: do senso comum à consciência filosófica. São Paulo: Autores Associados, 1996.

Uma professora da 3ª série do Ensino Médio solicitou à turma que fizesse a leitura do trecho em voz alta e, em seguida, questionou que tipo de noção se poderia extrair da ótica de Saviani. Após discutirem em grupo, os estudantes concluíram que:
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2025 - INEP - Filosofia |
Q4145295 Filosofia
Consideremos também que, dentre os desejos, há os que são naturais e os que são inúteis; dentre os naturais, há uns que são necessários e outros, apenas naturais; dentre os necessários, há alguns que são fundamentais para a felicidade, outros, para o bem-estar corporal, outros, ainda, para a própria vida. E o conhecimento seguro dos desejos leva a direcionar toda escolha e toda recusa para a saúde do corpo e para a serenidade do espírito, visto que esta é a finalidade da vida feliz: em razão desse fim praticamos todas as nossas ações, para nos afastarmos da dor e do medo.

EPICURO. Carta sobre a felicidade (a Meneceu). São Paulo: Unesp, 2002.

Ao correlacionar o texto com o contexto atual das redes sociais, o ensino da filosofia colabora na
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2025 - INEP - Filosofia |
Q4145292 Filosofia
Epicuro considerava a Filosofia não como instrução e aquisição passiva de informações, mas como uma atividade que, através de um generoso sentimento, a philia (amizade), ultrapassa a dimensão da sabedoria contemplativa e se expande em amor à humanidade. O logos filosófico traz a verdade iluminadora: é o discurso que se faz pharmakon, remédio que dissolve crenças e superstições – fonte do medo e dos males da alma.

MATOS, O. Filosofia: a polifonia da razão. São Paulo: Scipione, 1997.

Com base no texto, podemos afirmar que a Filosofia de Epicuro concebe como tarefa primeira da Filosofia: 
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2025 - INEP - Filosofia |
Q4145281 Filosofia
E se lhe fosse necessário julgar daquelas sombras em competição com os que tinham estado sempre prisioneiros, no período em que ainda estava ofuscado, antes de adaptar a vista – e o tempo de se habituar não seria pouco – acaso não causaria o riso, e não diriam dele que, por ter subido ao mundo superior, estragara a vista, e que não valia a pena tentar a ascensão? E a quem tentasse soltá-los e conduzi-los até em cima, se pudessem agarrá-lo e matá-lo, não o matariam?

PLATÃO. A República. São Paulo: Fundação Calouste Gulbenkian, 1987.

Com base no Mito da caverna, um professor propôs uma atividade em que os estudantes deveriam responder à seguinte problemática: libertar-se ou ser libertado? As respostas seriam postadas em uma plataforma interativa e expostas em tempo real perante toda a turma, a fim de suscitar interação, debate e embate de ideias. Ao relacionar o pensamento de Platão ao uso de TDICs, esse professor
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2025 - INEP - Filosofia |
Q4145275 Filosofia
TEXTO 1

E por que, não obstante, constitui a guerra um problema? Porque ela não é somente o homicídio institucionalizado; mais exatamente porque o homicídio do inimigo coincide com o sacrifício do indivíduo à sobrevivência física de seu próprio Estado. É com efeito nesse ponto que a guerra propõe aquilo que eu chamaria o problema de uma “ética da angústia”. Se a guerra só me pusesse em face de um problema: matarei o inimigo ou não o matarei? – só o medo e a idolatria de um Estado divinizado explicariam minha submissão ao Estado maléfico, e esses dois motivos me condenariam totalmente; meu dever estrito seria ser objetante de consciência. Mas a guerra também me propõe uma outra questão: deverei arriscar minha vida para que meu Estado sobreviva? A guerra é essa situação-limite, essa situação absurda, que faz coincidir o homicídio com o sacrifício. Promover a guerra é, para o indivíduo, ao mesmo tempo matar o próximo, o cidadão de outro Estado, e pôr sua vida em jogo para que o Estado respectivo continue a existir.

RICOEUR, P. História e verdade. Rio de Janeiro: Forense, 1968.

TEXTO 2

O Estado somos nós, ele não é nada mais do que o representante e promotor da rousseauniana vontade geral, e cabe ao conjunto da sociedade fazer com que o Estado promova e implemente a educação pública que queremos.

GALLO, S. A escola pública numa perspectiva anarquista. Verve, n. 1, 2002 (adaptado).

O Texto 1 remete ao conflito entre interesses individuais e interesses públicos em uma situação de guerra. Esse conflito, porém, pode ser constatado em situações menos dramáticas que a guerra, como a tensão entre o comportamento dos estudantes e as regras da escola, como apontado no Texto 2. Com base na angústia mencionada com a situação de guerra abordada no Texto 1, do ponto de vista institucional, como se interpreta o Texto 2 numa situação conflituosa no ambiente escolar?
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2025 - INEP - Filosofia |
Q4145270 Filosofia
A hermenêutica interna a uma religião não pode tender a se igualar a uma fenomenologia universal do fenômeno religioso senão a favor de uma extensão segunda, regida por um procedimento de transferência analogizante, conduzida aproximativamente, a partir do lugar em que se está no início. Oponho esse procedimento ao da história comparada das religiões, que supõe ao menos idealmente adoção de um lugar fora de lugar, de um lugar de onde o sujeito epistemológico não interessado consideraria com um olho neutro e simplesmente curioso o campo disperso das crenças religiosas. Se certa descrição externa é acessível a esse olhar de parte alguma, a compreensão do que se trata, do que está em jogo, do Woraufhin, é inacessível. Não entrarei aqui nessa via de transferência agonizante e da compreensão aproximativa que esta última permite. Limitar-me-ei a fundar a sua simples possibilidade sobre a atitude de suspense fenomenológico praticado a respeito de minhas próprias convicções. Pedem-me então que eu pratique, em relação às religiões diferentes da minha, a mesma assunção imaginativa e simpática que peço aos meus ouvintes quando procede diante deles a hermenêutica da fé hebraica e cristã.

RICOEUR, P. Leituras 3: nas fronteiras da filosofia. São Paulo: Loyola, 1996.

Conforme esse texto, ao promover um debate acerca da diversidade cultural religiosa em sala de aula, cabe ao professor de filosofia direcionar o debate para
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Q4145267 Filosofia
Texto para questão


Educação após Auschwitz


Qualquer debate acerca de metas educacionais carece de significado e importância frente a essa meta: que Auschwitz não se repita. Ela foi a barbárie contra a qual se dirige toda a educação. Fala-se da ameaça de uma regressão à barbárie. Mas não se trata de uma ameaça, pois Auschwitz foi a regressão; a barbárie continuará existindo enquanto persistirem no que têm de fundamental as condições que geram esta regressão. É isto que apavora. Apesar da não visibilidade atual dos infortúnios, a pressão social continua se impondo. Ela impele as pessoas em direção ao que é indescritível e que, nos termos da história mundial, culminaria em Auschwitz. Dentre os conhecimentos proporcionados por Freud, efetivamente relacionados inclusive à cultura e à sociologia, um dos mais perspicazes parece-me ser aquele de que a civilização, por seu turno, origina e fortalece progressivamente o que é anticivilizatório.


ADORNO, T. W. Educação e emancipação. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1995.
Em uma aula de filosofia para a 3ª série do Ensino Médio, o professor fez uma introdução ao pensamento de Theodor Adorno relacionando-o com o filme A onda (Die Welle, 2008). O filme retrata um experimento conduzido por um professor que, ao ensinar sobre autocracia, leva seus estudantes a vivenciarem um regime autoritário dentro da sala de aula. O grupo adota símbolos e comportamentos autoritários, mas o experimento sai do controle, revelando como o autoritarismo pode emergir em contextos democráticos. Alguns estudantes se identificaram com o filme e trouxeram relatos de comunidades das quais participam na internet, cujos discursos lembram os de grupos extremistas e radicais. Diante dessa situação, uma intervenção pedagógica vinculada ao pensamento de Adorno e que analise a adesão aos grupos extremistas é:
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2025 - INEP - Filosofia |
Q4145264 Filosofia
O método, entendido como o caminho que conduz ao objetivo, é fundamental para o exercício filosofico e desemprenha um papel crucial nas práticas de ensino de filosofia. Para o exercício, o método orienta por quais caminhos deve andar o pensamento; para o ensino, o método indica quais práticas devem ser utilizadas para o bom andamento das atividades e o cumprimento dos objetivos de aprendizagem. Destarte, a pergunta filosofica pelo método questiona justamente por onde caminha o pensamento quando se aprende e se ensina filosofia.

O processo de ensino-aprendizagem será favorecido se o professor adotar como método:
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2025 - INEP - Filosofia |
Q4145263 Filosofia
Muitos estudiosos têm procurado fixar um método socrático. Fala-se de maiêutica, intelectualismo, diálogo, como princípios metodológicos que conformariam um modo socrático de exercer a posição docente. Porém, uma leitura atenta dos testemunhos mostra uma figura complexa, paradoxal, impossível de fechar numa figura monocórdia, uniforme, consistente. Com efeito, Sócrates transita por caminhos encontrados; diz que não sabe, mas sabe que não sabe e se o saber dos outros pode ou não ser sabido; diz que se investiga a si próprio, mas parece não aceitar ser confrontado; afirma o valor do exame, mas não parece disposto a examinar o que seus interlocutores não querem aceitar… enfim, não há um Sócrates, mas muitos modos, encontrados, de transitar o caminho da filosofia sob esse nome. Contudo, alguns princípios parecem subsistir para pensar, contemporaneamente, a questão metodológica do ensino de Filosofia. Eles se encontram no que poderíamos chamar de as principais possibilidades de pensar a metodologia do ensino de Filosofia.

GUIDO, H.; GALLO, S.; KOHAN, W. O. Princípios e possibilidades para uma metodologia filosófica do ensino de filosofia. In: CARVALHO, M.; CORNELLI, G. (Orgs.). Ensinar filosofia. Cuiabá: Central de Textos, 2013.

Quais etapas teórico-metodológicas se fundamentam em princípios coerentes com a Filosofia socrática que subsidiam o ensino da filosofia na contemporaneidade?
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2025 - INEP - Ciências Sociais |
Q4145119 Filosofia
Texto para questão


A obra A Guerra dos Kanaimés 5, da série A Guerra dos Kanaimés, de Jaider Esbell, artista visual Makuxi, apresenta elementos da cosmologia indígena por meio de linguagem pictórica contemporânea, estabelecendo diálogo entre tradição ancestral e crítica social. Seus trabalhos, expostos em espaços como a Bienal de São Paulo, questionam narrativas hegemônicas sobre arte e cultura brasileira, posicionando-se contra a folclorização dos saberes indígenas. Nessa obra, Esbell articula símbolos tradicionais Makuxi com técnicas artísticas contemporâneas, criando uma síntese estética que funciona como instrumento de resistência cultural e política. O artista utiliza sua produção para educar tanto comunidades indígenas quanto não indígenas sobre cosmologias originárias, assumindo papel pedagógico transformador que transcende os limites convencionais entre arte, educação e militância. Essa postura artística dialoga com teorias críticas contemporâneas sobre o papel dos intelectuais na transformação social, especialmente no que se refere à produção de conhecimento contra-hegemônico e à formação de consciência crítica por meio de práticas culturais engajadas.


Disponível em: https://tucumbrasil.com Acesso em: 15 jul. 2025 (adaptado).


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ESBELL, J. A Guerra dos Kanaimés 5. 145 x 110 cm, s.l., 2020. Disponível em: https://tucumbrasil.com. Acesso em: 15 jul. 2025 (adaptado).
Em uma aula de Sociologia, uma estudante mencionou que indígenas, ribeirinhos e quilombolas, ainda que atuem politicamente, sentem-se invisibilizados pela classe dirigente. Para refletir a respeito, a professora chegou à conclusão de que poderia potencializar a discussão por meio de conceitos da teoria de Gramsci. Assinale a alternativa que apresenta os conceitos gramscianos apropriados para abordar o tema do trabalho intelectual e manual.
Alternativas
Q4132774 Filosofia
Martin Heidegger (1889–1976) formaliza em suas reflexões filosóficas as bases e os alicerces da abordagem fenomenológico-existencial em psicologia, designando como Dasein (ser-no-mundo) o modo de ser de nossa humanidade.

Dasein, nessa perspectiva, corresponde
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Q4110176 Filosofia
No existencialismo sartriano, a noção de “existência precede a essência” é fundamental para compreender a liberdade humana e a responsabilidade individual. Considerando o exposto, assinale a alternativa que apresenta corretamente a concepção de Sartre.
Alternativas
Q4110174 Filosofia
Segundo Foucault, como o conceito de “biopoder” redefine as formas tradicionais de soberania na modernidade?
Alternativas
Q4110173 Filosofia
Como a experiência estética, no contexto do ensino de filosofia, pode operar como dispositivo formativo da criticidade do sujeito em uma sociedade marcada pela estetização da ideologia? 
Alternativas
Q4110172 Filosofia
Ao refletir sobre as origens do totalitarismo e a banalidade do mal, Hannah Arendt desloca a análise do mal como monstruosidade moral para compreendê-lo em termos de ausência de pensamento. Nesse sentido, o que melhor caracteriza, segundo Arendt, o agente da banalidade do mal?
Alternativas
Q4110171 Filosofia
No contexto do materialismo histórico, a dinâmica das transformações sociais é interpretada por meio da interação entre a infraestrutura econômica e a superestrutura política e ideológica. Considerando essa relação, assinale a alternativa que melhor representa a concepção marxista acerca da determinação social. 
Alternativas
Q4110170 Filosofia
Qual das seguintes alternativas apresenta, com maior rigor conceitual, uma crítica central formulada pelo pensamento decolonial à tradição filosófica ocidental?
Alternativas
Q4110169 Filosofia
Durante uma aula de filosofia sobre os primórdios do pensamento cristão, um aluno do 1º ano do ensino médio questiona: “Por que estudar autores tão antigos, se hoje temos ciência e tecnologia para responder às questões sobre o mundo e o ser humano?”. Diante desse cenário, a postura mais adequada do professor seria
Alternativas
Q4110168 Filosofia
No idealismo hegeliano, a dialética desempenha papel central na articulação do desenvolvimento do Espírito (Geist). Considerando o processo dialético e a noção de Aufhebung, assinale a alternativa que apresenta corretamente o sentido filosófico desse conceito no sistema de Hegel.
Alternativas
Respostas
401: B
402: C
403: C
404: A
405: D
406: B
407: D
408: D
409: C
410: B
411: A
412: C
413: C
414: B
415: A
416: A
417: C
418: C
419: D
420: C