Ao refletir sobre as origens do totalitarismo e a banalidad...

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Q4110172 Filosofia
Ao refletir sobre as origens do totalitarismo e a banalidade do mal, Hannah Arendt desloca a análise do mal como monstruosidade moral para compreendê-lo em termos de ausência de pensamento. Nesse sentido, o que melhor caracteriza, segundo Arendt, o agente da banalidade do mal?
Alternativas

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: O critério decisivo é a ausência de pensamento e de julgamento crítico-moral: Arendt caracteriza o agente da banalidade do mal como quem cumpre ordens e regras sem examinar suas implicações, o que leva diretamente à alternativa A.

Tema central: Banalidade do mal
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A está correta porque corresponde ao núcleo conceitual de Arendt: o agente da banalidade do mal age por irreflexão, suspendendo o juízo crítico e executando ordens e regras sem exame moral de seus atos.
B
Errada
Está errada porque troca a irreflexão burocrática por impulsividade irracional e violência. Isso reconduz o mal à ideia de descontrole ou monstruosidade, exatamente o que a noção de banalidade do mal desloca.
C
Errada
Está errada porque fala em profunda reflexão sobre os fundamentos das ações. Em Arendt, o ponto decisivo é justamente a ausência de pensamento e de julgamento crítico-moral, não a reflexão profunda.
D
Errada
Está errada porque descreve um líder carismático manipulador. O conceito cobrado aqui enfatiza o executor comum que age sem pensar criticamente, e não o condutor político das massas.
E
Errada
Está errada porque apresenta um agente consciente, deliberado e rebelde contra a autoridade. Esse perfil é oposto ao da obediência acrítica e rotineira que caracteriza a banalidade do mal.
Pegadinha da questão
A confusão real era associar a banalidade do mal a um sujeito violento, monstruoso ou ao líder totalitário, quando Arendt enfatiza o agente comum que cumpre ordens sem julgamento moral. Outra armadilha era entender 'ausência de pensamento' como incapacidade cognitiva geral, e não como falta de exame crítico-moral.
Dica para questões semelhantes
  • Se a questão mencionar Arendt e banalidade do mal, procure a descrição do agente comum, não a de um monstro moral ou líder carismático.
  • Use como filtro decisivo a presença ou ausência de julgamento crítico-moral sobre os próprios atos.
  • Desconfie de alternativas que atribuam ao agente reflexão profunda, sadismo, impulsividade violenta ou rebeldia consciente.

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