Questões de Concurso Comentadas sobre filosofia e a grécia antiga em filosofia

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Q3525812 Filosofia
Danilo Marcondes explica, em seu livro Iniciação à história da filosofia: dos pré-socráticos a Wittgenstein, um ponto fundamental do pensamento dos filósofos pré-socráticos: “A característica central da explicação da natureza pelos primeiros filósofos é […] o apelo à noção de causalidade. O estabelecimento de uma conexão causal entre determinados fenômenos naturais constitui assim a forma básica da explicação científica. […] A explicação causal possui, entretanto, um caráter regressivo. Ou seja, explicamos sempre uma coisa por outra e há assim a possibilidade de se ir […] até o infinito. […] Surge a necessidade de se estabelecer uma causa primeira […] que sirva de ponto de partida para todo o processo racional”.

Entre os filósofos pré-socráticos, Demócrito concebia como princípio explicativo mencionado
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Q3525806 Filosofia
Sobre a relação entre Platão e Sócrates, Danilo Marcondes, em seu livro Iniciação à história da filosofia: dos pré-socráticos a Wittgenstein, afirma: “A crítica de Platão a Sócrates diz respeito […] à concepção de filosofia como método de análise, que […] seria […] insuficiente para caracterizá-la. Seu principal argumento era que um método necessita, para a sua aplicação correta e eficaz, de um fundamento teórico que estabeleça exatamente os critérios segundo os quais o método é aplicado de forma correta e eficaz. […] É esse o papel da famosa teoria platônica das ideias ou das formas, que pode ser considerada o início da metafísica clássica”.

Segundo Marcondes, a principal função da Teoria das Ideias de Platão é
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Q3525801 Filosofia
Em seu livro Iniciação à história da filosofia: dos pré- -socráticos a Wittgenstein, Danilo Marcondes discute diferentes teorias metafísicas da Antiguidade. Dentre elas, o contraste entre Aristóteles e Platão. Nas palavras do autor: “Aristóteles, ao contrário de Platão, valoriza os sentidos e sua contribuição para o desenvolvimento do conhecimento. Enquanto Platão considerava os sentidos pouco confiáveis, proporcionando apenas uma ‘visão de sombras’, Aristóteles os vê como pontos de partida do processo de conhecimento e indispensáveis para esse processo”.

No excerto, a diferença entre teoria metafísica apresentada e a platônica diz respeito à
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Q3525792 Filosofia
Em seu livro Iniciação à história da filosofia: dos pré- -socráticos a Wittgenstein, Danilo Marcondes aborda a transição do pensamento mítico para o filosófico. Diz ele: “O pensamento mítico, com seu apelo ao sobrenatural e aos mistérios, vai assim deixando de satisfazer às necessidades da nova organização social, mais preocupada com a realidade concreta […]. É nesse contexto que o pensamento filosófico-científico encontrará as condições favoráveis para o seu nascimento”.

Com base no excerto, a transição mencionada se caracteriza como
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Q3525100 Filosofia
Em Filosofando: introdução à filosofia, Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins afirmam que “Na Grécia Antiga não havia a ideia de artista no sentido que hoje empregamos, uma vez que a arte estava integrada à vida. As obras de arte dessa época eram utensílios (vasos, ânforas, copos), edificações (templos) ou instrumentos educacionais. O artífice que os produzia era considerado um trabalhador manual, do mesmo nível do agricultor ou do ferramenteiro. Ele era um artesão, tinha domínio da tekhné, numa sociedade que considerava o trabalho manual indigno”. Aranha e Martins destacam uma voz que ecoava o coro dessa sociedade: “Platão (…) recusa-se a dar valor autônomo ao que chamamos de arte”.
O conceito a partir do qual Platão fundamenta sua crítica ao retratado no excerto é o de
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Q3523476 Filosofia
Aristóteles adota uma concepção de realidade segundo a qual o que existe é a substância individual, que podemos considerar aqui como o indivíduo material concreto. Este seria o constituinte último da realidade, o que evitaria o paradoxo da relação, ou da regressão infinita, enfrentado pela ontologia platônica (Marcondes, 2010. Adaptado).
O paradoxo da relação surge porque Platão
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Q3523475 Filosofia
Na escola Jônica ou de Mileto, os dois principais seguidores de Tales, Anaxímenes e Anaximandro, não aceitaram a ideia do mestre de que a água seria o elemento primordial, postulando outros elementos, respectivamente, o ar e o apeiron, como tendo esta função (Marcondes, 2010. Adaptado).
Tal mudança de concepção sobre qual poderia ser o elemento primordial da realidade observável pode ser tomado como sinal de que nessa escola filosófica
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Q3523473 Filosofia
Conta a lenda que o primeiro filósofo, Tales de Mileto, se interessava pelo estudo das estrelas e que um dia, olhando para o céu, tropeçou numa pedra, caindo numa vala. Uma serviçal que o acompanhava exclamou: “Como pretendes, ó Tales, tu, que não consegues sequer ver o que está à tua frente, conhecer tudo sobre o céu?”. (Chaui, 2010)
Em uma perspectiva contemporânea, essa anedota poderia ser interpretada como uma concepção de filosofia que
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Q3523472 Filosofia
A tentativa dos primeiros filósofos da escola jônica, também conhecidos como físicos, foi buscar uma explicação do mundo natural, o que constitui o assim chamado naturalismo da escola. A chave da explicação do mundo da experiência estaria, então, para esses pensadores, no próprio mundo, e não fora dele, em alguma realidade misteriosa e inacessível. O mundo se abre, assim, ao conhecimento, à possibilidade total de explicação (ao menos em princípio), à ciência. (Marcondes, 2010. Adaptado)
Segundo Danilo Marcondes, para os filósofos jônicos, seria necessário
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Q3504304 Filosofia
Jean-Pierre Vernant (1994) analisa O universo espiritual da polis e assevera:

“O que implica o sistema da polis é primeiramente uma extraordinária preeminência da palavra sobre todos os outros instrumentos do poder. Torna-se o instrumento político por excelência, a chave de toda autoridade no Estado, o meio de comando e de domínio sobre outrem.”

Com base no fragmento, o termo grego que expressa o poder da palavra e toda a força de persuasão é 
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Q3504303 Filosofia
Giorgio Colli (1996), ao tratar sobre o desafio do enigma, expressa:

“Através do oráculo, Apolo impõe ao homem a moderação, enquanto ele próprio é imoderado; exorta-o ao controle de si, enquanto ele se manifesta através de um “páthos” incontrolado – com isso o deus desafia o homem, provoca-o, quase o instiga a desobedecê-lo. Tal ambiguidade se imprime na palavra do oráculo, faz dela um enigma.”

Com base nesse fragmento, é correto afirmar que 
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Q3504301 Filosofia
Estudos recentes têm destacado a presença das mulheres na filosofia, buscando visibilidade e reconhecimento das filósofas ao longo da história e a importância de suas contribuições. Filósofas contemporâneas defendem que as mulheres sempre estiveram presentes, mas foram silenciadas durante muitos séculos. Na filosofia antiga, temos Diotima de Mantineia (séc. V a.C.), mestra de Sócrates. Embora Diotima possa ser uma figura mítica ou alegórica, ela simboliza tanto a exclusão quanto a participação das mulheres no nascimento da filosofia. A obra de Platão em que Diotima aparece é 
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Q3504300 Filosofia
Estudos recentes sugerem que a filosofia reelabora e racionaliza as narrativas míticas ao identificar suas contradições e buscar novas explicações baseadas na razão. Nesse sentido, é correto afirmar que 
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Q3504299 Filosofia
Marilena Chauí (1994) aborda o nascimento da filosofia e discute a tese de uma "filiação oriental da filosofia". Segundo a autora, 
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Q3482336 Filosofia
Sobre a história do pensamento geográfico e os fundamentos que contribuíram para a constituição da Geografia como ciência, analise as afirmativas a seguir:

I. A filosofia foi essencial na formação do pensamento geográfico, oferecendo um embasamento conceitual para as ciências, por meio da reflexão abstrata e geral sobre o conhecimento.

II. A consolidação da geografia como disciplina científica se deu a partir do século XVIII, quando houve um aumento na quantidade de conhecimento e no número de instrumentos técnicos disponíveis.

III. As teorias geográficas são independentes das demais áreas do saber e não utilizam conceitos emprestados de outras ciências.

IV. Os pensadores pré-socráticos, principalmente das escolas Jônica, Itálica e Eleata, influenciaram a base filosófica da geografia ao proporem reflexões sobre a natureza.

Estão CORRETAS:
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Q3453573 Filosofia
Ética na Administração Pública: Filósofo da Grécia Antiga, que foi precursor do estudo aprofundado da Ética. Escolha nas alternativas a que se refere ao filósofo expoente desse estudo.
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Q3440101 Filosofia
    Sócrates caracterizou seu método como maiêutica, que significa literalmente a arte de fazer o parto, uma analogia com o ofício de sua mãe, que era parteira. Ele também se considerava um parteiro, mas de ideias. O papel do filósofo, portanto, não é transmitir um saber pronto e acabado, mas fazer com que outro indivíduo, seu interlocutor, através da dialética, da discussão no diálogo, dê à luz suas próprias ideias (Teeteto, 149a-150c).

MARCONDES, Danilo. Iniciação à história da filosofia: dos pré-socráticos a Wittgenstein. Rio de Janeiro: Zahar, 2002. p. 47.

A partir da passagem acima, avalie os itens abaixo em verdadeiro (V) ou falso (F).

( ) O método socrático da maiêutica tem como objetivo principal a exposição do conhecimento acumulado pelo filósofo, que deve ser transmitido aos discípulos.
( ) A maiêutica é uma metáfora para explicar que o conhecimento verdadeiro nasce do próprio interlocutor, com auxílio do diálogo.
( ) A mãe de Sócrates era parteira, assim se compara seu papel de filósofo ao de alguém que auxilia no nascimento de ideias.
( ) O diálogo e a discussão são ferramentas essenciais no método socrático, pois permitem ao interlocutor desenvolver o próprio pensamento.

A opção que representa corretamente a sequência das afirmações é:
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Q3440100 Filosofia
Na obra de Marilena Chaui, Convite à filosofia, nos deparamos com a comparação entre mito e filosofia. Veja os dois textos a seguir:

Texto I
   O mito pretendia narrar como as coisas eram ou tinham sido no passado imemorial, longínquo e fabuloso, voltando-se para o que era antes que tudo existisse tal como existe no presente. A Filosofia, ao contrário, se preocupa em explicar como e por que, no passado, no presente e no futuro (isto é, na totalidade do tempo), as coisas são como são.

Texto II
   O mito narrava a origem por meio de genealogias e rivalidades ou alianças entre forças divinas sobrenaturais e personalizadas, enquanto a Filosofia, ao contrário, explica a produção natural das coisas por elementos naturais primordiais [...] por meio de causas naturais e impessoais [...].

CHAUI, Marilena de Souza. Convite à filosofia. 13. ed. São Paulo: Ática, 2004. p. 36.

Comparando os dois textos é possível afirmar que
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Q3440086 Filosofia
     Pode-se provar a existência de Deus por cinco vias. À primeira [...] parte do movimento. Nossos sentidos atestam, com toda a certeza, que neste mundo algumas coisas se movem. Ora, tudo o que se move é movido por outro. [...] Assim, se o que move é também movido, o é necessariamente por outro, e este por outro ainda. Ora, não se pode continuar até o infinito [...]. É então necessário chegar a um primeiro motor, não movido por nenhum outro, e este, todos entendem: é Deus.

TOMÁS DE AQUINO. Suma Teológica. Vol. 1. 9. ed. São Paulo: Edições Loyola, 2009.

Na primeira via, Tomás de Aquino explica o movimento com base em um princípio da filosofia clássica, qual seja: 
Alternativas
Q3440085 Filosofia
      A democracia é, como o próprio nome indica, a forma de governo na qual o povo exerce o poder político. Ora, o povo, viu-se, tem como grau de conhecimento máximo o conhecimento que Platão designa de opinião [...]. Assim, a rigor, a democracia é precisamente a forma de governo na qual a opinião pública é livre para se realizar, por assim dizer.

COMPARINI, Julio de Souza; NUNES, Silvio Gabriel Serrano; TOMELIN, Georghio Alessandro. Democracia e opinião pública em Platão. Cadernos de Ética e Filosofia Política, São Paulo, v. 42, n. 2, p. 40–54, 2º sem. 2023.

Segundo o texto, o fundamento da crítica de Platão à democracia está na
Alternativas
Respostas
141: D
142: B
143: C
144: B
145: D
146: E
147: C
148: A
149: D
150: D
151: C
152: B
153: C
154: C
155: B
156: C
157: C
158: B
159: E
160: E