Questões de Concurso
Sobre em busca da verdade em filosofia
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(...) E na introdução à dialética transcendental, Kant diz: “Verdade ou aparência não se encontram no objeto na medida em que ele se dá na intuição e sim no juízo a seu respeito, na medida em que é pensado.”
A caracterização da verdade como “concordância”, adequatio, omoiosis, é, de certo, por demais vazia e universal. (...)
(HEIDEGGER, Martin. Ser e tempo, § 44, b). In: MARCONDES, Danilo. Textos básicos de filosofia. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2009, p.156.)
A partir do trecho da obra Ser e tempo de Heidegger, pode ser afirmado que
Sobre a Estética, seus problemas e teorias, podemos afirmar que
I - um problema central da Estética é o do gosto e, como resultado de suas investigações, este ficou definitivamente estabelecido como algo que não se pode discutir.
II - a arte é um dos objetos de estudo da Estética, refletindo sobre questões como: O que torna um objeto obra de arte? Qual a relação entre forma e conteúdo numa obra de arte?
III - o objetivismo estético sustenta que as qualidades estéticas são propriedades inerentes aos objetos e que, por conseguinte, a experiência estética nos proporciona conhecimento delas.
IV - o subjetivismo estético sustenta que as qualidades estéticas não são inerentes aos objetos, mas dependem da resposta do sujeito, ou seja, a experiência estética não oferece um conhecimento de tais propriedades.
Marque a alternativa CORRETA.
Figura para a questão.

Na obra Verdade e método, esboços de uma hermenêutica filosófica, Gadamer afirma que a experiência da arte faz surgir o fenômeno hermenêutico em toda a sua extensão, sendo discernida, nesse fenômeno, uma forma de verdade, que é também uma forma de atividade filosófica. Desse modo, a hermenêutica abrange a experiência estética. As Brillo Box de Andy Warhol reproduzem, em tamanho real, as caixas de sabão da marca Brillo, vendidas nos supermercados nova-iorquinos da época. Nesse sentido, considere que as Brillo Box estejam expostas em um museu, com cinco espectadores distintos que visitam ao mesmo tempo essa obra de arte.
Considerando a figura e a situação hipotética descrita, assinale a opção correspondente à atitude do espectador da Brillo Box que passa pela experiência hermenêutica da arte conforme a proposta de Gadamer.
No ensaio Confissão criadora, Paul Klee, de forma lapidar, anuncia sua concepção relativa ao sentido de ser da arte: “A arte não reproduz o visível, mas torna visível”; “... Porque as obras de arte não só reproduzem com vivacidade o que é visto, mas também tornam visível o que é vislumbrado em segredo”. De modo semelhante, Heidegger, em A origem da obra de arte, apresenta a arte como uma forma de pôr-em-obra a verdade, no sentido do desvelamento, do tornar visível o desvelamento do mundo e da natureza em jogo na obra de arte. Assim, tomando como exemplo um templo grego, Heidegger diz que ele “não imita nada” e que ele torna visível o mundo em que ele se apresenta: “É a obra templo que primeiramente ajusta e, ao mesmo tempo, congrega em torno de si a unidade das vias e relações, nas quais nascimento e morte, infelicidade e prosperidade, vitória e derrota, resistência e ruína ganham para o ser humano a forma de seu destino. A amplitude dominante dessas relações abertas é o mundo desse povo histórico. A partir dele e nele é que ele é devolvido a si próprio, para o cumprimento a que se destina”. Além disso, a obra-templo faz aparecer também em seu esplendor a “terra”, isto é, a “natureza” (physis), fazendo vir à luz a pedra, o rochedo das montanhas, a imensidade do céu, a claridade do dia e a treva da noite, o mar, os animais etc. A este vir à luz, a este levantar-se ele próprio e na sua totalidade chamavam os gregos, desde muito cedo, a physis. Ela abre ao mesmo tempo a clareira daquilo sobre o qual e no qual o homem funda o seu habitar. Chamamos isso a Terra”.
Martin Heidegger. A origem da obra de arte. Lisboa: Edições 70, 2007.
Acerca das ideias suscitadas no texto acima, assinale a opção correta.
Em sua obra A República, Platão sustenta que a mentira autêntica é detestada pelos deuses e pelos homens, mas ainda assim menciona uma “nobre mentira”, a ser aplicada como remédio apenas pelos chefes da cidade aos inimigos e mesmo aos cidadãos, sempre em benefício da cidade. Kant sustenta, ao contrário, que toda mentira é ilícita e representa um aniquilamento da dignidade humana – chega a afirmar que a capacidade humana de mentir é a mancha podre de nossa espécie. Para ele, os homens têm o dever de dizer a verdade, porque
O chamado princípio de não-contradição pode ser formulado do seguinte modo:
Tendo o cético como objeto de crítica, Descartes vai, em suas Meditações, tentar
Na primeira de suas Meditações, Descartes põe em marcha um processo de crescente radicalização da dúvida cética, até chegar a um ponto de grau máximo de dúvida. Constituem etapas deste processo específico:
A obra aberta, segundo Umberto Eco, é uma mensagem fundamentalmente clara, uma unicidade de significado que convive em vários significantes.
Segundo Karl Popper, as teorias científicas são sempre refutadas, por isso são científicas.
Segundo Thomas Kuhn, os paradigmas compõem a dinâmica da ciência, chegando mesmo, em alguma medida, a determiná-la.
Existe uma semelhança entre os critérios que caracterizam as mudanças dos sistemas científicos e teorias científicas, tomando como base as filosofias de Karl Popper e Thomas Kuhn.
A crítica à Filosofia ocorre porque, em muitos casos, segundo Wittgenstein, as proposições da Filosofia são sem sentido, sendo, na verdade, pseudoproposições, que violam as regras da sintaxe lógica e nada dizem sobre o real.
A filosofia da Kant estipula a existência de juízos sintéticos a posteriori.
Pode-se conceber o sentido de transcendental em Kant como sendo a posteriori.
A solução de Kant para o problema do conhecimento envolve, em alguma medida, a estipulação de categorias para o entendimento.
É correto afirmar que o segundo texto de Kant expressa, em alguma medida, algum elemento externo, não subjetivo, na constituição do conhecimento.