Questões de Concurso
Sobre em busca da verdade em filosofia
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“a verdade é uma noção tão transcendentalmente clara que é impossível ignorá-la [...] com efeito, existem meios de examinar uma balança antes de usá-la, mas não existiriam meios de apreender o que é a verdade se nós não a conhecêssemos naturalmente.” (DESCARTES, R. Carta a Mersenne de 16 de outubro de 1639. Apud: FORLIN, E. A teoria cartesiana da verdade. São Paulo: Associação Editorial Humanitas; Ijuí: Ed. Unijuí/Fapesp, 2005. pp. 29-30).
Esse conhecimento primeiro sobre a verdade ganha diferentes versões ao longo do processo meditativo de Descartes.
A este respeito considere as seguintes assertivas:
I – Um primeiro critério de verdade utilizado por Descartes em sua meditação é a indubitabilidade. Ou, inversamente, tudo aquilo sobre o qual repousar a menor dúvida será tomado como falso.
II – Na enunciação do Cogito, a certeza que o indivíduo tem sobre sua própria existência desempenha o papel de critério de verdade. A indubitabilidade do Cogito decorre desta certeza absoluta que o indivíduo tem sobre sua própria existência.
III – A partir do Cogito, a certeza do sujeito torna- -se critério de verdade para qualquer proposição.
IV – Por fim, Descartes estabelece como regra geral que todas as coisas conhecidas claras e distintamente são verdadeiras.
Assinale a alternativa que contenha unicamente as assertivas verdadeiras:
Sobre o naturalismo epistêmico, considere as seguintes afirmações.
I - Uma das principais motivações para a naturalização da epistemologia diz respeito à necessidade de se compreender o modo como a espécie humana realiza operações cognitivas e de que não é possível alcançar essa compreensão através de uma reflexão independentemente da observação.
II - O naturalismo aponta para uma continuidade entre epistemologia e ciências empíricas, tanto no que diz respeito ao método, quanto ao objeto da investigação.
III - Trata-se de um projeto que procura estabelecer as condições normativas que devem estar presentes para que a crença verdadeira seja justificada. Ou seja, mais do que apresentar meras pretensões descritivistas, o naturalismo tem como objetivo central reformular nossos esquemas conceituais a fim de aprimorar os juízos epistêmicos.
IV - O naturalismo epistêmico relaciona-se, em parte, à desconfiança daquilo que os filósofos denominam de intuições a priori que, não raro, colocaram-se como ponto de partida para a construção de suas teorias.
Está correto apenas o que se afirma em
Implica um constante estado de dúvida. Esse estado de dúvida está voltado, sobretudo, para crenças, opiniões e pensamentos tidos pelo senso comum como verdades. Desse modo, essa corrente assume que não é possível atingir, tampouco admite a certeza absoluta a respeito de uma verdade ou conhecimento específico.
Marque a alternativa CORRETA que corresponde ao contexto apresentado:
É mais entendido como uma postura, mas também pode ser uma doutrina (ou conjunto de doutrinas). Essa postura argumenta que existem postulados (verdades) inquestionáveis. Considera que alguns posicionamentos, sejam eles morais, epistemológicos ou religiosos, são eternos, imutáveis e rigorosamente inquestionáveis. Ou seja, eles simplesmente não cabem no espectro da crítica e do questionamento.
Marque a alternativa CORRETA que corresponde ao contexto apresentado:
Na concepção heideggeriana, a obra de arte representa apenas o lugar como acontecimento da verdade.
A partir do fragmento de texto precedente, julgue o item subsequente.
O método cartesiano fundamenta na noção de evidência um
critério para se pensar a verdade.
(Filosofia Antiga. departamentodeantiga.blogspot.com. Adaptado.)
Um fato peculiar de Diógenes seria seu encontro com Alexandre, O grande, homem mais poderoso conhecido na época. São concepções de Diógenes de Sinope e de outros seguidores do Cinismo:
Que elementos e que condições tornam o homem feliz? De acordo com textos antigos, essa já era uma preocupação existente. Uma das perspectivas filosóficas sobre o tema era a dos estoicos que afirmavam, dentre outros fatores, que:
(ARANHA, 2016.)
Gottfried Wilhelm Leibniz foi um matemático, físico e filósofo científico alemão, famoso por ser um dos criadores do cálculo diferencial e integral, conquista que é dividida com Isaac Newton. Leibniz concebe as ideias do cálculo de forma independente, sem nenhuma relação com Isaac Newton. Este fato gerou inúmeras discussões pela disputa do título de criador do cálculo. Leibniz escreveu diversos ensaios, mas não expôs de modo organizado e sistemático o seu pensamento filosófico. No entanto, é o responsável pela criação do termo:
I. Como há alguma razão para duvidar de suas opiniões, Descartes opta pela suspensão de juízo à maneira do ceticismo antigo. II. Descartes pretende encontrar uma opinião irrefutável, primeira verdade a resistir à dúvida hiperbólica. III. Não há opinião que escape à dúvida hiperbólica cartesiana.
Está correto o que se afirma APENAS em
Coluna 1
1 - Período naturalista 2 - Período humanista 3 - Período sistemático 4 - Período helenístico
Coluna 2
( ) Do final do século IV ao final do século III a.C., quando a filosofia tem por tarefa reunir e sistematizar todo o conhecimento anterior sobre o mundo e o ser humano. ( ) Também chamado cosmológico ou pré-socrático, data do final do século VII ao final do século V a.C., quando a filosofia se ocupa fundamentalmente da origem do mundo e das causas das transformações na natureza. ( ) Também denominado antropológico ou socrático, ocorre do final do século V até todo o século IV a.C., quando o objeto principal da filosofia são as questões humanas, como a ética e a política. ( ) Também conhecido como greco-romano ou religioso, surge do final do século III a.C. até o século VI d.C. Nesse longo período, que já alcança Roma e o pensamento cristão, a filosofia interessa-se principalmente pelas questões da ética, do conhecimento humano e das relações entre a humanidade e Deus.
Marque a sequência CORRETA:
Suponho, portanto, que todas as coisas que vejo são falsas; persuado-me de que nada jamais existiu de tudo quanto minha memória repleta de mentiras me representa; penso não possuir nenhum sentido; creio que o corpo, a figura, a extensão, o movimento e o lugar são apenas ficções de meu espírito. O que poderá, pois, ser considerado verdadeiro? Talvez nenhuma outra coisa a não ser que nada há no mundo de certo. [...]
De sorte que, após ter pensado bastante nisto e de ter examinado cuidadosamente todas as coisas, cumpre enfim concluir e ter por constante que esta proposição, eu sou, eu existo, é necessariamente verdadeira, todas as vezes que a enuncio ou que a concebo em meu espírito. (DESCARTES, 2011, p. 78)
O intelecto, como um meio para a conservação do indivíduo, desenvolve suas forças principais na dissimulação; pois esta é o meio através do qual se conservam os indivíduos mais fracos, menos robustos, aos quais foi negado travar uma luta pela existência com os cornos ou a mordida afiada de uma fera. No ser humano essa arte da dissimulação atinge o seu auge: aqui o engano, a lisonja, mentiras e ilusões, o falar-portrás, o representar, o viver do brilho alheio, o estar mascarado, a convenção velada, o jogo de cena diante dos outros e de si mesmo, em suma: o constante esvoaçar em torno de uma chama de vaidade são tanto a regra e a lei segundo as quais quase nada é mais incompreensível do que o surgimento entre os homens de um impulso honesto e puro para a verdade. (NIETZSCHE, 2011, p. 142)
DESCARTES, R. Meditações metafísicas. In: MARCONDES, D. (Org.).
Textos básicos de filosofia. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2011.
NIETZSCHE, F. Sobre a verdade e a mentira em um sentido extramoral.
In: MARCONDES, D. (Org.).Textos básicos de filosofia. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2011.
Sobre os textos, é correto afirmar que
O filósofo brasileiro Newton da Costa concebeu a sua teoria da quase-verdade influenciado pela dinâmica do pensamento científico, defendendo que teorias científicas não contêm conteúdos que dissertem sobre a realidade.
As teorias da verdade enquanto coerência repercutiram no idealismo, em filósofos como Fichte, Hegel e Bradley, e dependem profundamente do conceito de contradição.
As teorias da verdade enquanto correspondência procuram evitar qualquer relação com a realidade.
Adorno afirma que a obra de arte, apesar de não ser assimilável conceitualmente, é muito mais verdadeira que o conhecimento discursivo.