Questões de Concurso
Sobre em busca da verdade em filosofia
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Edmund Gettier ficou conhecido por introduzir na Epistemologia os, assim denominados, casos de Gettier, casos problemáticos (contra exemplos) para a suficiência da definição tripartite do conhecimento proposicional como crença verdadeira e justificada.
Considere os seguintes casos e avalie se eles se classificam, ou não, como casos de Gettier.
I - Eduardo acredita em tudo aquilo que é notícia no seu canal preferido, já que ele é reconhecido como um veículo de informação confiável, e frequentemente checa as suas notícias antes de publicá-las. Certo dia, esse mesmo canal noticiou falsamente que o presidente X havia falecido. Eduardo concluiu falsamente, embora de modo justificado, que faleceu o presidente X.
II - Todos os dias, ao passar pela praça central de sua cidade, Alice consulta a hora no preciso relógio de ponteiros da catedral. Ela sempre confia na hora informada pelo relógio, pois ele é muito preciso e regular. Sem que Alice o saiba, entretanto, o relógio parou de funcionar às 8:15 da noite anterior. Hoje, ao passar pela praça central, exatamente às 8:15 da manhã, Alice olha para o relógio da catedral e se informa, acidentalmente, sobre a hora certa.
III - Eustáquio sempre jogava na loteria a mesma sequência de números. Ele acreditava que um dia tais números lhe trariam sorte, pois sonhava com eles copiosamente. Certo dia, jogando com estes mesmos números, Eustáquio acertou na loteria e ganhou um prêmio milionário.
É (são) caso (s) de Gettier apenas
Implica um constante estado de dúvida. Esse estado de dúvida está voltado, sobretudo, para crenças, opiniões e pensamentos tidos pelo senso comum como verdades. Desse modo, essa corrente assume que não é possível atingir, tampouco admite a certeza absoluta a respeito de uma verdade ou conhecimento específico.
Marque a alternativa CORRETA que corresponde ao contexto apresentado:
É mais entendido como uma postura, mas também pode ser uma doutrina (ou conjunto de doutrinas). Essa postura argumenta que existem postulados (verdades) inquestionáveis. Considera que alguns posicionamentos, sejam eles morais, epistemológicos ou religiosos, são eternos, imutáveis e rigorosamente inquestionáveis. Ou seja, eles simplesmente não cabem no espectro da crítica e do questionamento.
Marque a alternativa CORRETA que corresponde ao contexto apresentado:
Na concepção heideggeriana, a obra de arte representa apenas o lugar como acontecimento da verdade.
A partir do fragmento de texto precedente, julgue o item subsequente.
O método cartesiano fundamenta na noção de evidência um
critério para se pensar a verdade.
(Filosofia Antiga. departamentodeantiga.blogspot.com. Adaptado.)
Um fato peculiar de Diógenes seria seu encontro com Alexandre, O grande, homem mais poderoso conhecido na época. São concepções de Diógenes de Sinope e de outros seguidores do Cinismo:
Que elementos e que condições tornam o homem feliz? De acordo com textos antigos, essa já era uma preocupação existente. Uma das perspectivas filosóficas sobre o tema era a dos estoicos que afirmavam, dentre outros fatores, que:
(ARANHA, 2016.)
Gottfried Wilhelm Leibniz foi um matemático, físico e filósofo científico alemão, famoso por ser um dos criadores do cálculo diferencial e integral, conquista que é dividida com Isaac Newton. Leibniz concebe as ideias do cálculo de forma independente, sem nenhuma relação com Isaac Newton. Este fato gerou inúmeras discussões pela disputa do título de criador do cálculo. Leibniz escreveu diversos ensaios, mas não expôs de modo organizado e sistemático o seu pensamento filosófico. No entanto, é o responsável pela criação do termo:
I. Como há alguma razão para duvidar de suas opiniões, Descartes opta pela suspensão de juízo à maneira do ceticismo antigo. II. Descartes pretende encontrar uma opinião irrefutável, primeira verdade a resistir à dúvida hiperbólica. III. Não há opinião que escape à dúvida hiperbólica cartesiana.
Está correto o que se afirma APENAS em
Coluna 1
1 - Período naturalista 2 - Período humanista 3 - Período sistemático 4 - Período helenístico
Coluna 2
( ) Do final do século IV ao final do século III a.C., quando a filosofia tem por tarefa reunir e sistematizar todo o conhecimento anterior sobre o mundo e o ser humano. ( ) Também chamado cosmológico ou pré-socrático, data do final do século VII ao final do século V a.C., quando a filosofia se ocupa fundamentalmente da origem do mundo e das causas das transformações na natureza. ( ) Também denominado antropológico ou socrático, ocorre do final do século V até todo o século IV a.C., quando o objeto principal da filosofia são as questões humanas, como a ética e a política. ( ) Também conhecido como greco-romano ou religioso, surge do final do século III a.C. até o século VI d.C. Nesse longo período, que já alcança Roma e o pensamento cristão, a filosofia interessa-se principalmente pelas questões da ética, do conhecimento humano e das relações entre a humanidade e Deus.
Marque a sequência CORRETA:
Suponho, portanto, que todas as coisas que vejo são falsas; persuado-me de que nada jamais existiu de tudo quanto minha memória repleta de mentiras me representa; penso não possuir nenhum sentido; creio que o corpo, a figura, a extensão, o movimento e o lugar são apenas ficções de meu espírito. O que poderá, pois, ser considerado verdadeiro? Talvez nenhuma outra coisa a não ser que nada há no mundo de certo. [...]
De sorte que, após ter pensado bastante nisto e de ter examinado cuidadosamente todas as coisas, cumpre enfim concluir e ter por constante que esta proposição, eu sou, eu existo, é necessariamente verdadeira, todas as vezes que a enuncio ou que a concebo em meu espírito. (DESCARTES, 2011, p. 78)
O intelecto, como um meio para a conservação do indivíduo, desenvolve suas forças principais na dissimulação; pois esta é o meio através do qual se conservam os indivíduos mais fracos, menos robustos, aos quais foi negado travar uma luta pela existência com os cornos ou a mordida afiada de uma fera. No ser humano essa arte da dissimulação atinge o seu auge: aqui o engano, a lisonja, mentiras e ilusões, o falar-portrás, o representar, o viver do brilho alheio, o estar mascarado, a convenção velada, o jogo de cena diante dos outros e de si mesmo, em suma: o constante esvoaçar em torno de uma chama de vaidade são tanto a regra e a lei segundo as quais quase nada é mais incompreensível do que o surgimento entre os homens de um impulso honesto e puro para a verdade. (NIETZSCHE, 2011, p. 142)
DESCARTES, R. Meditações metafísicas. In: MARCONDES, D. (Org.).
Textos básicos de filosofia. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2011.
NIETZSCHE, F. Sobre a verdade e a mentira em um sentido extramoral.
In: MARCONDES, D. (Org.).Textos básicos de filosofia. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2011.
Sobre os textos, é correto afirmar que
O filósofo brasileiro Newton da Costa concebeu a sua teoria da quase-verdade influenciado pela dinâmica do pensamento científico, defendendo que teorias científicas não contêm conteúdos que dissertem sobre a realidade.
As teorias da verdade enquanto coerência repercutiram no idealismo, em filósofos como Fichte, Hegel e Bradley, e dependem profundamente do conceito de contradição.
As teorias da verdade enquanto correspondência procuram evitar qualquer relação com a realidade.
Adorno afirma que a obra de arte, apesar de não ser assimilável conceitualmente, é muito mais verdadeira que o conhecimento discursivo.
Descartes foi um dos maiores representantes do racionalismo, defendendo que o cogito era o ponto de partida seguro para o empreendimento filosófico.