Questões de Concurso
Sobre conceitos filosóficos em filosofia
Foram encontradas 2.241 questões
Segundo o autor, é uma característica exclusiva da ciência
SCHOPENHAUER, A. O mundo como vontade e representação. Rio de Janeiro: Contraponto, 2001.
Segundo Schopenhauer, afirmar que o mundo é representação, significa que o mundo é
NIETZSCHE, F. Genealogia da moral. São Paulo: Companhia das Letras, 2009. (Adaptado.)
O método genealógico de Nietzsche é empregado em suas investigações sobre como os valores se constituem. Com relação a esse método, é correto afirmar que os valores
SÊNECA. Sobre a ira. Sobre a tranquilidade da alma. São Paulo: Companhia das Letras, 2014.
O filósofo latino Sêneca é um dos principais expoentes do estoicismo. Para esta escola, a tranquilidade é alcançada quando
Assinale a opção correta, segundo essa distinção kantiana.
HEGEL, G. W. F. Fenomenologia do Espírito. Petrópolis, RJ: Vozes; Bragança Paulista: Editora Universitária São Francisco, 2014.
O trecho acima ilustra a concepção dialética de Hegel, segundo a qual os contrários
HEIDEGGER, M. “A questão da técnica”. Scientiae Studia, São Paulo, v. 5, n. 3, 2007.
O filósofo alemão Martin Heidegger é conhecido por sua crítica à modernidade do ponto de vista ontológico. Segundo o trecho, o perigo essencial da técnica moderna é
SPINOZA, B. de. Ética. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2013.
O trecho acima expressa a posição crítica de Espinosa em relação a uma das formas de causalidade teorizadas pela tradição filosófica. Trata-se da noção de causa
Existem áreas fundamentais da filosofia que ajudam as pessoas a refletir sobre suas respectivas ações, decisões e obrigações: a nos convida a buscar princípios e valores que nos guiarão em nossas escolhas, enquanto a enfatiza a natureza obrigatória dos deveres independentemente das consequências.
TEXTO 1
Omama criou os xapiri, para podermos nos vingar das doenças e nos proteger da morte a que nos sujeitou seu irmão mau. Depois, escondeu-os, até que seu filho se tornasse xamã, no topo das montanhas e nas profundezas do mato. O pai de minha esposa conta que foi a esposa de Omama, a mulher das águas, quem primeiro pediu que os xapiri fossem trazidos à existência. A mulher das águas lhe disse então: “Crie os xapiri, para curarem nossos filhos!”. Omama concordou: “Awei! São palavras sensatas. Os espíritos irão afugentar os seres maléficos. Foi assim que ele fez aparecer os xapiri, tão numerosos e poderosos quanto os conhecemos hoje. Mais tarde, o filho de Omama tornou-se um rapaz e seu pai quis que ele aprendesse a fazer dançar os xapiri para poder tratar os seus.
KOPENAWA, D.; ALBERT, B. A queda do céu: palavras de um xamã yanomami. São Paulo: Companhia das Letras, 2010 (adaptado).
TEXTO 2
O médico é o moderno mestre do reino do mito, o guardião da sabedoria a respeito de todos os caminhos secretos e fórmulas poderosas. Seu papel equivale precisamente ao do Velho Sábio, presença constante nos mitos e contos de fadas, cujas palavras ajudam o herói nas provas e terrores da fantástica aventura. É ele que aplica o bálsamo curativo nas feridas quase fatais e, por fim, leva o conquistador de volta ao mundo da vida normal após a grande aventura na noite encantada.
CAMPBELL, J. O herói de mil faces. Tradução: Adail Ubirajara Sobral. São Paulo: Cultrix Pensamento, 2009 (adaptado).
Nesse caso, os fragmentos de texto apresentados possibilitam aos estudantes reconhecer
NIETZSCHE, F. W. Genealogia da moral: uma polêmica. São Paulo: Companhia das Letras, 1998 (adaptado).
A partir do texto apresentado, assinale a opção que indica um objetivo de aprendizagem, seguido da abordagem a ser adotada pelo docente em uma aula de Filosofia.
ADORNO, T. W. Dialética negativa. Tradução de Marco Antonio Casanova. Rio de Janeiro: Zahar, 2009 (adaptado).
Em uma aula de Filosofia para a 3ª série do Ensino Médio, visando à análise crítica da razão moderna, o docente propôs que os estudantes identificassem, por meio de uma pesquisa bibliográfica, as principais correntes de pensamento filosófico e as relacionassem à crítica do texto de Adorno, apresentado acima.
Nesse caso, para entender corretamente a crítica do texto de Adorno, os discentes devem identificar que ela se volta contra
1. Todos os feijões daquela saca são brancos. Esses feijões são daquela saca. Logo, esses feijões são brancos.
2. Esses feijões são daquela saca. Esses feijões são brancos. Logo, todos os feijões daquela saca são brancos.
3. Todos os feijões daquela saca são brancos. Esses feijões são brancos. Logo, esses feijões são daquela saca.
Para finalizar a atividade, a professora estabeleceu como critério avaliativo a devida associação das formas de raciocínio com os argumentos apresentados, de modo que os silogismos 1, 2 e 3 deveriam ser, respectivamente, classificados por cada grupo como
CHAUÍ, M. Convite à Filosofia. São Paulo: Ática, 2000 (adaptado).
Uma professora de Filosofia, ao abordar a relação entre ética e liberdade em uma turma do 9º ano do Ensino Fundamental, realizou, de forma contextualizada, a leitura do texto acima.
Após a leitura, um estudante se mostrou bastante incomodado e pediu a palavra, afirmando que “estar sob o poder de forças externas não é uma escolha, nem é racional, pois existe um Deus absoluto que tem planos para nós”.
Nesse cenário, a metodologia que potencializa a problematização feita pelo estudante é a
Uma plataforma que disponibiliza textos na Internet, entre os quais muitos não possuem autorização de publicação, é motivo de debate entre os acadêmicos. Alguns a consideram um exemplo da ideia de educação universal e democratização do conhecimento. Já outros a veem como um site ilegal, uma vez que burla as regras de direitos autorais.
Nesse contexto, sob a perspectiva da ética utilitarista, a reflexão apresentada pela professora constitui o princípio
A criança que acaba de nascer não conhece nem objetos determinados nem propriedades determinadas de objeto nenhum; mas, no dia em que aplicarem na sua frente uma propriedade a um objeto, um epíteto a um substantivo, compreenderá imediatamente o que isso quer dizer. A relação do atributo com o sujeito é, portanto, apreendida por ela naturalmente. E o mesmo poderia ser dito da relação geral que o verbo exprime, relação tão imediatamente concebida pelo espírito que a linguagem pode subentendê-la, como acontece nas línguas rudimentares que não têm verbo. A inteligência faz portanto naturalmente uso das relações de equivalente com equivalente, de conteúdo com continente, de causa com efeito, etc., implicadas em toda frase na qual há um sujeito, um atributo, um verbo expresso ou subentendido.
BERGSON, H. A evolução criadora. Tradução: Bento Prado Neto. São Paulo: Martins Fontes, 2005.
TEXTO 2
Em contraste com a estrutura sujeito-verbo-objeto, a linguagem reomodal de Ubu-ntu aceita o verbo como o ponto de partida. Em nossa visão, o verbo não apenas pressupõe, mas é também materialização/ incorporação/personificação do agente. A atividade ou a ação do verbo é menos o efeito de determinada doença, inseparável do agente. O agente existente, presente numa tensão contínua é, em si mesmo, em muitos momentos cedidos, a materialização da potencialidade para uma variedade infinita de uma atividade incessante de uma fusão e convergência. Para usar uma metáfora biológica, nós podemos dizer que o presente continuamente tenso é como um infinito encadeamento alternado de bebês, jovens e adultos todos perpetuamente conectados a suas mães através de seus cordões umbilicais.
RAMOSE, M. B. African philosophy through ubuntu. Tradução: Arnaldo Vasconcellos. Harare: Mond Books, 1999 (adaptado).
Considerando que os textos apresentam diferentes compreensões sobre a relação entre linguagem e ontologia, é correto afirmar que, para Bergson, a linguagem
O termo “cosmovisão”, que é usado no Ocidente para resumir a lógica cultural de uma sociedade, capta o privilégio ocidental do visual. É eurocêntrico usá-lo para descrever culturas que podem privilegiar outros sentidos. Portanto, “cosmovisão” só será aplicada para descrever o sentido cultural ocidental, e “cosmopercepção” será usada ao descrever os povos iorubás ou outras culturas que podem privilegiar sentidos que não sejam o visual ou, até mesmo, uma combinação de sentidos.
OYEWUMI, O. A invenção das mulheres. Rio de Janeiro: Bazar do Tempo, 2021 (adaptado).
Em seguida, um dos estudantes interpelou a professora, pois não entendeu como a mudança de termo influenciaria no entendimento dessa filosofia. Com isso, a professora apresentou um trecho da música Pedagoginga, de Thiago Elniño, para explicar como o universo iorubá, muito presente em músicas das populações negras, parte de uma combinação de sentidos, que não somente a visão, para a compreensão do mundo.
Minha percepção de mundo/ Diz que nós mesmo não vendo nada em volta/ Nunca estamos sós/ Faço minha oração, peço força pro meu guia/ E que ele não me abandone nas lutas do dia a dia
ELNIÑO, T. Pedagoginga. Álbum: A rotina do pombo. 2017.
Com relação ao contexto apresentado, é correto afirmar que a estratégia utilizada pela professora foi
Nessa situação, a fim de promover uma discussão sobre temas da Lógica com os estudantes, o professor de Filosofia deverá abordar, necessariamente,
KRENAK, A. apud WERÁ, K. (Org.). Ailton Krenak. Coleção Tembetá. Rio de Janeiro: Azougue, 2017 (adaptado).
Uma professora de Filosofia do Ensino Médio que propuser à turma uma atividade a partir do texto apresentado poderá solicitar aos estudantes, para melhor compreensão do tema, a realização de uma pesquisa sobre qual aspecto da cultura dos povos originários?
Nosso aluno não tinha, no início, senão sensações; agora tem ideias. Não fazia senão sentir, agora julga. Porque, da comparação de várias sensações sucessivas e simultâneas, e do julgamento que delas se faz, nasce uma espécie de sensação mista ou complexa a que chamo de ideia.
ROUSSEAU, J. J. Emílio ou da educação. São Paulo: Martins Fontes, 2014.
Considerando o texto apresentado na referida oficina, é possível inferir que