Questões de Concurso
Sobre a política em filosofia
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(Nunes: 2004, 78.)
A principal crítica de Montesquieu ao absolutismo se assenta diretamente sobre
Maquiavel estabelece uma identidade entre a ética na política e a ética dos indivíduos na vida privada.
A função dos governos quando se apresentam as crises econômicas é a de intervir na economia, mesmo que seja “pagando desempregados para abrir buracos nas estradas para depois enchê-los novamente”, uma vez que isso coloca dinheiro em circulação, reativa o consumo, recoloca em movimento o sistema produtivo. Portanto, determinados controles não devem ser abandonados à iniciativa individual, mas requisitados pelo Estado para compor o conjunto de suas atribuições. Atividades econômicas similares desenvolvidas pelo Estado aliam programas sociais com eficiência econômica.
Tal entendimento acerca da função do Estado no que tange à esfera econômica da sociedade é próprio de teóricos do:
I. A pesquisa social para os frankfurtianos deve ser especializada, restrita aos campos de saber específicos, visto que a pretensão de totalidade, mais do que contribuir, prejudica e embaça as análises da sociedade.
II. A teoria crítica da sociedade é a designação dada ao conjunto de elaborações desenvolvidas pela Escola de Frankfurt. O nome da teoria não é apenas um nome fantasia sem sentido, porém uma referência ao atributo que a distinguiria dos trabalhos da sociologia empírica americana.
III. Embora os frankfurtianos tenham recusado a ortodoxia marxista, trata-se de uma teoria crítica cujo esforço foi reatualizar a transformação operada por Karl Marx.
IV. De orientação nitidamente liberal, a Escola de Frankfurt tem sua origem no Instituto de Pesquisa Social e seus estudos procuram questionar a crescente valorização das pesquisas de orientação marxista. Mais do que um experimento de pesquisa social, a Escola de Frankfurt é uma militância liberal.
Dentre as alternativas abaixo, em qual delas há afirmativas verdadeiras?
De acordo com o referido fragmento e considerando a totalidade do pensamento de Friedrich Nietzsche, podemos afirmar que a alternativa INCORRETA é:
A partir do exposto acima e da filosofia geral de Comte, considere as afirmativas abaixo.
I. Sua física social almeja submeter a realidade social à pesquisa científica rigorosa através da observação e do experimento, de modo precisamente idêntico ao realizado pela física e pela química.
II. A lei geral da estática social descoberta por Comte mediante o método da física social é a conexão entre os diversos aspectos da vida social.
III. A lei dos três estágios é a lei fundamental da dinâmica social, sendo ainda a senda do progresso humano.
IV. À física social compete compreender os fenômenos sociais e modificá-los em benefício da sociedade em geral, sendo o estado positivo, para onde essa modificação tem lugar ou para onde ela conduz, um itinerário e um fim.
Assinale a alternativa em que todas as afirmativas estão CORRETAS:
Ao distinguir as diversas formas de governo, Rousseau (2012, p. 79) afirma que o “[...] Soberano pode, em primeiro lugar, confiar o Governo a todo o povo ou à maior parte do povo,de modo que haja mais cidadãos magistrados do que simples cidadãos individuais”.
Dessa citação de O Contrato Social, é correto afirmar que ela se refere à:
A dimensão referente aos sentimentos e emoções provocados no trânsito, como estresse, agressividade e impaciência, pode ser entendida a partir da análise do dilema do trânsito, onde se constitui uma contradição entre a concepção de rua como um espaço construído para todos e indivíduos com uma mentalidade marcada pela hierarquia aristocrática. Além disso, há no Brasil uma crença compartilhada por condutores de veículos, motociclistas e pedestres: a de que os problemas do trânsito estão relacionados a fatores externos - ausência de estrutura física adequada de funcionamento das vias públicas. A partir disso pode-se destacar a falta de conscientização em relação aos direitos e, principalmente, aos deveres de cada um ao sair de casa.
(PITANGA, C. V. Fé em Deus e pé na tábua: ou como e por que o trânsito enlouquece no Brasil. Horiz. antropol., Porto Alegre, v. 18, n. 37, June 201. Disponível em <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arte&pid=S0104-71832012000100021&Ing=en&nrm=iso>. Acesso em 18/01/2015.)
Depreende-se da leitura do texto que os problemas do trânsito no Brasil, além de aspectos relacionados à engenharia de trânsito (fatores externos), dizem respeito também a outros fatores. Em relação a esses fatores, considere:
I - Civilidade e respeito às leis.
II - Igualdade de todos perante a lei.
III - Convivência no espaço público e social.
Integram esses outros fatores:
A moral é solitária (ela só vale na primeira pessoa); toda política é coletiva. É por isso que a moral não poderia fazer as vezes de política, do mesmo modo que a política não poderia fazer as vezes de moral: precisamos das duas, e da diferença entre as duas! Uma eleição, salvo excepcionalmente, não opõe bons e maus, mas opõe campos, grupos sociais ou ideológicos, partidos, alianças, interesses, opiniões, prioridades, opções, programas... Que a moral também tenha uma palavra a dizer é bom lembrar (há votos moralmente condenáveis). Mas isso não nos poderia fazer esquecer que ela não faz as vezes nem de projeto nem de estratégia. O que a moral propõe contra o desemprego, contra a guerra, contra a barbárie? Ela nos diz que é preciso combatê-los, claro, mas não como temos maiores oportunidades de derrotá-los. Ora, politicamente, é o como que importa.
(COMTE-SPONVILLE, A. Apresentação da filosofia. São Paulo: Martins Fontes, 2002.)
A partir do texto acima, analise as afirmativas.
I - Moral e política constituem diferentes campos de ação do ser humano.II - Existem aspectos morais na política.
III - Política e moral são idênticas.
Está correto o que se afirma em
Segundo o antropólogo Da Matta, a nossa impaciência no trânsito é evidente. “Se o nosso carro enguiça e promove um congestionamento; se encontramos um velho amigo dirigindo ao nosso lado e batemos um papo; se paramos na porta da escola para nossos filhos, não tem problema, pois os outros são invisíveis, não estamos atrapalhando ninguém, mas realizando algo normal (e legítimo). Daí nossa indignação quando alguém buzina e chama nossa atenção para o abuso; daí a nossa repulsa com a ‘falta de educação’ de quem reclama e deveria compreender e esperar não por sua vez, mas por nós.” Mas quando nos transformamos no “outro” tudo muda de figura. “A ausência de paciência, a pressa tão amiga da imprudência e irmã do acidente, faz parte do estilo brasileiro de dirigir. Ela trai a consciência e a incapacidade para negociar cordialmente e põe a nu a incapacidade que revela a ausência de uma educação, de uma preparação para a igualdade”.
(HAAG, C. Fé na modernidade e pé na tábua. In Revista Pesquisa Fapesp, nº 179, Janeiro, 2011.)
Depreende-se da leitura do texto que alguns dos problemas do trânsito no Brasil referem-se a fatores relacionados ao estilo brasileiro de dirigir e ao comportamento dos condutores de veículos nas vias públicas. Sobre esse comportamento, considere:
I - Falta de estilo, pouca pressa, incapacidade motora.II - Falta de cordialidade, individualismo, imprudência.
III - Falta de educação, desconsideração com o outro, impaciência.
Caracterizam o comportamento desses condutores:
Montesquieu (1689 – 1755), na obra O espírito das Leis, afirma: “Quando os poderes legislativo e executivo ficam reunidos numa mesma pessoa ou instituição do Estado, a liberdade desaparece [...] Não haveria também liberdade se o poder judiciário se unisse ao executivo, o juiz poderia ter a força de um opressor. E tudo estaria perdido se uma mesma pessoa ou instituição do Estado exercesse os três poderes: o de fazer leis, o de ordenar a sua execução e o de julgar os conflitos entre os cidadãos.”.
A partir dessas informações sobre a filosofia política de Montesquieu e a divisão que propõe do poder, é correto afirmar:
John Locke. Ensaio acerca do entendimento humano
Tendo o fragmento de texto acima como referência inicial, julgue os seguintes itens, acerca da filosofia de John Locke.
Segundo Locke, não existe nada na mente humana que possa, de algum modo, conduzir ou auxiliar a produção de conhecimento.